segunda-feira, abril 30, 2007

Socialismo e obesidade (1)

Enquanto ainda decorre o Prós e Contras sobre a obesidade: "Obesity and Farm Subsidies" no Volokh Conspiracy, com o artigo "You Are What You Grow" do NYTimes:
A few years ago, an obesity researcher at the University of Washington named Adam Drewnowski .... concluded that the rules of the food game in America are organized in such a way that if you are eating on a budget, the most rational economic strategy is to eat badly — and get fat.

This perverse state of affairs is not, as you might think, the inevitable result of the free market ....

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For the answer, you need look no farther than the farm bill. This resolutely unglamorous and head-hurtingly complicated piece of legislation, which comes around roughly every five years and is about to do so again, sets the rules for the American food system — indeed, to a considerable extent, for the world’s food system .... For the last several decades — indeed, for about as long as the American waistline has been ballooning — U.S. agricultural policy has been designed in such a way as to promote the overproduction of these five commodities [ corn, soybeans, wheat, rice and cotton ] ....

....The result? A food system awash in added sugars (derived from corn) and added fats (derived mainly from soy), as well as dirt-cheap meat and milk (derived from both). By comparison, the farm bill does almost nothing to support farmers growing fresh produce. A result of these policy choices is on stark display in your supermarket, where the real price of fruits and vegetables between 1985 and 2000 increased by nearly 40 percent while the real price of soft drinks (aka liquid corn) declined by 23 percent. The reason the least healthful calories in the supermarket are the cheapest is that those are the ones the farm bill encourages farmers to grow.

Mais do que protestar contra os EUA, talvez seja mais produtivo — e saudável — começar a protestar contra a política agrícola comum...

sniff sniff

Tax Freedom Day e Harmonização Fiscal

Hoje é o Tax Freedom Day nos EUA, o dia em que o americano médio estatisticamente deixa de pagar ao Estado para começar a ganhar dinheiro para si próprio.

Entretanto, para os que entendem que o comunismo fiscal a harmonização fiscal é "vital" para o futuro da União Europeia, recomendo o seguinte mapa dos Tax Freedom Days por estado, nos cinquenta estados dos EUA, ainda o país mais próspero do mundo:


Isn’t that What the Internet Is?

Sir Bob Geldof — "activista", músico medíocre e actor one-hit-wonder —, quer juntar toda a informação que o Homem já produziu.

... Bob Geldof and the BBC announced Tuesday they had joined forces on an ambitious multi-media project to produce a Dictionary of Man that will be a complete record of humanity.

Geldolf said the web-based Dictionary would be a limitless repository of content: an immense, digital catalogue of all current human existence and an enormous resource for the exchange of ideas and information.

Pergunta a Reason: "Isn’t that What the Internet Is?"

Orwell was right (2)

"'Talking' CCTV scolds offenders" (BBC):
"Talking" CCTV cameras that tell off people dropping litter or committing anti-social behaviour are to be extended to 20 areas across England.

Uma Solução Final

Como é que um evento catastrófico que eliminasse a civilização humana resolveria quase todos os nossos problemas ecológicos.

Soco às costelas (4)

No princípio era o socialismo..." de Helena Matos no Blasfémias:
O Partido Nacional Renovador obteve autorização por parte do Governo Civil de Lisboa para efectuar, no 1º de Maio, uma manifestação em Lisboa onde pretende reivindicar «justiça social e combate ao capitalismo selvagem e à luta de classes». (...) Na manifestação marcada para as 16:00, no Largo do Rato, os nacionalistas irão manifestar-se pela «dignidade do trabalhador português» e pelos seus salários no âmbito da defesa das empresas portuguesas, da agricultura, da pesca e do comércio, refere o site oficial do partido.

Esta coincidência de objectivos entre aquilo que designamos como extrema-direita e boa parte da esquerda não é de agora. O berço donde provêm é o socialismo.

Parlamentarismo (2)

Não sei porquê, fez-me lembrar o ano de 1994, quando o Presidente da República elogiava o presidente do CDS por fazer melhor oposição ao Governo que o maior partido da oposição... Outro que brilhava nas bancadas era o comissário máximo do Bloco...

ADENDA: "Portas quer AR com modelo britânico" (Diário Digital)

Wikisky


Google Maps for the sky : Wikisky (via Infosthetics)

Orwell was right

"Britain becoming a Big Brother society, says data watchdog" (The Independent):
Civil liberty campaigners have already warned that Britain is becoming a Big Brother society where its citizens are increasingly being watched. There are more than four million CCTV cameras in this country, one for every 14 people, and the national DNA database which was set up by police to combat crime now holds 3.5 million profiles.
More than 300 of the cameras with built-in microphones have been fitted in benefit offices and city centres. The equipment can pick up aggressive tones on the basis of decibel level, pitch and speed at which words are spoken.
.... the information commissioner, will say that the public needs to be made more aware of the "creeping encroachment" on civil liberties created by email monitoring, CCTV and computer tracking of our buying habits.

Nenhuma ideologia totalitária admite concorrência (2)

Do PCP ao estrangulamento constitucional, "Programa do Partido Nacional Socialista Alemão dos Trabalhadores" no Blasfémias.

Unflinching Triumph


youtube trailer | website e filme

domingo, abril 29, 2007

sobre as verdades oficiais

"Separação entre o Estado e todas as religiões" de João Miranda no Blasfémias:
E se a Democracia e a Liberdade são assim tão boas então não há que temer pelo futuro. A não ser que se desconfie da Democracia e da Liberdade. A não ser que se desconfie da capacidades dos indivíduos de usar a sua liberdade para descobrir por si mesmos que a Democracia e a Liberdade são coisas boas dignas de ser comemoradas. A não ser que se acredite que a Democracia e a Liberdade não seriam celebradas espontaneamente pelos indivíduos que vivem em Democracia e Liberdade.

Jalousie?? (3)

Via O Inominável, "Hate France? Royal’s your (wo)man de James Conway:
.... I .... am proud to endorse Ségolène Royal for the French presidency ....

For you see, ladies and gentlemen, all my life I have had but a few humble dreams; one of them is the destruction of France. This is why, every four years, I usually endorse Jean-Marie Le Pen for the presidency—that far-right, xenophobic racist represents the true France, a France that has a dangerous superiority complex regarding its own culture and relevance, a France that is in a state of denial about how little its opinions truly matter on the world stage, a France that frankly should be destroyed .... This time around, they were smart enough to avoid that embarrassment, but Royal is still a step in the right direction.

