sábado, Maio 31, 2008

Crystal Skulls

Cap and Trade

De Making Economic Sense por Murray Rothbard, "Population "Control"":
A grotesque example of a "free-market . . . expert" on efficiency slightly moderating totalitarianism was the proposal of the anti-population fanatic and distinguished economist, the late Kenneth E. Boulding. Boulding proposed the typical "reform" of an economist.

Instead of forcing every woman to be sterilized after having two babies, the government would issue to each woman (at birth? at puberty?) two baby-rights. She could have two babies, relinquishing a ticket after each birth, or, if she wanted to have three or more kids, she could buy the baby-rights on a "free" market from a woman who only wanted to have one, or none.

Pretty neat, eh? Well, if we start from the original ZPG [Zero Population Growth, 1970's] plan, and we introduced the Boulding plan, wouldn't everyone be better off, and the requirements of "Pareto superiority" therefore obtain?

Socialismo demográfico


Na fotografia acima, tirada ontem, vê-se a fachada do Ministerio de Sanidad y Consumo, em Madrid e um grande pendente da campanha "Entre nosotros, usa preservativo". Lê-se "Campanha de prevenção do VIH e outras infecções de transmissão sexual em homens que têm relações sexuais com outros homens".

Qualquer acção do Estado será inevitavelmente entendida como favoritismo: ou o Estado está a dar um benefício exclusivo a um conjunto restrito da sociedade, ou está a excluir todo o resto da sociedade dos benefícios de políticas públicas.

( página do Ministerio de Sanidad y Consumo | ABC | El Mondo )

Socialismo em nome da família

Excerto de "Gente Normal" pela Rititi no PNET Mulher:
Ai, a família, que jeitinho dá aos perigosos defensores da decência pública. Em nome da família tudo se permite .... Os que vivemos em Espanha cada certo tempo temos que levar com este tipo de manifestações em nome da exigência do retorno à normalidade social e moral .... Em nome da família normal esta Associação para a Protecção das Praias Familiares pretende ir a todas as televisões, rádios e fóruns onde haja um microfone aberto e em nome da defesa dos valores tradicionais .... importunar todo aquele .... que pense diferente ou, directamente se esteja a borrifar para considerações morais cuja defesa não cabe às polícias do Estado .... nada parará estes defensores da burka moral.

Querem proibir o sobressalto, extrapolar valores religiosos, morais e que só cabem no íntimo de cada casa, como muito, às ruas e praias espanholas. Extraordinário. Amanhã a tentativa de proibição passará ao sussurro inconveniente, à suspeita da anormalidade, em nome da família, da calma social. Não há pachorra, palavra de honra, para tanta decência.

Os destaques são meus.

The Colors Of Infinity

sexta-feira, Maio 30, 2008

Inquisidor

Não sei se o primeiro-ministro é a pessoa indicada para responder à letra às absurdas divagações populistas de Francisco Louçã. Logo ele que se escusa a responder a qualquer uma das perguntas da oposição, a elas respondendo sempre de igual forma, seja qual for o tema. Aquela coisa do passado, que ele tanto repete, não cola. Tanto mais que, como venho repetindo, José Sócrates esteve presente em 10 dos últimos 13 anos de governo em Portugal.

Mas a verdade é que Francisco Louçã está, de facto, a precisar de ser posto na ordem. De cada vez que mente, que descontextualiza, que insinua, que perora. E seria bom que todos aqueles que permitiram que Louçã chegasse ao título de inquisidor mor, por uma vez realizassem que, em política, não se pode nem se deve atribuir esse título a ninguém. Mesmo que esse alguém seja de esquerda. E da extrema.

quarta-feira, Maio 28, 2008

Leader Quest


Promovido pelo Harvard Clube de Portugal, o Leader Quest vai eleger os três melhores e emergentes Executivos nacionais – com idades compreendidas entre os 28 e 38 anos – cujo percurso profissional seja pautado por crescentes responsabilidades de liderança.

O meu amigo Nuno Lopes Alves participa nesta iniciativa — que, como não podia deixar de ser, tem um belo nome em Inglês! Ide e votai!

terça-feira, Maio 27, 2008

Eco-draconianismo

"Every adult in Britain should be forced to carry 'carbon ration cards', say MPs" (Daily Mail):
Every adult should be forced to use a 'carbon ration card' when they pay for petrol, airline tickets or household energy, MPs say.
The idea of personal carbon trading is increasingly being promoted by environmentalists. In theory it could be used to cover all purchases - from petrol to food.
'What we are asking the Government to do is to seize the reins on this, leading the debate and coordinating research.'

Patrick Michaels, Cato senior fellow in environmental studies, comments:
Britain's parliamentary proposal to require all adults to carry a 'carbon ration card' would result in the absolute destruction of personal privacy with no detectable impact on global climate. The proposed card would track virtually all personal movements and purchases (including food), reporting them to the government. The cost of the loss of privacy is outweighed by absolutely no climatic benefit. The United Kingdom is a minor emitter of carbon dioxide, accounting for a tiny fraction compared to the emissions of China, now the world's largest source of carbon dioxide, where there is certainly no attempt to reduce personal use of energy.

Further, for such a program to be effective, the cost of energy would have to be so high that the British economy would grind to a halt. Stabilizing atmospheric carbon dioxide requires 60-80% reductions in emissions worldwide. Here in the United States, $4.00 per gallon gasoline is cutting use by a few percent. What price is required for an 80% reduction, and is this worth surrendering virtually all of one's privacy to the government?

Trunfos

Pergunta o João Miranda porque raio é que Hillary não desiste. A resposta, que só ela e poucos terão, deve estar para chegar. Só um escondido trunfo pode justificar a persistência. Esperemos por ele.

