Terça-feira, Janeiro 23, 2007

Tabelas

3 Comentários:

Anonymous Anónimo contrapôs...

mais uma vez o problema é do monopólio da Ordem dos Médicos para atribuir licenças de realização da actividade médica. Se a Ordem fosse uma associação de médicos de participação voluntária, não teriam poder para impedir os médicos de praticar os preços que quisessem. Assim, um médico jovem poderia, por exemplo, preferir não pertencer à Ordem e praticar um preço mais baixo para angariar clientes.

1:47 PM  
Blogger AA contrapôs...

Muito de acordo.

2:34 PM  
Blogger Carlos a.a. contrapôs...

Adolfo,
Compreendo e concordo, em abstracto, com a sua posição, mas a verdade é que para se alcançar um consenso entre os médicos para a elaboração da referida tabela foram centenas de reuniões e anos de trabalho que agora, de uma só vez, foi por água abaixo para prejuízo dos consumidores - de cuidados de saúde e pessoas seguras de apólices de seguros de saúde!
No entanto, a sugestão que adianta, a de os médicos que não concordam poderem optar por outra tabela, tal é possível desde que informem a Ordem e a afixem no consultório. Parece suficiente, mas não é porque essa tabela própria pode ser alterada quando o médico quiser, não estando, como o restante comércio, regulado os períodos de saldos ou pedidos de promoções.
Daí que falta ainda aos médicos (e muitos outros profissionais) assumirem que sua actividade comercial e enquadrá-la como as demais.
É curioso que os médicos se escudem no corporativismo da Ordem quando lhes convém e que a desautorizem quando os interesses comerciais sobrelevam. Ora, bastaria que o comércio de cuidados de saúde estivesse enquadrado, juridicamente e no CAE, como qualquer outra actividade comercial, sujeita a todas as regras de mercado aplicáveis!
Será que os médicos aceitariam isso?
Abraço

11:24 AM  

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