segunda-feira, maio 05, 2008

PSD (12)

Vale bastante a pena ler a entrevista de Pedro Passos Coelho ao Correio da Manhã. Se nem sempre concordo com as suas propostas, é quase inédito ver alguém em Portugal questionar, e de forma frontal, os pressupostos em que assenta este nosso Estado Social.

Num partido tão cheio de social democratas, é pena que este discurso possa perder-se por entre tantos apelos à credibilidade. Como é igualmente pena que o CDS perca tempo e mais tempo a mover-se numa geometria partidária caduca, sem perceber onde está o futuro da direita portuguesa.

Alguns exemplos:

"Ou querem permanecer numa ideia de que o Estado deve resolver tudo e, portanto, devemos defender uma maior eficiência para o Estado, mas não reformar o Estado, ou então querem um compromisso diferente entre a sociedade e o Estado em que as pessoas tenham mais liberdade mas também mais responsabilidade pela sua vida. E o Estado não se confunda tanto com os privados e não seja jogador e árbitro ao mesmo tempo. Isto é o que eu defendo".

###


"Eu já afirmei que o Estado se devia retirar das empresas e que portanto nada justifica que o Estado detenha bancos, estações de televisão ou que detenha outras empresas. O Estado tem, por exemplo na comunicação social, um serviço público que deve prestar, mas pode contratualizá-lo com privados".


"Não é possível que uma ministra ou um ministro da Educação, seja qual for o Governo, consiga administrar e gerir milhares de escolas como hoje existem. Essa gestão deve ser mais descentralizada".


"Nós temos uma regulamentação demasiado rígida ao nível laboral. De um modo geral eu defendo uma maior flexibilidade e uma maior flexibilização e descentralização da negociação laboral, dos conflitos e da arbitragem de conflitos a nível laboral. À rigidez tradicional que nós temos eu oporia uma maior flexibilidade e uma maior descentralização das soluções".

6 comentários:

  1. Eu já alertei. Se PPC conseguir introduzir um projecto liberal no PSD, suspeito que a sobrevivência do CDS fica posta em causa. E nem estou preocupado com a sua eleição imediata (pouco provável), mas a possibilidade de isso acontecer em 2009, altura em que, de uma vez por todas, o CDS terá de dar os primeiros passos na afirmação de um programa claramente liberal, uma vez confirmada a provável derrota da linha actual nas legislativas desse ano. Será o momento de pegar ou largar. E é bom despachar antes que nos tirem o lugar...

    ResponderEliminar
  2. A vida não está fácil

    pelo que me dizem

    ResponderEliminar
  3. Nome do Partido: Partido Social Democrata. Desculpem-me mas se querem um partido Liberal mandam as regras do Marketing que comecem por o chamar pelo nome ... Partido Liberal. Depois ainda terão de conseguir explicar o que isso é ... mas pelo menos não começam com o ónus de um nome errado.

    ResponderEliminar
  4. O partido é dos seus militantes. Não é do seu nome.

    ResponderEliminar
  5. Claro que o Partido é dos seus militantes. Os seus militantes se acham que o partido deve ser um partido Liberal que comecem por lhe mudar o nome. Não haveria nada de errado nisso ...

    ResponderEliminar
  6. Adolfo,

    Ainda acabas no PSD...

    Se o PPC tiver algum sucesso a atrair liberais evolucionistas pode sobrar ao CDS/PP criar uma ala liberal-conservadora, ou ficar como está...

    Se o homem tivesse histórico que suportasse a coerância do discurso eu já lá estava. Infelizmente Ron Paul só há um.

    abraço,

    Ricardo

    ResponderEliminar