"A Arte da Fuga" ("Die Kunst der Fuge", BWV 1080) é uma obra-prima de Johann Sebastian Bach: um único tema musical persegue-se, a si mesmo e as múltiplas variações, num diálogo musical intenso desenvolvido a diversas vozes, rico de simetrias, inversões, ritmos e tempos diferentes. Fugas para aartedafuga@gmail.com
Li a leitura recomendada e chego à conclusão de que houve, certamente lapso na composição: o texto de Tiago Mendes não é leitura recomendada mas leitura requentada. TM diz neste seu texto o que Vasco Pulido Valente dizia numa crónica há uns dias atrás, que era o que ele dizia noutra crónica mais atrás, e assim sucessivamente para trás, ainda que de forma mais abrangente a todo o espectro político: não há políticos capazes em Portugal, quando temos de arranjar um primeiro-ministro temos de ir buscá-lo ao sótão.
Com alguma dificuldade Tiago Mendes descortina algumas potencialidades em Paula Teixeira da Cruz porque ainda é relativamente desconhecida. Se subir para o pódio o mais certo é evidenciarem-se-lhe cicatrizes.
Ora o problema maior de Portugal não é vermos o VPV (que já está velho) a chorar para um lado( e já se sabe porquê)mas termos, por outro lado, o Tiago Mendes e muitos outros jovens, mais liberais ou menos liberais, lavados em lágrimas.
Numa perspectiva liberal de que o mercado (a mão invisível) é infalível (eu diria, mais ou menos) na conjugação arbitral entre a oferta e a procura, há uma incógnita imensa que é primordial resolver para que a tal mão não se desprestigie: Se há políticos capazes a menos (a acreditar em TM parece que não há mesmo quase nenhuns, se algum há) e analistas argutos e inteligentes a mais, o que é que impede que tantos jovens de elevado potencial tomem conta do barco?
Quanto às sugestões de Tiago Mendes para formatar um Partido Liberal coloca-se-me uma grande dúvida: se no elenco de posições ou propósitos é possível a coabitação do liberalismo económico e do liberalismo dos costumes.
Até hoje, suponho, é na dificuldade dessa conciliação que têm residido os maiores obstáculos à sustentação de um liberalismo coerente com a sua designação.
Li a leitura recomendada e chego à conclusão de que houve, certamente lapso na composição: o texto de Tiago Mendes não é leitura recomendada mas leitura requentada. TM diz neste seu texto o que Vasco Pulido Valente dizia numa crónica há uns dias atrás, que era o que ele dizia noutra crónica mais atrás, e assim sucessivamente para trás, ainda que de forma mais abrangente a todo o espectro político: não há políticos capazes em Portugal, quando temos de arranjar um primeiro-ministro temos de ir buscá-lo ao sótão.
ResponderEliminarCom alguma dificuldade Tiago Mendes descortina algumas potencialidades em Paula Teixeira da Cruz porque ainda é relativamente desconhecida. Se subir para o pódio o mais certo é evidenciarem-se-lhe cicatrizes.
Ora o problema maior de Portugal não é vermos o VPV (que já está velho) a chorar para um lado( e já se sabe porquê)mas termos, por outro lado, o Tiago Mendes e muitos outros jovens, mais liberais ou menos liberais, lavados em lágrimas.
Numa perspectiva liberal de que o mercado (a mão invisível) é infalível (eu diria, mais ou menos) na conjugação arbitral entre a oferta e a procura, há uma incógnita imensa que é primordial resolver para que a tal mão não se desprestigie: Se há políticos capazes a menos (a acreditar em TM parece que não há mesmo quase nenhuns, se algum há) e analistas argutos e inteligentes a mais, o que é que impede que tantos jovens de elevado potencial tomem conta do barco?
Quanto às sugestões de Tiago Mendes para formatar um Partido Liberal coloca-se-me uma grande dúvida: se no elenco de posições ou propósitos é possível a coabitação do liberalismo económico e do liberalismo dos costumes.
Até hoje, suponho, é na dificuldade dessa conciliação que têm residido os maiores obstáculos à sustentação de um liberalismo coerente com a sua designação.
Ou não?
Excelente artigo do Tiago Mendes. Eu com toda a franqueza gostaria de saber o que pensa o AA do mesmo.
ResponderEliminarIsto porque não sou capaz de entender como o AA seria capaz de concordar com um documento tão socialista e "terceira via" qb.
Quanto a mim acho que foi dos textos mais inteligentes que já se escreveram sobre o futuro do liberalismo em Portugal.