"A Arte da Fuga" ("Die Kunst der Fuge", BWV 1080) é uma obra-prima de Johann Sebastian Bach:
um único tema musical persegue-se, a si mesmo e as múltiplas variações, num diálogo musical intenso desenvolvido a diversas vozes, rico de simetrias, inversões, ritmos e tempos diferentes.
Fugas para aartedafuga@gmail.com
quinta-feira, maio 31, 2007
Partidos liberais
Ficam, pois, os posts, para mais tarde discordar:
A ler, de pleno acordo
A legislação laboral portuguesa é assustadoramente paternalista. Continua a tratar o trabalhador como um quase inimputável. O Estado Português – por intermédio das leis que cria - não permite que o trabalhador, ainda que na plena posse das suas faculdades, acorde livremente com a empresa sobre matérias tão significativas para o dia-a-dia da relação contratual como: prazo do contrato, horário de trabalho, trabalho suplementar, dias de descanso, férias e até salários.
Tempo de arejar o sofá
Para quem não sabe, o couchsurfing é uma espécie base de dados mundial que nos oferece, por nada, um sofá ou cama ou até mesmo um chão em destinos tão diferentes como o Afeganistão, o Sudão, a Síria, o Togo, Espanha ou Finlândia.
Basta mandar uma mensagem e avisar quando chegamos. Se o dono do sofá aceitar, temos alojamento, no mínimo. O couchsurfing tem como missão o contacto entre culturas, possibilitando a experiência de viver como nacional num país estrangeiro. Não é obrigatório, mas torna-se inevitável trazer o nosso couchsurfer para a nossa vida, os nossos jantares, as nossas saídas à noite, as nossas idas à praia. Então para um fanático por geografia como eu, que ainda se entretém a decorar o nome, as bandeiras e as capitais de todos os países do mundo, o desafio é irrecusável.
quarta-feira, maio 30, 2007
Pontos de Fuga
terça-feira, maio 29, 2007
RE: Libertarian paternalism
John: You listen to me. You say you don't want to tell me how to live my life. So what do you think you've been doing? You tell me what rights I've got or haven't got, and what I owe to you for what you've done for me. Let me tell you something. I owe you nothing! (...) You can't tell me when or where I'm out of line, or try to get me to live my life according to your rules. (...) You don't know how I feel, what I think.
A ler
Para que se entenda, aludo ao artigo que o dito assinou na VISÃO da passada 5.ª feira, dia 24 de Maio de 2007. Artigo cuja leitura não posso aconselhar senão em benefício do pleno entendimento da minha estupefacção.O título prometia: socialismo do séc.XXI. Mas não se suspeitaria quanto…Em suma, ficámos a saber que devemos o desígnio a Hugo Chávez. Nas palavras do próprio BSS, desmentindo o fim da história, proclamado pelo pensamento político conservador (sic.), «(…) em 2005, o Presidente da Venezuela colocou na agenda política o objectivo de construir ‘o socialismo do século XXI». A esperança está, pois, em Chávez!!! Com ele – e, também, com Evo Morales (Bolívia) e Rafael Correa (Equador) (sic.) –, o socialismo refunda-se para não repetir erros do passado e abre-se a um «debate profundo» capaz de tornar «credível a vontade de evitá-los»(sic.).
Perguntas do dia
Estado à Solta (2)
O interesse público que tanto lhes justifica o lugar e que tanto lhes sustenta as atribuições não passa, afinal, de um interesse circunstancial e privado, o que num país que cultivasse a liberdade seria um claro sinal de alerta quanto à excessiva gordura do Estado que temos. Tenciono desenvolver este assunto num artigo próximo, na revista do costume.
segunda-feira, maio 28, 2007
Novas do Centro-Direita Socialista (3) [AA]
Ora, se esta é uma concepção liberal, e se o Modelo Social Europeu é um desastre à espera de acontecer, há que rejeitar liminarmente o liberalismo e entregarmo-nos de corpo e alma ao Estado, de preferência muito iliberal.