Regresso

E eis que regresso de férias. Com pouca vontade, claro. Mas há coisas para as quais a vontade é irrelevante.

domingo, Maio 25, 2008

Too "Complex"

Too "Complex" por Thomas Sowell:
Is there anything complex about the fact that with two countries-- India and China-- having rapid economic growth, and with combined populations 8 times that of the United States, they are creating an increased demand for the world's oil supply?

The problem is not that supply and demand is such a complex explanation. The problem is that supply and demand is not an emotionally satisfying explanation. For that, you need melodrama, heroes and villains.
While economists are talking supply and demand, politicians are talking compassion, "change" and being on the side of the angels-- and against drilling for our own oil.
Asking questions like these are among the many reasons why economists have never been very popular. They frustrate people's desires for emotionally satisfying explanations.

Eternity

pic
Eternity puzzle

sexta-feira, Maio 23, 2008

On Wilt Chamberlain

De "Robert Nozick (1938-2002)" (the Internet Encyclopedia of Philosophy):
Standard theories of distributive justice, Nozick says, are either ahistorical "end-state" or "end-result" theories, requiring that the distribution of wealth in a society have a certain structure, e.g. an egalitarian structure (regardless of how the distribution came about or how people got what they have); or they are historical theories requiring that the distribution fit a certain pattern reflecting such historical circumstances as who worked the hardest or who deserves the most.
Nozick illustrates and defends the .... theory in a famous thought-experiment involving the basketball player Wilt Chamberlain. Imagine a society in which the distribution of wealth fits a particular structure or pattern .... Now suppose that among the members of this society is Wilt Chamberlain .... over the course of the season, one million fans decide to pay the twenty-five cents to watch him play. The result will be a new distribution, .... in which Chamberlain now has .... much more than anyone else .... no one has any grounds for a complaint of injustice; and thus there is no injustice.
.... the example shows that "liberty upsets patterns," that allowing individuals freely to use their holdings as they choose will inevitably destroy any distribution advocated by .... theories, whether they be socialist, egalitarian liberal, or some other theory of distribution. And the corollary of this is that patterns destroy liberty .... As Nozick puts it, "the socialist society would have to forbid capitalist acts between consenting adults." ....

Para uma análise mais completa: Nozick.

segunda-feira, Maio 19, 2008

Socionomics

A imagem abaixo já é sugestiva por mérito próprio. Contudo foi ali parar porque para além de receber a mailing list da Astronomy Picture of the Day, há poucos dias enviaram-me uns links de Economia que faziam referência àquelas espirais. E, como se não bastasse, os links falavam de forecasting, o tema de uma apresentação de Scott Armstrong a que vou assistir hoje.

Os ditos links diziam respeito à doutrina Socionomics, que diz que quase toda a experiência social humana pode eser explicada por fractais (ver, por exemplo, "The Human Social Experience Forms a Fractal" ou "The Fractal Design of Social Progress".

Este campo de pesquisa (ver arquivos) alega que consegue explicar e até prever processos complexos como os mercados de capitais - desafiando algumas das conclusões da Teoria dos Mercados Eficientes.

Colocando de parte a numerologia (ou numero-magia), são interessantes algumas observações quanto à "natureza" auto-replicável da acção humana, uma vez que há padrões que se devem repetir, a diversas escalas, em qualquer ordem espontânea. Mas também há ali muita minhoquice. Deixo um vídeo para que os leitores formem a sua opinião.


Fibonacci, Fractals and Financial Markets - Socionomics.net

well-educated people who imagine that the way to end the world’s woes is through socialism

"Everything You Love You Owe to Capitalism" de Lew Rockwell:
I'm sure that you have had this experience before, or something similar to it. You are sitting at lunch in a nice restaurant or perhaps a hotel. Waiters are coming and going. The food is fantastic. The conversation about all things is going well. You talk about the weather, music, movies, health, trivialities in the news, kids, and so on. But then the topic turns to economics, and things change.

You are not the aggressive type so you don't proclaim the merits of the free market immediately. You wait and let the others talk. Their biases against business appear right away in the repetition of the media's latest calumny against the market ....

You begin to offer a corrective, pointing out the other side. Then the truth emerges in the form of a naïve if definitive announcement from one person: "Well, I suppose I'm really a socialist at heart." ....

Espirais logarítimicas


APOD

Explanation: Uncomfortably close Typhoon Rammasun (right) and 25 million light-year distant galaxy M101 don't seem to have much in common. For starters, Rammasun was only a thousand kilometers or so across while M101 (aka the Pinwheel Galaxy) spans about 170,000 light-years, making them vastly dissimilar in scale, not to mention the different physical environments that control their formation and development.

But they do look amazingly alike: each with arms exhibiting the shape of a simple and beautiful mathematical curve known as a logarithmic spiral, a spiral whose separation grows in a geometric way with increasing distance from the center. Also known as the equiangular spiral, growth spiral, and Bernoulli's spiral or spira mirabilis, this curve's rich properties have fascinated mathematicians since its discovery by 17th century philosopher Descartes.

Intriguingly, this abstract shape is much more abundant in nature than suggested by the striking visual comparison above. For example, logarithmic spirals can also describe the tracks of subatomic particles in a bubble chamber, the arrangement of sunflower seeds and, of course, cauliflower.

sexta-feira, Maio 16, 2008

Leadership

Conservatives Deserting the GOP (News AOL):
.... conservatives cannot surrender their agenda to McCain. Leadership for conservatives should form from and within the conservative GOP delegation, and they need to do an end run around the GOP leadership.

What they need to do, and do without delay is to form an opposition party to John McCain and declare that they will oppose John McCain where he differs from them on spending, on global warming, on amnesty, on drilling in ANWR, etc. They should also, of course, say that they will work with McCain on judges, on fighting terrorists, etc. But the primary need is to serve as a rallying point to roust and energize the dormant and fleeing conservative base.

A ler: "Ron Paul Revolt at the Republican Convention?" n'O Insurgente.

