Segunda-feira, Setembro 04, 2006

Fw: Listas que mentem

A propósito do post "Listas que mentem" do JCS no Lóbi do Chá:

Por cada euro que o Estado colecta com este esquema indigno, cada contribuinte "cumpridor" "verá" uma ínfima fracção. Uma determinada percentagem será esgotada para pagar a voraz administração publica, e só o restante será aplicado em serviços publicos, cujos duvidosos benefícios serão desigualmente repartidos por todos os cidadãos.

Se cada contribuinte se preocupasse em obrigar à diminuição da sua própria factura fiscal, "veria" nas suas mãos todo o produto de qualquer despenalização, por muito pequena que fosse. Este dinheiro, que sempre foi seu, poderia aplicar nos seus próprios interesses e necessidades, e dele retirar muito maior proveito do que [aquele que retiraria] se o tivesse entregue à força ao Estado.

Se cada contribuinte se preocupasse com o seu interesse próprio, e fizesse dessa atitute ponto de honra político, a opressão fiscal sobre todos seria menor.

Mas predomina uma cultura colectivista, que considera virtudes o conformismo (impotência) e o interesse pelos assuntos alheios (inveja); que se ilude a pensar que a burocracia do Estado é melhor gestora de tudo em que põe as mãos; e que repete doentiamente que o interesse do indivíduo não existe, só existe "o interesse público".

E em consequência somos todos mais pobres, mais infelizes e mais mesquinhos.

6 comentários:

  1. Està a falar do "Welfare state". O Estado que faz assistencia com o dinheiro de uma parte dos cidadaos (solitamente dos da classe média) para assistir a outra parte.
    Igual a Robin Hood. Isto è: tira aos médios para dar aos pobres, ou aos espertalhoes.
    Num "welfare state" portanto, nao vale a pena ser médios, mas pelo contrario ou verdadeiramente ricos ou indubitavelmente pobres, ou - melhor ainda - espertos !
    Neste caso nao è aplicavel o ditado latim : "In medio stat virtus".

    ResponderEliminar
  2. Não só do welfare state, mas também. O que se paga para o Estado Social pode ser dividido em três parcelas: o que é torrado em burocracias ineficientes; o que é "redistribuído"; o que é destinado a nós.

    Porque a segunda parcela exige uma abordagem menos superficial (não basta dizer que é imoral), restrinjo-me à terceira. Aquilo que reverte em nosso favor está muito reduzido pela primeira parcela. E e gerido de longe, e à bruta. Mais valia que esse dinheiro não tivesse saído das nossas carteiras.

    ResponderEliminar
  3. importanzadeleparole10:41 AM

    Queria so fazer um exemplo do "welfare" italiàno (nao sei se a Portugal è a mesma coisa) na àrea da saùde.
    Eu vou no medico de familia pedindo que me passe uma receita de (p.e.) aspirinas. O medico sem investigar nada passa a receita para DUAS caixas de aspirinas. Eu vou na farmàcia e levanto (com o dinheiro de todos os cidadaos) duas caixas dum medicamento bem sabendo que ou tomarei um ou dois cumprimidos ou addiritura nenhum, deitando as caixas numa apòsita gaveta dum armario na minha casa!
    Trata-se dum desperdicio brutal, e tem a que ver com a nossa visao politica do welfare. Isto nao seria possivel nos EUA porque alì o medico passa a receita indicando o numero dos cumprimidos (um, dois, quatro, etc.) e nunca as caixas.
    O "welfare" aplicado nos EUA è sicuramente diferente do nosso, no bem e no mal !

    ResponderEliminar
  4. Importanzadeleparole,

    Esse tipo de desperdícios é típico das tais fábricas de pregos. Por cá temos problemas semelhantes.

    A questão não é a existência de desperdícios. Podiam ser "resolvidos" com mão de ferro. A questão é porque é necessário receita para comprar medicamentos.

    ResponderEliminar
  5. O problema è que aqui nao se fala de receita para "comprar" os medicamentos, mas apenas para obte-los gratuitamente (falo da Itàlia, è claro). Se os medicamentos fossem pagos pelos utentes, os nossos (apòsitos) armarios seriam decididamente vazios!
    Convido os bloggers a fazer um rapido calculo para ver qual è o custo total dos medicamentos que ainda tem, porque inutilizados, nos seus armarios. Basta depois fazer uma moltiplicaçao para comprendeer a enormidade do desperdicio.

    ResponderEliminar
  6. Exacto. Superabundância e subprodução crónicas. Derivado deste simples mecanismo...

    ResponderEliminar