terça-feira, novembro 21, 2006

O modelo sueco?

Johann Norberg em Singapura:


"Singapore's Paradox":
I am in Singapore for the first time. A wealthy country that is a paradox. The world´s most globalised economy, the country where it is easiest to do business, with an economy that is less corrupt than Sweden´s and Switzerland´s. And yet, it´s an undemocratic country with government control of the courts and the media, where opposition figures are bankrupted by absurd legal processes. That paradox in itself makes it worth studying.
"Singapore's Strength":
The government is very intrusive in Singapore. But it has avoided several important areas of the economy, like the labour market. A salesman of Swedish design here told us that his biggest mistake when he started his business here was that he was stuck in a Swedish mentality, and still thought that the most dangerous thing imaginable was to hire someone - with all the risks and costs it results in.

After a while he realised that you can hire and fire people in Singapore. To employ someone is to give them a job, not a legally enforcable right. And so he began to hire and expand.
"By the way:":
In 2011 Singapore´s GDP per capita (PPP) will be higher than Sweden´s, if present trends continue.

16 comentários:

  1. Quim do Lagarteiro9:08 da tarde

    Traduzam-me isto porque receio que o bacano está a dizer mal das pequenas!

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  2. «government control of the courts and the media, where opposition figures are bankrupted by absurd legal processes»

    penso que isto será apenas um detalhe insignificante, quando comparado com uma economia tão aberta.

    Mas haverá verdadeira liberdade sem a existência de liberdade politica?? ao contrário do que muitos autores de cartilha liberal do sec. xx não é pela liberdade económica que se deve começar, não é esta que levará à liberdade política.

    para além de que o modelo holandês é francamente melhor!

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  4. Spam do Sofocleto retirada. pela insistência reiterada, não leva link.

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  5. Não se pode defender o crescimento económico a qualquer preço !

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  6. Não se pode defender o crescimento económico a qualquer preço!

    Até parece que eu estou a defender a instrumentalização da Justiça e dos meios de comunicação social como forma de fomentar o crescimento económico... Não é que não exista em Portugal, mas existe numa pequena escala. Pois bem, falta o resto.

    De resto, o crescimento económico não tem custos [a palavra "preço" penso que está deslocada neste contexto]. O que tem custos é impor ineficiências à Economia, em nome de visões políticas (dito de outra maneira, "socialismos").

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  7. Obrigado pela contribuição. Este post está interessante.

    :)

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  8. Se o GDP per capita e a facilidade de fazer negócios na China ultrapassar a Suécia tambem elogias?

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  9. João, bem aparecido!

    Se isso acontecer, elogiarei o crescimento económico chinês, e continuarei a dizer que nós, europeus, com instituições credíveis [?], podemos fazer mais e melhor que eles. Tudo o resto é altamente criticável, como é óbvio.

    Singapura não tem concorrência ao nível económico que estão a operar, e portanto não precisa de se melhorar institucionalmente. Este é um desafio às "velhas" democracias liberais de modelo europeu (inclui, claro EUA e estados capitalistas asiáticos). Que os regimes antidemocráticos estabeleçam ditaduras de cariz liberal-económico é uma perspectiva desanimadora...

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  10. "Se isso acontecer, elogiarei o crescimento económico chinês"

    Dizer isto sem mais [isto e', dizer isto "incondicionalmente", sem referir eventuais condicoes previas e/ou antecedentes, cuja verificacao tenha de ser garantida para que exista a possibilidade de fazer tal elogio] significa, na pratica, assumir que o "crescimento economico" e' algo "suficiente", em si mesmo, para merecer um elogio, independentemente dos meios usados para tal. Claro que o Antonio vai dizer que nao, que isso estava "subentendido", etc, que e' preciso olhar 'as liberdades, etc, mas o que esta' escrito, escrito esta'.

    E o que se le nas entrelinhas do post e' um elogio mais ou menos incondicional ao crescimento economico per se, algo relativamente comum (e natural), uma perspectiva da qual (pessoalmente) discordo (o que nao quer dizer que nao a entenda em certos contextos "politicos").

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  11. Tiago, sejas igualmente bem-aparecido!