Concorrência na regulaçao

Uma interessante "guerra" entre entidades reguladoras da "propriedade" intelectual, em que obviamente ganha o consumidor: "La SGAE tiene rival: EXGAE" (El País):
Hasta 1449 los libros sólo tenían un camino para ser difundidos. Los monjes y frailes copistas eran los encargados de realizar las copias de los ejemplares señalados como actos, la revolución de Gutemberg fue la expansión y difusión de los libros provocada por la imprenta. A partir de ese momento, cualquiera podía acceder a la lectura porque los costes eran cada vez menores. A su vez, la interpretación de la Biblia ya no estaba reservada a los sacerdotes. Al igual que entonces, Internet ha causado un efecto similar: la difusión de música, libros, fotografías... se escapan a las entidades de gestión. ¿Cuál es la copia y cuál es el original? ¿Cómo se agrava con un impuesto algo que físicamente no existe?

quinta-feira, Maio 15, 2008

Imigração e colectivismo

Recentemente, entrei em discussão com uns apoiantes de Ron Paul que se entretinham a vilipendiar a Imigração, deturpando a posição do bom doutor. Oportunamente, saiu este artigo de Butler Shaffer: "The Immigration Question":
As with government control generally, the power of the state to prevent or regulate immigration is grounded in the doctrine of collectivism. When governments build walls or fences around politically-defined boundaries, they are doing what all other property owners do: staking out their claims to everything contained within. .... The state, through no other principle than the coercive force that defines it, is able to transform itself from an agency of protection into a principal interest to be protected!
It is within my authority, as a property owner, to prevent another from moving onto my land without my consent. If, however, I try to extend such authority to prevent others from moving into territory that is not mine, I overstep my boundaries and no longer behave as an owner. I then become a trespasser of the self-ownership claims of others. So, too, with the state, when it acts to prevent others from entering the country. Or does the state have an ownership interest in the entire country? If so, how was this interest acquired, and how far do the state’s boundary claims extend?

.... So, too, is the campaign against immigrants grounded in a presumed state-ownership that defines all collectivist systems.

(post vagamente inspirado neste outro)

quarta-feira, Maio 14, 2008

Resources, Population, Environment (4)

À semelhança da Simon-Ehrlich wager, The Challenge:
Scott Armstrong of the Wharton School challenges Al Gore $20,000 that he will be able to make more accurate forecasts of annual mean temperatures than those that can be produced by climate models. Scott Armstrong’s forecasts will be based on the naive (no-change) model; that is, the forecasts would be the same as the most recent year prior to the forecasts. The money will be placed in a Charitable Trust to be established at a brokerage house. The charity designated by the winner will receive the total value in the fund when the official award is made at the annual International Symposium on Forecasting in 2018.

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De Global Warming: Forecasts by Scientists versus Scientific Forecasts (PDF) por Scott Armstrong:
In 2007, the Intergovernmental Panel on Climate Change’s Working Group One, a panel of experts established by the World Meteorological Organization and the United Nations Environment Programme, issued its Fourth Assessment Report.

The Report included predictions of dramatic increases in average world temperatures over the next 92 years and serious harm resulting from the predicted temperature increases. Using forecasting principles as our guide we asked: Are these forecasts a good basis for developing public policy? Our answer is “no”.
The forecasts in the Report were not the outcome of scientific procedures. In effect, they were the opinions of scientists transformed by mathematics and obscured by complex writing. Research on forecasting has shown that experts’ predictions are not useful in situations involving uncertainly and complexity. We have been unable to identify any scientific forecasts of global warming. Claims that the Earth will get warmer have no more credence than saying that it will get colder.

Mais material:

- Dr. Scott Armstrong on Climate Forecasting - Part I
- Dr. Scott Armstrong on Climate Forecasting - Part II
- Dr. Scott Armstrong on Climate Forecasting - Part III
- apresentação (PDF)

O pecado da impressão

"O pecado da impressão" (Lóbi):
- Gostavas que uma árvore recebesse um e-mail como este e o mandasse imprimir no teu corpo?

Waribashi - Aprender a Jogar Go


número 1 da revista Waribashi
(já vai no número 8 e é fantástica)

A não perder, a partir da página 46 do número 8, "Aprender a Jogar Go"

Resources, Population, Environment (3)

"False prophets of doom" por Walter Williams:
In 1968, Paul Ehrlich, Vice President Gore's hero and mentor, predicted there would be a major food shortage in the U.S. and "in the 1970s ... hundreds of millions of people are going to starve to death." Ehrlich said 65 million Americans would die of starvation between 1980 and 1989, and by 1999 the U.S. population would have declined to 22.6 million. Ehrlich's predictions about England were gloomier: "If I were a gambler, I would take even money that England will not exist in the year 2000."
It's not just latter-day doomsayers who have been wrong; doomsayers have always been wrong. In 1885, the U.S. Geological Survey announced there was "little or no chance" of oil being discovered in California, and a few years later they said the same about Kansas and Texas .... Having learned nothing from its earlier erroneous claims, in 1974 the U.S. Geological Survey advised us that the U.S. had only a 10-year supply of natural gas. According to the American Gas Association, there's a 1,000 to 2,500 year supply.
.... In 1970, when environmentalists were making predictions of manmade global cooling and the threat of an ice age and millions of Americans starving to death, what kind of government policy should we have undertaken to prevent such a calamity?
.... what makes us think that environmental alarmism is any more correct now that they have switched their tune to manmade global warming?

terça-feira, Maio 13, 2008

Venezuela se respeta!


"Hugo Chávez usa imagem de Sócrates em campanha" (DN Online)
"Sócrates recebe a chave de Caracas" (Portugal Diário)

To shrug (2)

"Chavez nationalizes biggest steelmaker (AFP):
"Here, beside these furnaces in the middle of Siderurgica del Orinoco (Sidor steel company), I have enacted the law by which we reclaim steel making," he told hundreds of company employees.