Um pouco mais a sério: tenho Luís Nobre Guedes em boa consideração — já o escrevi anteriormente. Não vejo nestas suas afirmações oportunismo de conveniência. Mas custa-me a acreditar que as tenha proferido com conhecimento de causa do que fala — precisamente porque a mensagem liberal, no CDS como noutros partidos, não tem passado de uns chavões inconsequentes. Continua a ser fácil caricaturar o liberalismo como a ideologia do "Salve-se quem puder".
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Concordo que se o Estado Social desaparecesse, muitas pessoas passariam sérias dificuldades. Nada disso se propõe. Existe um conjunto de soluções políticas de carácter liberalizante que ao invés de enfraquecerem a sociedade, tornam-na mais activa e responsável.
Hoje em dia o Estado Social gere o seu próprio sistema económico, e depois disponibiliza-o generosamente aos cidadãos. A tendência natural do Estado Social é expandir-se, procurando satisfazer todas as necessidades dos cidadãos — ou simplesmente expandir-se, na presença de dinheiro de impostos. Este sistema produz uma sociedade dependente de um Estado que a atrofia, incapaz de se ajudar a si própria. Quando se fala em reformar este sistema, logo surgem medos de "catástrofe social".
Muitas das soluções liberalizantes passam pelo conceito de "liberdade de escolha" — retirar o Estado do papel de monopolista prestador de serviços, e colocá-lo a regular um mercado maioritariamente privado de serviços sociais. O dinheiro que o Estado gasta no seu próprio sistema para o bem dos cidadãos seria dado aos cidadãos, para que o pudessem aplicar segundo as suas conveniências. Para que possam escolher quem lhes presta os seus "direitos sociais". Empower os indivíduos, não a máquina estatal. Não haveria qualquer desgraça social.
Este não é um sistema "liberal", porque permite redistribuição maciça, e grande intervenção do Estado sobre os mercados que se criariam — na Educação, na Saúde, na Segurança Social. É um sistema socialista light, light em termos de pouco estatista. Mas é mais liberal, muito mais aceitável que o planeamento centralizado que hoje em dia é feito pelos Ministérios "sociais", sem qualquer respeito pela capacidade de decisão das pessoas.
Novas do Centro-Direita Socialista (2) [AMN]
Não entendo, por isso, a surpresa que aparentemente causou a recente entrevista de Luís Nobre Guedes ao Expresso. Ela é, aliás, sintomática da necessidade de fortalecimento da Ala Liberal de forma a testar, de uma vez por todas, da possibilidade de aproximar o CDS de uma postura liberal que salve Portugal do socialismo reinante.
Discordo de grande parte das linhas de força das declarações de Luís Nobre Guedes ao Expresso, como aliás já tinha discordado da sua intervenção no Congresso que elegeu José Ribeiro e Castro. E suponho que não tenha de explicar muito para evidenciar os nossos pontos de discordância.
Não considero o liberalismo um perigo nem produtor de qualquer catástrofe e preferia conservar o trabalho do Grupo de Ofir como linhas mestas da orientação política do CDS. Discordo, por isso, do reforço da democracia-cristã que se adivinha no discurso de Luís Nobre Guedes, embora registe a sua ampla abertura à discussão de temas que foram durante anos tabu no CDS e que demonstram um esforço de actualização ideológica do partido, que muitos ainda recusam.
Mas devo fazer uma declaração de interesses. Sou amigo de Luís Nobre Guedes, com quem tive o prazer e sobretudo o orgulho de trabalhar no Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território. Não alinho, por isso, no enfileirar de ódiozinhos que sempre se levantam nestas ocasiões e muito menos dou para os tradicionais peditórios das alas formadas em função das pessoas. Aliás, se há vantagem na formação de tendências no CDS, esta é uma delas: são as ideias a comandar as opções.
