PSD
O PSD é, enquanto partido social democrata, um partido com os dias contados. A disputar precisamente o mesmo espaço eleitoral que o PS, e recusando-se a formar um eleitorado não amante do Estado, o PSD tarde ou cedo chegaria a este desnorte.
Incapaz de perceber a trajectória do PS, o PSD foi sempre acreditando que o sistema partidário português era assim porque sim, nunca se perguntando, talvez porque o CDS andou a dormir este tempo todo, por que carga de água teria Portugal de ter dois partidos exactamente iguais?
A viabilidade futura do PSD não pode por isso continuar a passar pelo descanso que lhe é proporcionado pelo CDS. Já nem isso chega para manter o PSD enquanto partido eleitoralmente determinante. É finalmente a hora de o PSD descobrir qual o seu espaço na nova década. Qual o seu papel. Se é que tem algum.
Ora, essa descoberta será difícil enquanto o PSD estiver dominado não só por quem não vê para além dos dois meses que sucedem à manchete do jornal como também por todos aqueles que insistem e continuam a insistir que o PSD se deve posicionar no centro esquerda e a defender o modelo do Estado social.
Daí que tenha vindo a insistir, nestes últimos tempos, no importante papel de Menezes na redefinição da direita. É ele que vem obrigando o PSD a reflectir sobre si próprio e é ele que vai involuntariamente provocar a constatação de que há filosofias e famílias incompatíveis no PSD. É isso que veremos.
Incapaz de perceber a trajectória do PS, o PSD foi sempre acreditando que o sistema partidário português era assim porque sim, nunca se perguntando, talvez porque o CDS andou a dormir este tempo todo, por que carga de água teria Portugal de ter dois partidos exactamente iguais?
A viabilidade futura do PSD não pode por isso continuar a passar pelo descanso que lhe é proporcionado pelo CDS. Já nem isso chega para manter o PSD enquanto partido eleitoralmente determinante. É finalmente a hora de o PSD descobrir qual o seu espaço na nova década. Qual o seu papel. Se é que tem algum.
Ora, essa descoberta será difícil enquanto o PSD estiver dominado não só por quem não vê para além dos dois meses que sucedem à manchete do jornal como também por todos aqueles que insistem e continuam a insistir que o PSD se deve posicionar no centro esquerda e a defender o modelo do Estado social.
Daí que tenha vindo a insistir, nestes últimos tempos, no importante papel de Menezes na redefinição da direita. É ele que vem obrigando o PSD a reflectir sobre si próprio e é ele que vai involuntariamente provocar a constatação de que há filosofias e famílias incompatíveis no PSD. É isso que veremos.
tema por AMN em 10:45











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