Waribashi - entrevistas

Nas entrevistas de trabalho deste universo do business administration, é costume que façam algumas perguntas quebra-cabeça. A ideia é testar a rapidez e estrutura de pensamento do candidato. Há perguntas que são muito razoáveis - por exemplo, estimar o lucro de um determinado negócio. Outras são quase anedóticas - por exemplo, estimar o número de traças no território russo.

Ora, estava a ler um artigo e o primeiro pensamento que me veio à cabeça, acto contínuo - deve ser condicionamento - foi calcular um desses números. O artigo era sobre os waribashi, os pauzinhos descartáveis que os japoneses usam como talheres.


Quantos pares de waribashi são usados anualmente no Japão?

Ainda estava a matutar quando a resposta apareceu logo de seguida no texto.

Resources, Population, Environment (2)

"The Doomslayer de Ed Regis na WIRED, sobre a famosa aposta Simon-Ehrlich wager:
He always found it somewhat peculiar that neither the Science piece nor his public wager with Ehrlich nor anything else that he did, said, or wrote seemed to make much of a dent on the world at large. For some reason he could never comprehend, people were inclined to believe the very worst about anything and everything; they were immune to contrary evidence just as if they'd been medically vaccinated against the force of fact. Furthermore, there seemed to be a bizarre reverse-Cassandra effect operating in the universe: whereas the mythical Cassandra spoke the awful truth and was not believed, these days "experts" spoke awful falsehoods, and they were believed. Repeatedly being wrong actually seemed to be an advantage, conferring some sort of puzzling magic glow upon the speaker.

Em baixo, uma descrição da aposta:
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Ehrlich .... wrote the runaway best-seller The Population Bomb. Published in 1968, the book was solidly Malthusian.

"The battle to feed all of humanity is over," it began. "In the 1970s and 1980s hundreds of millions of people will starve to death in spite of any crash programs embarked upon now. ....
Julian Simon read this stuff, which he viewed as unalloyed and total nonsense .... he sprang forth .... in the pages of Science, in an article titled "Resources, Population, Environment: An Oversupply of False Bad News." It led with a summary that became a manifesto: False bad news about population growth, natural resources, and the environment is published widely in the face of contrary evidence ...
The battle lines now drawn, it was not long before Ehrlich and Simon met for a duel in the sun. The face-off occurred in the pages of Social Science Quarterly, where Simon challenged Ehrlich to put his money where his mouth was .... with "a public offer to stake US$10,000 ... on my belief that the cost of non-government-controlled raw materials (including grain and oil) will not rise in the long run."

You could name your own terms: select any raw material you wanted - copper, tin, whatever - and select any date in the future, "any date more than a year away," and Simon would bet that the commodity's price on that date would be lower than what it was at the time of the wager.
Ehrlich and his colleagues picked five metals that they thought would undergo big price rises: chromium, copper, nickel, tin, and tungsten ....
Between 1980 and 1990, the world's population grew by more than 800 million, the largest increase in one decade in all of history. But by September 1990, without a single exception, the price of each of Ehrlich's selected metals had fallen, and in some cases had dropped through the floor. Chrome, which had sold for $3.90 a pound in 1980, was down to $3.70 in 1990. Tin, which was $8.72 a pound in 1980, was down to $3.88 a decade later.

Which is how it came to pass that in October 1990, Paul Ehrlich mailed Julian Simon a check for $576.07.

To shrug


If you saw Atlas, the giant who holds the world on his shoulders, if you saw that he stood, blood running down his chest, his knees buckling, his arms trembling but still trying to hold the world aloft with the last of his strength, and the greater the effort the heavier the world bore down upon his shoulders -- what would you tell him to do? I don't know. What could he do? What would you tell him? To shrug.

Francisco D'Anconia, personagem de Atlas Shrugged

Resources, Population, Environment

"Resources, Population, Environment: An Oversupply of False Bad News" de Julian L. Simon — o artigo publicado em 1980 na Science que veio estilhaçar o "consenso" sobre os efeitos "catastróficos" do aumento da população no ambiente e na disponibilidade de recursos naturais:
Summary. False bad news about population growth, natural resources, and the environment is published widely in the face of contradictory evidence. For example, the world supply of arable land has actually been increasing, the scarcity of natural resources including food and energy has been decreasing, and basic measures of U.S. environmental quality show positive trends. The aggregate data show no longrun negative effect of population growth upon the standard of living. Models that embody forces omitted in the past, especially the influence of population size upon productivity increase, suggest a long-run positive effect of additional people.

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Why Do We Hear Phony Bad News?

Why do false statements of bad news dominate public discussion of these topics'? Here are some speculations.

1) There is a funding incentive for scholars and institutions to produce bad news about population, resources, and the environment. The AID and the U.N.'s Fund for Population Activities disburse more than a hundred million dollars each year to bring about fertility decline. Much of this money goes to studies and publications that show why fertility decline is a good thing. There are no organizations that fund studies having the opposite aim.

2) Bad news sells books, newspapers, and magazines; good news is not half so interesting. Is it a wonder that there are lots of bad-news best-sellers warning about pollution, population growth, and natural-resource depletion but none telling us the facts about improvement?

3) There are a host of possible psychological explanations for this phenomenon about which I am reluctant to speculate. But these two seem reasonably sure: (i) Many people have a propensity to compare the present and the future with an ideal state of affairs rather than with the past or with some other feasible state; the present and future inevitably look bad in such a comparison. (ii) The cumulative nature of exponential growth models has the power to seduce and bewitch.

