sexta-feira, Agosto 31, 2007

Se houvesse justiça neste mundo...

... esta senhora tinha a casa forrada de Oscares.

A aparente descoberta

Não foi preciso ir muito longe para encontrar partes do Bloco de Esquerda em Silves. Ainda que essa parte formalmente lá não tivesse estado, a verdade é que os seus sinais estão por todo o lado, motivados talvez pelo passado que se conhece dos partidos que hoje formam o Bloco, mas seguramente pelas palavras de incentivo, de um lado, não condenação ou relativização, por outro, de alguns dos dirigentes do Bloco.

Inevitavelmente, a ligação do Bloco a actos e gestos de desobediência civil será marcada pela injustiça. Muitos dos seus militantes e dirigentes não buscam nem cuidam de uma agenda paralela, animada por movimentos de gentalha irresponsável que não procura senão os amanhãs que cantam, com os resultados que todos conhecemos.

Mas a verdade é que essa ligação existe. E não é de hoje que a mesma se conhece. A novidade aqui não é, pois, a estratégia paralela de parte do Bloco agora insinuada, mas tão somente a aparente surpresa do meio jornalístico, que deve ter andado adormecido todo este tempo e que andou a adiar uma investigação profunda sobre a matéria.

Duvidosa democracia

Num sistema político normal, que cuidasse dos conceitos e das noções, o PCP teria pudor em utilizar a palavra democracia. Ainda que diariamente esta se cole nas suas bocas, e nelas floresça como se nada fosse, ainda que diariamente usufrua e permaneça nos mecanismos criados pelo regime democrático, e deles faça uso como se nada fosse, o certo é que nos dias decisivos, quando comemora ou se insurge, celebra ou enluta, o PCP está sempre do lado daqueles a quem a democracia nada, absolutamente nada, fica a dever.

O convite ao PC colombiano para a Festa do Avante e a esperada presença de membros, bandeiras e demais folclore dos terroristas das FARC é mais um episódio revelador, já desnecessário aliás, do compromisso do PCP com a mitigação e/ou abolição das liberdades individuais. E são estes episódios que reduzem, ou mesmo apagam, o papel importante que o PCP possa eventualmente desempenhar em e por Portugal, nas autarquias ou nos Parlamentos.

E se o PCP tem dúvidas sobre o que possa ou deva ser o conceito de democracia, de tal forma que até a Coreia do Norte pode ousar ostentar o epíteto, mais valia que abolisse a palavra do seu léxico e optasse por, enfim, dizer efectivamente ao que vem e qual o modelo social que defende, impedindo que o conceito ficasse, assim, condenado a nada valer ou significar.

Trinta dias e mais trinta dias

"Rockwell's Thirty-Day Plan" por Llewellyn H. Rockwell, Jr.:
When Eastern Europe broke free in 1989, we all realized just how little thought had been given to the transition from socialism to capitalism. Mises had told us the collapse was coming, and we should have been prepared.

As America comes to resemble a command economy, we need a transition plan here too. Yuri Maltsev proposed a "One-Year Plan" for the U.S.S.R. We're not in that bad a shape (yet), so we could do it in 30 days.

DAY ONE: The federal income tax is abolished and April 15th is declared a national holiday. The 40% reduction in federal revenues is matched by a 40% cut in spending. The budget is still almost twice as big as Jimmy Carter's.

"Rockwell's Next Thirty Days":
Last time, I laid out my "Thirty Day Plan" for de-socializing America. But I didn't scrap all of big government; now it's time for more:
DAY THREE: The Supreme Court reads the Constitution, and reverses every court decision of the last fifty years.

quinta-feira, Agosto 30, 2007

Era uma vez... a infância


Poucas imagens me transportam tão directamente para a infância como estas, do genérico do Era Uma Vez… o Espaço. Eram os meus desenhos animados, se é que a apropriação não é abusiva, favorecidos por uma notável banda sonora de Michel Legrand (penso até que foi lançada num duplo LP em França) que ainda hoje conheço de cor (os ingleses dizem by heart, o que me parece muito adequado neste caso).

Vento e casamento

Muito interessante, e a merecer alguma reflexão por estes lados, é o crescente descontentamento na esquerda espanhola com a governação de Zapatero. De tal ordem que ao Ciutadans de Albert Rovira vai agora somar-se um novo partido, liderado pela dissidente socialista Rosa Díez, inspirado pelo Basta Ya e reunindo nomes como os de Fernando Savater e Carlos Martínez Gorriarán.

Esta movimentação reclama uma esquerda menos presa e comprometida com os nacionalismos e com o anti-franquismo e procura encontrar um verdadeiro sentido de modernidade socialista que não reside, afinal, nas fracturas que Zapatero a todo o custo quer introduzir na sociedade espanhola.

A reflexão que, por estes lados, deveria fazer-se a propósito desta evolução em Espanha deveria começar, precisamente, pela sistematização do espaço político português em torno das ideias de Estado. O que motiva estas divergências em Espanha mais não é do que a concepção de Estado (uno ou não). Por cá, o papel do Estado parece ser consensual em todo o espectro político, com variações que não deveriam motivar grandes divergências partidárias.

Vergonha alheia

Um dos sentimentos que mais me enerva em mim é a vergonha alheia. Não consigo ouvir aqueles rapazinhos que vão aos Ídolos fazer figuras tristes, a desafinar que nem bezerros, enquanto se enredam em coreografias imaginárias. Mudo de canal, envergonhado, como se fosse eu a estar ali. Sinto o calafrio, o medo, o tremor, e mudo de canal. Da mesma forma, num jantar, em que algum armado em esperto desfia histórias completa e evidentemente falsas, não consigo deixar de sentir a espinha arranhada, só de pensar que o tipo está a ser gozado por todos e cada um dos convivas que a cada história puxa por outra.

Senti esta espécie de vergonha alheia com o pobre do Gualter na entrevista ao Mário Crespo. Disparate atrás de disparate, falsidade atrás de falsidade, o Gualter não se levantou uma única vez do tapete em que Mário Crespo o colocou logo na primeira pergunta. O supremo gozo de ver alguém como o Gualter ser escancarado nas suas incoerências não resistiu à vergonha alheia que se apoderou de mim ao ver aquilo.

Por isso mesmo, finda a entrevista, completamente fã e rendido ao Mário Crespo, não pude deixar de me sentir incomodado. Se é certo que o jornalista, um dos melhores e mais directos da nossa praça, evidenciou tudo o que eu gostaria que tivesse ficado evidenciado, não menos certo é que a forma como conduziu a entrevista era dispensável, embora esta nunca tenha roçado a má educação ou a inadmissibilidade. Aquele Gualter merecia ser tratado como qualquer entrevistado que ali vai, dizer o que lhe apetece. Já vi gente muito respeitável a dizer inanidades tão ou mais graves que as do Gualter e sair de lá em ombros, só porque não usa rastas, vem do bloco central e lê Proust.

Adenda: Este post fala tão somente da forma da entrevista, não do seu conteúdo, precioso (e preciso) para desmontar as evidentes mentiras do senhor e as perigosas ligações de alguns movimentos sociais.

Nas bancas

quarta-feira, Agosto 29, 2007

Fotoshop político

Sarkozy apareceu de tronco desnudado, a praticar desporto, na Paris Match. A revista não terá gostado propriamente do pneuzito ostentado por Sarkozy na fotografia e vai daí, em nome da estética ou de qualquer outro valor, decidiu retocar a fotografia do senhor, tornando-a mais conforme à imagem de alguém que pratica desporto com regularidade.

A Marta Rebelo pergunta-se, com oportunidade (isto de escrever só uma vez por semana, não está com nada...), se tal gesto, como muitos outros que ela bem lista, se tratou de uma mera simpatia da revista ou se, ao invés, mais não foi do que a anuência a um pedido.

Não tenho qualquer resposta para lhe oferecer, pois que desconheço o que esteve na mente dos editores da revista. Mas não é novidade, claro que não, esta mania de retocar fotografias de forma a passar uma mensagem política mais conforme, que as imagens, já o sabemos, valem mais do que 1000 palavras.

Mas recordo-me, isso sim, que na campanha das eleições legislativas que conduziram ao segundo mandato de António Guterres, um jornal (esse não me lembro qual) ter noticiado que os cartazes do PS ostentavam o mesmo António Guterres das fotografias de 1995. Menos rugas, menos cabelos brancos, menos cansaço.

E essas fotografias não foram, seguramente, lá colocadas senão por pedido.

