segunda-feira, março 31, 2008

Inignados ma non troppo

Nem vale muito a pena falar das reacções do PCP à situação no Tibete. Já todos sabemos às quantas andam os comunistas portugueses, para quem a Coreia do Norte é democracia e as FARC convidados de honra na festinha anual. Mas já valeria a pena falar em todos aqueles que, sempre indignados com a política de relações internacionais do PCP, não rejeitam com eles coligar-se ou deles fazer parceiro natural de governação. Num país sempre tão severo com as hipocrisias políticas, a resistência e a respeitabilidade do PCP constituem um dos mais impressivos traços da nossa política. E diz muito sobre ela.

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