![]() | Galiza: ganharam os conservadores, mas serão os socialistas e os nacionalistas galegos, dois partidos com concepções distintas do estado espanhol, a formar governo regional. Os nacionalistas (neste contexto, são "os bons"), já vieram avisar: El BNG advierte de que el pacto de gobierno con los socialistas "no saldrá barato". A nossa esquerda paga para ver. |
![]() | Por cá continuamos com uma lei barroca e obsoleta, que regulamenta saldos e promoções em toda a actividade lojista, contra todos os interesses do consumidor... mas isso a DECO não diz. |
![]() | O CDS virou socialista e propõe um regime especial que enquadre os profissionais das artes e espectáculos a nível laboral, fiscal e de protecção social, porque os artistas "carecem de uma atenção e de uma protecção especial por parte do Estado". Porquê? [mais nos comentários] |
| Um presente envenenado de Santana Lopes ao próximo Presidente da Câmara. |



António, não conheço o projecto do CDS nem do que trata. Mas por exemplo, não achas que os bailarinos merecem ter uma idade de reforma inferior? Assim como deveriam ter as profissões que se baseiam num esforço físico insuportável a partir de uma determinada idade? Por exemplo.
ResponderEliminarAdolfo,
ResponderEliminarSimpatizo com as belas artes como sabes, mas não é por serem belas artes que à partida "merecerão" (estilo L'Oreal) tratamentos especiais e atenções.
Assim sendo, acho politicamente errado que o projecto do CDS seja desta forma apresentado. Se viesse do PS ou BE mereceria o mesmo reparo, mas com certeza menos estranheza.
Desconheço se aos profissionais das artes é negado o acesso aos regimes públicos de que beneficiam os restantes cidadãos. Se assim é, é de elementar justiça corrigir desigualdades. Mas o que parece é que se pretende criar condições excepcionais até agora injustificadas.
Então um estivador não exerce esforço físico considerável até ao fim da sua vida profissional? Ou um pedreiro ou servente ou mineiro ou mecânico ou limpador de ruas ou pescador ou um agricultor não mecanizado?
Não será pelo desgaste físico, então, mas sim por impossibilidade física de manter a mesma ocupação para lá de determinada idade.
Mas isso significa que estes profissionais tenham de se reformar? São estas ocupações incompatíveis com outras formas de valorização pessoal (leia-se instrução) que permitam às pessoas serem úteis para a sociedade, e contribuirem para o esforço nacional de solidariedade, em vez dele beneficiarem porque são "especiais", e terem direito a um subsídio de desemprego vitalício, uma espécie de seguro de saúde automático por incapacidade?
E o que se entende por "profissional"? Gente que é paga e faz-se pagar, que paga impostos e que luta pela vida no mundo difícil da arte, como são tantos outros, e que fazem por merecer o respeito dos outros?
Ou todos os artistas free-riders deste país, que só vivem porque altamente subsidiados desde o dia em que decidiram ser desalinhados até pelos vistos ao fim da sua velhice?
E que tal alargar às crianças-actores e crianças-cantores, aos manequins de passerelle e fotografia, às apresentadoras de televisão, aos futebolistas e todos os desportistas?
E vamos meter no mesmo saco os bailarinos de ballet com os do Big-show SIC, do Herman, ou bailarinas exóticas aka strippers?
Só espero que depois deste começo desastrado o CDS explique o que pretende.
Artistas da Fuga!
ResponderEliminarVão hoje ao É a Cultura, Estúpido!? Estaremos lá. Vamos estar mais cedo no Café do Chiado. Apareçam!
Um abraço
A Gerência
"Artistas da Fuga" parece-me bem... só mais uns aninhos a "blogar" e reformo-me! hehehehe
ResponderEliminar(estou descaradamente a ver se o AMN me responde, com cuidado para ele não me chamar leninista ou sonsídico...) hehehe
Bernardo, eu nunca saio do trabalho antes das 19h30 pelo que me será difícil, mas poderei tentar. Em todos os casos, gostaria... e obrigado pelo convite.
