Sexta-feira, Novembro 17, 2006

Laissez-faire, laissez-passer

"laissez-faire, laissez-passer" do Rui de Albuquerque no Blasfémias:

[...] nós, os liberais, não confundimos Estado com ética, direito com ética, política com ética. A política, o Estado e o direito têm o seu domínio natural, que não deve ser o de fazer escolhas pelos indivíduos que estes mesmos possam fazer, menos ainda, fundando essas escolhas numa ética cuja dimensão «metajurídica» começa e termina na cabeça do legislador. Como dizia Popper, nada ou ninguém nos pode garantir os talentos, a boa vontade, a honestidade, isto é, a ética de quem maneja o poder público. Mesmo que esta última fosse possível de assegurar, poderia não ser suficiente. [...] É por isto também que, para nós liberais, esse poder soberano — no fim de contas, o de alguém decidir pelos outros — deve ser mínimo, tão mínimo quanto o possível. Conhecendo os homens e desconfiando deles quando lhes é concedido ascender ao sublime patamar do poder, os liberais entendem ainda hoje, como Locke no passado, que o governo deve reduzir-se às mínimas instituições que assegurem a sua segurança, a sua propriedade, isto é, a liberdade.

2 comentários:

  1. "Give us us free!!" (Amistad).

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  2. Com algumas reservas, é boa citação...

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