    Repito que o que é trágico é os habitantes de Singapura e outros Estados antidemocráticos gozarem de um bem-estar económico superior ao dos Estados democráticos liberais, e assim verem "legitimadas" as suas vias antidemocráticas. No fundo, concretizarem promessas que outros regimes antidemocráticos nunca conseguiram cumprir. De facto, porque haverão aquelas pessoas de querer outra coisa, quando o resto do mundo, "moralmente superior", aparenta ser decadente? Penso ser uma obrigação moral concorrermos com eles - não corrompendo as nossas instituições, mas liberalizando as nossas políticas.

    Estejam à vontade para se juntarem a esta reflexão. Agora, se quiserem continuar a insistir que "o liberal está a elogiar o iliberalismo", continuem a divertir-se...

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  12. "Repito que o que é trágico é os habitantes de Singapura e outros Estados antidemocráticos gozarem de um bem-estar económico superior ao dos Estados democráticos liberais, e assim verem "legitimadas" as suas vias antidemocráticas."

    Mas se e' "tragico", como e' que se pode elogiar um "acrescimo" no crescimento economico (como o Chines, ao qual esta' subjacente uma limitacao de liberdades), sendo que isso traz tambem um "acrescimo" (na linha do que tu dizes, com a qual concordo) nessa tal "legitimizacao" de ideias anti-democraticas? Acho que existe uma contradicao.

    "No fundo, concretizarem promessas que outros regimes antidemocráticos nunca conseguiram cumprir."

    Mas 'a custa do que? Esta afirmacao, assim dita, mais uma vez de forma "incondicional", parece-me perigosa. Nao por consubstanciar (nas tuas palavras) um "liberal a elogiar o iliberalismo" (essa epoca ja' era), mas simplesmente por parecer efectivamente uma perspectiva onde o crescimento economico adquire um valor supremo.

    "De facto, porque haverão aquelas pessoas de querer outra coisa, quando o resto do mundo, "moralmente superior", aparenta ser decadente?"

    Aqui usas a palavra "decadente" para te referires a "um estado de crescimento economico inferior", o que e' um pouco curioso. Mais que nao fosse, porque me parece que se existe um ponto (passando um pouco para outro campo, acho que se percebe porque) em que todas as religioes estao de acordo e' que a riqueza material nao implica virtude nem necessariamente "a state of appraisal".

    Decadente sera', arriscaria eu, achar que a palavra decadente passara' a referir-se, se nao em exclusividade, pelo menos dando a tal uma enfase bem forte, ao crescimento material dos povos.

    "Penso ser uma obrigação moral concorrermos com eles - não corrompendo as nossas instituições, mas liberalizando as nossas políticas."

    Percebo o que dizes, mas nao acho que, mesmo que defenda a liberalizacao das nossas politicas, tal deva ser feito para "concorrer com eles", mas sim "per se". Ou e' algo bom, ou nao e'. Mas nao precisa do "outro" para se justificar. Nao e' para provar que nos, "decadentes", tambem conseguimos crescer (havendo, supoe-se, no argumento, politicas mais liberais), mas sim que nos defendemos politicas diferentes.

    A serio que nao tenho pachorra para a conversa do liberalismo. Mas isso nao me impede de achar que a tua defesa de certos principios parece muito com base em argumentos de "eficiencia" (crescimento economico) e ate', curiosamente, de uma certa "vinganca" (para "provar", para "mostrar" aos outros o que e' bom).

    Ou seja, e para nao haver duvidas: o meu ponto e' criticar as tuas ideias, e nao propriamente apontar se elas sao mais ou menos coerentes com certas correntes liberais; ja' nao ha' pachorra para esse peditorio.

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  13. Notas breves:

    i) quando falo de "religioes", obviamente o ponto e' referir que em quase todas as culturas, em quase todas as epocas, existiu um certa concepcao valorativa do crescimento material face ao comportamento virtuoso; e, como tal, podemos, de algum modo, mencionar isso como sendo, ou parecendo ser, algo de "intrinseco" na natureza humana (do homem "social", pelo menos);

    ii) "crescimento dos povos" = "crescimento dos paises"; nao ha' qualquer tique marxista, ou outro que seja, na escolha (menos feliz) da palavra "povos".

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  15. [ Tiago, agora estou com muito trabalho, já cá volto ]

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