O Nobel da Literatura José Saramago propôs hoje um «pacto de não agressão» entre o Islão e o Cristianismo, que vá mais além da Aliança das Civilizações, uma proposta da Europa que considerou insuficiente.
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Mais um dislate do "nosso" Nobel, que recupera uma expresão ("pacto de não agressão") que ainda recorda o pacto Pacto Ribbentrop-Molotov de 1939, no qual os então Ministros dos Negócios Estrangeiros da Alemanha e da União Soviética, sob procuração de dois dos maiores facínoras do século XX (Hitler e Estaline), concordaram em retalhar a Europa em "esferas de interesse" e abrir caminho à mais devastadora guerra da História.
Não há que render os princípios da Ocidentalidade. Não há qualquer ameaça de destruição do Islão pelo Cristianismo. Antes pelo contrário, como bem refere Saramago:"o que eles fazem agora é o que nós fizemos no passado com a Inquisição, que não era senão uma organização criminosa que queimava as pessoas por questões religiosas ou de sexo".
O fundamentalismo terrorista é criminoso e só pode ser considerado inimigo de cada um de nós, seus alvos indiscriminados. A única resposta é, plagiando um discurso memorável:
Never give in. Never give in. Never, never, never, never — in nothing, great or small, large or petty — never give in, except to convictions of honor and good sense. Never yield to force. Never yield to the apparently overwhelming might of the enemy.
"o que eles fazem agora é o que nós fizemos no passado com a Inquisição, que não era senão uma organização criminosa que queimava as pessoas por questões religiosas ou de sexo"
ResponderEliminarO Saramago reconhecer "isto" faz deste dia um marco histórico.
Entrando no raciocínio de Saramago, e mesmo admitindo deixar de fora as religiões Hindu e Budista, seria então preferível um "pacto" tri-bilateral (3 pares de acordos) entre o Cristianismo, o Islamismo e o Judeísmo.
ResponderEliminarOu será que Saramago também já concluiu que a actual ameaça real e latente que impende sobre o Ocidente e o seu modo de vida, afinal, não tem nada a ver com o conflito do Médio Oriente ?
Saramago pretende ser um verdadeiro e antecipado eurábico [sem Arafat, claro].
ResponderEliminarNever give in, never, never, never proferido a 29 Outubro 1941 em Harrow, leva-nos a uma Marcha da Churchill Music de Norman H. Rutherlyn.
ResponderEliminarMas esse tipo ainda se advoga arauto da asneira?
ResponderEliminarPior: Ainda há quem lhe dê ouvidos e amplifique o que diz?
Que cumpra a promessa (afinal, Cavaco é PR) e nos deixe em paz!
Bem, eu diria que _é_ o arauto da asneira, e que sim, a blogosfera ainda faz caso do que diz :)
ResponderEliminarNão me parece que DESTA vez Saramago tenha dito algum disparate. Parece-me, sim, que se referia especificamente aos procedimentos internos relativos À sharia, e não ao terrorismo.
ResponderEliminarPedro,
ResponderEliminarQuerer paz nunca é uma asneira. Mas um "pacto de não-agressão" esquece-se que:
1) o Ocidente (Cristianismo, ainda bem que não disse "Cristandade") não "agride" o Islão ao exercer a liberdade de expressão; ao prosperar sob o capitalismo, laicidade do Estado, welfare não-discriminatório; ao ter costumes diferentes do mundo islâmico. O Ocidente está no seu direito, algo que foi conquistado contra séculos de obscurantismo endógeno, e representa o triunfo da tolerância sobre os fanatismos.
2) o terrorismo islâmico agride indiscriminadamente o Ocidente sem razão, motivado unicamente pelo ódio à nossa civilização.
Não há sequer que pensar em "pactos" com selvagens. Deixem-nos ficar no nosso canto, ululem à vontade, e se cá vierem sejam tratados como selvagens. Os muçulmanos "moderados" (é tão triste termos de usar esta expressão!), obviamente, serão tratados indistintamente como sendo "nossos".
Os muçulmanos "moderados", obviamente, serão tratados indistintamente como sendo "nossos".
ResponderEliminarSerão ? A mim não me apetece essa distinção e essa condescendência, sem que os ditos "moderados" condenem veementemente e peçam desculpa pelas selvajarias que os outros muçulmanos andam a fazer.
Se vierem os mouros, que venham, que 'nós' já estamos habituados a lhes tratar da saúde...
Violante,
ResponderEliminarNão considero que uma pessoa seja responsável pelos actos de outra, mesmo que pertençam a um qualquer mesmo grupo. Nem acho que nestes casos devam ser metidas sobre vigilâncias. Criminosos são criminosos. Gente honesta é gente honesta.
Islam in Europe
ResponderEliminarBy Timothy Garton Ash
http://www.nybooks.com/articles/19371
Anonymous, obrigado pelo link. E perturbante...
ResponderEliminarAA,
ResponderEliminar1. Não considero que uma pessoa seja responsável pelos actos de outra, mesmo que pertença a um qualquer mesmo grupo.
Qual ? O dos selvagens ?
Deixem-nos ficar no nosso canto, ululem à vontade, e se cá vierem sejam tratados como selvagens.
2. Gente honesta é gente honesta.
Quem ? Os muçulmanos "moderados" ?
"... como sendo dos "nossos". ['bold' meu], que somos tudo gente honesta ?
Violante,
ResponderEliminarNão encontrará aqui qualquer proposta de discriminação positiva ou negativa de muçulmanos ou do Islão. Nem islamofobia nem multiculturalismos. Isto não quer dizer que não critiquemos severamente a "comunidade muçulmana" por um silêncio que se arrisca a parecer cúmplice. E que desprezemos todos aqueles que estão a sacrificar valores básicos da civilização ocidental...