quarta-feira, Fevereiro 28, 2007

Momento Intimista do Dia

Margaret "Maggie" Pollitt: I don't mind making a fool of myself over you.

Pontos de Fuga

Já estão publicados os meus Pontos de Fuga desta semana n'O Insurgente, sobre a as opções de José Sócrates na elaboração da tão commumente chamada "lei do aborto".


Sabendo que a questão levada a referendo mexe com as profundas convicções do cidadão, e não com os arranjos partidários do costume, José Sócrates sabia que o “sim” se alargaria até à direita. E sabia que apareceriam nesta campanha, devidamente destacadas, vozes moderadas e insuspeitas de apoio ao “sim”. Mas também sabia, para proveito da sua estratégia, que CDS e PSD tudo fariam para desvalorizar e menorizar essas vozes. Ou seja, sabia que poderia contar com os dois partidos para ganhar com votos da direita, sem perder a imagem de esquerda. Perfeito, portanto.

terça-feira, Fevereiro 27, 2007

Demasiado bom para ser verdade

"Liberalização de voos para a Madeira permite entrada da low cost EasyJet" no Público:
Os voos entre o continente e a Madeira vão deixar de estar sujeitos a obrigações de serviço público, ao mesmo tempo que os passageiros residentes no arquipélago passam a receber directamente o subsídio de voo, pelo que o Estado deixa de pagar essas indemnizações compensatórias às companhias aéreas.

Já só falta partir a ANA em "aninhas" e vendê-las ao mercado — e privatizar a TAP.

Tribalismo

Isto de não ter tempo para acompanhar a blogosfera ao ritmo habitual tem coisas giras...

... segundo uma data de posts e artigos na imprensa, quem votou "sim" no referendo passou a ser uma personagem de um daqueles filme voodoo - mãos manchadas de sangue, atormentações, morte agoniante, regresso como morto-vivo sem direito a corta-relva que acabe com a sua macabra existência.

Enfim. Tanta imaginação, tanta necessidade de expiação, tanto colectivismo.

Resultados esperados

Hoje, no Público, José Vítor Malheiros referencia um interessante artigo de Jon Elster, "Custody by the Toss of a Coin?", no artigo "A sorte, a razão e o preconceito":
....Jon Elster veio propor uma forma original de processo de tomada de decisão, precisamente depois de ter analisado vários casos de disputa da tutela de menores pelos pais em ias de divórcio: atirar uma moeda ao ar.

....existem inúmeras situações onde a procura da solução óptima tem um custo muito mais elevado do que teria a escolha da solução menos boa. Assim, nos casos onde exista uma dispta de tutela de uma criança e não haja nenhuma razão evidente para fazer uma dada escolha (quando ambos os pais parecem ser mentalmente sãos e responsáveis, possuem condições materiais semelhante e amam os seus filhos, por exemplo), o melhor é decidir rapidamente, nem que seja à sorte.

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Questões de tutela legal de menores em caso de divórcio dos pais deviam ser tratadas o mais localmente possível. Mas, pelo contrário, são administradas por um sistema burocrático, onde podem subir às mais altas instâncias judiciais do Estado, justamente as menos habilitadas para lidar com dramas familiares— um grande desperdício de recursos.

Estes não são casos de justiça, são casos de arbitragem. E quando é praticamente indiferente a tutela parental (a esmagadora maioria dos casos), o "interesse público" é igualmente servido, logo os casos têm carácter exclusivamente privado. Estes casos nem deviam reportar ao sistema de Justiça do Estado. Não devia o contribuinte ser obrigado a suportar custos processuais, subsidiar interesses que não são os seus, perpetuar conflitualidades que a ninguém aproveita.

Imaginemos, pois, que uma vez garantidas as condições de indiferença (pais em igualdade prática de circunstâncias), a regra prevalecente na Justiça estatal era a "moeda ao ar".

As pessoas teriam todo o incentivo para especificar a priori regras-tipo (ou personalizadas) para determinar claramente quem passaria a exercer a tutela dos filhos em caso de divórcio, para não terem de se sujeitar a uma qualquer aleatoriedade judicial. Para o efeito, recorreriam a um "mercado" de agências privadas de arbitragem— podiam ser multinacionais especializadas ou o ancião da aldeia—, que concorreriam pela reputação de serem as mais rápidas, as mais exactas, as mais isentas, as mais transparentes.

As pessoas seriam consciencializadas e responsabilizadas pelas consequências das suas relações conjugais; as crianças seriam poupadas ao interminável calvário jurídico; os cidadãos passariam a ter uma Justiça mais eficaz; a sociedade seria reforçada. E, sobretudo, o Estado seria retirado de uma esfera onde não passa de um ringue de combate onde famílias são despedaçadas em público.

Arquitectura socialista (2)

Anteontem houve mais uma marcha pelo "direito à habitação", promovida pela plataforma Plataforma Artigo 65. Esta associação cívica, que defende que os tribunais deviam obrigar o Estado (e consequentemente o contribuinte) a pagar tecto a todos, é, para quem anda distraído, a vanguarda nacional do comunismo habitacional. Chega ao ponto de defender a administração estatal de propriedade privada "abandonada", ou no limite a nacionalização da mesma. Por outras palavras, pilhagem legal.

Uma das personalidades mais verbais foi a bastonária da Ordem dos Arquitectos, entidade que integra a dita plataforma, que segundo o Público terá declarado, à laia de Okupa e Resiste, "Contra a corrupção, o direito à habitação!" / "É um escândalo haver tantas casas fechadas com tanta gente sem casa".


Pergunto-me sinceramente se os arquitectos têm noção que ao promoverem a destruição dos direitos de propriedade (que existem não só para proteger os indivíduos de outros indivíduos, como, principalmente, protegê-los do Estado), estão a enfraquecer a sua própria causa. Os "direitos de propriedade intelectual", que tanto reclamam, não passam de uma criação legal artificial — nem são direitos de propriedade per se, porque se referem a informação, e não a coisa fungível. Se a propriedade nada vale, nada vale a informação que contém, incluindo aquela que consta de projectos de arquitectura.

TV Shop

Procura-se um candeeiro de mesa de cabeceira, que seja giro o suficiente para acordar ao meu lado. Sugestões?

Ponto de Ordem

O CDS prepara-se para uma nova fase de ampla discussão sobre o seu passado, o seu futuro e respectivos protagonistas. Agora, como tenho feito até aqui, não utilizarei este blogue para me pronunciar sobre o assunto. O meu silêncio deve, por isso, ser interpretado como cumprimento de uma regra de ouro que tenho seguido desde que comecei este blogue com o AA: não utilizar o blogue como prolongamento da minha actividade partidária. E a regra vai ser cumprida.

Estados de alma

Um governo que cante vitória passado dois anos em áreas como a justiça, a saúde ou a administração pública, só pode estar a gozar com os portugueses. Não é que o trabalho feito não possa provocar contentamento, coisa que o cidadão agradece. A questão é que nenhum desses sectores pode, sejamos realistas, ver os seus problemas resolvidos em menos de uma década. E ver um ministro ou um primeiro-ministro falar em resultados absolutamente extraordinários, surpreendentes e motivadores passado tão pouco tempo é mau sinal. No pior dos casos, é sinal de que não perceberam nada de nada.

