sexta-feira, março 21, 2008

efemérides

Há uns bons anos, houve um artigo do Luís Aguiar-Conraria que argumentava que o Caminho para a Servidão não era inevitável quando os regimes políticos vigentes eram meramente social-democratas - e não socialistas puros, como acontecia no tempo de Hayek.

Na altura contra-argumentou-se que o Road to Serfdom estava sim a ser percorrido, mas não com as mesmas etapas. As sociais-democracias davam sinais de começar pelo fim da enumeração de Hayek.

Impossibilitadas de controlar directamente a economia, entretinham-se a ordenar o uso do corpo (o que se fuma, o que se bebe, o que se come) e da mente (como se diz, como se pensa, como se publica). E em pinça, crescia o welfare state, a burocracia, o corporate-welfare, o corporativismo, o proteccionismo, o nannystatismo.

Adiante, quais são os sintomas da aplicação da social-democracia a um nível local, ou seja, a um domínio com reduzida capacidade legislativa e jurídica? Dito de outra forma, funcionaria a social-democracia se limitada?

Em quanto tempo deixa a sociedade de reagir quando sujeita a doses maciças de keynesianismo económico e intervencionismo social?

Sem comentários:

Enviar um comentário