As verdades de Cavaco
A candidatura de Cavaco será lançada em breve e adivinho-a magnânima e salvífica. Provavelmente, nem Cavaco alguma vez sonhou vir ter as condições de que hoje dispõe para lançar a sua candidatura. Pouco ou nada haverá que o possa atormentar, agora que Soares se revelou quase nada. Claro está que aritmeticamente tudo pode acontecer, atenta a alegada superioridade eleitoral da esquerda sobre a direita.
Cavaco Silva surgirá com apoios supreendentes e com a primeira campanha verdadeiramente independente dos partidos. Ou melhor, aparentemente independente, porque não estou em condições de saber de onde de lhe vêm financiamentos ou as bases locais de apoio. De qualquer forma, será a primeira candidatura que afasta os partidos do núcleo central do impulso eleitoral. É, nesse aspecto, uma candidatura mais genuína e mais conforme com o que sempre se esperou das candidaturas presidenciais.
Cavaco Silva vai falar a verdade. Vai impor determinados princípios e regras para o seu mandato. Alguns desses princípios dirão respeito à evolução da política económica e financeira do país, legitimando futuras intervenções presidenciais.
Cavaco Silva vai falar a verdade. Vai impor-se como candidato do centro, com uma certa impaciência face à esquerda e uma certa urticária face à direita.
Cavaco Silva vai falar a verdade. Vai aparecer como o candidato que Portugal precisa para as reformas que é urgente fazer.
Ora, não é possível negar que, perante uma candidatura destas, que vai muito além da mera figura simbólica que se convencionou para o Presidente da República, as consequências do seu mandato se façam sentir no país mas também no sistema político e partidário português.
É por isso que a eleição de Cavaco Silva representa, para o PS, o PSD e o CDS, muito mais do que a mera eleição de um Presidente, por acaso o melhor para o país. A eleição de Cavaco Silva representa uma autêntica revolução cujos contornos podemos adivinhar mas cujas consequências são ainda difíceis de prever.
Não me espantam por isso, as pressões de algum CDS no apoio condicional a Cavaco. É que querem impor ao CDS um Presidente que tudo fará para o ignorar e, de certa forma, em muito contribuirá para o aniquilar. Querem impor ao CDS um sacrifício em nome do país que pode, segundo algumas opiniões, custar-lhe a sobrevivência.
Não me espantam, por isso, as resistências que a independência de Cavaco começam a suscitar no PSD, que se arrisca a passar a segunda figura da oposição e ser considerado lacaio e servo do Presidente. Figura que, aliás, Marques Mendes há muito anda a tentar combater. Não é só o CDS que vai ser ignorado.
E não enganam, claro, as tentativas do PS em reabilitar Portas e o CDS. Porque o CDS foi ou pode ser a garantia da alternância.
Cavaco Silva surgirá com apoios supreendentes e com a primeira campanha verdadeiramente independente dos partidos. Ou melhor, aparentemente independente, porque não estou em condições de saber de onde de lhe vêm financiamentos ou as bases locais de apoio. De qualquer forma, será a primeira candidatura que afasta os partidos do núcleo central do impulso eleitoral. É, nesse aspecto, uma candidatura mais genuína e mais conforme com o que sempre se esperou das candidaturas presidenciais.
Cavaco Silva vai falar a verdade. Vai impor determinados princípios e regras para o seu mandato. Alguns desses princípios dirão respeito à evolução da política económica e financeira do país, legitimando futuras intervenções presidenciais.
Cavaco Silva vai falar a verdade. Vai impor-se como candidato do centro, com uma certa impaciência face à esquerda e uma certa urticária face à direita.
Cavaco Silva vai falar a verdade. Vai aparecer como o candidato que Portugal precisa para as reformas que é urgente fazer.
Ora, não é possível negar que, perante uma candidatura destas, que vai muito além da mera figura simbólica que se convencionou para o Presidente da República, as consequências do seu mandato se façam sentir no país mas também no sistema político e partidário português.
É por isso que a eleição de Cavaco Silva representa, para o PS, o PSD e o CDS, muito mais do que a mera eleição de um Presidente, por acaso o melhor para o país. A eleição de Cavaco Silva representa uma autêntica revolução cujos contornos podemos adivinhar mas cujas consequências são ainda difíceis de prever.
Não me espantam por isso, as pressões de algum CDS no apoio condicional a Cavaco. É que querem impor ao CDS um Presidente que tudo fará para o ignorar e, de certa forma, em muito contribuirá para o aniquilar. Querem impor ao CDS um sacrifício em nome do país que pode, segundo algumas opiniões, custar-lhe a sobrevivência.
Não me espantam, por isso, as resistências que a independência de Cavaco começam a suscitar no PSD, que se arrisca a passar a segunda figura da oposição e ser considerado lacaio e servo do Presidente. Figura que, aliás, Marques Mendes há muito anda a tentar combater. Não é só o CDS que vai ser ignorado.
E não enganam, claro, as tentativas do PS em reabilitar Portas e o CDS. Porque o CDS foi ou pode ser a garantia da alternância.
É por isso que a candidatura de Cavaco desperta muito mais questões do que a tradicional questão de saber qual é a melhor candidatura para o país. Espero desenvolver isto em breve.
tema por AMN em 11:18











13 Comentários:
Por poder ser o melhor presidente, por ameaçar o "status quo", por ser um possível diluente da imagem encastrada dos partidos, tremo de medo. Temo pela ameaça do egoísmo do eleitor. O eleitor Português vai pensar duas vezes, em cima do boletim de voto, antes de votar num homem que lhes ameaçará o estado social e que pode vir a apagar o seu "clube" político. O eleitor tem medo da mudança.
Pessoalmente, a minha cruz já lá está.
Adolfo
Vais ao Frágil?
Bernardo, so I hope!
Que tal um jantar?
Vou estar a trabalhar, infelizmente. Se tiver tempo, queria passar pelos blogues no feminino. Podiamos encontrar-nos lá e depois jantarada. O que achas?
Tony Amaral, andas a ler-nos? Ajuntastesze a nós?
O comentário do zézépovinho foi apagado por ser uma falta de respeito para com o espírito da blogosfera e de um blogue com comentários.
Adolfo, sou o teu mais fiel leitor >)
Eu adiro à jantarada!
A que horas é esse encontro fugas?
Eu só posso meter-me em Lisboa pelas 20h. Se vocês vão aos blogues no feminino estarão em melhor condição para marcarem um sítio -- de preferência Príncipe Real ou Bairro Alto?
Encontramo-nos na Almedina? No fim dos blogues, falamos e logo se vê onde se janta. Pode ser?
Fugas
Por mim encontramo-nos na almedina então. Alguém vem depois para os lados da linha à noite?
E o Cavaco, vai estar nesse jantar? lol
Cavaco, efectivamente, é a grande esperança para este país, dado o espectro de candidatos.
http://www.ocajadodomarocas.blogspot.com/
Faça um contraponto! (comentário)
Continuar a ler o A Arte da Fuga!