Parabéns

a'O Insurgente, por 2 anos de existência.

segunda-feira, Fevereiro 26, 2007

À procura da liberdade

Texto publicado sexta-feira dia 23 de Fevereiro no suplemento Dia D do Público:

À procura da felicidade

Depois de amanhã, entregam-se os Óscares de Hollywood. Um dos nomeados para a estatueta de melhor actor é Will Smith, pela sua interpretação em The Pursuit of Happyness ("Em busca da felicidade"). É um filme interessante, que não ficará para os anais do Cinema. O seu título, no entanto, evoca uma das mais famosas frases da História: “We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal, that they are endowed, by their Creator, with certain unalienable Rights, that among these are Life, Liberty, and the Pursuit of Happiness”. É a primeira frase do preâmbulo da Declaração da Independência dos Estados Unidos da América, escrita em 1776.


O "direito à procura da liberdade" foi a feliz expressão cunhada por Thomas Jefferson para descrever o direito de todo o indivíduo de não ser forçosamente impedido de orientar a sua vida, de acordo com os seus próprios princípios, e pelos seus próprios meios, ou meios legitimamente adquiridos. É um excelente resumo do que é o liberalismo. Não é por acaso que a ideia também reaparece no filme Rocky Balboa— como direito a tentar o american dream. Num sentido menos poético, a "procura da liberdade" substitui um dos pilares do pensamento de John Locke, filósofo do Iluminismo inglês— o direito dos indivíduos de deterem propriedade privada, e com ela adiantarem os seus fins.
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A nossa cultura política, contudo, deriva de outro evento histórico, a Revolução Francesa de 1789, que inventou a república de divisa “liberté, égalité, fraternité”. Na tradição anglo-saxónica, este lema teria sido interpretado como "direito do indivíduo de não ser coagido (sobretudo pelo Estado), direito à igualdade perante a lei, direito à sua própria moralidade". Contudo, na tradição continental europeia, mais estatista, a expressão acabou por mandatar a promoção estatal de direitos "sociais" ("liberdade" de condicionamentos económicos), igualitarismo, e "solidariedade social".

Acontece que se os indivíduos são livres de agir pelos seus próprios meios, o resultado das suas acções nunca produz uma sociedade "ideal". Se todos os indivíduos são diferentes entre si, e se o Estado os trata de forma igual, surgem e multiplicam-se as "desigualdades”. Aqueles altos valores, tal como reinterpretados, são inconciliáveis com o individualismo liberal. Para criar "igualdade", o Estado precisa que os indivíduos não sejam inteiramente livres, que os cidadãos não sejam inteiramente tratados por igual, e que o poder político possa intervir na vida das pessoas, tantas vezes quantas as necessárias para tentar materializar a prometida sociedade "justa”. Dito de outra forma, este sistema político— o socialismo— é incompatível com a "procura da felicidade".

Hoje em dia, a parte mais importante da "felicidade" do cidadão é "garantida" pelo Estado. Do berço ao túmulo, o cidadão médio é arregimentado para entregar ao Estado metade da riqueza que produz: é obrigado a dedicar metade da sua vida do dia-a-dia à procura da "felicidade" do Estado Social. Que recebe em troca? A "garantia" de saúde, educação, segurança social, e alguns mais "direitos sociais", numa embalagem de tamanho único, mas sobretudo irrecusável. E nenhuma liberdade para aplicar os seus impostos– melhor dito, o fruto do seu trabalho, melhor dito, a sua propriedade privada– naquilo que necessita, naquilo que acredita, naquilo que o distingue de mais uma peça na engrenagem estatal.

Impõe-se recolocar o direito à "procura da felicidade" no centro das políticas públicas. Ou, com uma formulação que não possa ser confundida com new age (que esta é a Dia D e não a Xis): importa regredir o megalómano e intrusivo Estado Social para um sistema politico-administrativo limitado nas suas funções, para que não possa atropelar o indivíduo em nome de ideologias fraudulentas. Em resumo, é preciso recuperar os valores políticos do liberalismo clássico.

Uma nova cultura liberal começa a ganhar consistência em Portugal. É verdade que provavelmente nunca ganhará consistência partidária. Mas faço votos que seja adoptada por todos os que já só querem não ser impedidos de ir à procura da sua felicidade.

sexta-feira, Fevereiro 23, 2007

Full court socialism

Pergunta o Willespie:
.... o que achas do "revenue sharing" e "salary caps" implementadas nas ligas Norte-americanas de desportos profissionais ....

A resposta está no título do post.

Leituras recomendadas:

- "Capitalist Soccer and Socialist Football" de Sergei Boukhonine no LewRockwell.com;
- "The Capitalism of Soccer - Why Europe's favorite sport is more American than baseball" no Slate;

Socialism - coming to a neighborhood near you...

"Socialism and Poverty" do Liberate Sweden:
.... Sweden's poor are poor by international standards as well. Compare with the U.S.: a family of four is poor if they have a net tax income of $20,000 per year. If they have that, or less, in cash income, they are eligible for welfare. They can still have, on top of $20,000, or SEK140,000, per year in cash income,

-a car
-some money in the bank
-food stamps (pay for food, worth at least SEK48,000 per year if "translated" into Swedish context)
-housing subsidies or housing paid
-health care through Medicaid, almost always without co-pays or other charges on the patient herself
-help with utilities bills (electric bill, phone)

The total annual cash value of the income and all these perks is about SEK200,000 net tax. Adding Swedish taxes to this, we have a regular Swedish family income of more than SEK330,000.
Which means that half of Sweden's families are poor by American standards and eligible for welfare!

Backcourt socialism

"Wimbledon to pay equal prize money" (CNN):
Men and women will receive equal prize money at Wimbledon this year for the first time in the history of the most prestigious tennis tournament in the world.

Não cabe na cabeça dos promotores desta absurda ideia que os prémios são diferenciados não só porque há maior mercado para ténis masculino, como as respectivas receitas são maiores, também fruto dos encontros serem mais compridos. Se a paridade dos prémios fosse razoável, seria a prática corrente.

Esta medida terá sérios custos, não somente financeiros. Subir prémios implica cobrar mais bilheira ou mais direitos de transmissão, tornando o evento mais exclusivo e menos espectacular. Baixar prémios da competição masculina para aumentar os prémios da competição feminina implicará que o evento perderá prestígio para as outras provas do tour.

O capitalismo faz bem ao ténis: tornou-o um dos únicos desportos capazes de rivalizar com o futebol. Por todo o mundo, são organizadas provas em concorrência entre si, o que torna a competição saudável. Se o ténis adoptar o socialismo, em nome do politicamente correcto, a prazo será um desporto decadente — como toda a actividade socialista.
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Reacção de Amélie Mauresmo:
"I think most of the people agreed it's not a matter of how long we (women) spend on the court. The men are always going to play longer because they play best of five sets. It's just a matter of being equal."

A primeira reacção que se impõe - "Stupid, stupid tennis players" no The Devil's Kitchen:
Look, you silly bitch, if it's a matter of being equal, then either the women get paid less or they play five sets, OK?

If you employ two people and, all other things being equal, one works for 8 hours and the other works for 4 hours, the one working for 4 hours gets paid less. That's equal, right?

Because if you paid the one working 4 hours the same as the one working 8 hours, that wouldn't be equal, would it? Because the person working 4 hours would be getting paid twice as much per hour as the person working 8 hours. That, my little Mauresmo, is not equality, is it?

Também: You What? de Tim Worstall.

Assombroso (2)

Há filmes destes. Que nos deixam felizes com a perfeição da representação. Crua, directa ao assunto, desafiante. Saí feliz do King, ontem, depois de ter visto este Half Nelson, um filme que relata a relação entre um professor e uma aluna, mas que anda muito, muito longe dos filmes desse registo. O filme não é, de forma alguma, alegre, apesar das ironias profusas, a despertar gargalhadas. Mas uma magistral interpretação, mesmo quando retrata a miséria humana, deixa-me feliz. Sempre feliz.


