segunda-feira, junho 25, 2007

I’m sooooo drunk. (2)

"CML: Costa reitera vontade de trabalhar com Maria José Nogueira Pinto" (TVNet)

"Nogueira Pinto disponível para estudar convite de António Costa sobre projecto Baixa-Chiado" (Público)

[ "I’m sooooo drunk" ]

13 comentários:

  1. Como não sou partidário, tenho alguma dificuldade em compreender a sua estupefacção. Ingenuamente, penso que, se a M J Pinto é reconhecidamente capaz, por que razão causa estranheza o facto de A Costa a convidar e ela aceitar?

    Pode, quanto muito, apontar-se a A Costa uma certa falta de originalidade: Sarkozy fez umas escolhas segundo o mesmo critério, e para cargos governamentais.

    E depois, pergunto: Que há de especialmente ideológico no governo e no planeamento de uma cidade?

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  2. Lei pf. "Ingenuamento pergunto, se a MJ Pinto ..." e não o que lá está.

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  3. Que há de especialmente ideológico no governo e no planeamento de uma cidade?

    Gostaria eu que nada.

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  4. Absolutamente solidária com o comentário de Rui Fonseca.

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  5. "Que há de especialmente ideológico no governo e no planeamento de uma cidade?"

    Muita coisa.

    P.ex., o município só deve atribuir licenças para urbanizações que incluam áreas verdes ou deve deixar isso ao mercado? (é suposto um socialista preferir a primeira hipótese e um liberal a segunda)

    Uma câmara deve construir e gerir um pavilhão multi-usos, deve fazer uma parceria com privados para isso ou deve deixar isso ao mercado? (é suposto um socialista preferir a 1ª, um direitista "normal" a 2ª e um liberal a 3ª)

    Como resolver o problema do excesso de transito (se existir excesso de transito)? Criando portagens pagas, limitando a circulação de automóveis privados, pondo bicicletas à disposição dos munícipes ou considerando, simplesmente, que não há excesso de transito? (a 2ª e a 3ª hipótese serão de "esquerda" e a 4ª de "direita"; reconheço que a 1ª é difícil de catalogar)

    Deve-se autorizar um acampamento cigano em terras municipais? (em principio, uma câmara de extrema-direita achará que não)

    A câmara deve reunir com as comissões de moradores, cooperativas de habitação e outras "organizações populares de base" em cada bairro na altura de definir o traçado de rede municipal de autocarros? (em principio, uma camara de extrema-esquerda achará que sim).

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  6. Não são rosas senhores - são gatos

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  7. Muito bem Miguel...

    E é nesta perspectiva que me faz impressão um político da direita socialista (cof cof, "dos princípios") passar-se tão airosamente para a esquerda socialista, ainda por cima por meio de tão público namoro político.

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  8. Não percebo. Quando um político ganha as eleições e convida pessoas doutro quadrante política para governar com ele, tem sido considerado abertura, bom senso. Vejamos as surpresas de Sarkozy elogiadas por todos. Agora no caso do convite de uma gestora, reconhecidamente competente, para a gestão e execução de um plano já elaborado e aprovado em A. Municipal, onde entra a ideologia? Por esse andar cada vez que alguém ganhasse uma câmara com maioria absoluta substituia todos os técnicos e gestores, que são funcionários. Onde estão o bom senso e a racionalidade?

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  9. Zirpelino,

    Eu entendo que o candidato do PS terá toda a legitimidade de constituir a sua equipa. E não me faz impressão nenhuma que MJNP vá trabalhar com António Costa, pois está politicamente mais próxima do socialismo católico que Costa ajudou a consagrar no PS (não sendo ele próprio parte dessa facção) do que de qualquer direita liberal.

    O que critico - estritamente no plano político - é o "fazer-se ao tacho" (algo que fica documentado com os links que forneci), sobretudo de uma forma bastante despudorada (na minha opinião — daí o título nonsense do post).

    Por muito menos, Freitas foi crucificado. Enfim, não basta parece sério.

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  10. miguel madeira:
    O problema de o nosso país se encontrar nesta encruzilhada, prende-se exactamente com o facto de que tem vindo a ser governado pela ideologia política, com tudo o que isso implica, e não pelo bom senso e mérito profissional, apanágio dos técnicos e dos gestores de formação. Em relação aos exemplos que deu, eu diria que um político governa subjectivamente, e um gestor governa objectivamente. MJNP já deu provas da sua capacidade de gestão, através dos vários locais por onde passou.
    Salvo erro, foi o PS que nomeou António Mexia para presidente da EDP, e eu não me recordo de ter ouvido comentários desfavoráveis sobre essa mesma nomeação.

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  11. Cara Fernanda,

    Um gestor "governa objectivamente" de forma a agradar o seu empregador. No caso de gestores públicos, o empregador é o Estado, o mercado é o funcionalismo público.

    Mas, sobretudo, os superiores são políticos, e os fins são definidos politicamente. A utopia de um governo de "gestores" dá pelo nome de "tecnocracia" - é um velho namoro do socialismo, com os efeitos sabidos.

    Se há problema com o país, não é ter sido sujeito a demasiadas interpretações ideológicas - é que tais interpretações encontraram no Estado as ferramentas para sujeitarem o país aos seus efeitos...

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  12. aa:

    Todos nós sabemos que os políticos só dão a cara ou o nome se preferir, e representam a fachada das máquinas partidárias, que, por sua vez escolhem os tais "gestores" que manipulam a seu belo prazer. Como deve calcular não me referia a essa classe de "gestores", mas aos verdadeiros técnicos e não aos presumíveis tecnocratas que referiu. Temos o exemplo do Dr. Paulo Macedo que foi "recrutado" no mercado de trabalho pela sua competência e não pela sua cor partidária. O resultado está à vista.

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  13. Cara Fernanda,

    Eu não estou a dizer que o Estado não deva contratar gente competente para as suas fileiras; digo que em última análise, a competência dessas pessoas está ao serviço de projectos políticos.

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