A ler

Todos contra o "capitalismo selvagem" de Rodrigo Adão da Fonseca, no blogue da Revista Atlântico:

Quando é sabido que, a partir de certo nível, quanto maior o desenvolvimento económico, maior será a consciência ambiental (a correlação não é linear, pois há excepções, mas quase), a esquerda, no século XXI, vê na ecologia a via verde para o socialismo. O debate está desvirtuado. Em vez de assumir uma atitude realista - saber como os mercados podem contribuir para a melhoria das condições de produção - são-nos diariamente arremessados chavões sobre multinacionais que visam o demoníaco lucro em sacrifício do ambiente, e acenados medos, ameaças difusas que, como defendia o Gualter Baptista na SIC-N, só o futuro permitirá avaliar.

Olívia patroa e Olívia costureira

Pelo que cabe perguntar: se o Bloco não quer fazer uso do voto, para quê votar no Bloco?


Vale muito a pena passar pelo 31 da Armada hoje. Vale sempre, mas vale sempre um bocadinho mais quando o Francisco Mendes da Silva decide acordar de um sono profundo para nos dizer o que pensa sobre as coisas que se passam neste nosso Portugal. Desta vez, sobre o especial duplo papel do Bloco de Esquerda: partido parlamentar/movimento social:

Num Estado de Direito democrático em que não subsistem na lei quaisquer soluções inaceitáveis do ponto de vista das liberdades individuais, dos direitos civis e da igualdade de estatuto ou de oportunidades entre pessoas de sexo, ideologia, religião, cor ou etnia diferentes, a desobediência civil não faz sentido. Podem certamente verificar-se situações (pontuais ou reiteradas) de discriminação. Mas como essas situações serão ilegais, a desobediência civil é impossível.

Promovê-la nestas circunstâncias é uma perda de tempo. A não ser que estejamos a falar de um partido com representação parlamentar, caso em que a coisa é verdadeiramente grave. Um partido com assento numa assembleia legislativa não pode defender a desobediência civil. O seu desacordo com determinada lei deve ser
manifestado precisamente nessa assembleia (na qual exerce um mandato de representação do povo), aí argumentando e propondo a sua revogação.


De brinde, ainda podemos ver o Gualter Baptista em plena acção anti-OGM.

terça-feira, Agosto 28, 2007

A Arte da Fuga


Emerson String Quartet: Bach, A Arte da Fuga, Contrapunctus IX

A eterna espera

As dúvidas presidenciais quanto ao diploma sobre a responsabilidade extracontratual do Estado deixam perceber a complacência com que a Administração é encarada em Portugal, assim como evidencia a dificuldade que a esmagadora maioria dos actores do sistema político ainda sente em responsabilizar o Estado pelos prejuízos e danos que, através de um preciso nexo de causalidade, causou aos cidadãos.

Andamos há anos a guiar-nos por um diploma que vem dos tempos da Maria Caxuxa e que mais não tem feito do que premiar a incompetência, o desleixo, o deixa andar e a indiferença. O veto do Presidente veio prolongar a espera, cada vez mais longa e insuportável e que tem conduzido a Administração Pública à face que dela hoje conhecemos. Mas pode alguém ser diligente e competente e interessado quando sabe que, nunca por nunca, será responsabilizado pelos seus actos?

Diz-se que a responsabilização dos agentes estaduais pode paralisar a actuação da Administração que, receosa de responsabilidade, prefere não decidir a decidir mal. Ora, é preciso não esquecer que a não decisão é, também, uma forma de causar prejuízo. Mas, mais do que isso, não deixa de ser curioso que aqueles que defendem a superioridade do Estado na decisão e na escolha sejam afinal os primeiros a afirmar que o Estado paralisa se puderem ser responsabilizados os tais senhores infalíveis…

Quando quiseres, bate as botas e entrarás numa terra de verdadeira igualdade

Cuba via Cube:

O intelectual público

O momento em que EPC mais me marcou foi quando deixou de escrever na última página do Público, e a sua coluna foi atirada para aquelas segundas páginas que são viradas inconscientemente num bocejo indolente. EPC era um homem de imensa cultura à qual nunca conseguia dar uma forma objectiva. Um intelectual, dizem. Uma mente desligada de um corpo. Tinha um profundo desprezo pelas regras da lógica e argumentação. Odiava pois o fórum público. O mercado das ideias desprezava-o. EPC não era nenhum opinion-maker. Dizia que não se preocupava com o que diziam dele e do que escrevia. É lícito, tal como é lícito, e de uma profunda corrupção moral, um comerciante dizer que não se preocupa com a opinião dos consumidores. Escrevia bem. A sua prosa era bela. Os seus escritos eram pontuados com nomes estrangeiros de outros intelectuais como ele, que suspiravam ideias tão vagas como as dele. E, quando abandonava a erudição onírica, estava quase sempre do lado errado da História. Que Deus lhe dê descanso.

segunda-feira, Agosto 27, 2007

Parabéns, pois

Sem se rir (2)

Ainda na SIC Notícias, Gualter Baptista conseguiu dizer, sem se rir, que ecoterrorismo é uma expressão desproporcionada para a actuação em Silves, porque a propriedade em causa era muito grande, de mais de 50 hectares.

Sem se rir

Gualter Baptista conseguiu dizer na SIC Notícias, sem se rir, que é contra a interferência dos partidos políticos nos movimentos sociais, apesar de Mário Crespo o confrontar com o seu público apoio ao Bloco de Esquerda. Gualter Baptista desmentiu categoricamente o apoio, apesar de o próprio Bloco de Esquerda o assumir, numa página web que pode ser lida aqui e, para o caso de desaparecer, em cache aqui.

Momento Intimista do Dia

Nunca ponderei em demasia as palavras que aqui vou escrevendo. Elas vão saindo de forma natural, e a rapidez do momento torna a ponderação um despropósito. Talvez por isso me tenha surpreendido quando, em pleno bairro alto, num verdadeiro blind date bloguístico, fui confrontado com uma espécie de desacerto entre o AMN d’A Arte da Fuga e o AMN fora dela.

Pois que segundo os meus blind dates, o AMN do blogue era um advogado já entradote, muito moderado e sensato, pausado nas reflexões, discreto nas emoções e sobretudo muito sério nas exposições. Ora, com excepção da minha profissão, que corresponde à descrição, tudo o resto pode praticamente corresponder ao oposto do que sou na so called vida real.

Não sou entradote, não me considero moderado e não falo com sensatez. Tenho as emoções à flor da pele e se há coisa que pontua todas as conversas que tenho é o humor, muitas vezes cansativo, demasiado mordaz e afiado. Aliás, já uma vez aqui disse que uma das minhas manias é, precisamente, tentar pôr os outros a rir: Em quase todas as conversas, como se de uma sitcom se tratasse, gosto de dizer piadas e fazer rir. Não se trata de anedotas nem histórias engraçadas. Apenas comentários, interjeições ou continuações normais de conversa, mas vocacionadas para o humor. Por isso mesmo, não são ponderadas: são expontâneas e surgem e apagam-se no momento. Gosto muito do non-sense e de incorporar personagens estereotipadas e tenho noção de que ter piada se tornou quase um vício.

Tive oportunidade de falar um pouco disto, na entrevista ao Pedro Rolo Duarte. Na verdade, não gosto desta duplicidade, e tendo a não concordar com o Lourenço (que escreve, de facto, muito muito bem, não sei se melhor do que fala), porque não lhe encontro qualquer intencionalidade ou qualquer fuga ao que sou. Se escrevo um blogue sobre política, sobre a realidade dos nossos dias, não é suposto encontrar um intermediário entre a forma em que penso e a forma em que escrevo. O certo é que ele existe e, ainda que o tente combater, ele se insinua, pede para ficar. Não me entendam mal, não há nada que aqui escreva que seja desconforme ao que pense ou ao que sinto. É na forma de escrever que reside o desconchavo.

Recentemente, dei por mim a concluir que eventualmente escreva mais como advogado do que como Adolfo. É uma resposta possível, sim. Fica para outro momento intimista.

Ainsi va le monde. Ce n’est pas ma faute.

I really did not think much about the size of the transfer fee when I went to Barcelona because it was all down to market forces, not me.

adaptado de Luis Figo

sábado, Agosto 25, 2007

Até já


Yann Arthus Bertrand

Estado, responsabilidade limitada

Pergunta Carlos Loreiro:
A aprovação de uma nova lei de responsabilidade civil do Estado vinha sendo adiada há longos anos, pelas mesmas razões que o Presidente utilizou agora para a vetar. Compreendendo-se os argumentos presidenciais, fica a dúvida: um Estado que não responde pelos danos que causa aos cidadãos pode considerar-se uma pessoa de bem?