Esta coisa dos horários é tramada. Fico arredado de muitas actividades em Lisboa, nomeadamente espectáculos culturais (Gulbenkian por exemplo).
OK
ResponderEliminarSe conseguires passa lá.
Abraço
Bernardo:
ResponderEliminarTenho curiosidade... como é? A cada intervenção, os presentes respondem em uníssono: "É a cultura, ESTÚPIDO!"? Estou a precisar disso >)))
Agora a sério (demasiado Flying Circus quando era pequeno, é o que dá...): procurarei compensar com as Noites à Direita...
O CDS enganou-se nas bailarinas. Não são essas que devemos atacar.
ResponderEliminarP.S. António, és um blogger muito mais que surpreendente. A tua preocupação com a lei dos saldos e promoções deixou-me estupefacto. Um blogger conseguir dar uma na Teoria do Caos e depois uma na lei dos saldos e promoções, é notável :)
Não tenho nada contra bailarinas. Até tenho uma amiga na Companhia Nacional de Bailado e sei que a coisa não está boa.
ResponderEliminarJCS, obrigado pelo reparo (acho eu!) -- quanto à lei dos saldos, é óbvio que é contraproducente que as lojas não possam escoar stocks sempre e quando lhes apeteces -- o estado só tem de salvaguardar os interesses dos consumidores -- nomeadamente garantias de devoluções por defeitos e trocas.
Há absurdos incríveis. A lei é supostamente proteccionista e benéfica, porque o pequeno comércio teme o dumping das maiores superfícies.
Mas o que acontece é que toda a gente faz promoções extra-saldos simultaneamente. O que quer dizer que o pequeno comércio não consegue escoar stock obsoleto porque a lei obriga-o a concorrer "em condições iguais" com quem tem maior poder de colocação do mercado!
Como não escoa, não tem lucro nem sequer capital para renovar e competir, tornando-se menos atraente para os clientes...
A nível pessoal, não há nada que me irrite mais do que tentar comprar alguma coisa numa época próxima dos saldos e não haver nada, nem a preço fora-de-saldos.
Porquê? Porque os produtos do mesmo género têm de estar todos em saldos! Uma loja não pode desfazer-se das camisas verde-lima enrugadas sem fazer o mesmo com as "clássicas" que nunca passam de moda, mesmo que o cliente estivesse na disposição de pagar o valor que ele entende ser justo -- o de sempre! Irracional!
No Público:
ResponderEliminarO documento [Estatuto do Artista] pretende que o Governo "até ao fim da legislatura, crie os regimes especiais" laborais, fiscais e de protecção social dos trabalhadores das artes do espectáculo, e aconselha a realização de um estudo "que faça o diagnóstico" em relação à situação jurídica destes trabalhadores "nos domínios da segurança social, legislação laboral, acidentes de trabalho, formação profissional e enquadramento fiscal". Por último, o CDS-PP quer que o diagnóstico seja discutido com representantes do sector.
As bailarinas do Herman a que propósito é que são menos que as da CNB ?
ResponderEliminarNão são igualmente profissionais ?
Não questiono o profissionalismo das senhoras, apenas o facto de merecerem, por este serviço público (que deve ser muito bem pago pela SIC e pelo Fokus (ou lá como se chama o cabaret), reforma antecipada... mais pena tenho eu de quem é mal pago para fazer ballet clássico.
ResponderEliminarNão vejo porquê. O ballet clássico não é mais do que outra forma de dança.
ResponderEliminarTodas as formas de dança devem ser tratadas por igual.
Exacto. Eu só fiz a pergunta para provocar. Estamos rapidamente a deixar cair as especificidades. Onde é que elas estão?
ResponderEliminarEm conversa com o AMN, já esclareci que não estou contra aquilo que seja ponderado e justo, mas julgo que a condução deste dossier pelo CDS foi má desde início.