 | Um os reflexos mais boçais da política portuguesa, em reacção aos exageros verbais de Alberto João Jardim, tem sido o de reclamar um referendo sobre a independência da Madeira. Como é óbvio, nada do género alguma vez será feito: não só porque é inconstitucional— porque ataca o coração do Estado-nação—, mas sobretudo porque seria um terrível vexame e desautorização do poder central.
Contudo, em termos mais conceptuais, se não há objectivas razões para impedir a secessão de qualquer território do todo nacional [a não ser pela apropriação indevida de riqueza não-patrimonial], também não há razões para objectar que o país secesse politicamente de uma sua parte. Tal como não há razões para objectar a que a parte desvinculada mantenha todos os vínculos não-políticos com o país de onde divergiu. |
Sinceramente parecem-me desculpas de quem terá medo do resultado. Boa noite, abraço.
ResponderEliminarConcordo com tudo. É pena, contudo, que o conceito do Estado-Nação já tenha desaparecido algures entre os fins do século XIX e os inícios do século XX.
ResponderEliminarO Exactor,
ResponderEliminarnão tenho pena nenhuma >)
Isto com um nome mais português, podia ser no Chão da Lagoa.
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