Dan Dunne (Ryan Gosling) é um brilhante professor de História, muito afastado do que se espera ser um professor branco que tem de leccionar os direitos civis numa escola do Brooklyn. Desafiador, Dan força a dialéctica como método de ensino e procura realçar a força que antecede as mudanças políticas e sociais.

Mas há algo de estranho neste professor, que o espectador rapidamente percebe. Dan funga, leva demasiadas vezes a mão ao nariz, perde-se nos seus raciocínios, não consegue responder a nenhuma pergunta que não seja com uma outra pergunta, chega atrasado, sangra, distrai-se.

Os primeiros momentos do filme mostram-nos uma vida dupla que, já se pressente, caminha para um destino comum, com a dependência a retirar espaço à normalidade da sua vida lectiva. No entanto, esse destino é apressado por uma aluna, Drey (Shareeka Epps), que o apanha em flagrante consumo e escancara a inevitabilidade do que se segue. A relação de curiosidade mútua que se estabelece entre professor e aluna motiva, apesar disso, um desnorte na cada vez menos lenta decadência de Dan e que pode provocar mudanças.

The Che Guevara Myth (2)

Na continuação de The Che Guevara Myth, " A América Latina em 3 actos" do Diogo Almeida no Ideias Livres:
Tarefa relativamente simples para um historiador, Vargas Llosa limita-se a, páragrafo após parágrafo, descrever a personalidade colérica, fanática e sanguinolenta de Guevara, com base em entrevistas a pessoas que com ele contactaram e em documentos do domínio público, muitos deles de textos do próprio. Desmonta também a sua curta passagem pelo poder, em Cuba, onde, como governador do Banco de Cuba, responsável pela Reforma Agrária e ministro da Indústria conseguiu arrasar a indústria da cana do açúcar e conduzir o país para o racionamento - numa nação que fora, até poucos anos antes, a quarta mais rica da América Latina. Tido por quem trabalhou de perto com ele como "ignorante dos mais elementares princípios económicos", chegou a afirmar que em 1980 Cuba teria seguramente um PIB per capita superior ao dos Estados Unidos.

o socialismo do século XXI é o fascismo do século XX

"A Nova Esquerda é a Velha Direita" de Luís Pedro Coelho no Rabbit's Blog.

Assombroso (1)

Half Nelson, de Ryan Fleck, com Ryan Gosling (Dan Dunne) e Shareeka Epps (Drey), ele a merecer qualquer Óscar imprevisto, ela a merecer carreira futura. Está no King.

Verdes são os campos

Faz hoje 20 anos que morreu Zeca Afonso. A minha favorita, por entre tantas outras favoritas do Zeca Afonso, não é uma canção política, com toda a ironia que isso possa trazer. Foi, no entanto, incluída neste álbum, Traz Outro Amigo Também, que as tem em abundância e me permite a audácia. Nunca fui, nem pretendo ser, admirador da ideologia que as canções e os arranjos promovem. Mas sou, não poderia deixar de ser, profundo admirador da cadência e timbre do Zeca Afonso.

Verdes são os campos,
De cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.

Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.

Gados que pasceis
Com contentamento,
Vosso mantimento
Não no entendereis;
Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.

Momento Intimista do Dia


So that was Mrs. Lundegaard on the floor in there. And I guess that was your accomplice in the wood chipper. And those three people in Brainerd. And for what? For a little bit of money. There's more to life than a little money, you know. Don't you know that? And here ya are, and it's a beautiful day. Well, I just don't understand it.

quinta-feira, Fevereiro 22, 2007

Ron Paul 2008

Lunar Property Rights

"Let's Go Back to the Moon" de Buzz Aldrin no Pajamas Media:

Buzz Aldrin
A base on the Moon does not have to be a permanent government-controlled and owned facility. After it has been fully established, control could be handed over to a private non-profit consortium that would lease space to companies and governments which will then pursue their individual goals, such as energy, research, tourism, or developing the technology and supplies needed for further space exploration.

Handing off control of the base to a private group means that we will have to establish rules explaining what exactly is and is not private property on the Moon. According to the Outer Space Treaty, the Moon is “common heritage of mankind”. No one has ever been able to agree on exactly what this means, but few space law experts outside the United States seem willing to accept the idea that there is room for private entities to claim any sort of recognizable property rights on the Moon. The best they are willing to concede are long term leases with the rent being paid to the United Nations.

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Still possession is nine tenths of the law. An American moon base would insure that traditional American ideas such as private property and homesteading would influence the future legal regime. Otherwise the Europeans and others might try and push their model of tight government control and high taxes onto the off-Earth economy of the late 21st century. Such an environment would stifle the creative endeavors not only of American entrepreneurs such as space ship one financed by Paul Allen, built by Burt Rutan, that forms the basis for Virgin Galactic’s suborbital space tourism project.

Greg Allison, Chairman of the National Space Society’s Policy Committee states that it “believes that the 1967 Outer Space Treaty can be interpreted as permitting public and private entities to appropriate resources that they can directly utilize and to establish a ‘reasonable’ zone of operations around sites of activity.” ....

(via The Volokh Conspiracy)

Programa cultural - Chirgilchin

Hoje, no Cinema S. Jorge, em Lisboa, pelas 22:00. Do post do Raízes e Antenas:
Os Chirgilchin - cada vez mais na linha da frente das Vozes de Tuva, a juntar aos Yat-Kha, aos Huun-Huur-Tu e à cantora Sainkho Namtchylak - regressam proximamente ao nosso país para quatro concertos durante este mês de Fevereiro: dia 22 no Cinema S. Jorge, em Lisboa, dia 23 no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, dia 24 no Theatro Circo, em Braga, e dia 26 no Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra. Os Chirgilchin - que no Verão passado partilharam o palco com Laurie Anderson no Castelo de Montemor-o-Velho - são exímios na ancestral técnica vocal de Tuva, província russa da Sibéria que faz fronteira com a Mongólia, o «throat-singing» (que traduzido à letra significa «canto de garganta» mas que, mais bem explicadinho, pode ser traduzido por «canto difónico», «canto bitonal» ou «canto politónico»: a produção simultânea de duas emissões vocais, com uma nota fundamental vinda das cordas vocais como bordão, uma segunda nota e a melodia produzida pelas suas séries de harmónicos). No caso dos Chirgilchin, este grupo desenvolve cinco variantes diferentes do «throat singing», incluindo a sua mais famosa forma, o khoomei, sempre acompanhadas por instrumentos artesanais da sua região. Estão muito mais próximos da tradição do que os seus conterrâneos Yat-Kha (variante punk) e Sainkho (variante electrónica/experimental) mas são, também por isso, um bom pretexto para conhecer esta arte milenar.

- website (com excertos musicais, recomendados)

- Youtubes: no David Letterman | no Rubin Museum of Art | solo de Mongul-Ool Ondar

- artigo do Público: aqui (versão não traduzida)

- anteriormente no AADF: "Throat Singing"

Sobre o direito à vida

Do famoso artigo "A Defense of Abortion" de Judith Jarvis Thomson:
3. Where the mother's life is not at stake, the argument I mentioned at the outset seems to have a much stronger pull. "Everyone has a right to life, so the unborn person has a right to life." And isn't the child's right to life weightier than anything other than the mother's own right to life, which she might put forward as ground for an abortion?

This argument treats the right to life as if it were unproblematic. It is not, and this seems to me to be precisely the source of the mistake.