Cheira mal
O Presidente da República, enlevado pelas altas percentagens que pretende obter na sua reeleição, pode fingir que não vê nem ouve nem pressente o cheiro a abuso de poder que exala este governo socialista. Enquanto o Presidente anda nos seus roteiros por isto e por aquilo e a escrever discursos a dizer coisa nenhuma que não “reeleição, reeleição, reeleição”, há todo um país que começa a ser amordaçado nas suas mais básicas liberdades.
O que esperamos para aumentar a duração do mandato dos presidentes e a proibir a sua reeleição, de forma a que estes sirvam para alguma coisa?
A Thinkpol do PorSoc não pára
domingo, maio 27, 2007
Novas do Centro-Direita Socialista
sexta-feira, maio 25, 2007
Planeamento do Território
Os absurdos elogios a Duarte Pacheco não passariam o escrutínio simples de quem soubesse um mínimo da história do Estado Novo e explicasse que o que ele fez só era possível em ditadura e com a subordinação da propriedade privada não à cidade, mas a uma cidade monumental de inspiração nas obras públicas do fascismo italiano. É isso que querem? Grandes avenidas, bairros sociais, estádios “nacionais”, urbanismo imperial, e exposições coloniais? Se calhar é ainda este modelo o que inconscientemente povoa os sonhos de grandeza da esquerda e da direita.
Ainda bem que hoje em dia a intervenção sobre a propriedade privada não tem direito ao Ministério das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente, que não se fala em demolir prédios por pressão popular, que a propósito de um aeroporto não se sonha com megalópolis aeronáuticas, que não se apresentam planos "ambiciosos" de "reabilitação" de bairros inteiros das cidades, como se tudo fosse propriedade do poder político....
Postais da Margem Sul (3)
Qualquer pessoa pode participar e contribuir neste projecto científico popular, bastando para isso que tenha um computador com acesso à net, browser Firefox ou equivalente, e algum tempo livre para disponibilizar à nobre causa.
A cada utilizador (não é exigido registo) são distribuídas seis fotografias da Margem Sul; cabe à pessoa procurar identificar sinais explícitos ou implícitos de gente (humana ou extraterrestre), e respectiva actividade económica (hospitais, escolas, hotéis, comércio...).
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(a equipa do Plano Tecnológico está reunida para implementar normas de implementação de uma task-force para elaboração de um "livro" de cor a determinar por grupo independente uma vez ouvidas as autoridades competentes para fazer o refresh automático da página.
Entretanto, é favor recarregar a página manualmente)
Em caso de avistamento, pede-se ao leitor que envie mail ao sr. Ministro Mário Lino.
Leituras para reflectir
Devemos ser mais radicais. Por exemplo, acabar com a maioria dos impostos, conservando apenas o IVA. Os recursos libertados seriam enormes com inegáveis impactos sobre o Rendimento Nacional.
The Challenge of Globalization to the Church
We have argued that the sine qua non for economic development is the creation of a vibrant private sector in developing countries. Successful private sector companies provide jobs, training, taxes, exports, and community involvement. As Christians we are committed to companies which pursue excellence, help people develop, and are great places to work. Throughout G7 countries there are thousands of Christians in positions of business leadership, not least in those companies which are at the heart of globalization. There will be others, maybe of other faiths or even no faith, who will have equally high ideals for corporate life. Once again I believe that the Church is in a unique position to mobilize its members to take responsibility and leadership. Let me quote Benedict XVI once more: “In today’s complex situation, not least because of the growth of a globalized economy, the Church’s social doctrine has become a set of fundamental guidelines offering approaches that are valid even beyond the confines of the Church.”
"Justiça social" - Block vs. Hendry
I presently teach at a Jesuit University, Loyola University New Orleans, and have done so since 2001. Previously, I taught at another Jesuit University, the College of the Holy Cross in Worcester, MA, from 1991 to 1997 ....
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Let me say, then, in this regard, that while there are some exceptions, the political economic philosophy of most modern Jesuits is left-liberal, or communitarian. They commonly see their perspective as a "third way," neither advocating the capitalism supposedly of the right, nor the socialism of the left.