Hitler was a Socialist

"Hitler was a Socialist" (versão actualizada) por John J. Ray:
We do however need to keep in mind that there is no such thing as PURE Leftism. Leftists are notoriously fractious, sectarian and multi-branched. And even the Fascist branch of Leftism was far from united. The modern-day Left always talk as if Italy's Mussolini and Hitler were two peas in a pod but that is far from the truth.
"Fascism" was, in fact, a Marxist coinage. Marxists borrowed the name of Mussolini's Italian party, the Fascisti, and applied it to Hitler's Nazis, adroitly papering over the fact that the Nazis, like Marxism's standard-bearers, the Soviet Communists, were revolutionary socialists. In fact, "Nazi" was (most annoyingly) shorthand for the National Socialist German Workers' Party. European Marxists successfully put over the idea that Nazism was the brutal, decadent last gasp of "capitalism."
There have always been innumerable "splits" in the extreme Leftist movement -- and from the earliest days nationalism has often been an issue in those. Two of the most significant such splits occurred around the time of the Bolshevik revolution --- when in Russia the Bolsheviks themselves split into Leninists and Trotskyites and when in Italy Mussolini left Italy's major Marxist party to found the "Fascists". So the far Left split at that time between the Internationalists (e.g. Trotskyists) and the nationalists (e.g. Fascists) with Lenin having a foot in both camps. And both Marx and Engels themselves did in their lifetimes lend their support to a number of wars between nations. So any idea that a nationalist cannot be a Leftist is pure fiction.
Thus it is primarily the degree of ideological focus on nationalism that distinguishes the three forms of authoritarian socialism: Nazism, Fascism and Communism.
That Nazism and Fascism are commonly called Right-wing when in fact they were Right-wing only in relation to Bolshevik "Communism" does, then, tell us much about the dominant perspective of intellectuals in most of the 20th century.

sexta-feira, Agosto 24, 2007

Simple Song of Freedom

Via O Insecto ("Música de intervenção..."):


Bobby Darin, Simple Song of Freedom

Now, no doubt some folks enjoy doin' battle
Like presidents, prime ministers and kings
So, let's all build them shelves
Where they can fight among themselves
Leave the people be who love to sing.

falta de educação económica

"A Liberal Education and "Free" Federal Financing" de Brooke Levitske no site do Acton Institute:
... the first principle of analyzing an act of the government is not to ask, "Is it a good idea?" but rather, "Is it the government's place?" Interestingly, good ideas rarely require the government's help to succeed, and are often damaged by the attempt. Practically, federal funding causes the cost of tuition to go up – at a rate much faster than the rate of inflation – so it generates the exact opposite of its stated intent. ....

Practically speaking, one effect of helping students pay for tuition is that the government creates a greater demand for space in colleges and universities. And when more people want a thing, the seller can raise its cost .... This means that actual benefits are passed to some schools and students but not to others, even if all receive federal money. Also, colleges and universities often decrease their own financial aid to students in response to government aid, while keeping tuition the same (if not raising it). Nothing about federal grants or loans "levels the playing field" in any observable way.

Libertarians and the War

A propósito de Libertarians and the War - Ron Paul doesn't speak for all of us" de Randy E. Barnett, publicado no WSJ:
Other libertarians, however, supported the war in Iraq because they viewed it as part of a larger war of self-defense against Islamic jihadists who were organizationally independent of any government. They viewed radical Islamic fundamentalism as resulting in part from the corrupt dictatorial regimes that inhabit the Middle East, which have effectively repressed indigenous democratic reformers. Although opposed to nation building generally, these libertarians believed that a strategy of fomenting democratic regimes in the Middle East, as was done in Germany and Japan after World War II, might well be the best way to take the fight to the enemy rather than solely trying to ward off the next attack.

Os reparos ("Antiwar Libertarians and the Reification of the State") por Randy Barnett no Volokh Conspiracy:
There may be many prudential reasons for treating states like people in the international arena, and I am not arguing one way or the other on the usefulness of this way of thinking. I am just noting that radical libertarians seem to hold a particularly ardent version of this commitment to nation states when they assess American foreign policy. And that seems to be in tension with their stance .... in which all governments are illegitimate, and equally so.

Também, a ler, "Libertarian Theories of War".

Liberalismo, Progressismo, Colectivismo

Via Cube,

Dialética Hitllaryana:

1. Fugir da palavra liberal como o Diabo foge da Cruz — pois outrora quis dizer defensor das liberdades individuais e dos princípios constitucionais de laissez-faire;

2. Ter em consideração que liberal se tornou entretanto sinónimo de apoiante de um Estado grande, aquilo que o Partido Democrático tanto defende;

3. Cambalhota doublespeak: defender os fins ("liberalismo") e esquecer os meios (engenharias sociais de Estado);

4. Defender os princípios liberais clássicos. Defender liberdades "positivas". Defender colectivização da sociedade.

5. Propor um regresso às origens "progressistas", quando a palavra liberal começou a ser prostituida pelos socialistas americanos.

quinta-feira, Agosto 23, 2007

Momento Intimista do Dia

Porque a minha avó faz anos (parabéns a ela, pois), rumo hoje ao Algarve, mais precisamente à Balaia, para me juntar à família nas celebrações que se esperam conformes ao acontecimento. Gosto de viagens destas, rumo a eventos que nos fazem felizes. Fazem-se depressa, sem dar por isso, com os olhos na estrada e no destino. Uma das melhores partes do Natal é a viagem, quando troco Lisboa pela Covilhã e peço emprestada uma outra terra, um outro sítio para ficar.

Se alguém estiver por aqueles lados, pois que apareça, que há sempre pão e vinho sobre a mesa. Entretanto, porque o trabalho não cessa, levo o computador comigo. A ver vamos se encontro intervalo, entre o mar e os papeis, o sal e a avó, para postar.

Mascote socialista


Acherontia lachesis

quarta-feira, Agosto 22, 2007

A caminho de uma sociedade infantilizada

"No death in the afternoon: state TV axes bullfights":
This year, however, some 51 years after state television channel TVE made its first bullfighting broadcast, it looks set not to show a single live bullfight.

The disappearance of live bullfighting from the Spanish equivalent of the BBC has enraged traditionalists and aficionados while provoking satisfaction among a growing lobby that wants the so-called "national fiesta" banned completely.
.... "These [bullfights] are, surely, not the best way to be educating children," said Joan Herrera of the communist-led United Left coalition.

Inflação por Buñuel


La ilusión viaja en tranvía

Numa economia não intervencionada, quando acontece uma inflação de preços, isso não passa de um sinal ao mercado para se ajustar.

Contudo, é possível criar inflação: na forma mais suave, com "investimentos" que visem para "corrigir" ou "contrariar" o mercado - redistribuição de riqueza ou "investimento" público. São particularmente danosas as aplicações muito afastadas de critérios de rentabilidade. O mercado fica distorcido pela criação ilógica de ofertas e procuras artificiais, é levado criar capacidades produtivas e hábitos de consumo de difícil correcção - a empatar capital onde não devia. Produzindo de forma menos eficiente (menos quantidade e menos qualidade) para a mesma massa monetária, passa a haver menos para o mesmo dinheiro. Os preços sobem.

Na forma mais agressiva, também se pode criar inflação pondo a circular mais moeda - inflação monetária. Há mais oferta de moeda para os mesmos bens, os preços sobem. Como bem se diz no filme, o poder de compra de trabalhadores — mas também de empregadores — diminui. Como é óbvio, os mais pobres são mais afectados. Mas toda a economia fica mais pobre. Como os preços sobem, mais impostos são colectados, e mais dinheiro entra nos cofres do Estado, que assim mitiga a diminuição de poder de compra que também sofreu. O Estado pode assim "reinvestir" este dinheiro, sacado às pessoas sem o seu consentimento ou conhecimento, para "sarar" a Economia — que mais doente fica. É o imposto-inflação.

Socialismo reprodutivo

"Familia e intervención estatal de Mauricio Rojas, falando sobre a Suécia:
.... pude enterarme de diversas proposiciones destinadas a incrementar la natalidad: bonos, créditos, subsidios e incluso la idea de "instalar a nivel país la maternidad como una responsabilidad social" o, con otras palabras, socializar la maternidad para lo cual, lógicamente, habrá que socializar la familia y validar una intromisión política creciente en las decisiones más íntimas de la pareja.

