
THE END
"A Arte da Fuga" ("Die Kunst der Fuge", BWV 1080) é uma obra-prima de Johann Sebastian Bach:
um único tema musical persegue-se, a si mesmo e as múltiplas variações, num diálogo musical intenso desenvolvido a diversas vozes, rico de simetrias, inversões, ritmos e tempos diferentes.
Fugas para aartedafuga@gmail.com
O abandono mais ou menos explícito da linha política liberal nos congressos do PSD e do CDS foi, é hoje mais evidente, uma precipitação.
(...) a "recentragem" do PSD e a "correcção" do CDS só podem ter o sentido de um pragmatismo político, e nada mais do que isso. Não passou de uma resposta, ou mesmo de uma cedência, à enorme barragem propagandística da esquerda dominante. É uma postura que pode render se se está pura e simplesmente "à espera", mas que não chega, na visão que eu partilho com outros, para erguer uma verdadeira alternativa.
Que é um combate que começa por ser cultural basta olhar em volta para o sentir. Aquilo a que paternalmente se chama "novas gerações", mas que é a população activa com menos idade e rotinas, está cada vez mais disponível para a mudança de mentalidades. Ela vê na direita muito mais o território por eleição da liberdade do que a muralha defensora das tradições. A inércia, o conformismo, o proteccionismo e a desresponsabilização individual são para eles valores de esquerda a abandonar.
Se os jovens pensam assim (e eu acho que pensam), um projecto de futuro passará sempre por uma revolução de tipo liberal. Os que sucederem ao PS no Governo (e isso é mesmo uma questão de tempo) só terão qualquer coisa de novo para oferecer se também eles fizerem essa revolução. Por equipas programáticas e por governos-sombra passará com certeza muito do trabalho indispensável à construção da alternativa. Mas que para além disso há uma revolução à nossa espera, isso há.
![]() | Galiza: ganharam os conservadores, mas serão os socialistas e os nacionalistas galegos, dois partidos com concepções distintas do estado espanhol, a formar governo regional. Os nacionalistas (neste contexto, são "os bons"), já vieram avisar: El BNG advierte de que el pacto de gobierno con los socialistas "no saldrá barato". A nossa esquerda paga para ver. |
![]() | Por cá continuamos com uma lei barroca e obsoleta, que regulamenta saldos e promoções em toda a actividade lojista, contra todos os interesses do consumidor... mas isso a DECO não diz. |
![]() | O CDS virou socialista e propõe um regime especial que enquadre os profissionais das artes e espectáculos a nível laboral, fiscal e de protecção social, porque os artistas "carecem de uma atenção e de uma protecção especial por parte do Estado". Porquê? [mais nos comentários] |
| Um presente envenenado de Santana Lopes ao próximo Presidente da Câmara. |

![]() (imagem já utilizada aqui) | - Wikipedia; - About.com; - Fraud Factor (muito interessante); Impõe-se perguntar: - Quantos serão os círculos uninominais? - Como (por que critérios) serão definidos? - Quem demarcará o mapa eleitoral? - Quando e como poderá ser feita a sua eventual revisão? |
![]() | O artigo "É a PAC, man!" do Axónios Gastos, fez-me lembrar a origem do popular jogo de computador. Originalmente, o jogo chamava-se "Puck-man", nome derivado de paku-paku, que em japonês significa "abrir e fechar a boca" (o nome ainda é usado no Japão). Mas os engraçadinhos das arcades entretinham-se a riscar a argola do "P" para fazerem um "F", e a empresa Namco foi obrigada a arranjar outra designação... |
![]() | Perdi as esperanças que o "Assim sem você" da Adriana Partimpim não seja a música-nojo deste Verão... [definição: música que o Paulo Pinto Mascarenhas decide pôr n'O—Acidental (como uma novidade!) muito tempo passado... :D ] |
![]() | "Prova de Fogo" do n'O Sinédrio. (foto: Peter Ustinov no Quo Vadis) |
![]() | Sondagem Público/Universidade Católica: A popularidade do Governo liderado por José Sócrates atingiu os mesmos níveis aos do início do Executivo de Durão Barroso". Para alguns, Sócrates é tão popular como Durão Barroso. Para outros, é tão impopular como Durão Barroso. Para todos, as sondagens continuam a gozar de um altíssimo nível de popularidade. |
![]() | Proposta de protocolo para encetar negociações com a ETA: - uma bomba = sim; - duas bombas = não; Teste: aceitam esta proposta de negociações, e porquê? Quais as vossas condições? (Nota: sempre que a resposta não possa ser resumida a "sim" ou "não", utilizar codificação alternativa.) |
![]() | Hoje quando saí de casa estava o PCP a fazer um comício no Jardim da Parada. O ponto alto foi quando apareceu o carro para despejar os contentores de lixo reciclável. Eu vi-os vacilar... |
| Está na cara que a expressão "servidores públicos" não colaria. Ninguém quer servir, só ser servido. Ou servir-se. "Funcionário", por outro lado, é uma palavra horrível. Tem um travo kafkiano. [ler também n'Os Pássaros] |