Historically, many the early members of the Jesuits, founded in 1540, were members of the School of Salamanca. Paradoxically given what came later, this meant they were libertarians, and actual precursors of the Austrian School of economics ....
.... this Order has been hijacked to a great degree by Liberation Theologians (these are scholars who combine the non-atheistic elements of Marxism with Catholicism), left liberals, communitarians, and other opponents of laissez faire capitalism, private property rights and economic freedom.
It all began with my unhappiness that Loyola University New Orleans publicly characterizes itself as "social justice university." ....
Jogos de sombras (2)
Vale a pena ir ao ‘site’ da ERC e ler uma deliberação sobre uma queixa do Partido Ecologista os Verdes e perceber do que estou a falar .... É claro que neste teatro de sombras, a RTP respondeu à ERC e aos Verdes que “errou” e garantiu que o “erro” não se volta a repetir. Na sequência deste acto de contrição, a ERC ficou muito satisfeita porque houve “assunção de culpa” por parte da RTP. Como numa história infantil, tudo acabou em paz e harmonia. Tudo menos a verdade e o jornalismo. A RTP assumiu um erro que não cometeu e a ERC valorizou uma “culpabilização” que não tinha que existir. Os Verdes e os partidos ficaram felizes porque nunca mais um Conselho Nacional irrelevante deixará de ser notícia na televisão do Estado. Está tudo doido e querem fazer de nós parvos.
The worst get to the top
There are three main reasons why such a numerous group, with fairly similar views, is not likely to be formed by the best but rather by the worst elements of any society.
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First, the higher the education and intelligence of individuals become, the more their tastes and views are differentiated. If we wish to find a high degree of uniformity in outlook, we have to descend to the regions of lower moral and intellectual standards where the more primitive instincts prevail. This does not mean that the majority of people have low moral standards; it merely means that the largest group of people whose values are very similar are the people with low standards.
Second, since this group is not large enough to give sufficient weight to the leader’s endeavours, he will have to increase their numbers by converting more to the same simple creed. He must gain the support of the docile and gullible, who have no strong convictions of their own but are ready to accept a ready-made system of values if it is only drummed into their ears sufficiently loudly and frequently. It will be those whose vague and imperfectly formed ideas are easily swayed and whose passions and emotions are readily aroused who will thus swell the ranks of the totalitarian party.
Third, to weld together a closely coherent body of supporters, the leader must appeal to a common human weakness. It seems to be easier for people to agree on a negative programme – on the hatred of an enemy, on the envy of the better off – than on any positive task.
(versão condensada pelo Reader's Digest)
Jogos de sombras
O crescente autoritarismo do poder e o extravagante culto da pessoa de Sócrates, que o Governo promove e alimenta, é que pouco a pouco criaram o clima em que se vive e que inspirou o "caso Charrua" .... A história da prepotência e do arbítrio não começou na DREN, não vai acabar na DREN e com certeza que não se limita à DREN.
Boomerang
Os políticos e os tontos
Desta vez, a propósito do abuso de poder de uma senhora que já deveria estar na rua, Ricardo Gonçalves do PS dividiu o mundo em duas categorias: os políticos e os tontos. Os políticos são inteligentes, sensatos e moderados. Os outros, coitados, que não se fizeram na política, são uns tontinhos que não conseguem pesar as consequências dos seus actos.
Estou a exagerar? Basta ler no Público, onde se regista que o senhor deputado considera que a escolha de pessoas para cargos de responsabilidade deve assentar mais em critérios políticos do que técnicos. Se tivesse um perfil mais político, afirmou, a Directora não teria avançado com o processo disciplinar do professor Fernando Charrua sem ouvir mais pessoas e pesar as consequências.
Do You Consider Yourself a Libertarian?
What is a libertarian? It is a person who believes in the absolute right of private property ownership. All else follows from that one proposition.
na pista do liberalismo
Sem ter qualquer pretensão de contribuir para uma dogmática, aqui seguem um conjunto de pressupostos que julgo necessários ao(s) liberalismo(s).