4) Some publicize dire predictions in the idealistic belief that such warnings can mobilize institutions and individuals to make things even better; they think that nothing bad can come of such prophecies. But we should not shrug off false bad news as harmless exaggeration. There will be a loss of credibility for real threats as they arise, and loss of public trust in public communication. As Philip Handler, president of the National Academy of Sciences, testified to congressmen. in the midst of the environmental panic of 1970: "The nations of the world may yet pay a dreadful price for the public behavior of scientists who depart from .... fact to indulge .... in hyperbole"

The question, then, is: Who will tell us the good-and-true news? How will it be published for people to learn?

Todas as semelhanças com fenómenos actuais são puras coincidências.

segunda-feira, Maio 12, 2008

Empreendedorismo

A lista de promotores, financiadores, parceiros, patrocinadores e apoiantes é um ai-Jesus de entidades estatais (ver abaixo), mas que raio, se há alguma coisa que seja 'serviço público' de Educação, é isto:


rs4e - Road Show for Entrepreneurship

Hortologia

Via Blasfémias ("Soluções para a crise almentar: a horta de cidade"), a notável opinião de José Manuel Pureza:
Se algo de positivo há nesta ameaça de catástrofe é ela forçar-nos a repensarmos a pequena e média agricultura como uma prioridade e não como um anacronismo. Talvez esteja na altura de percebermos que a luta pela preservação das hortas no centro das nossas cidades e a luta contra a liberalização mundial do comércio dos produtos agrícolas nos termos em que a quer a OMC não são lutas simétricas mas gémeas.

Primeiro, não vejo onde está a catástrofe. Milhões de chineses e indianos a escaparem da miséria a que foram aprisionados por décadas de socialismo atroz parece-me uma boa nova, não uma catástrofe. Que os preços dos produtos alimentares subam é uma consequência natural da melhoria da qualidade de vida daquelas gentes. É duro para nós, adaptemo-nos.

Segundo, não vejo onde está a ameaça de catástrofe. A subida de preços é um poderoso sinal para que investidores e empreendores por todo o mundo comecem a investir na produção agrícola porque há muito lucro para ser feito por quem conseguir servir as necessidades mundiais. Onde há mercado livres, não há shortages. Se há alguma ameaça, são os entraves socialistas à livre produção e comercialização de alimentos - impostos, tarifas, quotas, controlo de preços, restrições à importação e exportação, licenciamentos, burocracias, controlos de "qualidade", 'prioridades estratégicas', nacionalizações e comunitarismos vários em nome do "bem comum".

Terceiro, dito isto, que alguém diga que uma qualquer catástrofe ou ameaça de catástrofe é "algo de positivo" para os mercados é uma grande asneira. É a "falácia da janela quebrada". Dando de barato que esta 'crise alimentar' é mais do que uma dor de crescimento da economia mundial, então poderá faltar alimentação a determinadas populações, e o tecido produtivo dos países desenvolvidos arrisca-se a ser gravemente danificado. Que haja mais miséria no mundo em desenvolvimento e o mundo desenvolvido regresse ao ruralismo não devia deixar ninguém a sentir-se "positivo".

PSD (17)

Diz o Paulo Pinto Mascarenhas, e muito bem, que a "frase - “obviamente que não lhe respondo” - comprova que existem hoje dois partidos inconciliáveis no interior do maior partido da oposição: o PPD e o PSD".

E de facto assim é, por muito que continue a vender-se a ideia de que no PSD todos se unem na altura de ganhar eleições. A circunstância de Manuela Ferreira Leite admitir poder não ter votado no PSD demonstra, à saciedade e contra todas essas teorias, que uma parte do PSD institucional pondera não votar no PSD se "os outros" lá estiverem colocados. E se isto não é sinal de que a coisa está prestes a partir-se, não sei por que mais sinais se espera.

E já agora, não é suposto que Manuela Ferreira Leite seja a candidata que consegue reunir o consenso necessário para unir o partido? Ou, como já se adivinhava, apenas vai unir o partido que interessa, deixando o restante à solta?

Dali


Salvador Dali on "What's My Line?"

Secession

Once one concedes that a single world government is not necessary, then where does one logically stop at the permissibility of separate states? If Canada and the United States can be separate nations without being denounced as being in a state of impermissible "anarchy," why may not the South secede from the United States? New York State from the Union? New York City from the state? Why may not Manhattan secede? Each neighborhood? Each block? Each house? Each person? But, of course, if each person may secede from government, we have virtually arrived at the purely free society, where defense is supplied along with all other services by the free market and where the invasive State has ceased to exist.

Murray N. Rothbard, Power and Market: Government and the Economy

A World Government

The establishment of a supernational world government is an old idea of pacifists.

Such a world government is not needed for the maintenance of peace, however, if democracy and an unhampered market economy prevail everywhere. Under free capitalism and free trade no special provisions or international institutions are required to safeguard peace. Where there is no discrimination against foreigners, when everyone is free to live and to work where he likes, there are no longer causes for war.

We may grant to the socialists that the same holds true for a socialist world state, provided the rulers of this state do not dis­criminate against any races, linguistic groups, or religions. But if, on the contrary, discrimination is applied, nothing can hinder the outbreak of wars if those who are injured by it believe that they are strong enough to sweep it away.

All talk about the establishment of a world authority to prevent armed conflicts by the aid of a world police force is vain if favored groups or nations are not prepared to renounce their special privi­leges. If these privileges are to be maintained, a world state can be conceived only as the despotic rule of the privileged nations over the underprivileged. A democratic commonwealth of free nations is incompatible with any discrimination against large groups.

É disto que o meu povo gosta


Serebro, Song number one (Eurovision 2007-Russia)

Governo Mundial (2)

O manifesto do projecto Earth Condominium por um governo mundial usa uma retórica falaciosa, mas é demasiado óbvio para que seja rotulado de intelectualmente desonesto. A iniciativa reclama um poder que a todos subjugue, em nome de um comunismo ecológico. É defensável, embora imoral.

