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"País precisa livrar-se de José Sócrates" (Jornal da Madeira)
Síntese da intervenção de Alberto João Jardim, de Jaime Ramos,
de Miguel Albuquerque, do líder da JSD-M (DN/M)
"A Arte da Fuga" ("Die Kunst der Fuge", BWV 1080) é uma obra-prima de Johann Sebastian Bach:
um único tema musical persegue-se, a si mesmo e as múltiplas variações, num diálogo musical intenso desenvolvido a diversas vozes, rico de simetrias, inversões, ritmos e tempos diferentes.
Fugas para aartedafuga@gmail.com

Luís Amado, ministro da Defesa, está a pôr o dedo nas verdadeiras feridas desta Europa. Afirmou que a política externa da UE é uma enorme confusão. Pois é. Começa a perceber-se muito melhor a fúria dos Torquemadas anti-semitas da esquerda quando Sócrates nomeou Luís Amado para o lugar do inenarrável Freitas. E começa também a ficar cada vez mais claro o que une os terroristas, os nazis e esta esquerda e uma certa direita anti-semitas.
Caro AA,
A "tortura" que sofri foi às mãos do Sistema Nacional de Saúde. É um horror, não desejo isso a ninguém. Bata-lhes forte. São os pobres que sofrem, mas eu consegui vir para melhores ares. Obrigado portugueses.
Beijinhos, MJP
![]() | E Portugal... conforma-se. Onde estão as multidões a exigir nas ruas a proibição da "deslocalização"? Milhares de euros "públicos" depois, não há quem faça as contas? Quanto terá custado cada um dos episódicos recitais da pianista em solo português? Quanto terá custado, por espectador, cada um dos seus espectáculos imperdíveis e irrepetíveis? Aos mais inconsoláveis, aqueles que se imaginavam banhando-se no prestígio derramado sobre o país pela recém-emigrante, ou aqueles que com convites e bilhetes subsidiados por todos os contribuintes gozavam um privilégio reservado a poucos, recomendo a Deutsche Grammophon. Trinta e um albuns, mas nenhum "what's coming" nem "in the studio". Ficamos a "torcer" pela generosidade do contribuinte brasileiro. |
Em definitivo, mesmo na guerra (ou sobretudo nela) as democracias devem manter alguma superioridade moral; quando usam os mesmos métodos que os utilizados pelas forças que qualificam como terroristas, então descem ao nível destes.
There was trouble from the first question at yesterday's news conference by President Bush and Iraqi Prime Minister Nouri al-Maliki.
The AP's Tom Raum had just asked a question about the violence in Iraq, and Bush looked down to gather his thoughts before turning to Maliki. "I'll start," the president said.
"Na'am," said Maliki, using the Arabic word for "yes."
"Okay, you start," Bush offered, evidently thinking Maliki had said "no."
"Na'am," Maliki said again.
| Imagem: Texto: | Paul Rubens, Temptation of Christ de Dostoievsky, O Grande Inquisidor |
aquela história de a pessoa em causa ter sido pontapeada, apedrejada, e de um modo geral saco de pancada durante dias, violada com paus e queimada e depois enfiada por um fosso de 15 metros abaixo onde teria vindo a morrer afogada é como é óbvio uma perversa fabricação da própria, que farta de uma vida miserável como prostituta toxicodependente seropositiva para o hiv e para o hcv e ainda por cima turberculosa, para já não falar daquele problema de ter a mania de ser mulher quando nasceu homem (coitada ou coitado, nem sabemos bem) resolveu pôr-lhe termo encenando uma cena horrível com os pobres dos miúdos, a quem já não bastava estarem entregues a instituições e não viverem com a sua família natural (que como se sabe é o melhor que há) para ainda terem de assistir a uma barbaridade daquelas e ficarem para sempre, talvez mesmo para a eternidade, traumatizados. felizmente que foram muito acarinhados e bem orientados para a vida pelos padres lá da oficina de são josé e deram com um ministério público arguto e não disponível para ser enganado, senão não se imagina o que poderia acontecer-lhes.
