quarta-feira, junho 20, 2007

Os ares da liberdade estão a ficar rarefeitos e irrespiráveis (2)

- "Balbino Caldeira arguido no caso da licenciatura de Sócrates"
- "José Sócrates apresentou queixa-crime contra bloguer";
- "Os blogues e o verdadeiro Portugal profundo"
- "O caso Sócrates e a menorização dos blogues"

8 comentários:

  1. Um outro exemplo (diferente pela escala, óbvio):
    http://www.noticiasdocentro.net/artigo.php?ArtID=2594

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  2. José Maria Martins e António Balbino Caldeira. Esses pilares da credibilidade.

    A liberdade de expressão não está em causa - não consta que alguém tenha sido proibido de publicar o que quer que seja.

    A liberdade e a responsabilidade vêm de mãos dadas, e acontece que existem leis que punem a calúnia e a difamação.

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  3. Aqui, sou obrigada a concordar. Não deveria estar à altura de um primeiro-ministro levantar quaisquer processos que visem punir actos de difamação de um cidadão isolado, por variadíssimas razões, a primeira é o desiquilíbrio de forças que existe entre cada um dos lados.

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  4. Oh Fernanda
    Que eu saiba a questão do titulo e diploma de Socrates não foi levantada por qualquer acto realizado por ser pm. Nem por assinar qualquer projecto de c. civil sem legitimidade. Foi porque o autor quis desacreditar o cidadão para atingir o político. Concorde-se ou não com a politica do governo e do pm, não é isso que está em causa, mas sim um estado de direito que somos, mesmo que às vezes pareça torto. Qualquer cidadão tem o direito ao bom nome, seja ele quem for, por iso tem o direito de se defender. Aliás se o autor do DoPortugalProfundo denunciasse umas dezenas de engenheiros técnicos que usam o titulo de engenheiro no dia a dia, que são tratados nas empresas onde trabalham por esse titulo, ou alguns engenheiros bem conhecidos, que por opção não estão inscritos na ordem, ninguém lhe ligava. Não tinha qualquer importância. Todos achávamos que era ridiculo. Mas tratando-se do politico Socrates, pm, claro a dimensão é outra e por a gravidade da denúncia é grande. Só deve quem teme. Quem denuncia deve ter provas. Seguramente que as tem., senão é difamação.
    Somos um país livre e os tribunais podem ser maus, mas são independentes do poder politico.

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  5. Zirpelino:
    Colocou aquela que é uma questão de fundo, bastante interessante. Pessoalmente, penso que o cidadão perde toda a legitimidade em exercer os seus direitos enquanto cidadão, no momento em que é conduzido num cargo público. Ao fazer valer os seus direitos de cidadania, expõe o político, o que é contraproducente ao desempenho das funções que ocupa, sendo o que está agora a acontecer. Na qualidade de vítima, o autor do blogue consegue mais rapidamente atingir os seus objectivos, do que na qualidade de difamador. Isto perante a opinião pública menos avisada, claro, mas ainda assim, a grande maioria.

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  6. Faz lembrar os titulos do Público enganadores e falsos! Felizmente a liberdade de expressão nunca esteve em causa!
    E o autor sabe disso perfeitamente!
    Cpmts

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