Quarta-feira, Setembro 06, 2006

Contra o Estado-Droga

"Apenas a direita nos pode libertar do André Abrantes Amaral n'O Insurgente:

A direita liberal, ao contrário do beco sem saída em que se meteu a esquerda, acredita na pessoa humana. Esta realidade faz toda a diferença. Tanto no conceito de segurança social, como no planeamento da reforma, na defesa de programas de ensino livre, na saúde e em todas as demais áreas das políticas sociais, o discurso da direita é o de devolver o poder aos cidadãos. Na conquista do voto, onde a lei do mercado também funciona, vence sempre quem tem o discurso positivo. A direita liberal defende a liberdade e a dignidade humana. Acredita que as pessoa são capazes. Aceita, por estas mesmas razões, a própria incerteza inerente à condição de ser humano. O Filipe Moura pode até ficar muito triste, mas o futuro, meu amigo, já não está na esquerda.

19 comentários:

  1. Anónimo3:58 PM

    Nem o Zandinga diria melhor.
    A " Utopia" é um livro de Thomas Moore ou Thomas Man?
    Cavaco.

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  2. afilhada8:46 PM

    AA,
    Porque não se consegue 'abrir' o post Inimputabilidade ?

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  3. «o futuro, meu amigo, já não está na esquerda»
    Nem na direita, meu caro.
    Está no colapso das democracias, as últimas formas de governo antes do colapso da decadência dos povos.

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  4. A esquerda começou com os jacobinos e acabou com os Maos. O futuro nunca esteve na esquerda. Infelizmente, sou obrigado a reconhecer que tenho uma enorme admiração pelos prosélitos da esquerda: conseguir enganar tanta gente durante tanto tempo é obra.

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  5. "A direita liberal, ao contrário do beco sem saída em que se meteu a esquerda, acredita na pessoa humana. Esta realidade faz toda a diferença. Tanto no conceito de segurança social, como no planeamento da reforma, na defesa de programas de ensino livre, na saúde e em todas as demais áreas das políticas sociais, o discurso da direita é o de devolver o poder aos cidadãos. Na conquista do voto, onde a lei do mercado também funciona, vence sempre quem tem o discurso positivo"

    Em primeiro lugar, para a direita liberal ganhar votos, teria que... ir a votos (o que não é o caso em Portugal).

    Em segundo lugar, se é uma questão de ter um discurso que fale em entregar poder às pessoas, a direita liberal tem um concorrente de peso à esquerda, os anarquistas (ou, numa versão alargada, toda a contracultura okupa-DIY-etc.). E a verdade é que, em termos de capacidade de mobilização, a esquerda "anarquizante", nos ultimos anos, no mundo ocidental, parece ter tido muito mais dinamismo que a direita liberal (olhe-se para os movimentos alter-globalização).

    [E se calhar o vosso marketing também não é dos melhores...]

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  6. Claro que a "esquerda anarquizante" não pode ganhar votos porque não concorre a eleições, mas a "direita liberal" também não.

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  7. Bonita política, hem?!
    Os conhecedores e sabedores dessas áreas começam-se a assustar!
    Que coragem, até quando?

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  8. afilhada,

    Obrigado pelo reparo. problema do Blogger. Fiz publish e já está bem.

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  9. Luís Serpa,

    Eu sou um pouco alérgico à palavra "proselitismo", penso que tem de ser muito bem utilizada. A palavra revela medo perante o debate intelectual.

    Acontece que a Esquerda é caracterizada por um eterno sentimento messiânico de "proselitismo perseguido". Mesmo que seja culturalmente dominante.

    Isso pode ser bem visto na blogosfera. Aparte uns bloggers de Esquerda, de impecável conduta e coerência intelectual (o Miguel Madeira, passe a manteigada, é um bom exemplo), muitos nem se dão ao debate, só reagindo reaccionariamente.

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  10. Claro que a "esquerda anarquizante" não pode ganhar votos porque não concorre a eleições, mas a "direita liberal" também não.

    Os antípodas políticos do liberalismo são os totalitarismos, não a "esquerda anarquizante".

    O que se pode apontar é que não há contradição intelectual em a direita-liberal ir a votos, mas seria caricato ver o mesmo de anarco-sindicalistas...

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  11. "O que se pode apontar é que não há contradição intelectual em a direita-liberal ir a votos, mas seria caricato ver o mesmo de anarco-sindicalistas..."

    Eu estava a referir-me mais ao facto concreto de não existir um partido liberal em Portugal.

    Repare que eu falei em "-ante" e não em "-ista": movimentos "autogestionários", defensores da "democracia de base" ou afins têm concorrido a eleições em vários países (creio que, no inicio, os partidos "verdes" em muitos paises andavam um bocado nessa onda)

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  12. Os nossos verdes estão muito longe dos radicalismos Earth First. Nada mais são do que as caracaturais melancias...

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  13. Carunchinho4:02 PM

    Porque que é que só a direita é que nos pode libertar do André Abrantes Amaral?

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  14. Ainda está para chegar quem me explique o conceito de "direita liberal"! Eu sempre vi o liberalismo como algo que está para além da esquerda e da direita... E colar isso à direita (porque não esquerda liberal? porque a esquerda tem fama de centralizadora e estatista? a direita também tem fama de beata, quando não é salazarista... mas falar nestes termos seria redutor da minha parte) é um abuso do termo. Se à direita conservadora faltam ideias, que não usurpe a dos outros. O mesmo vale para a direita relgiosa.

    Porque se o fizer, a esquerda fará o mesmo...

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  15. E depois esclareçam se o título é só um incentivo (tanta treta e depois dão incentivos :)) ao "desmame" desse ópio do povo que é o Estado ou se há alguma intenção subliminar de criticar a troca de seringas nas prisões :P

    Pedro Veiga

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  16. Pedro, isso de ver as coisas muito compartimentadinhas a preto e branco não é de direita, nem é liberal. O essencial é que não se chame uma coisa a umas políticas, quando de facto são outra. Acho perfeitamente possível conjugar sensibilidades de Direita com políticas liberais, à inglesa...

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  17. Pedro, isso de ver as coisas muito compartimentadinhas a preto e branco não é de direita, nem é liberal. O essencial é que não se chame uma coisa a umas políticas, quando de facto são outra. Acho perfeitamente possível conjugar sensibilidades de Direita com políticas liberais, à inglesa...

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  18. Não duvido, AA.

    Como acho que se podem conjugar sensibilidades de Esquerda com políticas liberais, usando exactamente o mesmo método..

    Daí eu questionar: por que motivo se diz que o futuro "já não está na esquerda"? Não poderá estar ele na esquerda liberal, na exacta proporção e com a mesma margem de erro que poderá estar na direita liberal?

    Dou-lhe um exemplo: a direita cristã tem uma sensibilidade... cristã; a esquerda laica tem uma sensibilidade... laica. Não te parece que o liberalismo se adequa facilmente a ambas as sensibilidades?

    Pedro Veiga

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  19. Perfeitamente. Mas contrariamente ao que talvez eu gostasse, não é tão depressa que o liberalismo vingará, e o futuro será mesmo através da direita liberal. Esta opinião do AAAmaral deve ser lida de um ponto de visto político...

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