segunda-feira, maio 12, 2008

PSD (17)

Diz o Paulo Pinto Mascarenhas, e muito bem, que a "frase - “obviamente que não lhe respondo” - comprova que existem hoje dois partidos inconciliáveis no interior do maior partido da oposição: o PPD e o PSD".

E de facto assim é, por muito que continue a vender-se a ideia de que no PSD todos se unem na altura de ganhar eleições. A circunstância de Manuela Ferreira Leite admitir poder não ter votado no PSD demonstra, à saciedade e contra todas essas teorias, que uma parte do PSD institucional pondera não votar no PSD se "os outros" lá estiverem colocados. E se isto não é sinal de que a coisa está prestes a partir-se, não sei por que mais sinais se espera.

E já agora, não é suposto que Manuela Ferreira Leite seja a candidata que consegue reunir o consenso necessário para unir o partido? Ou, como já se adivinhava, apenas vai unir o partido que interessa, deixando o restante à solta?

3 comentários:

  1. http://militantedebase.blogspot.com/

    Será que votou?

    É lógico que a importância e a pertinência da questão do voto de MFL se deve ao facto de estarmos numa disputa eleitoral.
    O facto é que MFL na sua busca cega sobre a sua credibilização enquanto candidata não consegui assumir perante todos aquilo em que todos ou pelo menos alguns acreditamos que ela fez, votar PSD.
    O problema que se colocava era simples ou não assumia e corria o risco de lidar com a falta de fidelidade para com os seus ou assumia e corria o risco de PSL tirar partido disso dizendo que se MFL votou nele para primeiro ministro é porque acreditava que era a melhor escolha para o país.
    Pois ninguém acredita que se MFL não acreditasse nesse pressuposto votasse em algo que considerava pior para o país? Certo?
    Ou não?
    É que a credibilidade ganha-se assumindo posições muito concretas nestas questões difíceis. Estarei certo?

    http://militantedebase.blogspot.com/

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  2. União não quer dizer agradar a gregos e a troianos.

    Pessoas que sejam verdadeiramente sérias sabem que tal não é possível. A perspectiva de MFL passa precisamente pela união à volta do melhor candidato(a) que considera ser.

    Guerras são guerras e disputas são disputas. A nossa disputa é interna. Mas a guerra é com Sócrates.

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  3. Uma autêntica não questão.

    E nem concordo que ela tenha respondido, "a posteriori", que sempre votou PSD.

    Não se é melhor ou pior candidato por votar no seu partido.

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