terça-feira, outubro 17, 2006

Esparta (3)

Esparta, Cidade-Estado colectivista — posts do JLP no Small Brother:

"Igualdade" | "Igualdade II"

O único objectivo de um cidadão de Esparta era a guerra, para a qual era treinado desde a nascença [...] o objectivo do treino era torná-los duros, indiferentes à dor, e submissos à disciplina. [...] o objectivo único era produzir bons soldados, completamente devotados ao Estado. [...]

A simplicidade Espartana tornou-se proverbial.

[ corrigido por sugestão do Luís Marvão. ]

4 comentários:

  1. Aplicar o conceito de totalitarismo a Esparta é abusivo. Totalitarismo (creio que a paternidade deste termo remonta a Mussolini) não é sinónimo de colectivismo; nem de holismo. Segundo Arendt, o totalitarismo é um fenómeno típico da modernidade, ela tinha em vista as experiências históricas do nazismo e do estalinismo.
    Há quem sustente que este conceito é teoricamente pouco operativo para a classificação dos sistemas políticos, se considerámos que, nas sociedade industrializadas ou assentes no primado da burocracia (segundo o entendimento weberiano deste conceito), estão presentes traços totalitários. Seria importante analisar o discurso do universo das empresas; a novilíngua ou tentativa de estruturar a vida social do “colaborador”, prática de muitas grandes corporações.
    No sentido proposto por Arendt, é apenas ideologia totalizante e um partido único detentor do monopólio dos meio de comunicação de massa e fazendo uso de uma polícia política omnipresente. Ora, isto não existia em Esparta.
    Já agora, caro António: não foi em nome do interesse colectivo (da Polis) que a democracia ateniense condenou à morte o filósofo Sócrates?

    ResponderEliminar
  2. errata: se considerarmos e não "se considerámos".

    ResponderEliminar
  3. Luís,

    - concordo que estou a banalizar "totalitarismo", e vou corrigir o post, deixando só o "colectivista";

    - quanto às empresas, já aqui assumi que se regem por muitas estruturas que critico no Estado, como se fossem ramos fractais; mas são estruturas que morrem na presença de concorrência "melhor", e portanto para sua sobrevivência "são obrigadas" a assumirem melhores práticas - um pouco diferente da perpetuação da administração pública...

    - Sócrates foi morto por "interesse público", por delito de opinião. A democracia ateniense já por essa altura estava minada por uma contra-corrente intelectual pró-espartana, de que Platão seria grande defensor. Curiosamente, as execuções por cicuta popularizaram-se...

    ResponderEliminar
  4. António, atenção ao meu post no descrédito :P

    ResponderEliminar