Condenações
Ana Gomes escreve no Causa Nossa a propósito da resolução do Parlamento Europeu onde este, sabe-selá para quê, condenaou e apelou à luta contra a impunidade dos crimes de ódio racista ou homofóbico. Também eu condeno os crimes de ódio racista ou homofóbico. E confesso, para choque de muitos leitores e amigos, que também me indignou a forma como o caso Gisberta foi tratado na comunicação social, escamotando realidades e quedando-se por meias palavras.
O ódio racista e homofóbico é um problema dos nossos tempos, não é possível negar. Mas a tal ódio precede uma total desvalorização da vida humana e da sua dignidade. Tudo o que for feito, ainda que na boa vontade, que possa valorizar uma vida humana sobre as restantes é, igualmente, um crime.
Daí que eventuais legislações para quem matar um amarelo possa originar uma punição maior do que matar um negro sejam, elas mesmas, um crime. A condenar, também.
tema por AMN em 11:41











3 Comentários:
Claro como a água e, a meu ver, irrefutável.
A questão não é essa. A actual lei portuguesa é correctíssima quanto a isso, isto é, tem que se provar que houve motivação nesse sentido. Não tendo havido tais motivações, obviamente aplica-se a moldura comum.
Qual é a relevância do ódio que leva a matar se o resultado é a morte?
Que não sirva de atenuante, muito bem. Que tenha uma moldura penal diferente, discordo.
Faça um contraponto! (comentário)
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