Soco às costelas (3)

"Sabiam que?, Paulo Pinto Mascarenhas no blogue da Revista Atlântico:
.... a extrema-direita diz exactamente o mesmo que a extrema-esquerda e o efeito é de espelho. A saber: “não ao capitalismo selvagem”, “não à globalização”, “pela protecção dos trabalhadores portugueses”, “é preciso proteger as empresas portuguesas”. O PNR tem um discurso próximo do PCP, do BE e da ala mais à esquerda do PS ....

Essa não percebi...

Porque é que haveria João Soares de "regressar"... enquanto decorre um processo envolvendo a Bragaparques?

Ai como é bom assim acordar


Anna Netrebko no Bomba Inteligente

sábado, abril 28, 2007

Capitalism for kids (2)


(via Alina Stefanescu)

the terrain of ethics is fractal

"Simple Approximations to a Fractal World" por Matt McIntosh do Catallarchy:
.... the terrain of ethics is fractal, and deciding whether something is right or wrong is analogous to deciding whether a point lies on the inside or the outside the fractal’s boundary.

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When you’re far from its boundary that’s an easy call to make: you can approximate the boundary with a simple curve such as an ellipse and use that rough heuristic to make the judgement. But because the boundary exhibits ever-finer levels of “roughness” as you look more closely at it, you need ever-more nuanced approximations the closer the point is to the actual boundary. A hypothetical example that seems to show that a proposed ethical rule gets the wrong answer in some cases is merely a way of showing that a proposed approximation passes through the boundary.

There is no easy way to decide every case a priori, simply because in order to do so we’d need to know the complete perimiter, which, having finite minds, we can never do in practice. This is why anyone who claims to be able to decide all possible ethical questions based on a few simple and self-evident axioms is selling snake oil: There’s no such complete set of axioms, and the best we can hope for is an approximation that serves us well in all the sorts of cases we’ve tested it against up to now. Rules are, in a sense, made to be broken – and then reshaped anew. But equally important for beings with finite minds, our decisions come more quickly and easily the simpler our approximation is, which is why we should seek for rules that are (in the words of some German wiseguy) as simple as possible – but not simpler.

O liberalismo visto pelos seus opositores (2)

No seguimento de "O liberalismo visto pelos seus opositores", um representante dos "opositores":

Geração de 60

O A Arte da Fuga dá as boas vindas ao novo novo blogue colectivo Geração de 60!

.... o «Geração de 60», enquanto espaço plural de debate que se deseja imodestamente sério e inteligente, é uma contribuição egoísta para a defesa da nossa própria liberdade.

"There’s no such thing as other people’s children" (2)

"Why Mommy is a Democrat":

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"There’s no such thing as other people’s children"

"Communism For Kids", excertos de um artigo cuja leitura integral é recomendada:
Hillary, though, is not really someone to be dismissed with laughter. She wields immense power; and, as this book makes clear, she has a chilling agenda in store for our children. However hard she tries, she cannot disguise her totalitarian urges.
But of course Hillary is not here engaging in rational argument. She wishes rather to implant a picture in the readers mind. Parents, left to themselves, are dangerous to children; they must be suitably guided by experts. "Recent discussions in neuroscience, molecular biology, and psychology have given researchers a whole new understanding of when and how the human brain develops. Their findings are a crucial kind of coaching that can show parents and other caregivers how to elicit a childs full potential".

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I fear that Hillary has rather more in mind for her young charges .... Large schools, with "sparkling classrooms" are of course the order of the day. She warns against family day care: standards cannot be readily supervised, and care not under the supervision of Big Sister may be unscientific.
Hillary, ever alert to the menace of spontaneity, does not disappoint us. The state must follow an active policy of family planning: "It is tragic that our country does not do more to promote research into family planning and wider access to contraceptive methods because of the highly charged politics of abortion" ....
The use of claims of abuse to place children in the hands of experts is dear to the heart of our author. .... Hillarys avidity to seize children from their natural parents makes ones blood run cold.
At times, Hillary poses as the champion of family values .... "Some courts now require that divorcing parents attend classes and learn about the potential effects of divorce on their children. They are given training" ....

Mary Jane is cool

"Kirsten Dunst Admits She Smokes Marijuana":
Kirsten told Britain's Live magazine: "I drink moderately, I've tried drugs. I do like weed. I have a different outlook on marijuana than America does.

"I've never been a major smoker, but I think America's view on weed is ridiculous. I mean - are you kidding me? If everyone smoked weed, the world would be a better place."

The actress insists she would never overindulge in drug taking, but says smoking marijuana can be inspirational.

She said: "I'm not talking about being stoned all day, though. I think if it's not used properly, it can hamper your creativity and close you up inside. My best friend Sasha's dad was Carl Sagan, the astronomer. He was the biggest pot smoker in the world and he was a genius."

What goes around comes around

Ontem no Público, "Nova lei impede arquitectos de intervir no espaço público".
A Ordem dos Arquitectos (OA) acusa o Governo de discriminar os arquitectos no texto da proposta de lei que o Ministério das Obras Públicas (MOP) vai levar a debate na Assembleia da República na próxima quarta-feira, visando criar um novo regime de qualificação profissional para os técnicos responsáveis pela elaboração e subscrição de projectos e pela fiscalização de obras públicas ou particulares.
Helena Roseta, bastonária da OA, diz que o projecto "é restritivo e preconceituoso para com os arquitectos", já que exculi a possibilidade de eles poderem desenhar no espaço público - praças, ruas, jardins - e confina a sua intervenção unicamente a projectos de edifícios. E deu conta dessas críticas e preocupações ontem mesmo ao ministro Mário Lino

A Ordem dos Arquitectos tem sido protagonista da mais flagrante campanha de teor corporativista dos últimos tempos, visado ganhar para os arquitectos o monopólio da arquitectura de licenciamento municipal (a infame revisão da famosa lei 73/73). Com a contribuição do Estado, a concorrência no sector está para ser diminuída, com o patético argumento que a "qualidade" de um projecto de arquitectura é determinada por quem o assina, e não pelas disposições objectivas que nele estão consagradas.

Agora, dá-se o backlash.
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Os arquitectos estão para serem vedados de projectos que não sejam os de edifício. Mas porque é que terão de ser? Não há qualquer razão científica. Se um projecto para exteriores cumprir os regulamentos, devia ser elegível para licenciamento. Acontece que a OA aceitou entrar no jogo perverso de colocar as profissões dentro de caixas estanques. Tal como engenheiros não poderão fazer arquitectura, também arquitectos não poderão aprender a ser melhores profissionais com o desenho no espaço público, ou fiscalização de obras públicas.