For we should now, at long last, ask what it comes to, to have a right to life. In some views having a right to life includes having a right to be given at least the bare minimum one needs for continued life. But suppose that what in fact IS the bare minimum a man needs for continued life is something he has no right at all to be given? If I am sick unto death, and the only thing that will save my life is the touch of Henry Fonda's cool hand on my fevered brow. then all the same, I have no right to be given the touch of Henry Fonda's cool hand on my fevered brow. It would be frightfully nice of him to fly in from the West Coast to provide it. It would be less nice, though no doubt well meant, if my friends flew out to the West coast and brought Henry Fonda back with them. But I have no right at all against anybody that he should do this for me.

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Or again, to return to the story I told earlier, the fact that for continued life the violinist needs the continued use of your kidneys does not establish that he has a right to be given the continued use of your kidneys. He certainly has no right against you that you should give him continued use of your kidneys. For nobody has any right to use your kidneys unless you give him this right--if you do allow him to go on using your kidneys, this is a kindness on your part, and not something he can claim from you as his due. Nor has he any right against anybody else that they should give him continued use of your kidneys. Certainly he had no right against the Society of Music Lovers that they should plug him into you in the first place. And if you now start to unplug yourself, having learned that you will otherwise have to spend nine years in bed with him, there is nobody in the world who must try to prevent you, in order to see to it that he is given some thing he has a right to be given.
The difficulty I point to here is not peculiar to the right of life. It reappears in connection with all the other natural rights, and it is something which an adequate account of rights must deal with. For present purposes it is enough just to draw attention to it. But I would stress that I am not arguing that people do not have a right to life--quite to the contrary, it seems to me that the primary control we must place on the acceptability of an account of rights is that it should turn out in that account to be a truth that all persons have a right to life. I am arguing only that having a right to life does not guarantee having either a right to be given the use of or a right to be allowed continued use of another person's body--even if one needs it for life itself. So the right to life will not serve the opponents of abortion in the very simple and clear way in which they seem to have thought it would.

[ artigo também citado por Murray N. Rothbard no Ethics of Liberty ]

Idem idem, aspas aspas

Pela nossa cabeça do Pedro Lomba no Vício de Forma:
Estranha obstinação

É estranho, também não sei explicar, mas continuo escrevendo aquilo que que eu penso, e não aquilo que você pensa. Alexandre Soares Silva

Na campanha deste referendo senti talvez como nunca a necessidade desta obstinação. Não fui o único. A direita, os amigos, a "família política"? O que me importa é pensar pela minha cabeça.

quarta-feira, Fevereiro 21, 2007

Nineteen Eighty-Four


no Google Video

Give it up for the Ron (2)

"The Perils of Economic Ignorance" de Ron Paul:
I certainly have seen firsthand a great deal of economic ignorance in Congress over the years. Few members pay any attention whatsoever to the Federal Reserve Bank, despite the tremendous impact Fed policy has on their constituents. Even many members of the banking and finance committees have little or no knowledge of monetary policy. Perhaps this is why so many in Congress seem to believe we can all become rich by printing new dollars, or that we can make 2 + 2 = 5 by taking money from some people and giving it to others.

We cannot suspend the laws of economics or the principles of human action any more than we can suspend the laws of physics. Yet this is precisely what Congress attempts to do time and time again, no matter how many times history proves them wrong or economists easily demonstrate the harms caused by a certain policy.

I strongly recommend that every American acquire some basic knowledge of economics, monetary policy, and the intersection of politics with the economy. No formal classroom is required; a desire to read and learn will suffice. There are countless important books to consider, but the following are an excellent starting point: The Law by Frédéric Bastiat; Economics in One Lesson by Henry Hazlitt; What has Government Done to our Money? by Murray Rothbard; The Road to Serfdom by Friedrich Hayek; and Economics for Real People by Gene Callahan.

Give it up for the Ron



Leitura adicional: "Money Banking and the Federal Reserve" (Google Video)

Sobre o paternalismo fiscal (2)

Na continuação de Sobre o paternalismo fiscal:




O Pistoleiro - Old Age Pension Fund

Your hand is staining my window

Na continuação de "O Estado terapeuta (3)" e do Axónios Gastos:
Há uma cena em que Cheswick, um dos "voluntários", por hábito o mais amedrontado de todos, reivindica à Nurse Ratched os cigarros que lhe pertencem. Os cigarros que são dele! Esta responde, depois de algum alarido levantado, que não pode dar aquilo que pertence a Cheswick, pois McMurphy (Jack Nicholson) criara uma espécie de casino onde conseguia arrecadar para ele a maioria dos cigarros dos outros e inclusive alguns dólares, tudo através de apostas e negociatas. Para que tal não acontecesse mais, Ratched optou por racionar os cigarros, impedindo o próprio Cheswick de chegar à totalidade do que era seu, mas evitando aquilo que ela vira como distorção! Segundo Ratched, era preferível o paciente ser privado daquilo que lhe competia, do que perdê-lo para uma terceira pessoa, pois ela, discernente e justa, conseguia dar a Cheswick a liberdade que ele merecia.

Any resemblance to your State?

Momento Intimista do Dia


Marnie Edgar: You Freud, me Jane?

Health care is not a right

"Health Care is a Value, not a Right" de Tibor Machan:
Health care is not a right—one cannot have a right to other people’s service. Those must be provided voluntarily.
The belief that people may justly be coerced so as to secure funds to pay medical professionals who then will service those who need their work is an error—or a ruse. In a free country adult men and women must treat each other as ends in themselves, not as unwilling tools, instruments, or means to each other’s ends.
Some people believe that once it has been democratically determined that people must pay for medical services to everyone, there is nothing wrong with collecting taxes for this purpose. This view is wrong because no group—or majority of a group—may take what belongs to others.
The myth of having a right to medical care, and all sorts of other services that need the work or resources of others, leads to the view that people can proceed with their lives without having to be responsible for producing—or obtaining via voluntary interaction—whatever living requires. .... Imposing such costs on unwilling others is like dumping pollution on unwilling others, a natural crime.

Mistérios

Se sabemos tudo quanto se foi passando em Felgueiras, Oeiras ou Marco de Canaveses, porque não sabemos quase nada do que se passa em Salvaterra? Se todos os dirigentes do PS, PSD e CDS foram diariamente questionados sobre as tropelias dos seus autarcas, por que razões continuam a deixar os dirigentes do Bloco perorar sobre Lisboa sem os confrontar, seriamente e sem tibiezas, com a situação da única autarquia que lideram?

Momento de ortodoxia

terça-feira, Fevereiro 20, 2007

Estado Novo (i)liberal

No Blasfémias, o Pedro Arroja continua a escrever sobre o Estado Novo. Em tempos, teve oportunidade de dizer que, no que tocava à esfera dos interesses privados a que pertence a actividade económica, Portugal de Salazar era uma sociedade liberal. Agora, diz que o Estado Novo ofereceu uma pequenez do Estado em termos económicos, deixando uma ampla margem de liberdade à iniciativa privada.

É questão para pasmar, como pasma Helena Matos, que se discuta com tanto afã uma espécie de reabilitação liberal, ainda que restrita à esfera económica, do Estado Novo.

Que houve sucesso económico, os números aí estão para o demonstrar. Mas importa não esquecer em que assentou tal sucesso e à conta de quê ele se solidificou. Esquecê-lo, seria equiparar o liberalismo ao eficientismo. Se resultar é bom e liberal, se falhar é mau e outra coisa qualquer.