Menos evidente é a doutrina mais generalista que 'a Humanidade' precisa de uma 'democracia global' para resolver os problemas do Mundo. O mal não está em que os representantes políticos dos povos se entendam. Está, de novo, em mecanismos que forçam o 'entendimento' 'voluntário' em nome de 'consentimentos' e 'legitimidades democráticas'.
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Qualquer projecto que defenda ideias de world governance tem o caminho livre para persuadir as entidades competentes a agir unilateralmente, bilateralmente, multilateralmente. Afinal, se tomarmos por exemplo os problemas ecológicos, qualquer melhoramento, por pequeno que seja, a todos beneficia. Do nível local, ao regional, ao continental e planetário, muitas medidas podem ser consideradas e testadas.

O problema está no estabelecimento de estruturas com poder político sobre as comunidades políticas nacionais e locais. Que essas estruturas sejam 'democráticas' não é garantia de qualquer moralidade cívica. Desde logo, porque qualquer poder político 'democrático' eventualmente dispensa a necessidade de persuasão que motive a acção voluntária dos actores dissidentes. Basta que o ordene. Mas vamos por partes.

A necessidade desta arquitectura é justificada porque alguns participantes podem não aderir, em qualquer momento, à doutrina da organização. Assim sendo, é preciso obrigá-los. Seja uma maioria, ou uma minoria esclarecida, qualquer pretensão de "federalismo" é destruída quando alguns participantes dominam os restantes. Pelas 'regras do jogo democrático'.

Por outro lado, a secessão é proibida, punida ou desencorajada por benesses partilhadas, os actores que estão fora da organização são aliados ou intimidados a aderir, ou a serem barrados de interacções sociais ou económicas. Nada disto ajuda ao entendimento entre indivíduos e povos.

Se existem assuntos 'prementes' supra-nacionais, estes podem ser lidados pela interacção política dos Estados. Afinal, se há consensos, esses consensos produzirão os melhores frutos quando várias ideias e várias medidas estiverem em competição. O mecanismo de cooperação e competição entre entidades nacionais também garantirá a preservação das liberdades dos indivíduos, assim como de condições básicas de prosperidade social e económica.

Estabelecer uma regulação da actividade económica ao nível mundial só pode conduzir a que a prazo seja necessário um planeamento da actividade humana ao nível mundial, com autoridade superior à das instituições políticas nacionais e locais. Isto seria, efectivamente, um Governo Mundial.

Música

Tive durante muito tempo um post em draft intitulado "música". Era uma extensa colecção de URLs para páginas na Internet onde havia ficheiros MP3 que podiam ser reproduzidos aqui no A Arte da Fuga.

Este post estava marcado com uma data suficientemente distante , anos adiante, para que estivesse sempre no topo da lista do editor do Blogger. Ora, essa data era 27 de Outubro de 2007. Há muito que não o via. Outro post de filosofia semelhante, chamado "Imagens", ainda aparece — tem a data de 22 de Junho de 2008.

Os tempos de colocar embeds de ficheiros MP3 há muito se foram. Os Youtubes e afins substituiram-nos. Hoje decidi "matar" aquele post. Houve uma ou outra vez em que por engano publiquei a lista, em vez de a guardar em draft. Hoje é de vez. Encontram-na em baixo, tal como eu a guardava - sem qualquer formatação, e com alguns enros bastante evidentes. Espero que a música ainda lá esteja. Boa audição!
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Páginas

http://www.classiccat.net/
http://donghwaliu.com/classicmusiclist
http://home.hiram.edu/dreisbachts/artandmusic/modern.htm
http://www.jkor.de/jkr12.htm
http://jnjmuse.cnei.or.kr/impression4.htm
http://jnjmuse.cnei.or.kr/impression4_2low.htm
http://jnjmuse.cnei.or.kr/impression4_3low.htm
http://jnjmuse.cnei.or.kr/impression4_4low.htm
http://jnjmuse.cnei.or.kr/impression5.htm
http://jnjmuse.cnei.or.kr/impression6_3.htm
http://geige.pe.kr/hiermenu.html
http://www.hymn.ru/god-save-in-tchaikovsky/index-en.html
http://michal-clarinet.com/
http://qcpages.qc.cuny.edu/~howe/Junior/
http://qcpages.qc.cuny.edu/~howe/Sophomore/
http://qcpages.qc.cuny.edu/~howe/Senior/
http://youni.biz/music/classic/best-classic60.html
http://www.6park.com/enter4/messages/90443.html
http://www.bid-owl.de/pb-pele-mdohmen/Domkantorei/Musik/2004_03_23
http://www.intuition.pe.kr/fr3a.html
http://www.patkop.ch/sounds.htm
http://usoc.snu.ac.kr/music-site/beethoven/str-13/str-13-1.htm

http://www.bluenetworx.com/music/index.php?p=Gustav+Holst/The+Planets
http://www.minnesotaorchestra.org/boxoffice/special_offer_details.cfm?id_category=42
http://www.vadim-chaimovich.com/engl/cd.html
http://www.boburschel.com/PianoMusic/PianoMusic.html
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http://www.bonnienilsen.com/audio/
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http://www.stefanlano.com/listen.php
http://www.kunst.pe.kr/download/download.html~
http://www.leonardolaurini.com/English/listen.html
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http://pcdon.com/pop-country.html

Faust Liszt

Modest Mussorgsky

Grieg Hall Mountain King
http://www.bonnienilsen.com/audio/Grieg-HalloftheMountainKing.mp3

Liszt
http://www.leonardolaurini.com/English/Mp3/F.%20Liszt%20-%20Variations%20on%20Bach%20theme%20Weinen%20Klagen%20-%20Leonardo%20Laurini%20-%20Piano.mp3
F. Liszt -Variation on Bach theme: "Weinen, Klagen, Sorgen, Zagen"