En otras palabras, unas pascuas para los "ingenieros sociales" de turno, deseosos, como siempre, de corregir las decisiones "erróneas" de los individuos y convertirlos en herramientas de un designio colectivo que ellos creen saber interpretar mejor que nadie.

####
.... Se trata del país que como ninguna otra democracia le ha permitido a su Estado intervenir en la vida de sus ciudadanos y donde, gracias a esa intervención, la familia terminó siendo pulverizada ....
La familia pasó a ser definida como un bastión retrógrado que le impedía al Estado Benefactor "hacerle el bien" a sus súbditos y formar aquel "hombre nuevo" o ese "material humano mejorado" del que nos hablan los grandes ideólogos socialdemócratas de esos tiempos.

A partir de ese momento la socialdemocracia propone un "proyecto emancipatorio" del individuo respecto de todas aquellas lealtades, solidaridades y obligaciones interpersonales que constituyen el entramado mismo de la vida civil. El norte de ese proyecto fue una sociedad de individuos atomizados que, al haberse "liberado" de todo vínculo personal, no podían sino entregarse a la protección que el Estado Benefactor les ofrecía.
Por todo ello debemos tomar la alarma actual con cierta alarma. No va a alterar el tema de la tasa de natalidad, pero sí puede abrir las compuertas de una manipulación estatal de nuestras vidas, cuyo horizonte es una sociedad de hombres libres para vivir, con la ayuda del Estado, su soledad.

O Blogue de Luís Filipe Menezes

Sobre http://luisfilipemenezes.blogspot.com/

- Janeiro 2005 : vazio;
- Fevereiro 2005 - Abril 2005 : reflexões pessoais e recortes de imprensa;
- Maio 2005 - Julho 2005 : vazio;
- Agosto 2005 : reflexões pessoais e recortes de imprensa;
- Setembro 2005 - Janeiro 2006 : vazio;
- Fevereiro 2006 - Março 2006 : reflexões pessoais e recortes de imprensa;
- Abril 2006 - Outubro 2006 : vazio;
- Novembro 2006 : reflexões pessoais e recortes de imprensa;
- Dezembro 2006 - Julho 2007 : vazio;
- Agosto 2007 : textos integralmente plagiados;

Para subscrever o feed A Arte da Fuga

http://feeds.feedburner.com/AArteDaFuga
Add to Google Reader or HomepageSubscribe in BloglinesAdd to netvibes


(inspirado no post análogo dO Insurgente)

What Reagan Thought of George Bush, Jr.

Via um blogue que escolheu remover este texto do seu site:
'A moment I've been dreading. George brought his ne're-do-well son around this morning and asked me to find the kid a job. Not the political one who lives in Florida. The one who hangs around here all the time looking shiftless. This so-called kid is already almost 40 and has never had a real job. Maybe I'll call Kinsley over at The New Republic and see if they'll hire him as a contributing editor or something. That looks like easy work.'

Reagan Diaries: George W: "Find the Kid a Job"...

Escalas

Via No Pasaran,


Hurricane Dean (2007-08-21-1545 UTC) superimposed to scale on the heart of Europe. It would envelope all of Germany, Switzerland, Austria, the Benelux, and most of the Czech Republic. Greater London would fit in its eye.

Eles provocam. E nós: nada!

As férias não desculpam a ausência de uma reacção firme e definitiva do primeiro-ministro quanto ao que se passou em Silves. Falo não só da existência de um grupo de gente, que recebe de uma ou outra forma apoios estatais, que se dedica a destruir o fruto de trabalho legalmente desempenhado por outrem. Falo, sobretudo, da absoluta e inadmissível ausência de reacção conforme da GNR e do intolerável, pífio e juridicamente irresponsável encolher de ombros do Ministro da Administração Interna.

Se o Primeiro-Ministro se apressou a vir a terreiro mostrar-se muito chocado com a forma como as juntas médicas se fazem em Portugal, seria talvez curial que viesse agora aos holofotes de que tanto gosta manifestar-se igualmente chocado com a forma como, no Estado de Direito que ainda somos, se pôde assistir a uma tão evidente atitude de provocação aos mais básicos direitos que consolidam a nossa existência social.

Note-se que estamos perante uma atitude de provocação e teste, típicas de quem dá os primeiros passos na desobediência civil. Conscientes da ilicitude do seu comportamento, uns quantos bandalhos invadiram propriedade privada em nome da sua causa, perfeitamente legítima por sinal, e não contentes com isso destruíram 2% do trabalho legalmente desempenhado por alguém.

A reacção das autoridades, ao invés de servir uma empenhada defesa dos nossos valores civilizacionais, pautou-se por uma cómoda e até divertida conivência com a coisa. Que patuscos que são estes jovens, tão cheios de vida, tão cheios de causas, tão cheios de amor pelo ambiente e eles é que são o futuro e lá sabem o que fazem. Com reacções destas, acompanhadas de apressadas manifestações políticas de simpatia, a coisa não tem senão como piorar.

E o Governo não devia, neste momento, estar a culpar Blocos de Esquerda, nem sequer a visitar o agricultor em causa. Deveria era estar a identificar, um por um, os autores de tal vandalismo. Seria preferível estar a identificar estes senhores em vez de perder tempo a coleccionar fotografias dos manifestantes contra o Primeiro-Ministro, digo eu.

Forgiveness

"Will you forgive us?"
"Mother, it would be best not to speak of that. Don't press me to tell you why. I think you know it as well as I do. If there's anything you want done, tell me what it is. There's nothing else to discuss."
"But I don't understand you! I don't! That's what I called you here for—to ask your forgiveness! Are you going to refuse to answer me?"
"Very well. What would it mean, my forgiveness?"
"Uh?"
"I said, what would it mean?"
She spread her hands out in an astonished gesture to indicate the self-evident. "Why, it . . . it would make us feel better."
"Will it change the past?"
Ayn Rand, Atlas Shrugged

terça-feira, Agosto 21, 2007

Habeas corpus para o suspeito do costume


Via Institut Hayek, "CO2 is niet de grote boosdoener bij opwarming van de aarde" (HLN.be)
D'après l'Institut Royal de Météorologie (IRM, Belgique), les émissions humaines de CO2 jouent un rôle mineur dans le réchauffement observé en certains endroits de la planète. L'institut déplore que le film de M. Al Gore, The Inconvenient Truth, donne des réalités scientifiques une image faussée.

Pergunta do Dia

Para quando um documentário de Diana Andringa a dizer que a invasão da herdade em Silves não existiu?

Paradoxo do dia

O Miguel Portas, apontado e encarado, a par da Joana Amaral Dias, como uma das faces moderadas do Bloco de Esquerda, foi o primeiro a manifestar simpatia pela acção dos criminosos que invadiram uma propriedade em Silves. Nem quero pensar no que andam a cogitar as faces menos moderadas, digamos assim, do Bloco.

Estrela da Rádio (3)

Publicitei aqui, como me convinha, a minha presença na Antena 1, mais precisamente no programa do Pedro Rolo Duarte. Publicito, desta vez, o endereço em que a entrevista pode ser ouvida, não vá dar-se o caso de alguém se ter esquecido de gozar com a minda voz adasalada. Se o quiserem fazer, a custo zero, basta seguir este link.

Na ignorância é que está o ganho

Não espanta, antes encanta, a candura desta gente, nomeadamente das autoridades, para com actos de vandalismo e de invasão de propriedade. Esta complacência existe porque ninguém ao certo percebe um chavelho de ecologia. É nesta ignorância que resulta o sucesso do fenómeno dos transgénicos, como assim se encontra o sucesso do aquecimento global. Ignorante perante uma realidade que não conhece, a maioria prefere solidarizar-se com a bravura destas novas gentes que querem salvar o planeta a indignar-se com os seus meios. Aqui, como sempre, o que conta são as bandeiras hasteadas e os fins proclamados, que tudo justificam.

A única forma eficaz de combater esta gentalha é a de democratizar o conhecimento dos fenómenos ecológicos, torná-los acessíveis, debatê-los, conhecê-los. Importa retirá-los da exclusividade de criminosos que, sentados em cima de uma alegada sapiência, produzem juízos e emitem sentenças.

E para isso seria bom que alguns partidos se dedicassem, por uma vez, ao tema em questão, desmontando uma por uma as falácias que esta gente ostenta para fazer o que quer. Aquela conversinha de que o ambiente não pode ser uma bandeira de esquerda nasce aqui. Aqui mesmo. E não no reflexo dextro do que se diz à esquerda.

