segunda-feira, março 17, 2008

Emergency relief

Muita razão tem o Adolfo em sentir-se abandonado ao leme do A Arte da Fuga. Sei, dos tempos da vela, que a sensação de atravessar uma noite escura sozinho não é agradável — por muito que se saiba que os amigos estão ao alcance de uma chamada. Agora que estou de regresso a Portugal de férias, vou procurar voltar a esta actividade que tanto prazer me deu durante vários anos. E dar algum descanso bem merecido ao AMN.
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Nos últimos sete meses muita coisa mudou na minha vida. Durante sete anos li pelo menos um jornal por dia, pelo menos quatro ou cinco livros por mês, pelo menos uma ou duas horas diárias e conteúdo online. Para não falar de muito cinema e música, e outra actividade cultural. Não consigo deixar de sorrir com o nonsense cultural que juntei neste blogue - especialmente nos primeiros tempos do AADF. Não houve vergonha em combinar política, economia, literatura... com Bach, zombies, Monty Python, astronomia, cultura cyber-nerd...

Todos estes hábitos pouco salutares tiveram de ser adiados quando decidi, no ano passado mais ou menos por esta altura, ir fazer um MBA para Barcelona. To cut a long story short, nunca trabalhei tanto na vida, nunca tive tão pouca vida pessoal ou tempo livre. Simplesmente não tenho tempo para me manter actualizado com o que se passa em Portugal. Tão pouco com os duzentos posts diários dos blogues de referência.

Isto não quer dizer que mais nada se passe por lá, de interesse para este blogue. Antes pelo contrário. Aquela escola está empestada de socialistas e a luta continua. Para já, estou a dirigir o International Politics and Economics club. Já lá levámos o Tyler Cowen. Tenho mais dois lecturers para falar da Escola Austríaca (espero que tenhamos oportunidade para algum Fed-bashing). E mais em linha. Mas não há tempo para o follow-up. Tenho mantido um blogue pessoal, para dar notícias a família e amigos, mas nada mais.

Enfim, é bom estar de volta. E voltar a partilhar este espaço com o Adolfo, nem que seja por uma semana - uma mini-silly-season. Durante os últimos meses o AADF esteve em grande; confesso que algumas vezes adiei ler os post dele porque eu sabia que me iriam obrigar a investir tempo de "cabeça", luxo dos luxos. Em linha também está contribuir um pouco para O Insurgente, antes que o colectivo liberal-fásssista pense que eu perdi a minha consciência de classe.

Para acabar, basta dizer que a primeira pessoa a quem telefonei quando cheguei foi precisamente o Adolfo. Antes que a música comece a tocar, um esclarecimento. Eu precisava de me orientar num determinado bairro lisboeta. Lá fora do carro só havia prostitutas de maçã de Adão à mostra (e graças a Deus que ainda vivemos num país púdico). "Ajuda-me e logo falamos". Adolfo, amigo, deixa-me compensar pelo insulto. Quando é que vamos jantar?

2 comentários:

  1. ...lá fora empestados de socialistas e por cá empestados de travestis... podia ser pior... :P

    ... boas férias...

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  2. fonix, orientar num bairro lisboeta????? Shame on you.

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