Na manifestação de hoje, o Movimento pela Paz continua a imprimir panfletos nas máquinas do Avante! mas já não precisa de defender a Revolução Afegã como fazia em 1988. Os mortos libaneses besuntam a miséria intelectual dos que já não precisam de máscara para defender as cascatas de urânio nas centrais iranianas, nas ogivas, na resistência difusa, no combustível suicida. Em frente à embaixa de Israel devem estar muitos gritos, sempre muito. Independentemente da distância a que se encontrem, fechem as janelas. Na antecâmara da I Guerra Mundial, Mário de Sá-Carneiro escrevia de Paris a Fernando Pessoa: «é talvez o ruído do boulevard que me entra pela janela aberta do hotel que me descarrilou a gramática». O ruído, aqui, descarrila o pensamento.
Se há conceitos que me parecem incompatíveis são liberalismo e urbanismo.
Há, no entanto, outra abordagem possível e na qual, do ponto de vista teórico, a visão liberal se poderá associar ao urbanismo. Num ambiente liberal existe a possibilidade de, voluntariamente, arquitectos e projectistas se poderem associar para criar um espaço harmonizado e urbanisticamente coerente.
[...] António Costa Amaral diz que o Estado é incapaz de satisfazer os cidadãos e quer os funcionários [públicos] ao serviço do cidadão.
[...] o preconceito da maioria não pode limitar os direitos de cada um.
[a "solidariedade" realizada utilizando meios coercivos] Para além de constituir um problema de restrição de liberdades (já que cada um deve ser livre de poder escolher se quer ou não contribuir para um determinado fundo de solidariedade), pode ser também um factor de desagregação social, dado que o imperativo moral de muitas pessoas é transferido para a instituição Estado.
![]() | As pessoas não vivem para produzir, produzem para consumir e viver. Interessa às pessoas comprar mais por menos dinheiro. Interessa às pessoas "importar" mais bens e serviços do que aquilo que "exportam" em termos de trabalho pessoal. O mesmo acontece ao nível nacional. Se o "país" importa mais do que exporta, quer isso dizer que tem de trabalhar menos para adquirir as mesmas importações — aquilo que os estrangeiros produzem melhor do que os nacionais. Não é isto que a burocracia estatal defende, porque é mais interessante para o Poder deter poder político sobre os produtores nacionais— daí toda a propaganda da balança comercial. |
![]() | Comprei um Apple iPod Nano. De acordo com as opiniões que já recolhi, fiz um péssimo negócio. Os iPods "grandes" dispõem de uma muito melhor relação gigabyte/euro. É incrível, fui roubado! Deveria haver no mercado um único artigo para cada tipo de produto— a profusão que se observa só pode dever-se a assimetrias de informação que lesam o consumidor, e o Estado nada faz. Confesso que me senti oprimido pela posição dominante da Apple no mercado mundial. Afinal sinto-me muito mais seguro quando os monopólios são sustentados por impostos e pelo casse-tête fiscal, e não quando me oferecem produtos em troca do meu dinheiro: a esmola é muita! E a minha consciência pesa-me. Em troca do jogging que vou poder fazer a ouvir Beethoven ou Prodigy, fiz criancinhas sofrer numa sweatshop, imunda como só as multinacionais conseguem inventar, quando os petizes podiam ocupar-se na bucólica agricultura de subsistência, prostituição, venda de droga ou como figurantes para o poverty-tourism. Sou uma pessoa horrível. |
Meus caros, a discussão sobre Israel/Hezbollah continua, mas desta vez n'O Insurgente, onde já estão os meus Pontos de Fuga desta semana. Podem deixar os vossos comentários por lá, aproveitando para ler todo o blogue ou deixá-los aqui. Procurarei estar atento a ambos e continuar o debate, que tem sido um dos mais estimulantes dos últimos tempos.
Uma opinião que esquece.
