- "Senhorios obrigados a investir 560 milhões (Jornal de Negócios)
![]() | Passado um mês sobre a apresentação da proposta de revitalização da Baixa-Chiado de Lisboa, verifica-se que o debate público se resumiu a uma parada de especialistas muito solícitos, muito críticos, e muito anuentes. Com maiores ou menores críticas, todos acabaram por professar a sua babilónica fé em mais um glorioso investimento puramente racional de dinheiros "públicos". E, pese algumas excepções, também a opinião pública, porque ninguém gosta de ser apontado como inimigo da guerra ao terrorismo urbanístico, nem tão pouco de se mostrar sovina com o dinheiro dos outros. |
No Porto, Rui Rio comentava que 99% da revitalização da cidade velha caberia aos privados, e que não haveria muito que a Câmara pudesse fazer. Em Lisboa, parece vingar o iluminismo racionalista do Marquês de Pombal, que defende a origem divina do Poder para forçar a emergência de Ordem a partir do Caos.
Não existe, neste Plano, desconfiança das forças de mercado: existe antagonismo. As forças de mercado e a iniciativa privada só podem ter falhado por não terem feito emergir, em 250 anos, uma urbe ideal, como a que é prometida pelo distinto grupo de trabalho para um futuro muito próximo.
(continua)

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