Como é óbvio, para que um projecto seja "conforme" basta que cumpra e demonstre ter cumprido toda a regulamentação vigente, assim como boas práticas. E que se responsabilize civil e criminalmente por ele. É indiferente quem o elabora. E é para isso que deve servir a instrução especializada na área das profissões liberais - para preparar profissionais para melhor competirem num mercado aberto. E não com antecâmara de clubes profissionais privados, de monopólios garantidos pelo Estado para prejuízo de toda a sociedade.

Esta filosofia é de loucos. Quando as actividades profissionais estiverem todas compartimentadas, até o corporativismo deixa de ser concorrencial. Vira-se para dentro. Tal como hoje em dia existe um regimento de alvarás, cedo teremos que só alguns engenheiros poderão projectar ou executar alguns tipos de estruturas, e que só alguns arquitectos poderão desenhar alguns tipos de edifícios, e assim por diante.

Tudo em nome da "qualidade", do "prestígio" e de outras concepções vagas como intelectualmente desonestas, que são sempre usadas pelo chauvinismo de classe profissional.

...and wash all this scum off the streets

diagnóstico da batalha cultural

"Trinta e três anos de engodo" de Rodrigo Moita de Deus no 31 da Armada:
Durante trinta e três anos deixámos que a esquerda definisse as regras pelas quais a comunicação social se deveria governar. Deixámos que a esquerda estabelecesse o que é bom e mau jornalismo. O que é aceitável e reprovável eticamente. Deixámos que a esquerda implementasse esse extraordinário conceito da "isenção". Conceito descrito e regulado por sindicatos, colégios deontológicos e entidades reguladoras controladas por “isentas” figuras de esquerda.
E o que faz a direita? Adapta-se? Claro que não. Ingénua repete um discurso com trinta anos. Reclama “isenção”. Isenção nos media públicos e (pasme-se) isenção nos media privados. Discurso que esbarra nas regras de mercado que a direita (supostamente) defende.

Soco às costelas (2)

A extrema-esquerda bem-pensante passa a vida a tentar ridicularizar os liberais por verem ameaças à democracia liberal, "bichos-papões", em todo o lado; mas ao mínimo sinal de vitalidade de movimentos que defendem totalitarismos alternativos, a extrema-esquerda entra em frenesim, histeria e delírio. O fascismo vem aí.

No campo liberal, o discurso mantém-se. Pois bem pode estar a caminho. "Freedom is a fragile thing and is never more than one generation away from extinction" (Ronald Reagan). As democracias não devem criar mecanismos legais que preparem o caminho às tiranias do futuro. Não ao fascismo de direita, não ao fascismo de esquerda.

Confortably Numb (2)

Parlamentarismo

"Portas, de regresso à Assembleia, já «mexe»" (Portugal Diário)
O líder do CDS-PP, Paulo Portas, desafiou o primeiro-ministro a aceitar novas regras para o debate mensal no Parlamento, que o tornem mais curto e mais frequente, um repto que mereceu a concordância de José Sócrates, noticia a agência Lusa,

"BE propõe debates quinzenais sem tema pré-fixado":
O projecto de resolução do Bloco de Esquerda, hoje entregue na Assembleia da República, sugere a realização de um debate quinzenal com o primeiro-ministro, sem tema pré-fixado, a uma só ronda, e um debate sectorial mensal com um ministro, em plenário.

Does beauty transcend?

"Pearls Before Breakfast" no Washington Post:

Joshua Bell
(aqui audio do recital)
He emerged from the metro at the L'Enfant Plaza Station and positioned himself against a wall beside a trash basket. By most measures, he was nondescript: a youngish white man in jeans, a long-sleeved T-shirt and a Washington Nationals baseball cap. From a small case, he removed a violin. Placing the open case at his feet, he shrewdly threw in a few dollars and pocket change as seed money, swiveled it to face pedestrian traffic, and began to play.
No one knew it, but the fiddler standing against a bare wall outside the Metro in an indoor arcade at the top of the escalators was one of the finest classical musicians in the world, playing some of the most elegant music ever written on one of the most valuable violins ever made. His performance was arranged by The Washington Post as an experiment in context, perception and priorities -- as well as an unblinking assessment of public taste: In a banal setting at an inconvenient time, would beauty transcend?
So, what do you think happened?

ADENDA: Youtube no Blue Lounge.

Oops... capitalism has done it again

"Remember when they were going to take all our jobs?" de Russel Roberts no Cafe Hayek:
The AP reports .... that the IT industry in India has troubles.

First problem, not enough workers. That is, trained workers....

The second problem is rising wages ....

Actually, this is a feature, not a bug. When your services are in demand, wages rise. That's GOOD for India, at least for Indian workers of which there are many ....

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The problem in India which the reporter, Tim Sullivan recognizes, is lousy schools. (Hmm, I wonder if they're public or privately run?)
Much of the problem is rooted in a deeply flawed school system.

"Everything else is forgotten: the capacity to think, to write, to be logical, to get along with people," Pai said. The result is smart, well-educated people who can have trouble with such professional basics as working on a team or good phone manners.

The private response:
The biggest companies have built elaborate training centers. The Mysore campus, for instance, was little more than scrub-filled fields when Infosys, India's second-largest software firm, based in the nearby technology hub of Bangalore, began building here in earnest three years ago ....

Infosys spent $350 million on the campus, and will spend $140 million this year on training, said Pai, the human resources chief.

"This is the enormous cost we have to pay to ensure we have enough people," he said.

Comfortably Numb

Soco às costelas

Cada vez que a extrema-direita se pronuncia contra o capitalismo, a extrema-esquerda geme.

sexta-feira, abril 27, 2007

Fair-play

Como defensor do right to bear arms, tenho de admitir que uma barra de ferro pode ser um meio de defesa legítimo*... agora very-lights e cocktails molotov não estou a ver bem qual é a ideia...

* quando acompanhada da respectiva guia de remessa, pois claro.

Rostropovich


Mstislav Rostropovich, por Salvador Dali

Morreu o violoncelista russo Mstislav Rostropovitch

quinta-feira, abril 26, 2007

Ron Paul Signs Pledge to Never Raise Your Taxes


ARLINGTON, VA – Presidential candidate Ron Paul (R-TX) today pledged to the American people that as president he would veto any bill that raised their taxes. The pledge, sponsored by Americans for Tax Reform, is offered to all presidential candidates as a way to distinguishes real fiscal conservatives from tax-and-spend, big-government politicians.

