terça-feira, junho 26, 2007

no melhor sentido do termo

"Uma organização liberal (no melhor sentido do termo)" de Eduardo Nogueira Pinto, no 31 da Armada:
.... assim de repente, eu diria que a Opus Dei é uma organização privada, que procura reunir o que há de melhor nas sociedades onde está, em mérito, em trabalho, em dinheiro, em poder, e dar-lhe um sentido religioso da vida. Como é boa nisso, não precisa do Estado para nada. Aliás, em muitos domínios, substitui com vantagem o Estado. É óbvio que favorece e privilegia aqueles que a ela pertencem. Mas estavas à espera de quê, que favorecesse quem a ataca e desdenha? Eu não sou da Opus nem tenciono vir a ser. Mas a minha costela liberal e as minhas costelas capitalistas acham-na admirável.

9 comentários:

  1. Eu ía a comentar como é idiota defender uma organização que se desenvolveu à sombra de um Estado fascista e que é antidemocrática. Estava a esquecer-me da vossa noção de "liberalismo".

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  2. Caro Igor, há que combater esses impulsos, e evitar debater factos e ideias. Pragmatismo acima de tudo.

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  3. Que péssimo exemplo. A Opus não se limita às fronteiras do país e em que raio substitui ela o estado? Tanto como a IURD.

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  4. Clara, em lado algum se diz que a Opus Dei se limita às fronteiras de um país; e substitui-se ao Estado no apoio que presta aos seus membros e à sociedade - à semelhança de outras associações sociais privadas, independentemente de serem seculares ou religiosas.

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  5. 1. Não acho nada liberal dizer que alguma associação privada se substitui ao Estado...isso nem para mim faz sentido, muito menos deveria fazer para vocês...

    2. O post de ENP é verdadeiramente patético, pela simples razão que (e a isto se chama considerar que tudo o que vem do mundo anglo-saxónico é referencial) considera que a existência de um sentimento religioso é algo por natureza positivo, o que é um enorme disparate.
    E não, não é negativo, é pura e simplesmente indiferente.

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  6. Pedro,

    1. o "liberalismo" não está em dizer que determinada associação privada cumpre funções que o Estado gosta de monopolizar. Está em desempenhá-las.

    2. não cabe a ninguém, a não ser aos interessados, determinar se o sentimento religioso é "bom" ou "mau".

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  7. lamento mas não concordo (mas isso já é costume entre nós).

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  8. AA, o texto diz

    "o que há de melhor nas sociedades onde está, em mérito, em trabalho, em dinheiro, em poder, e dar-lhe um sentido religioso da vida"

    O Pedro Sá diz

    "O post [...] considera que a existência de um sentimento religioso é algo por natureza positivo, o que é um enorme disparate.
    E não, não é negativo, é pura e simplesmente indiferente. "

    E o AA diz
    "não cabe a ninguém, a não ser aos interessados, determinar se o sentimento religioso é "bom" ou "mau". "

    Ora, isso foi o que o Pedro Sá disse, e o contrário do que o post disse. Na lógico do post, não ter um sentido religioso é mau, sempre mau.
    Não vou qualificar a sua resposta porque prefiro evitar o insulto quando posso. E, neste caso, a sua resposta é suficientemente disparatada para insultar o autor de forma automática.

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  9. « óbvio que favorece e privilegia aqueles que a ela pertencem. Mas estavas à espera de quê, que favorecesse quem a ataca e desdenha?»

    As escrituras dizem para amar os nossos inimigos...

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