Momento Intimista do Dia

Depois do susto dos últimos dias, a operação do polaco correu pelo melhor e, em princípio, não surgirão complicações de maior. Excelente notícia, depois de alguns momentos de tensão, em que se esperou o pior. Volto, pois, às blogagens, não tanto em força, que estamos no Verão, mas com alguma vontade de consumir milho transgénico.

segunda-feira, Agosto 20, 2007

Três Monstros

Via No Pasaran! ("Comparative Dictatorship 101"), "Communism and Nazism - Compare and contrast" (The Economist), sobre o livro Lenin, Stalin, and Hitler: The Age of Social Catastrophe de Robert Gellately:
.... The whirlwind of destruction that started in 1914 turned their fantasies of racial purity and class dictatorship into reality, killing people on a scale unknown in human history.
Hitler looked on Soviet methods with contempt. His model was what Mr Gellately calls “consensus dictatorship”: cautious, sounding out public opinion and changing course when necessary. Unlike Stalin, Hitler did not make a habit of murdering his closest allies. The Nazi party never experienced the ritual purges that were a habitual feature of Soviet Communist Party life under Stalin. Hitler's adversaries were so demoralised by the seeming success of his regime that few offered systematic resistance. It was only as defeat loomed in the last months of the war that ordinary Germans had a taste of the official paranoia that had been their Soviet counterparts' daily fare for 25 years.

A não esquecer que o Caminho da Servidão pode ser percorrido pachorrentamente.

"Limites" da auto-defesa

"Miguel Portas explica apoio a activistas" (Jornal de Notícias)
"Em nome do 'valor da propriedade', há quem não hesite em dizer que o agricultor devia ter pegado numa arma, despachando os 'terroristas'. Em matéria de cultura de intolerância, estamos conversados. Entre o direito de propriedade e o direito à vida, não há dúvida possível", escreve Miguel Portas, num ataque a Pacheco Pereira, que criticou a GNR por não ter feito qualquer detenção.

Se alguém invade propriedade privada, está a cometer um acto ilício. Acontecendo que a propriedade não está marcada, a reacção de bom senso do proprietário é informar o invasor da sua acção ilegítima, e convencê-lo a abandonar o espaço.

Perante uma recusa, o proprietário tem legitimidade para usar tanta força quanta aquela que for patente que o invasor estiver disposto a usar para resistir. E tem legitimidade para ameaçar com meios mais drásticos, informando, por essa via, qual é a lei da terra. De facto, esta informação pode ser prévia: "Cuidado com o cão" ou "Trespassers will be shot" "survivers will be shot again".

No limite, um invasor de propriedade, agindo informada e declaradamente pode legitimamente sofrer perigo de vida— independentemente dos bens que esteja a ameaçar. O invasor sacrificou o seu próprio "direito à vida" ao arriscá-la numa acção ilegítima cujas consequências seriam previsíveis. Não há qualquer conflito de "direitos", foi à partida resolvido pelo invasor.

No caso de Silves, teria sido perfeitamente legítimo correr com aqueles selvagens a balázios de chumbo grosso.

IESE - Instituto de Estudios Superiores de la Empresa

É verdade… e uma das razões que me levaram a escolher o IESE foi ser uma escola… privada.


###
IESE at a glance:
IESE Business School, the graduate school of management of the University of Navarra, is located in Barcelona and Madrid. It offers the MBA, Global Executive MBA, Executive MBA and PhD in Management degrees, as well as a wide range of executive education programs for global senior executives and Continuing Education programs for alumni.

Mission:
IESE Business School is an international business school committed to the education and development of business leaders worldwide, and the generation and communication of new business ideas with impact. IESE´s mission is to create an outstanding learning context for business leaders that direct organizations that are successful in the long-term, develop people around them and contribute to the new challenges that society has to face.

"A Renegade Among Schools Proves It Can Hold Its Own" (Wall Street Journal):
The University of Navarra's International Graduate School of Management, or IESE, is everything that most international, Europe-based MBA programs strive not to be. Rather than all-English, it is staunchly bilingual, with Spanish the language of the cafeteria, the administrative corridors and many of the interesting courses. The duration is two years, twice the length of many other European programs, and the campus is in Spain -- hardly the nerve center of European commerce ....

Business is business, but at IESE, it's taught with a distinct humanistic twist....

Ron Paul - mais imagem

We Are Ron Paul - Help Place this Ad in the Ames Tribune

Final Copy of Ad to Appear in Saturday Ames Tribune

Unbelievable...People From All Over The World !:
....are calling the newspaper and ordering copies. The man I just talked to from the paper said he couldn't believe it. He said he just got a call from Iraq that was heartbreaking...lots of military people calling...people from countries he's never talked to....people from everywhere. I think the guy is a Ron Paul fan now. He LOVES the way the ad looks too. Said he was amazed when he got a call saying we are trying to raise the money...and we did...and now all this. That newspaper hasn't seen so much excitement in a long time.

Ron Paul - mais texto

Ron Paul's Statement of Faith
We live in times of great uncertainty when men of faith must stand up for our values and our traditions lest they be washed away in a sea of fear and relativism. As you likely know, I am running for President of the United States, and I am asking for your support.

I have never been one who is comfortable talking about my faith in the political arena. In fact, the pandering that typically occurs in the election season I find to be distasteful. But for those who have asked, I freely confess that Jesus Christ is my personal Savior, and that I seek His guidance in all that I do. I know, as you do, that our freedoms come not from man, but from God. My record of public service reflects my reverence for the Natural Rights with which we have been endowed by a loving Creator.

###
I am running for president to restore the rule of law and to stand up for our divinely inspired Constitution. I have never voted for legislation that is not specifically authorized by the Constitution. As president, I will never sign a piece of legislation, nor use the power of the executive, in a manner inconsistent with the limitations that the founders envisioned.

Many have given up on America as an exemplar for the world, as a model of freedom, self-government, and self-control. I have not. There is hope for America. I ask you to join me, and to be a part of it.

"Ron Paul Builds GOP, Goldwater-like Rump Party"
The Goldwater wing of the Republican party certainly had its Libertarian elements, and those elements have coalesced around Ron Paul, since he has run as a Republican. In fact, Goldwater seemingly lacked a certain understanding of free markets and was far too trusting of the nation’s military industrial complex. Ron Paul is like Goldwater on steroids – in a good way, that is, and without Goldwater's hawkish perspective. He is easily the most economically literate candidate to run in the last century or so. A case can be made that he is the most literate candidate, economically and otherwise, since Thomas Jefferson.

"Ron Paul Absolutely, Positively Opposes Draft"
The Founding Fathers never granted constitutional authority to the Congress or the President to conscript an army. The Ninth and Tenth Amendments are very clear in stating that if a power is not granted to the federal government, that power is "retained by the people." The argument that the constitutional authority "to raise and support armies" gives the federal government the authority to force a young man to serve in the military was explicitly rejected by the authors of the Constitution.

That Old-Time Religion - The Ron Paul temptation." (John Derbyshire):
So why aren’t we all piling into the wagon behind Dr. Ron? It’s not that the guy is personally unacceptable in any way. A pious family man, he has worked in an honorable profession — Ob/Gyn medical practice — all his life. (Paul has the slight political advantage of having brought several hundred of his constituents into the world.) He is personally charming and likeable. If not exactly eloquent in the florid, gassy manner American voters are used to from their politicians, he speaks clearly and well, keeps his wits about him, minds his temper, and holds his own in debate. With the positions he has, it’s easy to see why he’s not ahead with the media or the polls, but why isn’t he leading the pack among conservatives?
Ain’t gonna happen. It was, after all, a conservative who said that politics is the art of the possible. Ron Paul is not possible. His candidacy belongs to the realm of dreams, not practical politics. But, oh, what sweet dreams!

"Ron Paul Earmarks...No Pork Here

"Ron Paul: The Internet's favorite candidate" (CNET):
An instinctive suspicion of governmental intrusions into regulating technology is a big reason for Paul's popularity in geek circles, which have long been irritated by laws like the Communications Decency Act and the Digital Millennium Copyright Act. (One wag has quipped: "Libertarianism and Internet geeks go together like Guantanamo Bay and daily beatings.")

Paul has consistently voted against federal efforts to censor sexually explicit Web sites--a stance that nearly cost him his re-election bid last November when his Democratic rival cited those votes to argue that Paul was soft on porn. Paul, sometimes known in Washington as "Dr. No," risked opprobrium from fellow Republicans by voting against a law last year to restrict Internet gambling and has also opposed targeting the video game industry and giving federal police more Internet surveillance powers.

