terça-feira, abril 15, 2008

Vitórias más

Não tenho qualquer simpatia pelo senhor da foto, que aliás não se propõe colocar a Itália no rumo certo. Mas não deixa de ser engraçada a forma uns quantos relatizam certas vitórias em democracia, sobretudo quando comparadas com a exaltação da vontade popular nos momentos em que a coisa lhes sorri. Um bocadinho ao jeito de, quando perdem o povo estava manietado, quando ganham o povo estava liberto.

A única forma, de um lado e do outro, de convivermos melhor com os resultados maioritários é reduzir a nossa dependência face aos mesmos. Quanto menos o Estado tiver que ver com a nossa vida, menos tais resultados nos afectam ou podem prejudicar. Isto não significa anarquia, mas tão só subsidiariedade.

5 comentários:

  1. "subsidiariedade"

    Eu gosto do conceito que existe expressametne na doutrina católica sobre o papel do Estado.

    Doutrina aliás que não coloca limites ao esvaziamento de funções, desde que possam ser cumpridos por outras formas de governo.

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  2. Em democracia temos exactamente os dirigentes que merecemos. Os Italianos têm os deles nós os nossos. Em comum apenas o facto de serem os que merecemos.

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  3. Ele vai ser bom para a Itália
    E nós precisávamos de um homem como ele quem faz as coisa acontecerem
    O político mais parecido com ele que temos é o presidente da C. M. de Oeiras, que todos dizem que é corrupto mas Oeiras é uma autarquia de sucesso.

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  4. Os fins caro Troca Letras nunca justificam os meios, nunca. Eu não sei se o presidente da camara de Oeiras é corrupto ou não isso cabe aos tribunais decidir, nem tão pouco sei se Berlusconi é ou não corrupto. Mais uma vez os tribunais deveriam decidir. Uma coisa sei. Justificar a "bondade" de um político pelos resultados obtidos sem olhar aos meios utilizados é quanto a mim profundamente errado. Os meios que utilizamos são o mais importante. Os resultados apenas são positivos quando os meios também o são.

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  5. Berlusconi, again?? À primeira qualquer um cai, à segunda só cai quem quer.

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