Direito | Moral e Tolerância | Estado | Ideologia e Pedagogia | Liberdade
Lição de Geografia
Perguntas do dia
quinta-feira, maio 24, 2007
...e, já agora, vai tomar banho.
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A spokeswoman for Giuliani derided Paul's latest comments.
"It is extraordinary and reckless to claim that the United States invited the attacks on September 11th," Maria Comella said in an e-mail.
"And to further declare Rudy Giuliani needs to be educated on September 11th when millions of people around the world saw him dealing with these terrorist attacks firsthand is just as absurd."
"Ron Paul to Rudy Giuliani - Read a Book!" (Free Market News Network):
.... in fact, Ron Paul has committed a radical act in American politics by bringing up the idea of historical literacy - of reading widely as a way of helping to make informed decisions.
The expectation of literacy among leaders was more widespread in the 1700s and 1800s when heads-of-state were supposed to be familiar with a wide variety of ideas, and the books that contained them. With the advent of the popular media, the vulgarization of leadership worldwide and the relentless attacks on Western literature's "canon" as composed of "dead white men" the emphasis on the "great conversation of the ages" has waned.
The point of such a "great conversation" was at least in part to retain and pass on wisdom about how to better humankind's "lot." Not surprisingly, almost inevitably, the ideas that withstand the test of time are those that emphasize the free-market, de-emphasize government control and generally encourage individual human action over collectivism. For this reason, likely, among others, the canon has come under attack, its credibility disparaged, its value criticized by those who seek to collectivize human initiative in order to concentrate and control power.
E, já agora, "notas de leitura"...
Postais da Margem Sul (2)
«Um aeroporto na margem sul tem um defeito: precisa de pontes. Suponham que uma ponte é dinamitada? Quem quiser criar um grande problema em Portugal, em termos de aviação internacional, desliga o Norte do Sul do País», declarou Almeida Santos no final da reunião da Comissão Nacional do PS.
...para não falar de outros perigos:
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Postais da Margem Sul (1)
Mário Lino confessa falência do planeamento do território
«Fazer um aeroporto na margem Sul seria um projecto megalómano e faraónico, porque, além das questões ambientais, não há gente, não há hospitais, não há escolas, não há hotéis, não há comércio, pelo que seria preciso levar para lá milhões de pessoas», disse Mário Lino durante um almoço debate sobre «O Novo Aeroporto de Lisboa», promovido pela Ordem dos Economistas.
justiça "social" do resultado
Numa ordem do mercado não há necessariamente correspondência entre mérito subjectivo (ou estima pelos esforços individuais) e necessidades individuais e remunerações. A ordem de mercado opera sob o princípio de um jogo combinado de habilidade e “sentido de oportunidade” em que os resultados de cada indivíduo dependem tanto das circunstâncias, que podem estar muito para além do seu controle, como da sua habilidade e esforço: cada um é remunerado pelo valor que os seus serviços têm para as pessoas a quem os presta, não implicando nenhuma relação necessária com alguma coisa que se possa apropriadamente chamar os seus méritos e ainda menos as suas necessidades.
Cornutopia

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From Townhall.com: The Many Myths of Ethanol by John Stossel.If ethanol's so good, why does it need government subsidies? Shouldn't producers be eager to make it, knowing that thrilled consumers will reward them with profits?
But consumers won't reward them, because without subsidies, ethanol would cost much more than gasoline.
The claim that using ethanol will save energy is another myth. Studies show that the amount of energy ethanol produces and the amount needed to make it are roughly the same. "It takes a lot of fossil fuels to make the fertilizer, to run the tractor, to build the silo, to get that corn to a processing plant, to run the processing plant," Taylor says.
And because ethanol degrades, it can't be moved in pipelines the way that gasoline is. So many more big, polluting trucks will be needed to haul it.
More bad news: The increased push for ethanol has already led to a sharp increase in corn growing — which means much more land must be plowed. That means much more fertilizer, more water used on farms and more pesticides.
