Denuncia-se muito a cartilha liberal (quando se quer achincalhar mesmo, a coisa é antecedida pelo neo). O João Galamba, por exemplo, fá-lo a propósito da presença de José Manuel Moreira no Prós e Contras.
Quem lê tais denúncias quase que acredita que aquilo que supostamente faz parte dessa cartilha está espalhado por toda a parte: pela academia, pela economia, pela política ou pela cultura. Quem lê tais denúncias quase que imagina um país cheio de liberais, a pulular por todos os fóruns de decisão, a minar todas as políticas, a influenciar gerações e gerações de quadros.
Mas a coisa, como se sabe, não é bem assim. Antes fosse, mas não é. E não sendo, esta desproporcionalidade fica sem razão de ser. Como podem tanto incomodar aqueles que se limitam a defender um caminho diferente, perante uma cartilha socialista que, essa sim, reconheça-se, domina todos os espectos da vida (variando de grau)? Por que razão os liberais adoptam uma cartilha e todos os State Lovers se limitam a revelar a Verdade?
Adolfo,
ResponderEliminarJosé Manuel Moreira pode ser muita coisa menos um comunicador. Eu sei que perante a Fátima Campos Ferreira não deve ser difícil perder o tino, mas o que vi foi confrangedor.
um abraço,
joao
pensava que o problema era o conteúdo...
ResponderEliminarE já agora, rejeito a tua dicotomia liberal vs. estatista. Esse argumento pressupõe que qualquer posição política decorre de uma cartilha rígida. Eu só sou estatista alguém que defende purismos ideológicos.
ResponderEliminar...'para alguém que defende purismos ideológicos'
ResponderEliminarJoão,
ResponderEliminarSe há coisa que eu não sou é purista nessas coisas. E gosto de me sentir impuro :)
A questão está na não refutação das ideias defendidas por outrém com a desculpa de que as mesmas são parte de uma cartilha. Mesmo que assim fosse, não seria motivo para o não fazer.
Abraço