After signing the pledge, Dr. Paul issued the following statement:

“Signing the Taxpayer Protection Pledge was easy for me. During my 10 terms in Congress, I have never voted to raise taxes, and I never will. To be honest, I can’t understand why a Republican wouldn’t sign it.

Liberty is best served when Americans keep more of their own, hard-earned money. I think taxes should be as low as possible. As president, I would work to lower taxes for every American as I have for years as a member of Congress.”

Stupid offsets (2)

No seguimento de Stupid offsets, "Industry caught in carbon ‘smokescreen’ (Financial Times):
The FT investigation found:

- Widespread instances of people and organisations buying worthless credits that do not yield any reductions in carbon emissions.

- Industrial companies profiting from doing very little – or from gaining carbon credits on the basis of efficiency gains from which they have already benefited substantially.

- Brokers providing services of questionable or no value.

- A shortage of verification, making it difficult for buyers to assess the true value of carbon credits.

- Companies and individuals being charged over the odds for the private purchase of European Union carbon permits that have plummeted in value because they do not result in emissions cuts.

Não seria muito mais eficiente os Estados fixarem administrativamente os preços dos offsets? Obviamente que está a haver aqui uma falha de mercado!

todos os grupos religiosos devem envolver-se nas causas ambientais


"Conselheiro do Papa diz que Bento XVI devia lembrar a Bush perigos das alterações climáticas" (Público)

E onde estava o 31 da Armada no 25 de Abril?

Não há prequel para este excelente trabalho?


Mário Tomé e Rui Ramos falam sobre o 25 de Novembro num exclusivo para a 31TV

Jalousie?? (2)

Via EU Rota:
If you ever wonder how the world press (and by natural extension the left) would react to D-Day during WWII, look no further:

HOW THE D-DAY INVASION WOULD BE REPORTED BY TODAY'S PRESS

NORMANDY, FRANCE (June 6, 1944) Three hundred French civilians were killed and thousands more were wounded today in the first hours of America's invasion of continental Europe. Casualties were heaviest among women and children. Most of the French casualties were the result of artillery fire from American ships attempting to knock out German fortifications prior to the landing of hundreds of thousands of U.S. troops. Reports from a makeshift hospital in the French town of St. Mere Eglise said the carnage was far worse than the French had anticipated, and that reaction against the American invasion was running high. "We are dying for no reason, "said a Frenchman speaking on condition of anonymity. "Americans can't even shoot straight. I never thought I'd say this, but life was better under Adolph Hitler."

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The invasion also caused severe environmental damage. American troops, tanks, trucks and machinery destroyed miles of pristine shoreline and thousands of acres of ecologically sensitive wetlands. It was believed that the habitat of the spineless French crab was completely wiped out, thus threatening the species with extinction. A representative of Greenpeace said his organization, which had tried to stall the invasion for over a year, was appalled at the destruction, but not surprised. "This is just another example of how the military destroys the environment without a second thought," said Christine Moanmore. "And it's all about corporate greed."

Contacted at his Manhattan condo, a member of the French government-in-exile who abandoned Paris when Hitler invaded, said the invasion was based solely on American financial interests. "Everyone knows that President Roosevelt has ties to 'big beer'," said Pierre LeWimp. "Once the German beer industry is conquered, Roosevelt's beer cronies will control the world market and make a fortune."

Administration supporters said America's aggressive actions were based in part on the assertions of controversial scientist Albert Einstein, who sent a letter to Roosevelt speculating that the Germans were developing a secret weapon -- a so-called "atomic bomb". Such a weapon could produce casualties on a scale never seen before, and cause environmental damage that could last for thousands of years. Hitler has denied having such a weapon and international inspectors were unable to locate such weapons even after spending two long weekends in Germany. Shortly after the invasion began, reports surfaced that German prisoners had been abused by American soldiers. Mistreatment of Jews by Germans at their so-called "concentration camps" has been rumored, but so far this remains unproven.

Several thousand Americans died during the first hours of the invasion, and French officials are concerned that the uncollected corpses will pose a public-health risk. "The Americans should have planned for this in advance," they said. "It's their mess, and we don't intend to help clean it up."

Jalousie??

"Será?" de Paulo Pinto Mascarenhas no blogue da Revista Atlântico:
“.... Jacques Attali .... wrote that, far from switching to an Anglo-Saxon free market economy .... ‘The rest of the world criticises us because it is jealous,’ he concluded. The argument may be elephantine, but it is undoubtedly a winner with the millions of French voters who depend on the French state, and who may yet sabotage Mr Sarkozy’s best efforts to lead them towards the world economy.”

Cá vai mais inveja:
The Communists were promising retirement for all state employees at age 35. The Socialists were proposing absolutely nothing because they couldn't elect a leader who would propose things. The centre-right parties (of which there were about ten) were all promising employers that they would no longer have to pay workers and would be exempt from prosecution for any industrial pollution that killed fewer than 100,000 people. The far right was proposing, less realistically, to have immigrants barbecued in every place du marché on Friday nights. And in a similar vein, the rural party promised to change the law on endangered species so that hunters could now shoot dodos, unicorns, mermaids and American tourists.

Bloguismo de sarjeta

Alaíde Costa, 19 meses atrasada, esturricada, e revisteira atlântica, num comentário a um post cá da casa:
... tua desprezível condição de jacaré desdentado, com hálito a peixe podre e língua rebarbador muito gasto!!!!

Capitalism for kids


(para quem quiser passar à frente, é aos 4'49")

multiculturalismo é um grande erro e um fracasso

"José María Aznar: multiculturalismo é um grande erro e um fracasso" (Público online):
"Dizem que o multiculturalismo é o exemplo máximo de tolerância. Não é assim. Haver uma lei igual para todos é que é tolerância" ....

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Para o antigo presidente do governo espanhol, Bento XVI proferiu "a frase mais inteligente" de entre todas as que ouviu nas "centenas de discursos" sobre os 50 anos do Tratado de Roma, ao afirmar que "a Europa está condenada a ser inexistente".
"A responsabilidade de um líder é expandir a liberdade, a democracia, os direitos humanos, o estado de direito e a igualdade entre homem e mulher", frisou, enaltecendo o facto de estes valores serem hoje partilhados por muitos países e não apenas pelos Estados ocidentais.
... "é possível e recomendável baixar os impostos" num país que esteja a combater um défice excessivo. "Fiz isso duas vezes. E essa baixa dos impostos resultou em mais crescimento, mais emprego e mais prosperidade", realçou.

