Quinta-feira, Janeiro 11, 2007

Aborto e Prohibition

João Pinto e Castro no ...bl-g- -x-st-:
1. A experiência demonstra que nenhuma das muitas iniciativas bem intencionadas até agora tentadas aqui e noutros países se revelou capaz de pôr cobro ao aborto clandestino, com as terríveis consequências que se conhecem para a saúde das mulheres que o praticam.

2. Nestas condições, a única forma responsável de lidar com esse problema de saúde pública é a despenalização do aborto.

14 comentários:

  1. Confesso que discordo deste post. Não vejo como a despenalização do abortamento, com a qual concordo, poderá acabar com o aborto clandestino (sobretudo se, como eu defendo, não for integrado no SNS), embora admita que o poderá marginalmente minorar.

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  2. Adolfo, eu refiro-me só ao texto evidenciado, que parte da premissa que é impossível "acabar" com o aborto...

    ...diz-se é que a despenalização é a única forma responsável de lidar com esse problema

    (daí a analogia com outras prohibitions, e outros enforcements)

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  3. Anónimo2:30 PM

    Gostei da foto da época da "Lei Seca" parece-me um bom paralelismo.

    E em relação ao aborto musical? o embrião musical é considerado música aos quantos compassos de gestação?

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  4. geralmente, não sei, mas neste, eu diria que pelo menos ao compasso 30...

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  5. Também não acredito que a despenalização da prática de abortos (com a qual concordo - repetindo as palavras do Adolfo), leve ao fim do aborto clandestino, como escrevi nos textos onde coloquei algumas das dúvidas/perguntas que me surgem relacionadas com este tema. Há situações onde o secretismo "dos estabelecimentos NÃO legalmente autorizados" continuará a será procurado, apesar da provável descrição e confidencialidade com que as mulheres serão tratadas nos "autorizados".

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  6. Caríssimos, também falo em "acabar" com os abortos clandestinos (ou seja, os que não são legais)... uma margem de qualquer bem ou serviço é sempre transaccionada no mercado negro...

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  7. Anónimo3:02 PM

    A maioria dos abortos clandestinos em Portugal são feitos após as 10 semanas: então e esses? Então e se alargares ainda mais o prazo, onde é que vais acabar? Aos nove meses menos um dia?
    O que acontece é que ali há uma vida humana. O que acontece é que se o sim ganhar, o Estado vai estar a pagar um balúrdio em abortos que poderia gastar em instituições para acolher mães necessitadas e os seus filhos.

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  8. Anónimo6:25 PM

    O que são os contraceptivos musicais e as doenças musicalmente tranmissíveis?

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  9. Eu diria que seriam aqueles tampões de silicone orelhamente correctos... quanto às doenças, isso é mais confuso... serão as valsas, o reggae, o jazz light?

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  10. Anónimo7:26 PM

    E o viagra musical?
    E os testes de gravidez musical?

    Estas pertinentes questões assombram-me o pensamento...

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  11. Caro Rui, o inquietamento é marca de génio.

    Viagra musical: Beethoven.

    DSTs: já me passaram algumas, sendo exemplos Kraftwerk e Laurie Anderson... :)

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  12. Anónimo5:13 AM

    Eu voto sim.

    Reservo no meu blog a leitura dos princípios do sentido do meu voto.

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  13. Anónimo11:51 PM

    caro aa,

    se o vírus musical é um agente sonoro infeccioso inerente a certas doenças musicalmente contagiosas, sem metabolismo independente e com capacidade de reprodução apenas no interior das células hospedeiras musicalmente vivas. Isto quer dizer que as suas estão musicalmente vivas, e a avaliar pela sua paciência em me respoder, também quer dizer que o seu sentido de humor é muito apurado.

    Foi um prazer. Eu vou passando por cá.

    um abraço,

    RR

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