Be cool (2)
O João Villalobos diz que, da leitura que fez, o meu primeiro post com este título não faz qualquer sentido. E pergunta-se se eu não terei aderido ao MEP. E eu respondo, desfazendo já as dúvidas.
Não aderi nem tenciono aderir ao MEP. Sou dos que considera, precisamente, que o maior problema da direita portuguesa foi ter andado encostada ao centrão, escondida debaixo das saias da respeitabilidade do PSD e do PS. A existência de dois partidos nesse espaço é, aliás, o exemplo perfeito da assimetria do nosso sistema de partidos e é essa sobrelotação que merece ser combatida.
E o meu post vai nesse sentido. Enquanto o PSD não se livrar de grande parte dos militantes que o encostam ao bloco central dos interesses, enquanto não perder grande parte dos históricos que passam a vida a deixar a caravana passar, qualquer alternativa no PSD, mesmo munida de um bom programa, está sujeita a esbarrar em problemas e questiúnculas desnecessárias.
É por isso que Menezes está a fazer um bom trabalho à direita. É preciso dar-lhe um pouco mais de tempo para que o PSD se redefina de vez, se possível com deserções e saídas. Nesse dia, que o CDS seguramente viverá, será possível qualquer coisa de novo e para melhor.
Não aderi nem tenciono aderir ao MEP. Sou dos que considera, precisamente, que o maior problema da direita portuguesa foi ter andado encostada ao centrão, escondida debaixo das saias da respeitabilidade do PSD e do PS. A existência de dois partidos nesse espaço é, aliás, o exemplo perfeito da assimetria do nosso sistema de partidos e é essa sobrelotação que merece ser combatida.
E o meu post vai nesse sentido. Enquanto o PSD não se livrar de grande parte dos militantes que o encostam ao bloco central dos interesses, enquanto não perder grande parte dos históricos que passam a vida a deixar a caravana passar, qualquer alternativa no PSD, mesmo munida de um bom programa, está sujeita a esbarrar em problemas e questiúnculas desnecessárias.
É por isso que Menezes está a fazer um bom trabalho à direita. É preciso dar-lhe um pouco mais de tempo para que o PSD se redefina de vez, se possível com deserções e saídas. Nesse dia, que o CDS seguramente viverá, será possível qualquer coisa de novo e para melhor.
tema por AMN em 10:50











1 Comentários:
Pode ser defeito meu, mas só não percebo porque é que o CDS "viverá alguma coisa de novo e para melhor" no caso de um redefinição do PSD à direita.
Antes pelo contrário, penso que essa redefinição iria (ou irá, quem sabe...) sobrepor-se ao espaço ocupado pelo CDS-PP e circunscrevê-lo a nicho eleitoral e ideológico bem mais restritos.
O que faria mais sentido no caso desa redefinição seria uma redefinição que abrangesse ambos os partidos. Um fusão de um partido forte à direita do PS e do núcleo social-democrata/socialista do PSD. Mas para isso convinha mudar de nome, e não apenas de símbolo...
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