"a percepção da má qualidade dos serviços públicos deixou de crescer"

"Função Pública quer recompensa pelo mérito" (Portugal Diário):
A avaliação e recompensa pelo mérito e a capacidade de gestão dos recursos humanos em função dos objectivos é consensual entre os dirigentes, sendo mesmo apresentada como uma pedra basilar da mudança e do aumento de produtividade na Administração Pública.

Recordo o meu artigo "O mito da meritocracia":
A Administração Pública funciona mal porque é monopolista e porque o seu financiamento não depende da satisfação das necessidades das pessoas. Tem que deixar de estar materialmente protegida da sociedade e ser sujeitada a uma concorrência que lhe sirva de comparação e incentivo. Não é o sistema burocrático que tem de ser liberalizado, porque esse ninguém o quer, mas sim muitos serviços que o Estado presta em exclusividade, sem outra razão que não seja perpetuar o poder e o "mérito" de políticos e burocratas.

Hamas

Nu e cru, no Kontratempos.

Hoje nas bancas

A Revista Atlântico do mês de Maio. Este vosso amigo, em parceria com o meu camarada insurgente André Abrantes Amaral, tem um artigo publicado nesta edição, Os Católicos e o Estado Laico, cujo primeiro parágrafo aqui fica:

Os católicos portugueses nunca procuraram uma alternativa ao Estado na sociedade. Ao invés, tentaram moldá-lo à sua imagem e semelhança. Numa postura de constante imposição, quiseram que este satisfizesse as suas simpatias, respondesse aos seus anseios, mesmo que à custa das vontades alheias. No que se pode considerar uma visão egoísta do Estado, ‘aprisionaram’ a direita portuguesa, dando-lhe primazia, primeiro no apoio concedido a Salazar e, já depois do 25 de Abril, votando maioritariamente nos partidos que os queriam representar.

sobre a liberdade de expressão (2)

Esta comoção com a saída de Pedro Arroja do Blasfémias, bem sintetizada, por exemplo, pelo Rui Castro no Incontinentes Verbais, parece deslocar perigosamente a liberdade de expressão para uma positivação em que nada a beneficia, como o post liberdade de expressão do João Luís Pinto no Small Brother (e citado abaixo) bem notou.

Para além dos perigos em que esta positivação enreda a liberdade de expressão, tornando-a dependente de terceiros e como que carecendo outorga estadual, outro aspecto me parece importante realçar em todo este episódio e que se prende com a importância da liberdade de não ouvir e não ver o outro.

Esta liberdade que temos, tantas vezes descuidada, conduz a grande parte das proibições que vamos criando na nossa sociedade. Esquecidos que estamos de que não temos de conviver com o que não gostamos, damos por nós a defender proibições que nos protejam de realidades que, em rigor, não temos de enfrentar. ###

É por isso que o Pedro Arroja pode continuar a escrever todos os posts que quiser. E pode, contra as minhas mais profundas convicções, continuar a elaborar teses sobre comunidades, dotando-as de um sentir comum. Não preciso de o proibir de o fazer. Não preciso de pedir ao Estado que regule a opinião e decrete assuntos proibidos. E porquê? Porque tenho a liberdade de não o ler e, se comigo partilhar um blogue, liberdade de com ele não escrever.

De cada vez que nos chocarmos com saídas destas e as apelidarmos de censórias ou atentatórias do espírito democrático, mais não estamos do que a alienar as nossas liberdades e a convocar, desta vez sim, a censura que um dia chegará para tratar da sanidade da democracia. Basicamente, o sinal que damos ao Estado é o de que não temos meios próprios para nos defender das opiniões que consideramos manifestamente intoleráveis...

De pé, famélicos da terra!

Via Lifecooler, concurso das 7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa:


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As minhas escolhas: Cozido à Portuguesa, Queijo da Serra da Estrela, Pastel de Nata, Alheiras de Mirandela, Arroz de Cabidela, Ovos Moles de Aveiro, Migas

sobre a liberdade de expressão

"liberdade de expressão" de João Luís Pinto no Small Brother:
.... a tentação de conceber a liberdade de expressão de um modo positivado é .... um erro. Um erro porque se submete inevitavelmente aos compromissos não necessariamente justos da democracia, além de convergir para deixar como "autorizado" e legal exactamente o exercício de liberdade de expressão que não precisa de defesa, por incipiência. Além de permitir e conferir a entidades externas, nomeadamente ao estado, o poder de interceder entre emissor e receptor de um discurso que até seja tolerado pelas duas partes.

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Pedro Arroja não têm um "direito" à liberdade de expressão. Não tem o direito a forçar a sua opinião e a sua presença à instituição privada para que foi convidado. O Pedro Arroja continua a ter, e não foi minimamente beliscada, a sua liberdade de expressão: a liberdade de dizer o que quiser (infelizmente actualmente limitado pela lei), de abrir um blog para o dizer, de montar um jornal, de imprimir panfletos e distribuí-los na vizinhança com o que lhe passar na cabeça. Essa liberdade ninguém lhe tirou ou limitou. E isso é que é liberdade de expressão. Não é qualquer direito a alguma forma de "quota" inamovível ou de tempo de antena, à custa dos recurso geridos privadamente por terceiros e da sua vontade.

M|C.die.die.die

Na sequência de "Portugal dos Pequeninos [6]" no Câmara Corporativa, é caso para perguntar:

Trinta e três anos depois, que contas pode prestar "a democracia" às pessoas que viram o seu capital ser expropriado — e desbaratado— no "investimento público" nessa nebulosidade medíocre que é a "cultura" subsidiada deste país?

Que "cultura" é que o novo regime nos lega?

NOTA: o título do post quer dizer "morte ao Ministério da Cultura", em linguagem newsgroup.

Socialism is a system... (2)

Agora caros camaradas...




:P[AMN] :P:P[AA]

o bom caminho da servidão

"Um mau caminho para a Liberdade" de José Pacheco Pereira no Abrupto:
.... a essência da liberdade de expressão e repito-o pela milésima vez: é o direito do outro pensar de uma forma que me parece no limite obscena e vergonhosa. Mas é assim a liberdade e qualquer criminalização do pensar e do dizer é liberticida.

