Se o problema é o risco de os mais pobres ficarem sem reforma, então que se fale verdade e se institua uma contribuição (naturalmente menor) para criar o género de uma ‘rede de segurança’. Um fundo para quem tem menos e poucas perspectivas de conseguir uma velhice ‘digna’. No entanto, o ponto essencial de toda a discussão à volta da segurança social não é este. É antes o nada justificar que se obriguem todos, todos os meses, a descontar para algo que não lhes dá qualquer garantia.
Qual o objectivo em coagir os cidadãos a este pagamento mensal? Só vejo um: O medo da liberdade. Durante décadas, o Estado habituou-se a controlar os cidadãos, delineando as suas reformas, alterando as regras a seu bel-prazer e não dando quaisquer satisfações do quer que seja. A possibilidade, a mera possibilidade de, em Portugal, todos sairmos por aí a correr a fazer os nossos próprios descontos, assusta muita gente. Gente demasiado zelosa para deixar cair assim o seu poder.
"A Arte da Fuga" ("Die Kunst der Fuge", BWV 1080) é uma obra-prima de Johann Sebastian Bach:
um único tema musical persegue-se, a si mesmo e as múltiplas variações, num diálogo musical intenso desenvolvido a diversas vozes, rico de simetrias, inversões, ritmos e tempos diferentes.
Fugas para aartedafuga@gmail.com
Quinta-feira, Outubro 12, 2006
Segurança social: falar pouco e falar bem
"O medo da liberdade", de André Abrantes Amaral n'O Insurgente:
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Mas há alguma dúvida de que vivemos sob um regime autoritário?
ResponderEliminarQualquer dia proibem que se escreva isso... :P
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