Pode uma economia verdadeiramente liberal conviver com os monopólios criados e forçados por lei? Com os benefícios estaduais a um conjunto privilegiado de banqueiros e industriais? Com trocas económicas entre indivíduos que não são livres? Com produtos proibidos porque não e outros impostos porque sim?

E depois há, também, as citações de Salazar, no sentido contrário às que vêm sendo apresentadas, como esta, que em tempo encontrei no excelente Portugal Contemporâneo e já por várias vezes aqui postei: “Normalmente, o Estado deve tomar sobre si a protecção e a direcção superior da economia nacional pela defesa externa, pela paz pública, pela administração da justiça, pela criação das condições económicas e sociais da produção, pela assistência técnica e o desenvolvimento da instrução, pela manutenção de todos os serviços que são auxiliares da actividade económica, pela correcção dos defeitos que por vezes resultam do livre jogo das actividades privadas”.

segunda-feira, Fevereiro 19, 2007

Censura selectiva

Já tinha lido n'O Insurgente que o espectáculo «Visita guiada», da bailarina Cláudia Dias, integrado no Festival «New Territories», na Escócia, tinha sido cancelado pelo facto de a lei proibir fumar em público. Os comentários a este absurdo são evidentes e não vou perder grande tempo com eles.

Interessa-me comentar, isso sim, as declarações da própria Cláudia Dias à SIC, acabadas de proferir. De acordo com a bailarina, e cito de cor, se a lei se resumisse a proibir as pessoas de fumar em público, ela nada teria contra, uma vez que as leis são para cumprir. Agora, o que ela não poderia admitir, era que a lei se aplicasse aos artistas em palco, pois isso tratar-se-ia de censura.

É verdadeiramente confrangedora a forma como a bailarina nem sequer pondera que uma lei anti-tabágica é, ela própria, uma lei que censura e que restringe as liberdades. Cláudia Dias nada tem a dizer dos cidadãos serem impedidos de fumar. Agora, os artistas em palco, isso é coisa diferente. Como se a censura fosse apenas um ataque à liberdade de criação e não um absurdo ataque às liberdades individuais.

o Estado é a vossa família

"«o que é fácil torna-se frequente»" d'O Impertinente no Impertinências:
40 anos depois, os argumentos de engenharia social do esquerdismo inglês foram todos eles desmentidos. Redução do número de crianças abandonadas, «ilegítimas», sujeitas a violência, redução do número de mães adolescentes, e toda a bullshit do costume, tudo isto caiu pela base. O número de crianças abandonadas passou de 5.000 para 50.000, a Grã-Bretanha tem o número mais elevados de mães adolescentes na Europa, 1/3 dos nascimentos são actualmente fora do casamento, e o número de abortos aumentou mais de 2% por ano.

Dir-se-à que a situação actual não resultou só do aborto universal e gratuito. É verdade. É o resultado da intervenção sufocante do estado na vida dos indivíduos e da dissolução que opera nas famílias, tornadas aparentemente dispensáveis pela omnipresença do leviatã.

Estupefacção (3)

Eduardo Suplicy, senador do Partido dos Trabalhadores, sobre o crime no Brasil:
"Só quando todos os 187 milhões de brasileiros tiverem Renda Social [Rendimento Social de Inserção], quando tiverem uma habitação condigna, é que colocamos um garrote num fenómeno" .... para acabar ... com estigma do "necessitado".

Jardim anuncia demissão

Jardim anuncia demissão do governo regional da Madeira (Diário Digital)
O presidente do governo regional da Madeira, Alberto João Jardim, anunciou esta segunda-feira a demissão do cargo que ocupa desde 1978, interrompendo pela primeira vez um mandato em quase três décadas à frente do executivo madeirense.

Comprovou-se que estou afastado da política regional há demasiado tempo.

Estupefacção (2)

Edmundo Pires, presidente do Sindicato Nacional e Médicos Veterinários:
"A independência económica e de juízo profissional, assim como a transparência e responsabilização, são factores essenciais para o desempenho das funções do médico veterinário. Mas como se podem garantir estes critérios se ele não é funcionário público?"

Estupefacção (1)

O Ministério Público ter concluído que uma desgraça familiar é da "responsabilidade parcial" do Estado.

Qual Valerian qual quê

" Valerian, o agente espacio-temporal" de Luís Naves no Corta-Fitas:
Um dos meus favoritos da juventude foi um herói de banda desenhada, Valerian, de Pierre Christin e Jean-Claude Méziéres. Acompanhado pela sua sensual companheira, Laureline, o "agente espacio-temporal" viajava através da galáxia mas também através do tempo, num paradoxal conjunto de aventuras. Cheias de fantasia e com belíssimos desenhos, estas histórias sempre me encantaram, sobretudo as iniciais da série, aquela em que os dois heróis atravessavam uma Nova Iorque parcialmente inundada (numa antecipação inquietante) ou em outra, intitulada O Império dos Mil Planetas, em que os dois viajavam através de um império estelar em decadência dominado politicamente por um misterioso grupo de sacerdotes.

37,8

O liberalismo faz-te mal, foi uma das frases que mais ouvi nos últimos tempos, sobretudo por alturas do referendo. Nunca acreditei, mas confirma-se. Depois da almoçarada insurgente, adoeci. Febril e carregado de tosse, aqui me arrasto...

Não somos nós, mas poderíamos ser

Um blogger como nós, de seu nome Kareem Amer, vai ser julgado no dia 22 no Egipto. O crime? Delito de opinião, por opiniões expressas no seu blogue pessoal. A pena? Até 9 anos de prisão.

Petições a requerer a libertação de Kareem podem ser assinadas aqui e aqui.

AMN no Miniscente

Está publicada no Miniscente a entrevista do Luís Carmelo ao AMN.

domingo, Fevereiro 18, 2007

Porque estas coisas precisam de ficar registadas

Tenho apostado que a China mete um homem na Lua antes dos EUA, e que o vai fazer abrindo a exploração espacial à concorrência privada, em vez de recorrer ao método da "força bruta" característico da NASA.

Leitura recomendada: "A China a caminho da Lua", n'O Diplomata, via Henrique Raposo.

Modernidade, versão boa

Notícias do Público:

- "Dois terços dos portugueses concordam com comércio aberto ao domingo à tarde"
- "Jovens a favor de horários alargados"
- "'Cultura 24/7' é sinal das mudanças nos países desenvolvidos"

A esquerda mete-se a jeito de ser esvaziada...

"JS debate casamentos homossexuais", no Público de hoje:
O secretariado da Juventude Socialista (JS) discutiu ontem, em Aveiro, a possibilidade de apresentar no Parlamento um anteprojecto para legalizar o casamento entre homossexuais. O documento está pronto há mais de um ano, mas a JS tinha assumido o compromisso com a direcção do PS de só o apresentar após o referendo do aborto.

O fardo da liberdade (2)

"Inquisição portuguesa / A paixão inquisitorial não morre, tem sempre novas causas sagradas" de Frei Bento Domingues, hoje no Público:
Confúcio disse que "mais vale acender uma vela do que passar o tempo a maldizer as trevas". Muitas maldições já foram lançadas sobre a Inquisição. A mais genial foi expressa por Dostoievski n'Os Irmãos Karamazov. Mas essa é uma maldição luminosa. O grande inquisidor acusa Cristo de não ter aceite o poder político para salvar os homens: "Como foi possível não teres pensado que, carregado com o terrível fardo da liberdade de escolha, o homem acabaria por duvidar e por renegar a tua imagem e a tua vontade?" Entretanto, o grande inquisidor informa o Crucificado de que já o corrigiram. Reduziram a humanidade à escravatura e, tirando-lhe o fardo da liberdade, fizeram-na feliz.

decomposição

"Planificação - 1" e "Planificação - 2" de Gabriel Silva no Blasfémias, uma aterradora e interminável lista das metásteses socialistas, castradoras das liberdades individuais, que sufocam o dia-a-dia de todos nós e prendem o país à mediocridade:

Poucas áreas da realidade estarão actualmente fora da «planificação» do Estado:

Estratégia de Lisboa
Quadro de Referencia Estratégico Nacional
Estratégia Nacional para a Energia
Plano Tecnológico
....
....
....