A obsessão actual de criar sociedades "limpas" da violência, da mentira, da crueldade, do racismo, da xenofobia é um dos aspectos mais liberticidas em curso nas democracias ocidentais e tem vindo a agravar-se nos EUA e na Europa. Do tabaco ao Holocausto, da pornografia ao fast food, dezenas de leis nos protegem do mal. Pode-se dizer que criminalizar a negação do Holocausto não é a mesma coisa que proibir fumar em público. De facto não é, é mais grave. Mas a atitude geral é a mesma absurda, prepotente, liberticida obsessão que nos chega do Estado e dos governos em obrigar-nos a "viver bem" e a "pensar bem", ou a ir para a prisão.

quarta-feira, abril 25, 2007

Citação

In a revolution, as in a novel, the most difficult part to invent is the end.

Alexis de Tocqueville

Um massacre progressista

Excelente artigo "Bowling For Virginia Tech: Who Made Him Do This?" no Pajamas Media:


Che Guevara also believed that “a revolutionary must become a cold killing machine motivated by pure hate.” Che had killed many more “rich kids” than Cho - yet his deeds are glorified by Hollywood, his writings are published worldwide, and his pictures are plastered over the t-shirts of a new generation of “rich kids” - the faceless class enemy whom Che would not hesitate to shoot given the chance. Both Che’s and Cho’s speeches are equally delusional - so why does Che get a pass and Cho doesn’t? Because Cho had only killed 33 “rich kids” instead of 33,000? Or because Cho’s mental disorder was documented by a professional psychiatrist?

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.... radical “progressive” ideology (a broad term embracing many offshoots of Marxism) dehumanizes people .... In the politically correct book of “progress,” man is no longer judged by the content of his character - but by the color of his skin, class, income, ethnicity, sexual orientation, or any other secondary attribute .... man loses his unique individuality and becomes a mere social function, a drone in a collective, a peg in the machine, a sacrificial animal on the altar of “progress.”

“Progressivism” remains more or less benign as long the nation on which exists like a parasite remains wealthy .... “Progressive” ideology denies moral absolutes, yet it assumes the moral authority to give a license to kill in the name of a delirious utopia.
Besides acting as a catalyst on a depressed mind, “progressive” education is also a major cause of depression in itself. Imagine growing up while believing that yours is the worst country on the planet, guilty of death and suffering of millions of poor people worldwide, who are being wantonly killed, robbed, enslaved, raped, and tortured so that your mom could shop at the mall and your dad could fill up the tank. The species are dying, the rainforest is dwindling, the ozone hole is growing, and the globe is warming. If it is frightful enough to turn a sensitive adult into a guilt-ridden neurotic, think about a ten-year-old who, in addition, lives with the fear that if we all don’t die of skin cancer by the age of thirty, global warming and raising sea levels will finish everyone off anyway.
Could those educators who impose such insanity on their students please explain if there is anything, in their view, left in this world for our children to live for?
.... Which makes me wonder just how many more mentally disturbed kids might become ticking bombs by next Tuesday, and how long it will take before a new self-righteous “avenger” files off the serial number on his gun and starts shooting at the closest bunch of “rich kids” in retaliation for some imaginary injustice. Without doubt his last words will be, “You made me do this.”

Socialism is a system...

Lucre Sermat

Leitura recomendada: "Ordem proíbe “mercantilização” da advocacia" de Luís Silva n'O Insurgente:
.... numa altura que se comemora a “liberdade”, este conceito ainda está bem longe de ser prevalecente na sociedade e de como, instituições como a OA procuram activamente limitar o livre estabelecimento bem como a liberdade de escolha, neste caso de quem procura serviços jurídicos. ....

Stupid offsets

Via Reason, "Ugly? Stupid? A Jerk? Relax, Your Worries Are Over de Lore Sjöberg no AltText da Wired:
You've heard of carbon offsets, right? The idea here is that you can keep your air conditioner running constantly from April through September, and your heater the rest of the year, and run a load of laundry just to wash a bow tie and a pair of Speedos, and you and your spouse can drive two separate SUVs two blocks to purchase a coal-powered water heater, and it's all ecologically copacetic because you gave some money to some company that's trying to save the world from people like you. Just a few thousand dollars can convert you from an atmosphere-despoiling narcissist to a fern-fondling flower child without you having to change your lifestyle in the least.

Claro que muita gente acha este procedimento o supra-sumo da moralidade e da honestidade intelectual.

Atlântico - novo site


novo site da Revista Atlântico (mudem os vossos links!)

Sexual healing (3)

Adolfo, uma e outra vez, está a ser injusto.

Do Songun Blog, "True Face of Amerikkka", uma denuncia impiedosa da podridão civilizacional americana!

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Amerikkka is the ugly country of warmongering capitalist US imperialism where criminal gangs of mimes roam the subway at will abusing cats and setting cars on fire.

It is a living hell under the police state oppression where even a roof under your feet is no protection from the wickedness of the genocidal nazi international jewry and their constant lawless brawlings and jaywalking, leaving no room for joy and hope.

A place where children suffer harshly under sex slavery of working in the secret Texas Halliburton salt mines hidden on the Bush ranch holding Klu Klux Klan meetings to promote hate and bigotry on a daily basis.

THIS is the True Face of Amerikkka.

freedom fighter

"Exporting Hope", entrevista do Acton Institute a Mart Laar, ex-Primeiro-Ministro da Estónia:
I don’t understand Western intellectuals who continuously support the Marxist ideas. I am always interested in asking [kids in Che Guevara t-shirts] if the next t-shirt they wear will show Hitler. I don’t understand why someone who kills one or ten persons is called murderer and someone who kills hundreds of thousands of people is called a hero. And when someone kills millions of people, he is called a great statesman. That’s something that is very hard to understand. And I especially don’t understand the people who say that maybe communism might have worked if we had done it differently. Do what differently? Kill more people? The only way to keep communism alive is to kill significantly more people, because communism is based on massive violence and fear.

terça-feira, abril 24, 2007

Accountability é para os outros

"PSD contra registos de interesses na Internet " (DN Online):
A ideia de os deputados verem as suas declarações de interesses plasmadas no sítio da Internet da Assembleia da República - como consta do projecto de reforma liderado por António José Seguro - não agrada à generalidade dos deputados do PSD. Outra proposta que parece não colher grande simpatia junto dos sociais-democratas é a publicação, também online, da folha de faltas dos parlamentares, bem como as respectivas notas de justificação das ausências.

