terça-feira, dezembro 02, 2008

O albergue

Um partido de poder só consegue sobreviver quando os seus dirigentes respeitam institucionalmente o partido, de tal sorte que respeitam os mandatos estatutariamente alcançados.

Não quer isto dizer que as várias tendências não procurem, de um lado e do outro, ganhar posição e condicionar a estratégia das várias direcções. Quer apenas dizer que essa caminhada se faz de uma forma que não coloca em causa a instituição partidária.

Acontece que, no PSD, as coisas já fugiram do controlo e há muito que o respeito institucional pelo partido se foi. E, curiosamente, foi em nome desse respeito que os mais institucionalistas iniciaram uma cruzada contra o seu próprio partido, então liderado por Santana Lopes. Foi o princípio do fim.

Em primeiro lugar, porque deu a entender que, no PSD, uma boa fatia de dirigentes considerava que uma outra boa fatia era indigna de liderar o partido, de tal forma que tudo se justificava para os impedir de exercer o poder e de, nesse exercício, denegrir o partido.

Em segundo lugar, porque ofereceu um pretexto para toda e qualquer oposição se sentir no direito de, em nome do PSD, do verdadeiro PSD, iniciar uma guerra contra a direcção vigente capaz de comprometer o próprio partido.

E em terceiro lugar, porque se perdeu o respeito mútuo. O capital de queixa de uns face a outros é hoje impossível de ignorar ou de esquecer.

Quanto tempo mais conseguirão manter-se unidos em nome do PSD?

1 comentário:

  1. Um reino dividido em si mesmo não pode subsistir.

    O modo como se apeou Santana e se fez a vida negrejar a Menezes justifica que seja um inferno liderar hoje este partido moribundo. Rui Rio quer morrer lentamente e na praia e para isso é preciso tempo. Menezes quer liquidar o mais rápido possível a anticarismática e gafferina MFL.

    Um partido partido, gafado, uma nulidade notória. Um tempo de corruptos ilustres ao contrário de Sá Carneiro. Um partido agonizante.

    PSD? Paz à sua alma.

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