Em complemento: "O que o Estado vende: Alarmismo e Medo " de Carlos Novais no blogue da Causa Liberal.

Dignidade

Via blogue da Revista Atlântico, a reportagem "A minha obrigação é pôr as mãos no fogo" de João Pedro Henriques no Diário de Notícias, onde mais uma vez se prova que Luís Amado é não só o melhor ministro do Governo, como o único membro do mesmo a merecer o adjectivo "estadista".

Herdou uma política externa rastejante, necessitada de coluna vertical, e pacientemente tem devolvido a dignidade às Necessidades. Um trabalho complicado, especialmente porque os seus colegas de executivo, incluindo o Primeiro Ministro, não perdem uma oportunidade para infantilizarem a imagem do país lá fora. O mais recente episódio é só mais uma provação. Aturar intrumentalizações do poder e mesquinharias esganiçadas, sem perder a compostura, requer carácter. Esperemos que continue a fazer dele um bom uso.

Leitura complementar: "Democracia em directo II" e "O relatório que não devia ter existido" de Henrique Burnay no 31 da Armada.

sábado, Fevereiro 17, 2007

Acompanhamento obrigatório

Social-blogosfera (2)

Ontem, pela primeira vez, foi publicada uma fotografia minha na blogosfera; a fraca definição da mesma não permite comprovar se o AA é ou não um programa de escrita automática de posts e comentários.

Social-blogosfera

Hoje, almoço da milícia insurgente, agora devidamente uniformizada; debriefing e reformulação do plano de dominância mundial codename "um exército marcha sobre a barriga".

sexta-feira, Fevereiro 16, 2007

Socialismo e "país de bufos" (2)

Via 19 meses depois, e relembrando Socialismo e "país de bufos", "Are We All Snitches Now?" de Tibor R. Machan:

In a free country people are innocent unless proven guilty and that is how they are expected to treat one another in many endeavors. The people I may bowl with or with whom I may shoot baskets or play tennis or do all kinds of other things—worship, attend school, travel, and so forth—who haven't done anything untoward to me will be left in peace by me and I would expect the same treatment from merchants. Accordingly, when I take my clothes to the cleaners, or my car to the mechanic or purchase a phone at Circuit City I am not asked for an ID. So long as I pay up, do what I promise, I expect to be left in peace about who I am, where I come from, what my religion is, whom I date, etc., and so forth.
But then the business of making employers collect taxes, social security and other monies the government extorts from us, has habituated too many of us into thinking that everyone is part of the government, everyone must act like a cop, like an enforcer of the laws. This reminds me of when back in communist Hungary we were all expected to report on everyone around us who didn't toe the government's line about innumerable matters. We were all snitches there. Maybe this is happening in America now, too.

solitary, poore, nasty, brutish, and short

Do artigo "A guerra não acabou" de Vasco Pulido Valente, hoje no Público,
.... o "não" não quer clínicas privadas, recomenda a intervenção directa do Estado e pede "comissões de aconselhamento". Há uma razão simples para esta inversão ideológica. O "não" acha que nenhuma clínica privada, sendo irresponsável e comercial, se irá preocupar em dissuadir o aborto ou garantir o "acompanhamento" das mulheres que desistirem dele. O Estado, pelo contrário, tem a obrigação de fazer tudo isso, uma vez que se prepara para interromper gratuitamente a gravidez. Para o "não", quem oferece a "morte" deve também garantir a "vida". ....

A ler

A Tristeza é Marxista do André Abrantes Amaral, hoje, da revista Dia D:
(...) a desconfiança perante o sucesso da humanidade tem raízes profundamente marxistas. A noção que alguém tem de pagar para que outros vençam, prosperem e que o enriquecimento de uns é sempre proporcional ao empobrecimento de outros. A teoria da soma zero. (...).

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.... ser marxista hoje é o equivalente a, no passado, acreditar em bruxarias. Sem liberdade empreendedora, desregulamentação social, não há desenvolvimento, não surgem oportunidades, nem desafios para serem vencidos. A vida estagna e entristece. Ao contrário, numa socieadede liberal, verdadeiramente livre, sem barreiras à criatividade humana, existe mais variedade profissional, mais escolhas e maior troca de interesses e conhecimentos. Há sempre uma janela aberta que não tínhamos visto. O conhecimento é, aliás, uma arma fundamental para combater o novo ópio do povo que é o pessimismo marxista. ....

[ AA: acrescentei outro destaque; hoje o Publico online não publica a capa da Dia D, de modo que este post segue sem ilustração... ]

Descubra as diferenças

Vejamos as coisas como elas são. As motivações de Hugo Chávez para a nacionalização de centros de abastecimento e de supermercados não andam muito longe das motivações económicas dos socialistas que temos em Portugal - e que ocupam todo o espectro partidário português.

Evidentemente que não falo das aspirações totalitárias do senhor. Falo, isso sim, da caricata ideia de que se for o Estado a tabelar, a decidir, a orientar e a fixar os preços e a economia, tudo correrá pelo melhor dos Mundos, jorrando abundância e prosperidade. Falo, isso sim, da aversão ao lucro, a quem tenha mais do que os outros, a quem pretenda subir na vida. Falo, também, da poética ideia de que tudo não passa de um decreto. A riqueza gera-se por decreto. Os preços resultam de um decreto. A felicidade nasce com um decreto.

Opção da mulher (2)

Mais do que tornar as comissões de aconselhamento obrigatórias, algo que considero problemático, a lei deveria cuidar, isso sim, da livre existência das mesmas, sem qualquer obrigação programática e de fácil e directo acesso pelas mulheres que se dirigem ao estabelecimento de saúde.

Opção da mulher (1)

A opção da mulher continua a ser a opção da mulher. Com ou sem comissões de aconselhamento. Se a lei não reconhece papel vinculativo ao pai na decisão, ia reconhecer à comissão de aconselhamento?

♪ Blue in Green


http://www.elpasofriendsofjazz.org/Miles%20Davis%20-%20Blue%20in%20Green.mp3
Miles Davies, Blue in Green

quinta-feira, Fevereiro 15, 2007

não há tema que mais encoste a direita à parede

"Repent, repent, repent" de Pedro Marques Lopes no 31 da Armada:
Parece que anda gente assustada com o chamado pacote Zapatero ou coisa que o valha. Por mim, não era preciso Zapatero nenhum, para me dizer que os homossexuais têm tanto direito a casar como os que não são. Também não precisava do dito senhor para me informar que o casamento é uma instituição civil que discrimina, objectivamente, os homossexuais.

Citação do Dia

"Utopias e o Estado Liberal " de Carlos Novais no blogue da Causa Liberal:
A razão para que a social-democracia não se transforme puro colectivismo, é apenas a percepção de que se maior fosse a invasão, o sistema pode colapsar. É como quando o parasita pressente que a sua vítima tem os seus limites.

