segunda-feira, julho 04, 2005

Hino à música


medalha de Beethoven,
por Salvador Dali
Em 1808, Beethoven, que era um perfeccionista, estava preocupado com um concerto onde ia fazer a apresentação de umas peças novas, porque sentia que ao novo reportório faltava uma "conclusão brilhante".

Sem grandes procupações formais, juntou um Adagio à maneira de improvisação para piano solo (que de facto improvisou no concerto!), um magnífico finale para piano e orquestra composto uma série de variações estritas e livres sobre o tema de uma antiga canção "Gugenliebe", e uma cantata para piano, orquestra e coro. Estava feita a Fantasia "Coral" op.80, uma pérola esquecida de Beethoven, que prenuncia o final da Nona Sinfonia.

http://www.amadeuschor.ch/Goodies.htm
(link bastante preguiçoso — final coral da Fantasia op.80)
(tradução nos comentários)
(completo: MP3, 20:55)


Dizem os críticos que o concerto terá sido menos bem conseguido— um programa extremamente longo, tocado por músicos de segunda categoria, com peças demasiado ousadas para serem compreendidas pelo público.

Que peças eram essas? Um tour-de-force de obras-primas musicais! — a abertura "Coriolan", e as estreias públicas do Concerto para piano e orquestra nº4, a Quinta e Sexta Sinfonia, três movimentos da Missa em Dó Maior, e esta magnífica Fantasia Coral.

1 comentário:

  1. Caressing, fair and lovely are the sounds
    of harmony in our life,
    and from the sense of beauty
    spring flowers that bloom forever.

    Peace and joy flow delightfully,
    like the alternating play of waves;
    what were harsh and hostile pressures
    are transmuted into elation.

    When the magic of sound holds away
    and works bring inspiration,
    glorious thing must appear,
    darkness and turmoil become light.

    The happy man is ruled
    by calm without, bliss within.
    But the Springtime sun of the arts
    causes light to emanate from both.

    Greatness compact in the heart
    then blooms forth, new and lovely;
    when a spirit roars aloft
    a chorus of spirits resounds forever to it.

    Then, ye lovely souls, accept
    with gladness the gifts of beauteous art.
    When love and strenght are united,
    divine grace rewards mankind.

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