Mas à parte isso (que já não é pouco) ["Teologia Ecológica", ecologia por decreto, insignificância ou rendição ao Poder dos movimentos ambientalistas] existe ainda outro factor a augurar maus dias para o ambiente em Portugal: aquilo que foi apresentado aos portugueses como mecanismos de protecção do ambiente e da paisagem —PDM, RAN, REN — transformou-se na consagração legal da desigualdade dos cidadãos perante o Estado e no reforço do papel este mesmo Estado enquadnto distribuidor de almejados estatutos de excepção. Note-se que os piores exemplos da degradação do ambiente, do ordenamento e da paisagem em Portugal não resultam da falta de legislação. Resultam sim da forma como mecanismos frequentemente muito restritivos para a generalidade dos cidadãos têm sido particular e insondavelmente interpretados por governos, autarcas, comissões e institutos estatais.
"A Arte da Fuga" ("Die Kunst der Fuge", BWV 1080) é uma obra-prima de Johann Sebastian Bach:
um único tema musical persegue-se, a si mesmo e as múltiplas variações, num diálogo musical intenso desenvolvido a diversas vozes, rico de simetrias, inversões, ritmos e tempos diferentes.
Fugas para aartedafuga@gmail.com
Domingo, Outubro 08, 2006
Os estadocas
Excerto da excelente crónica "Os verdocas" de Helena Matos, ontem no Público:
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Helena Matos costuma ser um poço de lucidez.
ResponderEliminarA única coisa que lhe critico nesta crónica é que ela se esqueceu de referir que o Verdocas adora o desporto. Até o curling...
Só vi o Verdocas uma vez. Pareceu-me ser uma versão infantil desse ícone ecofascista, o Captain Planet. E se ele gosta de desporto, então o desporto é mau. Abaixo o desporto :D
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