Um autocarro cheio de demagogia

Ontem, Marques Mendes deslocou-se ao Poceirão para ver com os seus olhos, de perto, os terrenos onde poderia ser instalado o novo aeroporto internacional de Lisboa. Um perito declarou que bastava um autocarro cheio de deputados para a bondade daquelas alternativas técnicas viesse ao de cima. De facto era uma tragédia que nem todos os lugares do autocarro estivessem preenchidos.

Parasitismo

Hoje, no Público ("Sindicatos e interesse público"), Vital Moreira dá ao povo mais uma demonstração da sua despudorada falta de honestidade intelectual:
.... a experiência mostra que os sindicatos costumam ser mais intransigentes no sector público que no sector privado. Não é por acaso que as condições laborais no sector público são regra geral mais favoráveis do que nas correspondentes actividades no sector privado.

Não é de crer que os sindicatos nacionais, e especialmente a Fenprof, federação sindical dos professores da CGTP, estejam em conluio com o grande capital privado, recusando-se a com ele "negociar" as condições laborais dos seus associados.
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VM critica os sindicatos por "defenderem a escola pública" ao mesmo tempo que são incapazes de praticar uma auto-censura social que os leve a perceber que prejudicam o "interesse público" que tantas regalias lhes deu.

Claro que o mecanismo não é esse. Nos privados, os sindicatos reclamam dinheiro que os consumidores podem não estar dispostos a gastar se os serviços pioraremm, o que acarreta riscos de falência e despedimento do pessoal gestor. Logo, há uma tensão virtuosa que garante que os salários e condições laborais têm alguma correlação com o valor do serviço prestado.

No público, os sindicatos pedem dinheiro do contribuinte, que paga sem se queixar porque a isso é obrigado; no processo, aumentam as regalias dos funcionários, os seu próprio poder negocial, o poder dos chefes dos serviços públicos. E se o serviço piorar, paciência, um dia fecham-se serviços. E um dia nem Estado é atraente como empregador.

Há uma "razão lógica para que os sindicatos encarem de maneira radicalmente diversa as empresas públicas e as privadas". E não é porque brigam mais de um lado do que do outro. Junto às empresas privadas, têm de produzir valor. Junto às públicas, podem seduzir políticos ou burocratas, ou limitar-se a chantagear o Estado, utilizando para o efeito poderes legais que são um absurdo numa sociedade livre.

Só há uma solução, como é óbvio: o dinheiro que se destina às pessoas para "serviços sociais" nem ser tributado; ou alternativamente ser-lhes dado na condição de ser de facto usado em "serviços sociais" - públicos ou privados, num mercado concorrencial, onde os sindicatos teriam de fazer pela vida em vez de parasitarem a dos outros.

Antes e depois

Regionalização - assim sim (3)

"Jardim farto das «leis tontas» de Lisboa" (Portugal Diário) [ os destaques são meus ]:
«Por que é que eu hei-de pagar impostos mais altos que são uma calamidade para a economia só porque Lisboa quer?», perguntou João Jardim, ao mesmo tempo que enumerava que apenas os direitos, liberdades e garantias individuais, a segurança, a política estrangeira e as Forças Armadas devem ser comuns.

segunda-feira, abril 23, 2007

O horóscopo de Arroja

O Pedro Arroja vai desfiando os seus comentários sobre os judeus. Isso mesmo. Os judeus. Não um judeu, não dois judeus, antes todos os judeus. Como antes, desfiou sobre os protestantes. E os católicos. Uns são isto e outros são aquilo, tudo muito bem arrumado nas gavetinhas criteriosamente alinhadas por ordem alfabética de preconceitos.

E que giro que é, ao jeito de quem lê a Maya, saber que os judeus, como eventualmente os sagitários, são mestres na actividade do lobby. E que aos olhos do seu marido protestante, como eventualmente aos olhos do marido capricórnio, a mulher é um ser barato, que lhe leva ao fim do mês apenas uma fracção do seu vencimento.

Ainda bem que temos Pedro Arroja entre nós, com o seu horóscopo das almas, sempre pronto a apascentar manadas que avançam sob um só comando. Fica tudo mais fácil de entender e poupa-nos imenso trabalho. Passámos a saber que temos de desconfiar de judeus. Eu, por exemplo, vou passar a perguntar pela estrela de David aos vendedores de seguros e de carros com quem me cruzar. E se me casar, claro está, será com uma bela de uma protestante, que segundo Pedro Arroja, e talvez a Maya, sai muito mais barata.

E dia chegará, estou certo, em que Pedro Arroja determinará, como ninguém, que o par perfeito para uma mulher católica é um marido protestante de mãe judia. Ou outra coisa qualquer, que afinal tudo serve para alimentar preconceitos, inclusivamente (quem diria, num blogue liberal?), eliminar a pessoa em prol da colectividade.

Correlação e Causalidade

"Lógica e falácia correlação-causalidade de Jorge Buescu no De Rerum Natura
Se existe correlação entre aumento de temperatura e de concentração de CO2, qual é o mecanismo responsável pelas alterações climáticas, pelo aquecimento global e de concentração de CO2 que estamos agora a viver (e pelas quais, pelo gráfico acima, a Terra já passou 4 vezes nos últimos 400.000 anos), afinal qual é a causa?

LOL

Pedro Arroja diz que a sua regra é a de usar dupla precaução a interpretar os movimentos filosóficos, científicos ou meramente de opinião cuja liderança seja feita predominantemente por intelectuais judeus.

A minha regra é a de me rir desalmadamente com regras tão... como direi...absurdas?

Em terra de cegos

Coisas da vida

Se a esquerda não queria Sarkozy na Presidência, deveria ter votado útil, em François Bayrou. Agora olha, amanhem-se.

Socialismo terminal não é liberalismo

Ainda Marques Mendes:
O presidente do PSD acusou o PS de estar a “matar o estado social em Portugal” ....
Na saúde, Marques Mendes acusou o Governo de liberalismo selvagem na gestão do sector, governando “com uma lógica estatística e matemática”.

A ler o Hélder Ferreira n'O Insurgente:
A história que este governo e outros executam políticas “neo-liberais” quando fecham serviços do Estado já deixou de ter piada. O que os Governos fazem é nem mais nem menos que racionamento .... é a herança inevitável que a social-democracia recebeu do socialismo. Não tem nada que ver com liberalismo, “neo” ou outro, pelo contrário: é socialismo puro e duro.

