segunda-feira, março 31, 2008

Interesse nacional? Naaahhh! (3)

As declarações de António Borges e o desmentido de Manuel Pinho provam o estado em que fica a economia portuguesa sempre que esta depende do Estado.

De facto, quer as acusações de Borges, que se queixa de ter visto cancelados todos os contratos com a Goldman Sachs depois da sua participação no Congresso do PSD, quer a resposta de Manuel Pinho, instando os governos anteriores a explicar as verbas envolvidas na consultoria da Goldman Sachs, mostram bem que, no fundo no fundo, a economia nacional é utilizada como joguete ou trunfo na luta política e partidária.

Não interessa apenas descobrir se é mesmo verdade aquilo que Borges diz, porque a reacção de Pinho, embora desmentindo, acusa bem o toque de que, a não ser verdade, poderiam bem ter sido, porque é assim que se passam as coisas.

É por isso que custa ver algumas das mais inflamadas defesas da intervenção estadual na economia. Porque de cada vez que se fala em proteger o interesse nacional, sabemos bem que de nacional tem pouco.

2 comentários:

  1. A coisa não chega a ir a esse ponto. Isto foi apenas uma tentativa desesperada do Borges de aparecer para efeitos internos do PSD. Claro que ele politicamente é um desastre. Total.

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  2. E desde quando é que a grande economia não depende do Estado? Em Portugal, é claro...

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