Serviço público de televisão e rádio (2)
(continuação)
Hoje em dia, os aparelhos de televisão e rádio são dos mais difundidos e populares electrodomésticos e artigos de electrónica pessoal. Há um "televisor" em quase todos os lares, e os "transístores" estão ao preço de alguns trocos. O progresso tecnológico nos aparelhos receptores foi tal que ultrapassou o desenvolvimento dos meios de difusão. Podíamos argumentar que a este processo não é estranho o facto de haver de um lado do fenómeno um mercado livre e concorrencial, e do outro, um sistema controlado e regulado pelo Estado— mas deixemos esta discussão para outros dias.
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A existência de meios privados de comunicação audiovisual em canal aberto— pagos com receitas da publicidade— é evidência suficiente que o mercado tem interesse e apetência pelo sector, que só não é mais amplo porque o Estado raciona o espectro electromagnético de distribuição. Quando a difusão é feita através de outros suportes técnicos, é possível fazer pagar pelo consumo de serviços de televisão e rádio, o que permite a oferta de tão variados conteúdos que desafiam a imaginação.
Ou seja, rádio e televisão não são "bens públicos". Se antigamente era possível alegar razões tecnológicas para "justificar" a acção do Estado como operador [e produtor de conteúdos!], hoje em dia essas desculpas não existem. Não há qualquer justificação para o Estado deter meios de comunicação de massas— rádios ou televisões, tanto quanto jornais, portais da Internet, outdoors informativos, ou zeppelins com megafones.
Hoje em dia, os aparelhos de televisão e rádio são dos mais difundidos e populares electrodomésticos e artigos de electrónica pessoal. Há um "televisor" em quase todos os lares, e os "transístores" estão ao preço de alguns trocos. O progresso tecnológico nos aparelhos receptores foi tal que ultrapassou o desenvolvimento dos meios de difusão. Podíamos argumentar que a este processo não é estranho o facto de haver de um lado do fenómeno um mercado livre e concorrencial, e do outro, um sistema controlado e regulado pelo Estado— mas deixemos esta discussão para outros dias.
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A existência de meios privados de comunicação audiovisual em canal aberto— pagos com receitas da publicidade— é evidência suficiente que o mercado tem interesse e apetência pelo sector, que só não é mais amplo porque o Estado raciona o espectro electromagnético de distribuição. Quando a difusão é feita através de outros suportes técnicos, é possível fazer pagar pelo consumo de serviços de televisão e rádio, o que permite a oferta de tão variados conteúdos que desafiam a imaginação.
Ou seja, rádio e televisão não são "bens públicos". Se antigamente era possível alegar razões tecnológicas para "justificar" a acção do Estado como operador [e produtor de conteúdos!], hoje em dia essas desculpas não existem. Não há qualquer justificação para o Estado deter meios de comunicação de massas— rádios ou televisões, tanto quanto jornais, portais da Internet, outdoors informativos, ou zeppelins com megafones.
tema por AA em 12:56











7 Comentários:
mas não é [também] o portal do governo (por exemplo), um instrumento de controlo e vigilancia do cidadão?
para além das óbvias campanhas de propaganda e auto-promoção, este portal contém informação útil, como propostas de decreto-tei, novas regulamentações, etc., que são informações extremamente proveitosas para o exercício da cidadania de forma consciente...
(ainda não acabei a argumentação!)
Um portal do Governo é o que eu defino por "serviço público"! E podemos incluir o Canal Parlamento, por exemplo...
...mas não há razão para que a gestão dos meios físicos e humanos destes serviços não seja subcontratada ao mercado.
Muito diferente do teu exemplo é o Estado deter um portal tipo SAPO, ou toda a estrutura RTP/RDP...
(não depreendi que a argumentação não estava terminada. de qualquer das formas apenas comentei o conteúdo este post...)
e concordo plenamente contigo, quanto ao canal parlamento [que deveria estar disponível em sinal aberto :( ].
O Estado pode perfeitamente ser apenas produtor de conteúdos - exclusivamente relacionados com a acção politica dos orgão de sobrania e outras entidades [internacionais] com quem o estado português tenha relações institucionais [UE, NATO, OMC...]...
O Estado pode perfeitamente ser apenas produtor de conteúdos - exclusivamente relacionados com a acção politica dos orgão de sobrania e outras entidades [internacionais] com quem o estado português tenha relações institucionais [UE, NATO, OMC...]...
Até isso pode e deve subcontratar...
António !
O espectro radioeléctrico é um bem escasso, que tem de ser convenientemente gerido !
Também é o "território" e penso que estamos de acordo que não deve ser "público"...
isto também é relevante
Faça um contraponto! (comentário)
Continuar a ler o A Arte da Fuga!