Tomoyasu Hotei, Battle Without Honour or Dignity
http://starzone-167.de/starzone/09%20Battle%20without%20Honour.mp3

Albrechtsberger
http://www.studiofisher.net/studio.html
http://www.studiofisher.net/dopplefuge.mp3


http://www.sophiedemeyere.be/pages/muziek.asp

Chopin
Piano Concerto 1, III
http://www.stefanlano.com/listen/l_chopin_conc1.mp3

Glazunov, Raimonda, Adagio
http://mp3.mmv.ru/glasunov/glasunov-raimonda-adagio.mp3

Barber, knoxville
http://kccivic.org/sounds/2003_10_25_barber_knoxville_summer_1915_kccivic_megan_king_soprano.mp3

Rachmaninov Vespers
http://www.cdkmusic.com/Rachmaninov%20Vespers.htm

Mendelsohn, Song without words
http://xenia.zinoviev.ru/Xenia_Zinoviev_track10.mp3

Ernest Bloch
Alan_Hovhaness

http://frogstar.com/mp3/mp3/MPradioplay.mp3

http://seattlefirstbaptist.com/common/images/menu_bar/audio.gif
http://seattlefirstbaptist.com/documents/Mini-Concert/TSCwO_1.mp3

http://www.music.sc.edu/ea/ConcertBands/sounds/Marche%20Slave.mp3
Violin Sonata (F. Mendelssohn : Jangyoungju)
Polonaise Brillante (6.1MB), composed by Frederic Chopin.
http://amybarston.com/audio.html
http://amybarston.com/audio/ChopinPolonaiseBrillante.mp3
Beethoven horn sonata op 17
http://jnjmuse.cnei.or.kr/musicbox_5/beethoven_horn_sonata_F_op17.mp3
Dvorak Trio
http://griffithtrio.fine-print.com.au/download.htm

http://www.iqb.es/musica/marcha%20turca%20-%20pista%2007.mp3

Dukas
http://www.xs4all.nl/~dopa97/Tramharmonie%20mp3s/Tramharmonie%20-%202000%20-%20Fanfare%20(Dukas).mp3

Granados
http://jnjmuse.cnei.or.kr/musicbox/guitar_grandos_andaluza.mp3

Beethoven
The Ruins of Athens
Marcha Turca (Rachmaninoff)
http://www.sylvieguillem.com/materials/music/beet04.mp3

http://www.fairwood-mt.us/MusicRooms/GlenMiller/ItDontMeanAThingIfItAintGotThatSwing.wav
http://irving.lps.org/vocalmusic/listening.html
http://irving.lps.org/vocalmusic/Sound%20Files/jazz%20listening/It%20Don%27t%20Mean%20a%20Thing.mp3 (Duke Ellington)

http://www.abbeynews.com/music/AveMaria_Palestrina.mp3

Landerkennung grieg

http://www.cremaster.net/cc_trailer/cc_trailer.mov


Arcangelo Corelli - Sonata in D minor op. 5 Nr 12 (Force Majeure)
http://nicola.cont.it/mid/corelli.mp3

Mendelssohn Scottish
http://www.leytush.com/mp3/2.mp3

Elgar Pomp and Circumstance
http://www0.fh-trier.de/~blankenf/cult/music/images/PompandCircumstanceMarch,no1-LastNightoftheProms2000(BBCSymphonyOrchestra),Elgar.mp3

Great Escape
http://www.kaejae-worx.com/users/don/music/instrumental/Theme%20-%20The%20Great%20Escape.mp3
http://www.kaejae-worx.com/users/don/music/instrumental/Elgar%20-%20Pomp%20And%20Circumstance%20March%20No.%20IV.mp3
http://www.mauro.com.br/paramotor/(Movie%20Themes)%20-%20Leonard%20Bernstein%20-%20The%20Great%20Escape.mp3

domingo, Maio 11, 2008

Hillary video suite


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Parvoíce do Dia

Produtos substitutos ou complementares?

"Sexo pode ser como a droga, alerta Papa" (Portugal Diário)

"Jovens abusam de álcool e drogas pelo sexo" (Portugal Diário)

Do not suppose that abuses are eliminated by destroying the object which is abused. Men can go wrong with wine and women. Shall we then prohibit and abolish women?

Martin Luther

PSD (16)

"Ferreira Leite não vai fazer «promessas eleitorais»" (Portugal Diário):
A candidata à liderança do PSD Manuela Ferreira Leite disse este sábado, em Braga, que «vai fazer a experiência» de dizer a verdade aos militantes e, depois, aos portugueses, «sem promessas eleitorais», noticia a Lusa.

Manuela Ferreira Leite aparentemente entende que a forma de fazer oposição a um contrato eleitoral fraudulento é pedir um cheque em branco que nada obriga.

A técnica, infelizmente, não é nova: foi extensivamente utilizada por Cavaco Silva. Com sucesso.

Que o PSD sempre tenha sido um partido "pragmático", vá lá, ainda se aceita — o centro-esquerda é isso mesmo, uma doutrina invertebrada e sem músculo intelectual. Mas está cada vez mais a nu que o PSD não hesita em fazer gala de uma gritante ausência de princípios, tal é a ânsia de se estabelecer como partido do eleitor mediano [não estou a chamar nomes a ninguém, ver aqui].

Um partido "stuck in the middle" é um partido sem estratégia, sem conteúdo para vender nas urnas. O país não precisa disto e os eleitores sabem-no.

O CDS-PP fala, fala, mas não mostra o seu plano quinquenal para a Agricultura (2)

Foi com tristeza que assisti, deste lado da Península, à desistência de Pires de Liba [corrigido] na criação da 'Ala Liberal' do CDS-PP. Paralelamente, li diariamente como o partido, encabeçado pelo seu líder, exortava à investigação de preços e levantava fantasmas populistas contra os 'males' do mercado livre.
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Alguns amigos que conhecem Paulo Portas* dizem-me que é um homem bem versado em teoria política, e com afinidades claras com a doutrina democratas-cristã e mesmo com alguns fundamentos liberais-clássicos. É pois triste que tenha que mostrar que "está vivo" da maneira intelectualmente mais rasteira possível - utilizando socialismo demagógico.