Na linha do que já escrevi:
.... é absurdo que se alegue liberalismo nas medidas levadas a cabo pelo ministro Correia de Campos. O que está a acontecer não passa de uma consequência naturalíssima do socialismo constitucional português - centralização, desperdício de recursos, degradação da qualidade dos serviços, racionamento. So-ci-a-lis-mo.

domingo, abril 22, 2007

ceteris paribus?

"Marques Mendes promete 80 por cento do rendimento da UE em 2013 se vencer em 2009" (Público)

A conta até está interessante. Vamos fazer umas à merceeiro. Ao ano zero, estamos nos 70%. Com um crescimento-fetiche de 3,4%, ao fim do primeiro ano estamos nos 72%, ao fim do segundo nos 75%, do terceiro nos 77% e do quarto nos 80%. Mas isso implica que cresçamos 3,4% acima da média europeia. [corrigido] Que foi de 2,8%. E Portugal está nos 1,3%, graças ao maravilhosa social-democracia de Sócrates e Mendes.

"diametralmente diferente"... a quê??

"CDS tem de ser completamente diferente - Nobre Guedes diz que não está disponível «para fazer mais do mesmo»" (Portugal Diário):
«É a minha opinião: acho que o CDS deve ser diametralmente diferente. Ou é diferente ou não vale a pena, mais do mesmo não serve de certeza absoluta, nisso não estou interessado», afirmou o antigo número dois de Paulo Portas.

Para Nobre Guedes, «nem à direita do PS, nem à esquerda do PS há nenhum partido com um projecto sério e credível».

«Se o CDS souber protagonizar esse projecto, tem todo o espaço do mundo para crescer», disse.

Perigosos nacionalistas reunem-se no Parque da Bela Vista

Hoje, no parque da Bela Vista, reuniram-se cerca de oito mil elementos pertencentes a um movimento de origem para-militar nacionalista, em comemoração do centenário da sua ideologia. Ostensivamente fardados, empunhando bandeiras, entoando cânticos emocionados, e cumprimentando-se com saudações de braço no ar, reafirmaram os seus princípios de honra e bravura contra a degradação dos valores tradicionais da sociedade, e reafirmaram-se sempre prontos a morrer pelo próximo ou pela Pátria. Os dirigentes proclamaram que o movimento está bem vivo, nacional e internacionalmente, revelaram que contam com várias células activas, e confirmaram a aposta continuada na disseminação das suas ideias pelos elementos mais novos da sociedade.

Socialismo

"Solidariedade e Socialismo" de RicardoGF no Speakers Corner:
Quando os representantes do "socialismo moderno" invocam o slogan "solidariedade", fazem-no porque o slogan "igualdade" já não funciona. Acredito que com o tempo as pessoas perceberão, que tal como com o outro slogan, o novo, é também apenas uma desculpa para lhes retirarem liberdade.

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Próximo slogan: liberdade "social".

Death and Taxes


(clicar para aumentar)

Qual vai ser o factor de empolamento? (3)

...ou porque as reformas da burocracia feita pelas politicocracia não funcionam:
.... In one version of the theory of bureaucracy, bureaucrats are modeled as seeking to maximize the size of their budgets .... In others, direct income maximization is taken to be the motivating force behind bureaucratic behavior. For our purposes, it hardly matters. What does matter is that the power that bureaucrats possess by virtue of their position as monopoly suppliers of public goods and services and of their role as "agenda setters" in the political arena is to be viewed as lying predominantly outside the coverage of electoral constraints ....
Such a model of political process, one that may be termed a model of Leviathan .... The citizenry has no effective control over government, once established, beyond the constraints that are imposed constitutionally. It is assumed that such constraints are binding, but that postconstitutional or in-period fiscal decisions within these constraints are made entirely by the budget-maximizing or revenue-maximizing politicians-bureaucrats.

Brennan and Buchanan, The Power to Tax: Analytical Foundations of a Fiscal Constitution

Portugal

Qual vai ser o factor de empolamento? (2)

A chefia declara que têm excesso de funcionários:

- os funcionários são retirados ao serviço: o chefe perde poder pessoal: o ambiente de trabalho piora; o serviço perde protagonismo, possívelmente por vários exercícios orçamentais; se o serviço falhar, a culpa poderá ser atribuída a uma má gestão do chefe;

- os funcionários não são retirados ao serviço: no ano seguinte será difícil argumentar contra uma diminuição de pessoal;

A chefia declara que têm o número certo de funcionários:

- os funcionários poderão mesmo assim ser retirados por arbítrio superior;

- caso contrário, no ano seguinte poderá ser difícil argumentar que são precisos mais.

A chefia declara que têm falta de recursos humanos:

- provavelmente não são retirados funcionários ao serviço, porque outros serviços terão declarado excesso ou número certo de funcionários;

- se não forem atribuídos novos funcionários, o chefe poderá alegar que o serviço falha por deficiente provisão de mão-de-obra, e continuar a pedir mais funcionários;

- por sorte, ainda podem ser atribuídos novos funcionários: aumenta o protagonismo do serviço e o poder pessoal do chefe.

Love it

Qual vai ser o factor de empolamento?

"Dirigentes vão ter de decidir todos os anos de quantos funcionários públicos precisam" (Público):
Os dirigentes dos serviços da administração pública vão ter de, sempre que apresentarem a sua proposta de orçamento anual, incluir uma estimativa de quantos funcionários necessitam para cumprir as funções que lhes estão consignadas.

Admite-se que toda a população portuguesa seja insuficiente para dotar o funcionalismo público dos meios que necessita.

uma sociedade desarmada

Nenhuma ideologia totalitária admite concorrência

"PCP apela à proibição do fascismo" (Portugal Diário)

Excerto do Programa dos 25 Pontos:
.... we demand:

11. Abolition of unearned (work and labour) incomes. Breaking of rent-slavery.
13. We demand the nationalisation of all (previous) associated industries (trusts).
14. We demand a division of profits of all heavy industries.
15. We demand an expansion on a large scale of old age welfare.
17. We demand a land reform suitable to our needs, provision of a law for the free expropriation of land for the purposes of public utility ....
20. The state is to be responsible for .... our whole national education program, to enable .... education at the expense of the State .... without consideration of position or profession.
21. The State is to care for the elevating national health ....
25. For the execution of all of this we demand the formation of a strong central power in the Reich. Unlimited authority of the central parliament over the whole Reich and its organizations in general.