Olívia patroa e Olívia costureira
Foi o Secretário-Geral do PS que se apresentou no parlamento a discutir o OE. O Primeiro-Ministro deve ter ficado algures numa qualquer cimeira europeia, onde em descanso devem repousar o sentido de estado e de responsabilidade perante o povo português.
José Sócrates pode não gostar dos líderes parlamentares da oposição que tem. Acontece que esses líderes também representam o povo português (e por acaso, por voltas que o Mundo dá, foram mesmo aqueles que o povo português quis eleger para lá estarem). E enquanto representantes do povo português é perante eles que o Primeiro-Ministro tem de prestar contas da sua governação.
José Sócrates preferiu, no entanto, actuar como líder partidário, com piadolas sobre tudo e sobre nada, com insinuações sobre tudo e sobre todos, inclusivamente comentando a situação interna do maior partido da oposição. Santana Lopes bem lhe poderia perguntar qual a expectativa do Governo quanto ao preço do chocolate preto em 2057 que logo José Sócrates lhe respondia que lá estava Santana a falar do passado. Paulo Portas bem lhe podia perguntar pela evolução da economia do amendoim nos próximos 80 anos, que logo Sócrates lhe respondia que a Paulo Portas mais não interessavam do que frases feitas.
Este desprezo de Sócrates pela oposição, para a qual esta muitas vezes contribui, diga-se em abono de verdade, resulta num desprezo pelo parlamento. E seria mais interessante que aqueles que vaticinam vitórias de Sócrates nestes debates de retórica se sentissem um pouco mais ofendidos pelo facto de o Primeiro-Ministro não ter respondido a uma única questão da oposição. E que esse facto, em parte alguma do Mundo, pode ser considerado uma vitória. Uma habilidadezinha sim. Uma vitória, não.
José Sócrates pode não gostar dos líderes parlamentares da oposição que tem. Acontece que esses líderes também representam o povo português (e por acaso, por voltas que o Mundo dá, foram mesmo aqueles que o povo português quis eleger para lá estarem). E enquanto representantes do povo português é perante eles que o Primeiro-Ministro tem de prestar contas da sua governação.
José Sócrates preferiu, no entanto, actuar como líder partidário, com piadolas sobre tudo e sobre nada, com insinuações sobre tudo e sobre todos, inclusivamente comentando a situação interna do maior partido da oposição. Santana Lopes bem lhe poderia perguntar qual a expectativa do Governo quanto ao preço do chocolate preto em 2057 que logo José Sócrates lhe respondia que lá estava Santana a falar do passado. Paulo Portas bem lhe podia perguntar pela evolução da economia do amendoim nos próximos 80 anos, que logo Sócrates lhe respondia que a Paulo Portas mais não interessavam do que frases feitas.
Este desprezo de Sócrates pela oposição, para a qual esta muitas vezes contribui, diga-se em abono de verdade, resulta num desprezo pelo parlamento. E seria mais interessante que aqueles que vaticinam vitórias de Sócrates nestes debates de retórica se sentissem um pouco mais ofendidos pelo facto de o Primeiro-Ministro não ter respondido a uma única questão da oposição. E que esse facto, em parte alguma do Mundo, pode ser considerado uma vitória. Uma habilidadezinha sim. Uma vitória, não.
tema por AMN em 09:35











10 Comentários:
Será que algum dia vamos ter um debate em que se fale do que é importante que são os nossos problemas presente e o nosso futuro?
Caro Adolfo,
Não se iluda: Ontem, o PM jogou o jogo que quis jogar, sem oposição que consistentemente tenha impedido a sua táctica.
Provocou Santana e Portas, confundiu o primeiro e irritou o segundo. Agora quanto mais tempo Santana permanecer na corda bamba mais tarde aparecerá alternativa credível. Porque ou Santana cai nos próximos meses ou Menezes cai daqui a dois anos com ele. É o problema do nadador salvador com o náufrago em situação desesperada.
Quanto a Portas excedeu-se em ira aparente ao querer diabolizar o "fanatismo fiscal" do governo. E digo ira aparente porque não acredito que ele próprio esteja convencido da bondade de tão pronunciada ira.
É fanatismo fiscal cobrar o governo de forma mais eficiente as dívidas fiscais ao Estado? Podemos discutir e discordar acerca da política fiscal e das suas consequências; o que não podemos é criticar o governo por cobrar aquilo que está legalmente estabelecido cobrar. Devemos, pelo contrário, que seja eficiente nessa cobrança.
Lamentavelmente, por várias razões, está longe ainda de ser eficiente quanto deveria ser. Há muita gente que continua a evadir-se vergonhosamente obrigando outros a pagar o que a eles competiria pagar.
Lamentavelmente, com estas oposições Sócrates está condenado a governar até que o tempo lhe apodreça os cascos do navio.
Cá se fazem, cá se pagam :P
Tenho de concordar com o rui fonseca, caro AMN - o PSL e o PP não estavam no seu melhor! A ideia da isenção de IRS para os trabalhadores estudantes tem de confessar que foi muito infeliz. Já estava a ver a populaça toda a inscrever-se em cursos atrás de cursos (sem nunca por lá os pés - nem seria preciso!), durante toda a vida, para escapar ao vil imposto...
Preferia que a pergunta tivesse sido para 2057, mas nem isso...
A não perder!
Sócrates sobre Sócrates, aqui.
Plenamente de acordo.
Como é que te foste lembrar da Olívia? :-D
Mas eu escrevi no post que a oposição tem contribuído para isso. Mas isso não impede que o PM tenha de responder às concretas perguntas que lhes são colocadas.
helder... estou velho, é o que é!
E a OLÍVIA PALITO ?
Faça um contraponto! (comentário)
Continuar a ler o A Arte da Fuga!