Ron Paul - mais video


Ron Paul on Kudlow & Company (8/10/07)

###

Ron Paul on Kudlow & Company Part 2 (8/10/07)



Ron Paul's Endorsements



Ron Paul on MSNBC Super Tuesday



Ron Paul 4 Freedom - Music Video

Ron Paul - mais audio

"Dr. Paul on Freetalk Radio" (MP3)

"California State Senator Tom McClintock (R) Interviewed Ron Paul on August 16th":

- Part #1, Tom McClintock interviews Ron Paul (YouTube)
- Part #2, Tom McClintock interviews Ron Paul (YouTube)

"Paul on tax issues" (MP3) (CNET):
Congressman Ron Paul, a Republican presidential hopeful and prominent anti-tax advocate, discusses Net taxes.


Ron Paul on NPR's "Wait Wait Don't Tell Me"

Conservative Anarchism

"Conservative Anarchism - Obvious Contradiction or Obviously Awesome" de Theophanes no The Distributed Republic:
Few ideas are as mistaken as that belief that conservatism and anarchism are completely incompatible. In fact, both ideas, correctly understood, form a powerful, mutually supportive ideological whole.

Introdução ao The PIG to Capitalism (2)

"The Mises Circle: How I Bamboozled Thousands of Conservatives into Thinking Like Anarchists (MP3) com Robert P. Murphy.

Slumber my darling

domingo, Agosto 19, 2007

Pick Your Candidate

Via Office Lounging, no teste Pick Your Candidate, o meu resultado foi obviamente Ron Paul.
When one gets in bed with government, one must expect the diseases it spreads.

Introdução ao The PIG to Capitalism

"BookTV: The Politically Incorrect Guide to Capitalism" (WMV) com Robert P. Murphy.

Constitutional Chaos

Constitutional Chaos
what happens when the government breaks its own laws
judge Andrew P. Napolitano

In this incisive and insightful book, Judge Andrew P. Napolitano peels back the legal veneer and shows how politicians, judges, prosecutors, and bureaucrats are trampling the U.S. Constitution in the lame of law and order and fighting terrorism. Napolitano shows how they: silence the first amendment / shoot holes in the second / break some laws to enforce others / entrap citizens/ steal private property / seixe evidence without warrant / imprision without charge / kill without cause.

Neste livro, o juíz Napolitano explica como é que o Estado — federal, estatal, local — não está obrigado a obedece à sua própria lei, e portanto, a menos que uma pessoa trabalhe para o Governo, seja seu fornecedor, ou receba dele assistência financeira, o Estado não é o nosso amigo. Recorrendo a um impressionante conjunto de casos, alguns dos quais baseados na sua experiência pessoa, Napolitano explica como é que o crime compensa para o Estado, criando uma escalada de precedentes perigosos para os direitos e liberdades do indivíduo.
###
O elenco dos capítulos é elucidativo e assustador: Breaking the Law to Enforce It / Attacking the Innocent / Creating Crime / Grabbing Guns, Endangering Citizens / Filching Property / Gagging Free Speach / Bribing Witnesses, Buying Convictions / Assaulting the People / Personal Odyssey / The Justice Department's Terror Tactics / Throwing Away the Jail House Key / Don't Go to Guantanamo / What Can We Do?

Conclui-se que apesar dos checks and balances presentes no modelo constitucional dos EUA, o republicanismo de primazia do Rule of Law está defunto. Competências que não foram delegadas às autoridades foram usurpados por todos os ramos de poder, em clara violação semântica da Constituição. O Estado tomou o freio nos dentes e não reconhece limites às sua própria acção, e as liberdades civis individuais não passam, para a lei e para os que a fazem, executam e interpretam, de letra morta a ser manipulada conforme as conveniências sociais e políticas. Caos Constitucional.

homepage de Napolitano | Amazon.co.uk
Foundation for Economic Education, Laissez-Faire Books, Anti-State.com, The Spectator , LewRockwell.com


NOTA: o juíz Napolitano é famoso pelas suas posições constitucionalistas e firme aderência a princípios da Lei Natural. É por muitos considerado muito (ou demasiado) libertarian. Repete-se, com entusiasmo, o destaque que o A Arte da Fuga já se deu a este autor...

Who needs Government?


"Who Needs Government? Pirates, Collapsed States, and the Possibility of Anarchy", discussão no Cato Unbound:
Everybody seems to know we need government … But pirates didn’t! How did they manage without the state? In this issue’s thought-provoking lead essay, Peter T. Leeson .... explores what pirate “constitutions,” credit institutions among 19th century African bandit traders, and the well-being of Somalians after the collapse of the Somalian state have to tell us about the possibility of practical anarchy. Can organizations solve complex problems of coordination without government coercion? Can voluntary bands provide public goods? Are there conditions under which groups really are better off stateless? ....

###
"Anarchy Unbound, or: Why Self-Governance Works Better than You Think" por Peter T. Leeson:
The unifying feature of my examples is the incentive individuals have to solve their problems. In this sense, the empirical evidence from anarchy only demonstrates that as long as there are unrealized gains to realize, people will find ways to realize them. Fortunately for anarchists, this “only” is considerable.

"Anarchy Bound: Why Self-Governance Is Less Widespread than It Should Be" por Bruce Benson:
While life in the shadow of the state can be relatively good if the state can be sufficiently constrained, perhaps as the government of the United States used to be, the state remains a parasite on the voluntary productive activities of society. Thus, even when a relatively “good” government exists, there still is way too much government and not nearly enough anarchy.

"The Limits of Self-Enforcing Agreements" por Dani Rodrik:
.... Certainly no one believes that “any government is always superior to no government.” But to think that the Somali can ever develop economically without an effective state apparatus is to commit the flip side of the Nirvana fallacy: to believe that a better state than what exists currently is not achievable just because a perfect state is not possible. There is no example of a society that has become prosperous without a state machinery.

"Anarchy from a Policy Perspective" por Randall Holcombe:
I have no quarrel whatsoever with libertarian anarchists, and their arguments are a valuable contribution to the libertarian policy debate .... they illustrate how every function currently done by government could be more productively undertaken in the private sector .... Even if libertarian anarchists are completely wrong (but, I don’t think they are), in the world of public policy they will do no harm, because their agenda is not feasible.

"The Feasibility of Anarchy" por Peter T. Leeson:
.... one of the main obstacles to anarchy is that most people simply like big government. First, it should be pointed out that this is also an obstacle to even more moderate arguments that advocate simply reducing the size of government. More importantly, however, the “big government bias” of many people may not be innate and therefore unalterable but instead be the result of mistakenly believing that the market is incapable of producing the ends they desire.

"The Most Significant Market Failure" por Bruce L. Benson:
.... David Friedman pointed out to me that there is one serious market failure, however: markets have failed to prevent the concentration of coercive power and the creation of states. Indeed, the state might be inevitable, as Randy Holcombe suggests, so I agree with him that a very important question for libertarians has to be, how can we make it as small as possible, in order to limit its intrusions and disruptions? ....

"Means and Ends in Our National Movement toward Anarchy" por Randall Holcombe:
.... If it is unrealistic to think that the minimum wage would be repealed, should that stop us from arguing against it? In fact, I think those who favor smaller government can have the best success opposing specific programs like the minimum wage. We are more likely to succeed in scaling back government by showing why specific government programs, regulations, taxes, etc., are counter-productive than we are by arguing we should just eliminate government in total ....

"Scaling Up, International Trade, and Demand for Government" por Dani Rodrik:
I am also happy to accept that more government is not necessarily better government, although I would not rely on the Heritage Foundation index to make that point. There are some big governments that do a lot of bad things (North Korea) and some big governments that do mostly good things (Sweden). I just have a hard time with the doctrinaire view that identifies government with only the former model.

"Rebuttal to Rodrik" por Peter T. Leeson:
I have not argued, nor do I know of anyone who suggests, that government is always concerned with rent-seeking, corruption, etc. My point is simply that pretending that government is not often concerned with these things is mistaken and will lead to mistaken policy conclusions. The alternative assumption one could make is that government is composed of individuals who are rarely concerned with these things and are usually altruistic and well-behaved. Unless we are to think that somehow the individuals who compose government have a different nature than those in the private sector, this would mean that private sector actors are also usually altruistic and well-behaved. But if this is so, we return, albeit in a different context, to the question posed in my initial essay: Why do we need government?

"Polycentric Governance" por Bruce L. Benson:
The desire to “scale up” (i.e., existence of economies of standardization in some rules) really provides an argument against state provision of law then, in order to break away from the inefficient artificial political restrictions that exist. That is, unless the contention is that states achieve the efficient scale? .... It is not one large legal system that matters, but the effective linking of large numbers of parallel customary law communities (or ordered anarchies) with overlapping memberships ....