This makes ethanol the "solution"?
Lentamente se chega lá
«Quem não aceita que as relações laborais têm que introduzir no seu seio níveis de adaptabilidade que neste momento não têm em muitos sectores, está a contribuir para o fracasso de muitas empresas e a condenar ao desemprego milhares de trabalhadores», afirmou Vieira da Silva.
«Nós devemos reflectir todos sobre o que tem acontecido no mercado das companhias aéreas. Nem sempre a solução que parece mais desfavorável é a mais desfavorável. Infelizmente tantas vezes é necessário processos de reestruturação, não para perder 100 ou 200 trabalhadores, mas para evitar perder 3 ou 4 mil», afirmou.
♪ Denn wir haben hie keine bleibende Statt
link
Johannes Brahms, Ein Deutche Requiem
[ aqui: ♪ Denn alles Fleisch ist wie Gras ]
quarta-feira, maio 23, 2007
Fracturas
De facto, para um liberal, as transformações políticas, nomeadamente as de pendor desestatizante não se dão de cima para baixo, sob o efeito benfazejo de um qualquer governante, mas de baixo para cima, por pressão da opinião pública e do eleitorado (...).
Compreendendo o post, e sendo ele certeiro em alguns casos, gostaria de deixar aqui algumas linhas.
Há uma diferença entre discutir questões fracturantes e pedir ao Estado que as promova e incentive. Tomemos o exemplo da liberdade contratual no âmbito do casamento. Quando proponho que sejam os casais a compor o modelo de contrato que preferem e que o Estado se abstenha se promover um modelo específico estou, na minha opinião, a pedir ao Estado que desampare a loja.
No caso do casamento entre pessoas do mesmo sexo, por exemplo, não se trata, por isso, de pedir ao Estado que os promova, incentive ou lhes atribua benefícios. Trata-se apenas de dizer ao Estado, isso sim, que duas pessoas, se assim o desejarem, conseguem perfeitamente organizar a sua vidinha sem a sua intervenção e que devem ser eles a decidir os termos da sua união.
Impedir este alargamento contratual sob os auspícios da função social do casamento (que existe) é que é, na minha opinião, querer atribuir a um contrato, por via estadual, uma função que os indivíduos são livres de atribuir por si próprios e para a qual não precisam do Estado.
Boa memória (2)
Quanto aos votos liberais, nunca disse que alguns liberais não votarão no CDS-PP actual ou futuro. O que disse é que acho muito difícil que o CDS-PP possa vir a ser um partido marcadamente liberal e com força em Portugal.
Disse o Tiago Mendes, em resposta a um outro meu post:
Adolfo, um facto que te custa a ti, e a mais uns quantos "insiders" admitir, é que o potencial de "votos liberais" que existe, tirando uma excepção ou outra, sempre com o cunho da partidarite (sem ser no mau sentido) - como a tua - NUNCA iriam para o CDS-PP. O de hoje, o de amanhã, com ou sem este ou outro Portas.
Pontos de Fuga
Estado à Solta
Cada um é como cada qual e faz as figuras que aceita fazer, mas ver um deputado do PS tentar explicar ao país (e revelar-se ao Mundo) que a Ministra da Educação não tem de dar qualquer explicação ao Parlamento acerca de abusos de poder de funcionários que ela própria directamente tutela é absolutamente confrangedor. Não só pela figura triste, claro. Mas também, e sobretudo, pela bela imagem que oferece de um país pejado de serviços públicos que, pelos vistos, ninguém tutela, ninguém controla, ninguém dirige.
Boa memória
- apropriação dogmática pela colectividade de meios de produção, dos solos e recursos naturais;
- concepção antidemocrática de exercício do poder democrático apenas pelas classes trabalhadoras;
- convite contraditório em democracia, de vinculação das Forças Armadas e Governo a um projecto político restrito;
- ensino particular reduzido às precárias características de supletividade do ensino público;
- absurda mitificação do plano como instrumento privilegiado de progresso económico;
- recusa de promover o acesso dos trabalhadores à propriedade;
- graves limitações acerca do direito de propriedade de pequenos e médios agricultores;
- definição limitativa e não criadora do sector privado da economia a um papel remanescente e soberante no quadro geral da actividade económica.