Sobre a covardia democrática

O exemplo das touradas de Barrancos demonstra bem uma das características do centralismo democrático, infelizmente interiorizado por muitos dos nossos concidadãos: a covardia.

A vila representa 0,02% da população de Portugal, logo devia ser lógico que se submetesse às leis do país. Este raciocínio lógico é um absurdo do ponto de vista liberal. Ninguém tem que ver com o que se passa em Barrancos, a não ser os barraquenhos.

Não deve o Estado central impor legislação one-size-fits-all às localidades. Faz todo o sentido que o distrito de Beja possa determinar que tradições taurinas são permitidas, se necessário sobrepondo-se às disposições que vigoram por defeito a nível nacional. E faz todo o sentido que o concelho de Barrancos legisle sobre o que entende ser a legalidade intramuros, se necessário sobrepondo-se às leis por defeito do distrito.


Defender este princípio não garante a ninguém um resultado desejado: apenas garante que as populações terão o poder, que é delas, para decidir sobre os seus próprios assuntos. A isso chama-se democracia. Ao centralismo democrático chama-se ditadura da maioria.

Acabe-se com a RTP (2)

Miguel Noronha, "A solução final":
Não me parece correcto que eu, o André, o Daniel ou qualquer outro português estejamos, em nome de um suposto “serviço público” definido por terceiros, a financiar programas de televisão que não desejamos ou que, inclusivamente, nos repugnam.

A solução parece-me óbvia. Acabe-se com a RTP.

Acabe-se com a RTP


Rafael, o julgamento de Salomão

Bola de Neve

O Daniel Oliveira quer censurar a presença de Salazar na televisão, porque este censurava a presença e as ideias adversárias. E nós? Não poderemos nós censurar o Daniel Oliveira por censurar o Salazar que censurava os adversários?

Bom Senso

As recentes declarações de Alberto Martins não são pródigas em bom senso. Discordo dos que dizem tratar-se de uma contradição com a posição do PS, ao longo da campanha, porque este nunca se comprometeu com um período de aconselhamento obrigatório. Mas discordo de Alberto Martins quando este parece considerar que tal obrigatoriedade contraria o voto referendário. Obrigatório, que eu saiba, não quer dizer vinculativo, cabendo sempre à mulher um papel decisivo na opção de recorrer ao abortamento.

Mas a procissão vai ainda no adro. Sócrates e Cavaco esperam ainda a altura de aparecer como senhores do bom senso, reforçando a imagem que vêm construindo. Esperemos pelas evoluções. No entanto, realço o que tive oportunidade de ir dizendo ao longo da campanha. Se o PS fizer uma má lei, as novas maiorias podem alterá-la e melhorá-la, sem necessidade de referendo.

Secular Islam Summit

Where are the secular voices of the Muslim world? Until now, they have been largely stifled and silenced. Now, bold critics of orthodoxy are calling for sweeping reforms from inside Muslim societies. With the intent of catalyzing a global movement for reason, humanist values, and freedom of conscience, delegates from Egypt, Syria, Jordan, Iran, Iraq, Pakistan and Bangladesh will assemble March 4-5 in St. Petersburg, Florida for an unprecedented Secular Islam Summit (see www.secularislam.org).

out of the frying pan?

No Público, ontem ("Bolonha 'obriga' ordens a alterar estatutos"):
As ordens vão ter de alterar os seus estatutos para acolher os alunos que vão ter licenciaturas só de três a quatro anos ou os que terão os mestrados integrados .... à luz das decisões de Bolonha .... que procura a harmonização do ensino superior em mais de 40 países europeus.

O centralismo europeu destrói o corporativismo profissional nacional... até surgir um corporativismo profissional europeu ao qual ninguém poderá escapar...

mais pluralidade

"efeitos secundários do referendo" de Rui de Albuquerque no Blasfémias:

(imagem: blue lounge)
Imaginar que o referendo do aborto possa fracturar os liberais portugueses, ao ponto de os dividir inexoravelmente em duas, três ou mais linhas inconciliáveis, é desconhecer por completo a essência e a ética do liberalismo. Se há algum dogma intransponível para os liberais, a liberdade de consciência individual será seguramente o primeiro de todos. Ora, o aborto é, por excelência, uma escolha que depende, em primeira instância, da consciência de cada um, antes de depender de qualquer juízo legal ou moral. Por isso, poderão os liberais portugueses vir a fraccionar-se em razão de muitos outros assuntos. Se o fizerem por esse motivo, é porque provavelmente têm da liberdade uma ideia falseada.

pluralidade

Do artigo "Bem-vindos ao século XIX" de Rui Ramos no Público de ontem:
Algumas esquerdas tiveram no domingo uma vitória de Pirro. Como é que vão agora, sempre que Sócrates maltratar os funcionários, acusá-lo outra vez de não ser de esquerda? Na última semana de campanha, quando o "não" começou a pedir quartel, vimo-lo como o mais duro general do "sim". Mas Sócrates, no fundo, não mudou, No momento do triunfo, ei-lo subitamente, para grande irritação das restantes esquerdas, a introduzir condições à "livre vontade" da mulher, sob o eufemismo de "aconselhamento obrigatório".

Talvez algo tenha mudado no domingo, mas nunca será a revolução que uns desejavam e outros temiam. E terá de ser assim por uma razão: é que o país, tal como Sócrates, também não mudou ....
Se algo define a "modernidade", não é o triunfo exclusivo desta ou daquela ideoogia ou modo de vida, mas a institucionalização do pluralismo. O "não" de domingo não representa o Portugal antigo: é apenas a outra metade de um país fundamentalmente plural ....
Este país e o seu futuro não pertencem ao "sim", nem ao "não". Não entrámos na modernidade no domingo passado. Estamos nela há duzentos anos. .... portem-se como gente grande.

Ainda a propósito do primeiro parágrafo, "Frio, Brilhante e Maquiavélico" de Henrique Raposo no blogue da Revista Atlântico.

quarta-feira, Fevereiro 14, 2007

The effect of drug criminalization is to drive governments from mild stupidity to strong stupidity

Via To The People, "Milton Friedman: interviewed on America's Drug Forum" no Youtube (transcrição):

A blogsfera: um caso de sucesso da regulação nula

"Milton Friedman, Technology Maven" do American.com, via Café Hayek:
Blogging’s greatest “weakness” is thus its greatest strength: Web authors and their sites come with no expectations, claims, or certifications of quality or reliability. Precisely because there is no authority filtering our blogged content, because of this healthy lack of “if it is printed, it must be true”, the reader can and must judge for himself. Instead of floundering helplessly in a sea of (mis-) information (the self-serving admonition from media traditionalists), the internet news-and-entertainment hungry reader develops a knack for picking the cherries out of the innumerable offerings. The blogosphere has something for everyone. Viewpoints are chosen, not dictated, and niches of interest explored, not marginalized.

Católicos liberais (2)


Ainda no seguimento do post do André Abrantes Amaral, importa precisar que o catolicismo liberal não tem, em Portugal, grande tradição política. Sobretudo, não deve ser confundido, como frequentemente acontece, com os católicos progressistas que se opuseram a Salazar. ###

De facto, ao contrário do que sucedeu em grande parte da Europa Ocidental, o pós-guerra não foi um momento de ruptura na vida política portuguesa, não se assistindo aqui ao surgimento de uma alternativa política assente na democracia cristã. Ainda que as relações entre o Estado Novo e a Igreja Católica tenham sofrido alterações nesse período, o certo é que essas alterações, apesar de significativas, não serviam, para afastar a ideia de que o catolicismo era a base do Estado Novo.