"The Crux of the Matter" por Dani Rodrik:
Suppose we are each called on to advise the current government of Somalia. What advice would we give? My instinct would be to look around and see what other countries in Africa have been doing well, and to recommend a strategy that is consistent with that experience .... I wonder what advice Leeson would give. Would he say: “Forget this state-building business. Let the state wither away, and let markets and private self-enforcing agreements take care of the economy.” ....

"The Relevance of Anarchy": Randall Holcombe:
The difficult thing about contemplating orderly anarchy in a prosperous society is that it is so far away from anything ever experienced. Economists are used to thinking about changes at the margin, and while a change from a bad government in a poor country to anarchy isn't too big a change, the orderly anarchy that some libertarian anarchists have advocated is far from a marginal change.

"Anarchical Policy Analysis" por Bruce L. Benson:
.... John Kennedy is famous for saying, “Ask not what your country can do for you; ask what you can do for your country.” I prefer, “Ask not what your country can do for you or what you can do for your country; ask what you can do for each other.” Anarchical policy analysts know where they want to go (even if they do not know how to get all the way), and look for non-government alternatives that are more likely to move us along the desired path.

"Anarchy Q & A" por Peter T. Leeson:
Just like there are different “kinds” of governments, I believe there are also different “kinds” of anarchies. Some will be more high-functioning than others and many factors, such as a society’s level of development, culture, history, etc., will constrain what kind of anarchy it might get if it were to go this route just like these features constrain what kind of government it can expect if it goes this route instead.

"Order Out of Anarchy: The International Law of War" por Gary M. Anderson and Adam Gifford Junior:
.... The bureaucracies devised by governments to implement policy tend to develop their own independent economic interests that conflict with the policy goals of the political decisionmakers. The relation between those in political power and their bureaucratic employees may break down, particularly during wartime. For example, the bureaucracies of armies may sometimes benefit from longer (and more destructive) wars than would maximize the interests of the nations they serve.

Cuba, Zimbabwe, Venezuela: a marcha imparável do socialismo

Via The Distributed Republic, entrevista com Humberto Fontova, autor de Exposing the Real Che Guevara and the Useful Idiots Who Idolize Him:
Cybercast News Service: What sort of policies was Che implementing?

Humberto Fontova: Massive nationalization. Rene Dumont, a French socialist economist, went to Cuba to advise the regime and told them, good grief, you've done more radicalization, more nationalization in two years than the Chinese revolution did in eight years. They were nationalizing everything, stealing all private property, turning farms into state farms - and that naturally would get rid of any potential capitalist rival. This was accomplished by 1964-65. And Che Guevara had made such a mess of it, the Soviets told Castro "enough!" They told him to remove Che Guevara, to lay him off, do something else with him.

The Soviet Union poured the equivalent of eight Marshall Plans into Cuba. Think about it: One Marshall Plan, $9 billion, sent to war-raved Europe with 300 million people, and it worked. Eight of these plans, $72 billion, sent to Cuba, a country of 6.5 million people, who formerly had a better per capita income than half of Europe, and the place is poorer than Haiti today. That defies not just the laws of economics but also the laws of physics.

O único reparo é que esta política não desafia as leis da economia. O socialismo destrói riqueza para proporcionar igualdade na miséria. Seja qual for a escala. Mises was right.

Race to the bottom of the flat tax

"Eastern Europe: Race to the bottom of the flat tax" (Transatlantic Politics)
The Eastern European countries are engaging in what seems to be a race to the bottom in the implementation of a flat tax policy & rate. Trying to attract ore foreign investments than its neighboring country Romania, who adopted the flat tax at a rate of 16% in 2005, Bulgaria now announced it will introduce a flat tax of 10% in January 2008, the lowest rate so far.
Still, just by lowering the taxation bar and failing on deeper economic and political reforms doesn't do the trick. Not in the long run.

Por cá, nem reforma fiscal, nem reforma económica, nem reforma política. Mas somos mais felizes.

Penn & Teller double feature


###

(acima o episódio 2 da série The Unpleasant World of Penn & Teller - Google Video)

Prohibition politics (2)

What happened in 1930 that suddenly gave the repeal movement political muscle? The answer is the Great Depression and the ravages that it inflicted on federal income-tax revenues.
From 1930 to 1931, income-tax revenues fell by 15 percent .... In 1932 they fell another 37 percent; 1932 income-tax revenues were 46 percent lower than just two years earlier. And by 1933 they were fully 60 percent lower than in 1930.

With no end of the Depression in sight, Washington got anxious for a substitute source of revenue. That source was liquor sales.
So, if the history of alcohol prohibition is a guide, drug prohibition will not end merely because there are many sound, sensible and humane reasons to end it. Instead, it will end only if and when Congress gets desperate for another revenue source.

That's the sorry logic of politics and Prohibition.

Philip Glass - Sesame Street


###

sábado, Agosto 18, 2007

Prohibition politics (1)

"Prohibition politics por Donald J. Boudreaux:
Prior to the creation in 1913 of the national income tax, about a third of Uncle Sam's annual revenue came from liquor taxes .... Not so after 1913 ....

By 1920, the income tax supplied two-thirds of Uncle Sam's revenues and nine times more revenue than was then supplied by liquor taxes and customs duties combined .... bulging income-tax revenues made it possible for Congress finally to give in to the decades-old movement for alcohol prohibition.

.... once a new and much more intoxicating source of revenue was discovered, the cost to politicians of pandering to the puritans and other anti-liquor lobbies dramatically fell.

Prohibition was launched.

Tiles

Income inequality

"Celebrating Income Inequality" de Richard Epstein no Capitalism.org:
The vast wealth that exists in America has been created--through the productive activities and voluntary arrangements of individuals. And individuals do not necessarily create the same amount of wealth .... Such vast differences in productivity--which can be caused by vast differences in ability, work ethic, interests, skills, and choices--are the root of vast differences in income.

Because all wealth is created, it rightly belongs to those who earn it (or their chosen beneficiaries)--and no one can rightly claim to deserve wealth earned by others. If someone wants to make more money, he is free to enter a new field, gain new knowledge, start a business, or do anything else to enable himself to create more value.

It is often implied that the rich get richer at the expense of everyone else--that if some get big slices of pie, the rest get only crumbs. But the exact opposite is true. Since wealth (including pie) is created, there is no limit to how much can exist--and the wealth of others cannot inhibit us from creating and enjoying our own.

Ron Paul - Iowa Straw Poll (2)


IOWA Dispatch: Day 3 - Dr. Paul Speaks at Ronstock

###
Ron Paul Raises $75,000 in 24 Hours!

Resultados (wikipedia)

"Iowa Straw Poll Decoded":
Ron Paul showed a 350% improvement over his CNA at the straw poll and is clearly the second winner at the event ....

Ron Paul supporters should be very proud of his performance here. It may be reported as a horrendous performance because he came in fifth place but when you consider he was not even included in many polls just a few months ago and his poor polling numbers thus far have been keeping him down, 10% here is great.

"Perfect Finish in Iowa Straw Poll...":
Dr. Paul himself pointed out in a recent interview that Fred Thompson's pending entry into the race would serve to only further dilute an already-diluted and shrinking pro-war vote base.


Ron Paul After the Straw Poll (relembra esta referência)

Ron Paul - Iowa Straw Poll (1)


"Ron Paul Speech Prior to the Iowa Straw Poll (Part I)"

###

"Ron Paul Speech Prior to the Iowa Straw Poll (Part II)"


"On Eve of Straw Poll, Ron Paul Says GOP Has Lost its Way":
Iowa Independent: Some people argue that the Republican Party is at a crossroads, while some go as far to say that it's on the brink of a civil war. Do you think your candidacy poses a threat to the GOP? Does it force other candidates to reassess themselves and what the Republican Party stands for?

Paul: The real threat is for the Republicans to continue doing what they've been doing the last six years. They've become the party of entitlements, war, huge deficits, and the party used to be the party that picked up the pieces when the Democrats got us into war. We used to be the fiscal conservatives and the party that argued for personal freedoms, and now we're not. Last year we lost a lot of ground in the elections, and we'll continue to lose ground if we don't return to our fundamental conservative ideals. We've lost our way and if they want to regain that, they have to become fiscal conservatives and champions of limited government again.


