quinta-feira, maio 17, 2007

Estado à solta

É absolutamente ultrajante que o Estado se sinta no direito de excluir o sangue dos homossexuais dos bancos de sangue, com a maravilhosa desculpa do comportamento de risco. Ultrajante para os homossexuais, claro, e por motivos que me escuso de enunciar. Ultrajante para os serviços que analisam o sangue, que passam por dispensáveis, naturalmente.

Mas ultrajante, isso sim e muito mais, é para os portugueses que precisam de sangue e não o têm: alguém lhes perguntou, no âmbito da sua carência, se recusam receber sangue proveniente de homossexuais ou se estão dispostos a esperar mais tempo pelo puro sangue do heterossexual?

De onde vem este poder do Estado? Quem lho outorgou?

7 comentários:

  1. Discordo bastante. Comentei no Metablog. Abraco,

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  2. Concordo bastante. Revoltante a todos os níveis.

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  3. Discordo em absoluto. É um post um bocado bizarro de ser ler por aqui: agora há um direito a dar sangue?

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  4. quizzer, onde é que eu falo em direito a dar sangue?

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  5. Adolfo,
    Não poderia estar mais de acordo.
    E o post do João Miranda não tem explicação.

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  6. Concordo em absoluto.

    Às vezes parece que voltamos aos anos 80...

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