Geldof is widely admired in Italy for his campaign to alleviate African poverty and Third World debt. But in Milan only 45 people bought seats in a venue built to hold 12,000. He refused to perform, and then cancelled a concert in Rome because of similarly dismal ticket sales.
Já agora, vamos fazer o raciocinio ao contrário: o que é que para vocês (sobretudo o AMN, mas também o AA) seria uma reação não-proporcional de Israel?
Num artigo publicado ontem no Público, Miguel Portas responde a um editorial de José Manuel Fernandes sobre a situação no Líbano. Para a resposta, convoca alguns dos argumentos tradicionais naqueles que não mostram qualquer compreensão pelas posições de Israel. Gostaria de os analisar, um a um, em posts separados, por falta de tempo. O primeiro argumento utilizado por Miguel Portas prende-se com o facto de se tratar de uma guerra assimétrica. De um lado, o Golias Israel, do outro, o David Hezbollah.Porque hoje é Quarta-feira, já estão n'O Insurgente os meus Pontos de Fuga desta semana. Desta vez retomo um dos assuntos que mais me apaixona: Israel. Leiam o que lá escrevi, aproveitem para ler todo o blogue e voltem depois, mesmo que não queiram cantar o Hallelujah comigo.
A atitude de Israel, que continua a apostar na força bruta passando ao largo da sua própria História, não apenas falha em proteger os seus próprios cidadãos como destabiliza, ainda mais, toda a zona.Esta opinião de Joana Amaral Dias no DN indicia uma outra muito vulgar nos dias que correm. A de que a recusa de Israel em aceitar a paz e a Palestina é o principal foco de distúrbios no Médio Oriente. Não sei se é a opinião da Joana Amaral Dias ou se serei eu apenas a tresler o que ali está escrito. Limito-me, por isso, a comentar a ideia sem a atribuir à Joana Amaral Dias. Salvo o devido respeito, penso que a questão é precisamente a inversa: a falta de disposição árabe de aceitar um estado judeu na região. Se os governos árabes de então não tivessem começado a guerra em 1948, o plano de partilha da ONU estaria em vigor e, eventualmente, um estado da Palestina estaria actualmente a comemorar o 56.º aniversário de independência.
The history of all hitherto existing society is the history of class struggles.
As increasing numbers of individuals aspire to government jobs, two tendencies emerge: government power expands, and the burden of government expenditures and taxation grows. In order to satisfy the new hordes of office-seekers, the government extends its scope in all directions; it begins to concern itself with the people's education, health, intellectual life, and morals, sees to the adequacy of the food supply, and regulates industry, until "soon there will be no means of escape from its action for any activity, any thought, any portion" of the people's existence. Functionaries have become "a class that is the enemy of the well-being of all the others."
From a scientific point of view, the liberal theory — which locates the source of class conflict in the exercise of state power — would seem to have at least one pronounced advantage over the conventional Marxist analysis: liberal theory is able to shed light on the structure and functioning of Marxist societies themselves. "The theory of the Communists," Marx wrote, "may be summed up in the single sentence: Abolition of private property." [*] Yet Communist societies, which have essentially abolished private property, do not appear to be on the road to the abolition of classes. This has led to some deep soul-searching and confused analysis among Marxist theoreticians and justified complaints regarding the inadequacy of a purely "economic" analysis of class conflict to account for the empirical reality of the socialist countries. Yet the liberal theory of class conflict is ideally suited to deal with such problems in a context where access to wealth, prestige, and influence is determined by control of the state apparatus.
Any alleged "right" of one man, which necessitates the violation of the rights of another, is not and cannot be a right.
Quando há debates sobre o Estado da Nação, no parlamento português, faço sempre um exercício intelectual. Imagino, no decorrer do debate, o que seria o país caso o resultado das eleições tivesse sido outro.
Se concordamos hoje em declarar nosso Estado sobre 22% da Palestina – ou seja, Cisjordânia e Gaza –, o nosso objectivo final é a libertação de toda a Palestina histórica, do rio [Jordão] ao mar [Mediterrâneo]. (...) Distinguimos as metas estratégicas de longo prazo dos objectivos políticos parciais que por ora somos compelidos a aceitar devido à pressão internacional.