Muito recomendado: Ron Paul Radio Interview:
Ron Paul was interviewed yesterday by popular radio host Jan Mickelson of WHO Radio 1040 at the Iowa State Fair. Here's the podcast.

Greve nos aeroportos

A propósito de "Greve nos aeroportos: aviões na Portela saem com duas e três horas de atraso" (Público), relembra-se a greve dos controladores do tráfico aéreo de 1981:
On August 3, 1981 nearly 13,000 of the 17,500 members of the Professional Air Traffic Controllers Organization (PATCO) walked off the job, hoping to disrupt the nation's transportation system to the extent that the federal government would accede to its demands for higher wages, a shorter work week, and better retirement benefits. At a press conference in the White House Rose Garden that same day, President Reagan responded with a stern ultimatum: The strikers were to return to work within 48 hours or face termination. ....

Da wikipedia:
On August 3, following their refusal, Reagan fired the 11,345 striking air traffic controllers who had ignored the order, and permanently banned them from federal service. They were replaced initially with nonparticipating controllers, supervisors, staff personnel, some nonrated personnel, and in some cases by controllers transferred temporarily from other facilities. Some military controllers were also used until replacements could be trained. It proved the most stunning defeat for unions in 60 years.

quinta-feira, Agosto 16, 2007

Estrela da Rádio (2)

Pois eis que este Domingo, pelas 11 horas, vou estar no programa do Pedro Rolo Duarte, na Antena 1, dando uso à minha voz de radialista da Emissora Nacional. O programa poderá depois ser ouvido por aqui, para todos aqueles que tiverem preguiça de acordar cedo com o único objectivo de gozar com a minda voz adasalada.

Sound of Freedom


(Bob Sinclar actuou anteontem no Porto Santo)

Momento Intimista do Dia


Recebi ontem mais um couchsurfer. Desta vez, o pedido chegou-me com poucas horas de antecedência e não tive como recusar. Trata-se de um canadiano que, juntamente com um amigo polaco, veio conhecer a Europa do Sul. Já estiveram no Porto e Coimbra e estavam agora em Lagos quando um mergulho muito mal calculado do polaco o levou directo para o Hospital. A possibilidade de ficar paraplégico recomendou a transferência imediata para o Hospital de São José. Porque ontem era feriado, apenas hoje o especialista estará no Hospital e poderá confirmar o diagnóstico, determinando, com maior precisão, se a desgraça se abateu sobre o rapaz ou se tudo não passou de um enorme susto.

Tendo que voltar a Lisboa, para acompanhar o amigo, este canadiano viu-se na necessidade de fazer um apelo urgente a quem o pudesse receber; apelo esse que, por eu estar ligado à internet naquele momento, aceitei de imediato. O meu sofá, claro, dá-lhe um jeito brutal, num momento como este. Mas também a companhia, minha e de alguns amigos, ajuda a reagir à desconcertante situação. Já para não falar da possibilidade de eu falar com os médicos e enfermeiros, algo que até à minha chegada era feita por gestos e meias palavras.

Terei, por isso, pouco tempo para ir actualizando o A Arte da Fuga, no meio de trabalho e actividades de couchsurfing. Deixo estas linhas, porque a situação me sensibilizou, claro. E porque evidenciou, se é que eu precisava de mais evidências, o quanto podemos ganhar por ser "aquele maluquinho que mete estrangeiros em casa e pode ser assaltado e esfaqueado e vilipendiado e cortado aos bocadinhos e enfiado numa arca congeladora".

terça-feira, Agosto 14, 2007

Why Bother To Be Libertarian

"What It Means To Be A Libertarian" no Thoughts on Freedom:
I was very kindly invited yesterday to a lunch hosted by Greg Lindsay, head of the CIS. The guest speaker was Charles Murray .... the topic of his talk was not elitism but ‘Why Bother To Be Libertarian‘.
He identified four institutions that humans invest their time in; family, faith, vocation and community. He argued that the government’s job is to get out of the way of these four areas as much as possible.

###
It was at this point that he parted company from the traditional libertarian script. He encouraged us not to become profit maximisers but to possess a sense of virtue, a habit that is acquired by daily practice not a quality that can be taught. His major criticism of welfare was not that it is inefficient, nor that it exacerbates the problems it tries to solve, but that it drains the stuff of life from life itself.
.... He cited Adam Smith as one of history’s greatest thinkers but encouraged us not to focus on ‘The Wealth of Nations‘ and the selfish invisible hand but to read instead ‘The Theory of Moral Sentiments’ and discover his message of civic society, the volunteer ethic and virtue.

The Politically Incorrect Guide to the Constitution

The Politically Incorrect Guide (tm) to the Constitution

Kevin R. C. Gutzman


o PIG to the Constitution expõe a história das interpretações inconstitucionais da Constituição dos EUA:
This book's goal is to explain how the Constitution was understood in the first place and then to chronicle the federal court's history of dealing with it. It will show how we went from the Constitution's republican federal government, with its very limited powers, to an unrepublican judgeocracy with limitless powers.

O livro é um verdadeiro tratado sobre a corrupção do e pelo poder. Explica como é que a Constituição começou no contexto da independência das treze colónias americanas contra um poder imperial colonial. E, a partir daí, descreve como gerações de nacionalistas e colectivistas, em todos os ramos do Poder, mas sobretudo no ramo judicial, têm passado por cima do documento fundador, num contínuo e preocupante processo de reinterpretação creativa. Dos episódios mais destrutivos, conta-se o inaudito protagonismo do juíz Marshall, a Guerra de Conquista aos Estados do Sul, incluindo a tirania de Lincoln e as emendas centralistas que se seguiram, o fascismo de FDR, o activismo judicial liberal e affirmative action dos tempos mais recentes.

O livro está organizado historicamente, como uma narrativa contínua e temática. Em consequência desta organização, e uma vez que os factos se desenvolvem em várias dimensões (ideológica, política, jurídica), nem sempre é muito linear a interpretação da mensagem - que é inequivocamente a favor do intuito original da Constituição. Não obstante, o livro recomenda-se pela riqueza de informação sobre o assunto, e pelo seu poder de esclarecimento e elucidação.

Diário de um duro no Porto Santo (2)

"Nem é grande nem é pequeno, é assim-assim"

No Porto Santo não há absolutos, muito menos superlativos... "é que sabe"...

segunda-feira, Agosto 13, 2007

Momento Intimista do Dia

Fica-me mal, tenho plena consciência disso, mas não gosto de Lisboa em Agosto. Não sinto apego pelas ruas surdas, pelas avenidas enormes ou pelos lugares à espera nas esplanadas e miradouros. Em Agosto, Lisboa deixa de ser um privilégio, uma cidade escondida, objecto de duelos e conspirações. De repente, a cidade esquece quem a conhece e abre as suas portas a quem, cá vivendo, se deu ao luxo de a ignorar durante onze meses. Já não é preciso chegar cedo, reservar, correr, rezar. Basta cruzar a esquina e sentar. Como se aquela vista, aquele lugar, não merecesse um combate sério para o alcançar. Como se o prazer de lisboetar pudesse, afinal, esperar pelo vazio.

sábado, Agosto 11, 2007

Diário de um duro no Porto Santo (1)

— Traga-me uma Coca-Cola por favor.
— Não temos, mas temos Brisa-Cola, Brisa-Cola, Brisa-Cola, Brisa-Cola, Brisa-Cola, Brisa-Cola, Brisa-Cola, Brisa-Cola, Brisa-Cola, Brisa-Cola, Brisa-Cola, Brisa-Cola, Brisa-Cola, Brisa-Cola, Brisa-Cola, Brisa-Cola, Brisa-Cola, Brisa-Cola, Brisa-Cola, Brisa-Cola, Brisa-Cola, e Brisa-Cola.
— Uma Laranjada.

Recomendação de leitura de Verão

Atlas Shrugged
Ayn Rand


Já um pouco tarde, fica esta recomendação de leitura de Verão. Atlas Shrugged é uma referência absoluta na literatura libertarian, logo leitura obrigatória para quem queira perceber o desenvolvimento do liberalismo clássico nos EUA. Inexplicavelmente, aqui no A Arte da Fuga ainda não mereceu um review em condições, que ficará para uma época menos silly. Todo o livro é um monumental manifesto político, sem quaisquer rodeios ou contemplações, onde todos os elementos narrativos servem um único fim: demolir racionalmente a insanidade (e imoralidade, diz-nos Rand) da "ética" socialista.

De imediato, conta que o livro compreende 1100 páginas de um narrativa que mistura aventura, fantástico, tragédia de costumes e policial. Perfeito para férias.