![]() | O PCP acha que os responsáveis pelo não cumprimento dos serviços mínimos não podem ser responsabilizados. Passámos de uma cultura de permissivismo para uma cultura de impunidade. Eu sugeria que os professores deixassem de ter de apresentar atestados médicos para além de um determinado limite de faltas. Ou que deixassem de assinar livros do ponto, que isto de poder ser comparado com quem trabalha mais é uma chatice. |
![]() | Já agora, um abraço ao meu professor de Trabalhos Oficinais, o electro-quarto-de-litro, que por esta altura se não morreu de cirrose deve estar no topo da carreira! |
![]() | O Público mandou duas jornalistas a um colóquio do PSD-Porto beber das palavras de Pinto Balsemão. O antigo PM defendeu os pactos de regime, a Igreja Católica e as grandes causas. "De raspão, o fundador do PSD tocou no "tabu" presidencial". Como? "O papel do Presidente da República, seja do actual, seja do próxim, pode ser determinante na procura de um acordo perdurável sobre a justiça entre os dois principais partidos portugueses, como seu garante e fiscal", terá dito, e terá avançado para outros temas. Segundo o Público, já é presidenciável. |
![]() | O horror, o drama... Caro Artur, vê pelo lado positivo— pelo menos livraste-te do Louçã e dos seus impostos aferidos pelas revistas do social... |
1. O leitor xpto, que não sei quem é, e que me trata por 'bloguista' [que raios, até parece que não assino os meus posts, tratem-me por tu ou AA ou António ou António Amaral ou António Costa Amaral, que falta de educação!], apontou que um post antigo meu "Poluição" tinha uma grave incorrecção:Os aumentos das rendas anteriores a 1990 não poderão ser superiores a 75 euros mensais por ano, anunciou Eduardo Cabrita na reunião de secretários de Estado na passada terça-feira.
Deste modo, o Governo cria uma segunda protecção para os inquilinos: ao gradualismo, que dilui no tempo a actualização das rendas, o Governo acrescenta um limite absoluto anual para os aumentos. Este limite corresponde a um peso no orçamento anual das famílias de 900 euros. A actualização do valor patrimonial dos imóveis, necessária para aumentar as rendas, vai traduzir-se num aumento do imposto municipal de imóveis.
Primeiro, no sistema proposto, os deputados que passariam a ser eleitos em círculos uninominais seriam menos de metade, continuando os demais a ser eleitos em círculos distritais e num círculo nacional, plurinominais, tal como hoje.
Segundo, os eleitores teriam dois votos, um para eleger o 'deputado local' no seu círculo uninominal, e outro para eleger os deputados nos círculos distritais/nacional.
Terceiro, e mais importante, a repartição dos deputados pelos partidos seria sempre feita globalmente de forma proporcional, ou seja, tendo em conta somente o "segundo voto" dos eleitores e não pelo 'voto uninominal', servindo este apenas para escolher os deputados locais, que seriam sempre contabilizados na quota de cada partido.
Portanto, mesmo que os círculos uninominais provocassem uma relativa bipolarização do voto na eleição dos deputados 'locais', não existe nenhuma razão para temer que tal efeito contaminasse em larga escala o 'segundo' voto, provocando uma bipolarização geral do sistema eleitoral.
É de lembrar que o sistema eleitoral que serviu de referência à referida reforma eleitoral é o da Alemanha, que revela um índice de proporcionalidade muito elevado e no qual as limitações à representação partidária no parlamento derivam, sim, da 'cláusula-barreira' do mínimo de cinco por cento de votos, como condição de acesso ao Parlamento, e não do sistema eleitoral.
Se procurarmos as razões pelas quais o governo não optou por esta via, bem mais amiga da economia, duas explicações podem ser imaginadas. Uma é a de que, para este governo, tudo o que os governos anteriores fizeram estava errado e não pode repetir-se. Outra é a de que tudo o que representa venda de activos, concessões ou privatizações de facto reduz o peso e a influência do Estado na economia - coisa que, no fundo, este governo realmente não tem a mais pequena intenção de pôr em prática.



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| posição final | preto: 6 pontos | branco: 5 pontos | posição final (repetida) |
| (exemplo — ganha o preto por um ponto de vantagem) | |||
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| situação inicial | captura | situação final |
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![]() ko | - 0. situação inicial: joga o preto; - 1. se o preto jogar em a, captura a pedra branca marcada por uma circunferência vermelha, deixando aí um espaço vazio; - 2. se o branco jogar no espaço vazio resultante, captura a peça preta colocada em a, voltando-se a 0. - 3. se o preto insistir, o jogo entra num ciclo infinito; |