Quarta-feira, Fevereiro 20, 2008

Sarjeta (2)

Diz-se por aí que os jornalistas não podem, atenta a real falta de alternativas ao PS, escancarar em demasia as fragilidades de José Sócrates e do seu governo, sob pena de desgastarmos um governo sem que haja ainda quem tenha capacidade para lhe suceder.

Esta tese é sintomática do país que temos, que prefere insistir na mediocridade e há muito esqueceu a excelência. Se é certo que as alternativas tardam em chegar, não menos certo é que estas só poderão aparecer quando o governo puder ser, de facto, sindicado como foram os governos anteriores. Enquanto andarmos nesta apologia da mediocridade, tudo seguirá como dantes, tal qual o Quartel de Abrantes.

Por outro lado, salvo o devido respeito pelos jornalistas, se há coisa que não lhes cabe, no âmbito do jornalismo e das entrevistas na esfera da política, é sentirem-se Deus, a eles cabendo escolher o momento certo para os portugueses se aperceberem do estado a que chegou o Estado. Evidentemente que existe, deve existir, da sua parte, um sentido de oportunidade jornalístico. Mas não é disso que estamos a falar, ou é?

4 comentários:

  1. Essa lógica que referes é do mais ridículo que já vi.

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  2. É. Mas o contrário também é verdade, o de acharem que o que escrevem se torna em "opinião pública".

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  3. Não me parece. IO que tenho lido prova o contrário, ou não?

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  4. ... excelência? onde?... só me gozam...

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