Estado à solta
É absolutamente ultrajante que o Estado se sinta no direito de excluir o sangue dos homossexuais dos bancos de sangue, com a maravilhosa desculpa do comportamento de risco. Ultrajante para os homossexuais, claro, e por motivos que me escuso de enunciar. Ultrajante para os serviços que analisam o sangue, que passam por dispensáveis, naturalmente.
Mas ultrajante, isso sim e muito mais, é para os portugueses que precisam de sangue e não o têm: alguém lhes perguntou, no âmbito da sua carência, se recusam receber sangue proveniente de homossexuais ou se estão dispostos a esperar mais tempo pelo puro sangue do heterossexual?
De onde vem este poder do Estado? Quem lho outorgou?
Mas ultrajante, isso sim e muito mais, é para os portugueses que precisam de sangue e não o têm: alguém lhes perguntou, no âmbito da sua carência, se recusam receber sangue proveniente de homossexuais ou se estão dispostos a esperar mais tempo pelo puro sangue do heterossexual?
De onde vem este poder do Estado? Quem lho outorgou?
tema por AMN em 11:03











7 Comentários:
Discordo bastante. Comentei no Metablog. Abraco,
Concordo bastante. Revoltante a todos os níveis.
Discordo em absoluto. É um post um bocado bizarro de ser ler por aqui: agora há um direito a dar sangue?
quizzer, onde é que eu falo em direito a dar sangue?
Adolfo,
Não poderia estar mais de acordo.
E o post do João Miranda não tem explicação.
Concordo em absoluto.
Às vezes parece que voltamos aos anos 80...
excelente post!
Faça um contraponto! (comentário)
Continuar a ler o A Arte da Fuga!