A história, como se sabe, veio dar razão ao CDS e a todos os portugueses que, nele não votando, comungavam destes pontos de vista. Que o CDS nem sempre soube cumprir os propósitos vertidos nesta declaração, é ponto assente. Mas ponto assente é também que todos os restantes partidos comeram e calaram o texto constitucional.
Mas não é disso que trata o apelo à memória feito pelo Tiago que parece querer determinar em 1974 o futuro dos partidos portugueses e, nesse gesto, liquidar um dos momentos históricos mais importantes da democracia portuguesa: quando alguém ousou dizer não a uma Constituição que nos persegue e que quase todos consideravam inevitável.
Pergunta do dia
AWOL in Rome
Yossarian let the girl drag him through the lovely Roman spring night for almost a mile until they reached a chaotic bus depot honking with horns, blazing with red and yellow lights and echoing with the snarling vituperations of unshaven bus drivers pouring loathsome, hair-raising curses out at each other, at their passengers and at the strolling, unconcerned knots of pedestrians clogging their paths, who ignored them until they were bumped by the buses and began shouting curses back.
Giuliani pede desculpa
punição à distância
É por isso muito importante que o invejado nunca perca um segundo da sua vida com o invejoso (nos casos em que tal seria possível), sob pena de quebrar um procedimento útil: o da punição à distância.
E que tal deixar que as pessoas decidam caso a caso, quando se casam, não? (3)
É a confusão em liberalismo e progressismo. Para o Daniel quem não é progressistas só pode ser conservador. É um falso dilema. Progressismo é o oposto do conservadorismo. O liberalismo é tão contra o progressismo político como contra o conservadorismo político e neutro em relação ao progressismo social e o conservadorismo social.
terça-feira, maio 22, 2007
E que tal deixar que as pessoas decidam caso a caso, quando se casam, não? (2)
Para o Bloco trata-se de mais uma forma de casamento entre duas pessoas que não se querem casar e o estado. Pessoas em união de facto têm uma série de deveres e uma série de direitos que nunca pediram.
E que tal deixar que as pessoas decidam caso a caso, quando se casam, não?
Decidam-se: ou o casamento trata de bens e de recursos e não inclui obrigações relacionadas com o afecto (simpatizo com essa possibilidade), ou inclui a regulação dos afectos e eles não podem ser desprezados nas condições para a exequibilidade do casamento.
É de um jacobinismo insuportável e impróprio de uma democracia liberal que o Estado decida disciplinar a sociedade pela força da legislação. O one-size-fits-all, tão estimado por progressistas e reaccionários, é por definição iliberal. Cabe ao Estado, quanto muito, reconhecer a diversidade — não homogeneizá-la.
Ao acaso
Hoje, no Público, ficámos a saber que um projéctil Qassam matou uma mulher israelita na cidade de Sderot. A notícia vem ilustrada com uma fotografia bastante dramática e que qualquer pessoa de mediana inteligência acreditaria ser relativa à notícia em causa. Mas não. Ao invés de uma fotografia alusiva ao drama em questão, o Público optou por uma fotografia (não sei se de arquivo), com a sugestiva legenda de “Orações junto aos corpos de seis palestinianos mortos num raide de Israel”...
Mas há mais, claro que há mais. De acordo com a jornalista do Público, os assassinos são “combatentes”, que é uma expressão bem achada para “terroristas” e “assassinos”. Ainda de acordo com a mesma senhora, é muito raro que estes projécteis artesanais causem vítimas, uma vez que eles são disparados ao acaso. Pois que está mesmo bem de ver que os tais combatentes andam a fabricar projécteis para brincar ao paint ball.