Ainda assim, foi sensivelmente neste período de pós-guerra que alguns grupos da Acção Católica começaram a manifestar divergências com o regime de Salazar. Divergências essas amplificadas pelo episódio da carta de D. António Ferreira Gomes a Salazar, pela Editora Moraes, pelo Tempo e o Modo e claro, em larga medida, pela Ala Liberal.

Mas deste movimento intelectual raramente se identificou com os movimentos políticos democratas cristãos europeus. Foram por isso muito raras as tentativas de se caminhar para um movimento político designado de democrata cristão alternativo ao socialismo e comunismo nascidos na clandestinidade e que se assumiam como a única oposição ao regime.

Antes pelo contrário, grande parte desses católicos progressistas abraçou o socialismo ou a social democracia (ou até o comunismo).

Católicos liberais (1)

Destaco o excelente e oportuno post do André Abrantes Amaral n’O Insurgente, sobre os católicos e o liberalismo, que deveria ser lido por todos aqueles que assumem uma inspiração democrata cristã em Portugal.

De facto, ao contrário do que sucedeu em Portugal, a democracia cristã europeia assentou grande parte do seu pragmatismo político na doutrina social da Igreja, erigindo como seus os princípios da subsidiariedade e do desenvolvimento dos corpos intermédios, neles procurando as soluções que afastem o centralismo estatal.

A democracia cristã reforçou constantemente a necessidade de oferecer condições às comunidades intermédias para que estas pudessem exercer o seu papel, despertando a iniciativa e a responsabilidade individual e remetendo o Estado para as tarefas que somente ele possa empreender.

Integrado numa comunidade internacional, à qual pertence e à qual o une a solidariedade, o Estado é apenas mais um corpo intermédio, que deve ter a seu cargo apenas aquilo que efectivamente não puder ser assegurado, de forma mais eficaz, pelos corpos intermédios inferiores.

Pontos de Fuga

Já estão publicados os meus Pontos de Fuga desta semana n'O Insurgente, sobre a "nova direita" e o referendo.

(...) pretender que a nova geração de direita tenha votado em bloco no “sim” neste referendo é, desculpem a franqueza, uma verdadeira tontice. E pretender que quem tenha votado “não” o tenha feito contrariando os pressupostos desta “nova direita” é uma tontice ainda maior. (...)

Se assim é, o que continua a merecer atenção na “nova direita” é a sua liberdade e autonomia. E não, como agora parece pretender a esquerda deslumbrada, a sua rebelião contra as ideologias defendidas pelos partidos da direita.

Leitura muito recomendada

André Abrantes Amaral, "A hora dos católicos liberais?" n'O Insurgente:
Já por diversas vezes tive oportunidade de conversar com pessoas que, sendo católicas, votam PSD ou CDS, mas nem por isso deixam de ser socialistas. Não acreditam no indivíduo, mas na missão de grupo. Gostam da família, mas não confiam na sua ímpar capacidade de sobrevivência e propugnam medidas de apoio familiar por parte do Estado. Preocupam-se com condição miserável do ensino, mas não pedem liberdade na escolha dos programas escolares, nem a privatização das escolas. Acreditam nas obras públicas e no papel dos impostos para a canalização dos investimentos privados. Querem que o Estado interfira na vida privada das pessoas, para protecção daquilo em que acreditam. Vêem no Estado o árbitro da vida em sociedade.
Os católicos devem afastar-se do Estado, realizando fora dele a sociedade em que acreditam. Preocupando-se com o que estudam os seus filhos, devem propor a livre escolha dos programas que consideram mais convenientes. O direito de planearem eles próprios as suas reformas, sem interferência estatal. A liberdade de construção de hospitais e centros de saúde, mesmo que sem apoio dos governos. Desistindo do Estado, os católicos, nas suas preocupações e cuidados, passam à ofensiva e, creio, colocam a extrema-esquerda a defender o indefensável: Um Estado que protege quem não quer por ele ser protegido ....

O modelo macedónico


(via Speaker's Corner Liberal Social)

♪ Música liberal

Na série "espero que a Ayn Rand concordasse":

(clicar para ouvir)
Village People, Macho Man
http://incessant.ath.cx/~homopoikas/mp3/hp-cd/hP!001-05-Village%20People-Macho%20Man.mp3

Every man ought to be a macho macho man,
To live a life of freedom, machos make a stand,
Have their own life style and ideals,
Possess the strength and confidence, life's a steal,
You can best believe that he's a macho man
He's a special person in anybody's land.

O pior português

Com chapeladas e mais não sei o quê, Salazar lá foi eleito o pior português de sempre. Convenhamos que não foi a primeira vez que Salazar (ou alguém por ele) ganhou eleições com chapeladas parecidas.

Valentine’s Day should be more commercial (2)

"This Valentine's Day Celebrate The True Meaning of Love" de Gary Hull no Capitalism.org:
It is regularly asserted that love should be unconditional, and that we should "love everyone as a brother." We see this view advocated by the "non-judgmental" grade-school teacher who tells his class that whoever brings a Valentine's Day card for one student must bring cards for everyone. We see it in the appalling dictum of "Hate the sin, but love the sinner"--which would have us condemn death camps but send Hitler a box of Godiva chocolates. Most people would agree that having sex with a person one despises is debased. Yet somehow, when the same underlying idea is applied to love, people consider it noble.

Love is far too precious to be offered indiscriminately. It is above all in the area of love that egalitarianism ought to be repudiated. Love represents an exalted exchange--a spiritual exchange--between two people, for the purpose of mutual benefit.

Valentine’s Day should be more commercial (1)

"You Treat Me Like Property" de Vedran Vuk no Mises.org:
An ex-girlfriend once told me, "You treat me like a piece of property." As an economics major, my first reaction was: How great that the center of my affection truly understands the way I feel! Butterflies in my stomach, rainbows, unicorns, big red hearts shot through my enamored mind. When someone truly understands you, what can you feel but joy?

If I treated her as if she were my property, after all, it means that I would take care of her, protect her, and treat her well above all things not in my possession.

Suddenly, I realized the look on her face did not reflect the combusting happiness within me.

Then, I realized my error. We are all self owners, she as much as I. But let's say I were treating her like property. That raises the extremely important issue:

"Do you mean public or private property?"

terça-feira, Fevereiro 13, 2007

limitar o que está sem sem limites

"Solidariedade: social ou política?" de José Manuel Moreira no Diário Económico:
Conseguir que a responsabilidade individual e a solidariedade voltem a ser princípios guia da actuação pública no âmbito social, obriga a uma redefinição do Estado Social como “Estado Garantia” (Fernando Adão da Fonseca).
Um combate que exige a reanimação da “solidariedade social” como virtude e a denúncia do seu uso como instrumento político. O “bem-estar para todos” (Erhard) requer a responsabilidade de todos, mas desconfia do entendimento da “solidariedade social” como coacção sobre o dinheiro alheio. Um saque feito em nome do “tirar aos ricos para dar aos pobres” que serviu, afinal, para alimentar o Monstro e a irresponsabilidade dos governantes. Gente que não se sente responsável pela situação a que o País chegou, nem solidária com o empobrecimento e endividamento dos cidadãos, a quem obrigam a cada vez mais “impostos e taxas” de solidariedade para salvar Portugal e, agora, também o Planeta. A solidariedade desta gente não tem limites…

Hi I’m a PC


(Day By Day by Chris Muir)
(clicar para aumentar)

[ PC = Politically Correct | "Get a Mac" Wikipedia ; Youtube ]