Os actuais homens-bomba são os nobres sucessores de seus nobres predecessores (...). Os homens-bomba libaneses, que propiciaram uma dura lição aos marines dos Estados Unidos (no Líbano) (...) Esses homens-bomba são o sal da terra, os motores da história. (...) Eles são as pessoas mais dignas de honra entre nós...
![]() | Porque há toda uma geração que não conhece os The Who a não ser por uns riffs que passam no genérico de umas seriezecas de televisão, ficam aqui uns links para as músicas completas: - You won't get fooled again ("They decide and the shotgun sings the song"); - Baba O'Riley ("It's only teenage wasteland") - Who are you ("I only feel right on my knees"). |
![]() | Faiths in Jerusalem United Over Gay March |
Para uma verdadeira reforma da Administração Pública«Those are my principles, and if you don't like them... well, I have others.»
Groucho Marx
![]() | ![]() (alguns links quebrados por violação de copyright) |
![]() | Na continuação de "Uma ideia monstruosa" (1), importa responder ao Bruno Gonçalves quanto aos Planos Nacionais de Vacinação. O Estado deve existir para garantir a preservação dos direitos individuais, sendo um corolário o exercício de poder contra quem inicie força sobre outrem. Um exemplo-limite é uma situação de invasão militar, por natureza destrutiva de vidas e de propriedade, em que o Poder pode suspender direitos individuais para em última instância os preservar. É interessante questionar se é lícito que o Estado intervenha para garantir a extirpação de um agente patogénico que esteja a dizimar a população. Se pode impor uma "lei marcial" em nome da vida dos indivíduos, em situações de desespero. É óbvio que sim, na condição dos meios serem os adequados e o seu aumento de poder ser restrito ao necessário e suficiente, e cessar e ser devolvido aos indivíduos quando cumpridos os objectivos propostos. [ Antes de continuar, quero esclarecer que [só] há prioridades mais importantes na reforma do Sistema Nacional de Saúde. Um Plano Nacional de Vacinação razoável pode perfeitamente ser enquadrado no âmbito de um "Estado Mínimo". Não vale a pena questionar a validade prática e política desses Planos, antes que sejam resolvidas todas as outras prioridades. Vamos admitir que está bem como está e passar à discussão de princípios. ] |
![]() | Nos meus tempos de universitário vivi numa residência de estudantes. Circundando o edifício, havia um canteiro onde cresciam árvores que davam uma frescura agradável às instalações. O meu quarto, no segundo andar, dava para um espaço interior que já fora campo de jogos, mas havia sido transformado em jardim e parque de estacionamento privativo, pouco usado. Era calmo. |
É que, como bem diz no seu artigo do Público, entre o uso do adjectivo e o substantivo vai uma diferença muito relevante no plano semântico, mas também - e é isso que é fundamental, neste caso - no plano político.
O problema é que esse impulso utilitarista, de julgar não as ideologias e os objectivos, mas sim as medidas avulsas que se tomam, é uma das principais doenças que enfermam o nosso panorama político pós-25/Abril, e característica indissociável do "centrão" que desde essa altura nos governa. [...]
Aliás curiosamente é o próprio Pacheco Pereira que no referido artigo ajuda a alimentar o equívoco: quando escreve que o interesse na saída do estado de vários dos papéis que exerce presentemente em direcção a um estado mínimo é motivado não por um objectivo final de promoção da Liberdade, mas sim tendo como objectivo a "justiça social", ou a melhor canalização e redistribuição de riqueza para os "que mais precisam", JPP demarca-se logo à partida do principal ideário Liberal, optando claramente por um objectivo de uma sociedade mais igual que por uma sociedade mais livre. Passa a ser um liberal nos meios (pelo menos para já, quando cada vez mais são incontornáveis medidas de cariz liberal), mas deixa de ser um liberal nos fins.