Isabel, a Solteira
O Museu Nacional de Arte Antiga vai ter salas de exposição fechadas por falta de pessoal. Isabel Pires de Lima, finge que não tutela o Instituto dos Museus e da Conservação, finge que não nomeia o seu Presidente, finge que este não lhe presta contas e diz que a culpa é do Instituto e não dela. O Instituto finge que não é nada com ele, como sempre. Só demitir Directoras de Museus é que é com eles.E assim se faz a cultura no nosso país. Higienicamente monopolizada pelo Estado. Mas com salas fechadas. A culpa, essa, será enterrada no mais completo celibato.
tema por AMN em 14:17











7 Comentários:
ESTA MAIORIA ESMAGADORA CADA VEZ É MAIS INCULTA
Então para que serve a lista de disponíveis?
Ou será que já não há mais amigos disponíveis para aturar esta (in)cultura em que estamos mergulhados?Apetecia-me chamar-lhe outra coisa mas as regras da boa educação em casa alheia não mo permitem.
1. Ministra sem coragem política para demitir directores de museus está a ser alvo de guerras de pedinchice de verbas em que está a ser utilizada chantagem.
2. Seja qual for o modelo de política cultural não me parece que fizesse algum sentido privatizar museus.
Caro Adolfo,
O tema é demasiadamente complexo para caber em meia dúzia de linhas. De tudo o que v. escreve no seu post e que o tema me sugere comento apenas a sua afirmação:
"E assim se faz a cultura no nosso país. Higienicamente monopolizada pelo Estado."
Salvo melhor opinião, há exagero na sua afirmação. Na Gulbenkian, por exemplo,não me consta que nos possamos queixar de interferência do Estado. E em Serralves também não; só para referir os dois casos mais significativos. Na Colecção Berardo quem manda é ele & Cª.
É um facto que o nosso Ministério da Cultura é um mistériozinho... Mas temos outros mistérios.E, sobretudo, estamos tesos mas não queremos reconhecer isso.
E depois temos museus a mais, não concorda?
Temos mais gimnodesportivos que a Suíça e museus também. E não me diga que os suíços só são bons na cultura de fondue de queijo.
Já agora, diga-se de passagem, que é muito maior a densidade de ATM em Lisboa que em Zurique. Porquê?
Questão cultural.
A cultura, caro Adolfo, tem muito que se lhe diga, como bem sabe. E muitas vezes quando famos de cultura do que estamos a falar é da falta dela.
Anda por aí muita gente a queixar-se do escândalo da falta de meios para os museus que nunca pôs os pés em algum.
E também muita gente a carpir queixas mas não tira do bolso o quer que se veja para patrocinar a cultura.
O Millennium, por exemplo, paga cerca de 16% dos custos de São Carlos mas tem direito a publicidade de patrocinador exclusivo e bilhetes para amigos a preço de público que não cobre senão outros 16% dos custos dos espectáculos. Donde 68% são pagos pelos que não vão lá.
Já tinha dado por isso?
São todos peças de museus e, pelos vistos, estarão todos arrumadinhos na prateleira!
Rui,
Não posso dar resposta a tanta coisa. Mas já posso responder ao que se prende essencialmente com o post. Quando nos dizem que é o Estado que deve prover a cultura, indo ao ponto de criar uma lei de mecentado que quase só beneficia as empresas públicas, é ao Estado que devemos pedir responsabilidades pelo estado a que isto chegou.
Quanto à tutela quase exclusiva da cultura (entenda-se actividades e bens culturais) por parte do Estado tenho afirmado e reafirmado uma posição semelhante à do AMN: Menos Estado, Melhor Estado, melhor e maior diversidade e liberdade cultural.
Quanto à direcção do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC), em particular o seu director Dr. Bairrão Oleiro (que tem sido reconduzido, e bem, por vários governos) com os meios que o ministério da tutela coloca ao seu dispôr tem feito o melhor que sabe e pode. Verbas para aquisições, para renovações e qualificações museológicas de vária ordem, para técnicos qualificados nos mapas de pessoal dos museus sob a sua tutela, entre outras matérias de importância operacional são tão insipientes que roçam o ridículo. O problema não é a capacidade de gestão e de trabalho da actual direcção do IMC. É antes a errada selecção das prioridades por parte da tutela ministerial. Isabel, a divorciada (dos museus portugueses).
Faça um contraponto! (comentário)
Continuar a ler o A Arte da Fuga!