 | Sim, este é Alberto Ruiz Gallardón, o candidato do PP para a Câmara de Madrid (e o actual Alcalde da capital das Espanhas). Sim, esta é a revista gay Zero. Sim, a ala dura do PP (ou seja, todo o partido) está fodida como o gajo. Sim, todos os votos contam e se o discurso deste PP não fosse tão tremendista, apocalíptico e reaccionário até era bem capaz de recuperar o poder, que segundo eles lhe foi roubado pela conspiração das esquerdas. Porque o PP espanhol precisa de una renovação, não pelo centro, mas sim pelo sentido comum, pela cordura. A este homem não se lhe ouve gritar sobre a quebra de Espanha, a hecatombe do nacionalismo ou o fim da família. Se perder votos a culpa será do PP. E quando ganhar nada deverá ao partido. |
A "renovação" da direita é aparecer em capas de revistas gay?
ResponderEliminarOu trata-se de uma sugestão incrivelmente maldosa?
A "renovação" da direita é deixar de ter complexos e começar a tratar toda a gente da mesma maneira, retirando essa bandeira à esquerda, e expondo a hipocrisia da discriminação positiva...
ResponderEliminar"A "renovação" da direita é deixar de ter complexos e começar a tratar toda a gente da mesma maneira"
ResponderEliminarSe para tratar toda a gente da mesma maneira é preciso aparecer na capa de uma revista associada a cada grupo, então a direita "renovada" vai ter que se fazer fotografar em muitas revistas...
Quanto à hipocrisia da discriminação positiva, de acordo.
Aparecer numa cada de uma revista gay não é causa de uma mudança de atitude — que, a propósito, tem tudo de liberal : tratar as pessoas como pessoas e não de acordo com os grupos a que pertençam — é uma consequência.
ResponderEliminarÉ liberal, mas não liberal "eu sou muita liberal desde que obedeça ao papa. Libertino é que não sou...". Aquilo a que chamam de liberal conservador.
ResponderEliminaressa não percebi...
ResponderEliminarRealmente, não percebo este medo aos gays.
ResponderEliminarO "conservador" de "liberal-conservador" não tem nada que ver com gays ou com o Papa, ou conservadorismo-reaccionário.
ResponderEliminarÉ uma atitude de precaução. Começa por reconhecer que as leis provocam distorções, e que a transformação e abolição de leis também.
Se politicamente isso faz sentido em alguns temas (imigração por exemplo), noutros, como neste, não faz sentido nenhum...
...o que é preciso é que a máquina do Estado não seja assaltado por outro grupo de interesse - o que não quer dizer que se favoreça para sempre o status quo.