E de acaso em acaso vemos gente a morrer às mãos dos tais combatentes. Ontem, por um dos acasos da senhora jornalista, caiu um projéctil num carro com duas pessoas, matando uma mulher de 35 anos. E terá sido certamente por acaso que, nos últimos dias, têm caído muitos Qassam sobre Sderot. Parece que ontem foram disparados 4 e na véspera tinham caído 14...
One Step Further
Pois eis que actualmente já se discute qual a forma óptima de compatibilizar liberais e conservadores de forma a criar um movimento abrangente, vigoroso e, se me permitem, descomplexado, como aqui faz - e muito acertadamente - o também insurgente André Abrantes Amaral.
E inclusivamente já se lançam alertas, que compreendo e com os quais concordo, como os do Eduardo Nogueira Pinto, afirmando que o liberalismo partidário vai mal se hostilizar os conservadores (ou, acrescento eu, os democratas-cristãos).
Estamos, pois, noutra fase, em que aqueles que se julgam inspirados pelo liberalismo são chamados a uma compatibilização que alguns nem sequer admitiam há pouco tempo atrás. É uma fase nova, que eventualmente não teria chegado sem a primeira, e que motiva uma reflexão profunda sobre o que pode ser o liberalismo (ou uma aproximação ao) num partido político.
Reagan: the very heart and soul of conservatism is libertarianism
Estes não têm problemas com arredondamentos
"In China, interest rates are always set to be multiples of nine," said Fan Wenzhong, deputy director at the Research Department of the China Banking Regulatory Commission in Beijing.
Because the financial year in China has 360 days, it's easier to compute monthly and daily rates if yearly rates are evenly divisible by nine, as are the current lending and deposit rates. The divisible-by-nine rule was enshrined in accounting standards issued jointly by the central bank and the Ministry of Finance in 1993.
"Rates divisible by nine avoid rounding of interest and allow easier calculation by abacus," said Wang Qing, chief China economist at Morgan Stanley in Hong Kong.
Pires de Lima e a Ala Liberal do CDS (4)
Os ditos partidos de direita (PSD e CDS) têm andado a reboque desta conversa, esquecendo que o liberalismo não é igual a democracia. Vai muito mais além. Se a democracia é imprescindível ao liberalismo, aquela pode muito bem viver sem este. A um liberal não basta ser democrata. Precisa também de ser um forte defensor da liberdade. Da liberdade individual contra o livre arbítrio do Estado. Da separação de poderes, para que não dominados pelo entusiasmo popular. Da defesa de um governo limitado que não atropele a liberdade individual. Nessa medida, um fortalecimento do Parlamento é indispensável e a credibilidade dos tribunais, imprescindível.
segunda-feira, maio 21, 2007
teste de pureza liberal (2)
Consider the following sequence of cases, which we shall call the Tale of the Slave, and imagine it is about you ....
.... The question is: which transition from case 1 to case 9 made it no longer the tale of a slave?
Rachel was wrong (2)
Rachel was wrong
[ Africa Fighting Malaria | "Mosquitos first" | "Mosquitos first (2)" ]
"Right now, were building an embassy in Iraq that is bigger than the Vatican"
Rising from the dust of the city's Green Zone it is destined, at $592m (£300m), to become the biggest and most expensive US embassy on earth when it opens in September.
It will cover 104 acres (42 hectares) of land, about the size of the Vatican [ou duas vezes o tamanho da Baixa Pombalina]. It will include 27 separate buildings and house about 615 people behind bomb-proof walls.
- "One building that's been built on time and on budget in Iraq: America's fortress embassy" (Guardian Unlimited)
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| Cidade do Vaticano | Millenium Dome, Londres |

Construction cranes loom above the site of the new U.S. Embassy being built in Baghdad. The embassy will sit on 104 acres, six times larger than the United Nations compound in New York and two-thirds the acreage of Washington’s National Mall.
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| United Nations, NY | National Mall Washington D.C. |