A saga continua: "«Carne e leite não são prioridade»":
O líder do CDS-PP criticou este sábado a opção do Governo de não dar prioridade a produtos primários como os cereais, a carne e o leite nos apoios à produção agrícola previstos no Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER), noticia a Lusa.
A opção do Governo, alertou o líder do CDS-PP, vai fazer com que Portugal fique «sem reservas alimentares de produtos estratégicos» e «cada vez mais dependente daquilo que importa e não daquilo que produz».

Por favor, alguém no CDS que corrija e diga que o melhor que 'Portugal' tem a fazer é eliminar todos os entraves à importação de produtos agrícolas. E deixar de confiscar o dinheiro das pessoas para subsidiar uma agricultura nacional que (regra geral, há excepções) nos devia envergonhar a todos. Por favor digam qualquer coisa de direita.

* nota única: nunca aqui me referi à actividade partidária do meu companheiro de blogue AMN, e não conto fazê-lo. É o que faltava meter-me com inconfidências e colocá-lo em cheque. Dito isto, é indiferente a quem me refiro neste post. A opinião é minha.

PSD (15)

"PSD: Passos Coelho defende redução de impostos" (Portugal Diário):
O candidato a líder do PSD Pedro Passos Coelho defendeu esta sexta-feira, em Coimbra, a redução da carga fiscal para os níveis de 2002 no «prazo de quatro anos», acompanhada por uma diminuição da despesa do Estado, noticia a Lusa.


São justas muitas das objecções da blogosfera liberal à candidatura de Passos Coelho. Contudo, entendo que na nossa cultura política, o óptimo é inimigo do melhor. Em Portugal não há espaço para políticos como Ron Paul, que incorporam uma esmagadora maioria de princípios liberais-clássicos.

Vejo com bons olhos que haja quem se atreva a defender a redução da opressão fiscal, e a redução dos gasto dos Estado. Mesmo que não renegue fundamentos do "Estado Social". É um princípio - perdão, um começo - saudável. É importante que ideias liberais sejam discutidas abertamente, que sejam libertadas da espiral do silêncio a que são votadas pelo status quo enamorado pelo estatismo.

Há duas contrapartidas preocupantes. Primeiro, que os proponentes destas ideias desanimem, porque não produzem recompensas eleitorais imediatas. Segundo, que chegando ao poder, ou antes mesmo, abastardem essas ideias com estatismo primário (exemplos Thatcher, Reagan, até Durão Barroso).

O imperativo de taxar a riqueza "excessiva"


Schindler's List - "o anel"

sábado, Maio 10, 2008

Habeas Animus

"Los padres objetores a EpC de Toledo presentan los primeros 20 recursos contra Educación" (Libertad Digital):
Estos recursos judiciales se han presentado, según apunta, utilizando la vía del procedimiento especial para la protección de los derechos fundamentales de la persona, ya que los padres recurrentes consideran vulnerados por la Consejería el derecho a la libertad ideológica y de conciencia, el derecho a la intimidad personal y familiar, y el derecho a educar a los hijos en las propias convicciones morales y religiosas, derechos todos ellos recogidos en la Constitución.

É difícil encontrar, nos últimos anos da história da Europa ocidental, exemplo mais descarado de endoutrinação estatal que a disciplina de Educación para la Ciudadanía. É uma afronta insolente ao direito de consciência dos cidadãos, e vai no sentido oposto a um preceito liberal fundamental - a separação entre a Educação e o Estado, tal como existe entre a Igreja e o Estado.

Acontece contudo que a Educação é um poderoso instrumento de engenharia social. Diferentes forças políticas divergem como usar a Educação para melhorar a sociedade. Quase nenhuma prescinde da sua utilidade. Acaba por ser a catequese do Estado.

O que se assiste em Espanha é precisamente o Estado a alavancar esta ferramenta à espera que a sociedade ceda e se renda. Esperemos que tal não aconteça, e que seja estabelecido um precedente poderoso que salve os espanhóis de tiranias intelectuais - por mais uns tempos.

Guerra de religiões estatistas

"Fomento tendrá que cambiar el nombre del puente Carranza de Cádiz al ser el de un alcalde franquista (EcoDiario):
El Ministerio de Fomento, titular del puente José León de Carranza, tendrá que cambiar el nombre de dicha infraestructura según la Ley de Memoria Histórica aprobada por el Gobierno, ya que se trata de un alcalde de la época franquista que gobernó la capital gaditana entre los años 1948 y 1969.

O Governo Espanhol procura erradicar todos os traços da antiga religião estatista - o Franquismo - pela nova religião salvífica - a "democracia". Utiliza, para esse fim, uma lei que tem um curioso nome orwelliano - da Memória Histórica. Nunca foi o apagamento selectivo da História tão bem tratado.
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Para contrabalançar, este Governo não hesitará em reescrever a história oficial (prorrogativa dos "vencedores" - "he who controls the past controls the future") e mobilizar a pompa do Estado para glorificar o novo regime.

É grave que o Governo socialista espanhol demonstre completa falta de escrúpulos cívicos no processo. Utiliza métodos que mimetizam aqueles que eram usados nos tempos ditatoriais que repudia.

Escrevia Jorge Santayana 'Aquellos que no recuerdan el pasado, están condenados a repetirlo'. Pois aqueles que fazem por esquecer o passado têm um encontro marcado com o destino. Ou, como escrevia Nietzsche: 'Be careful when you fight the monsters, lest you become one'.

O CDS-PP fala, fala, mas não mostra o seu plano quinquenal para a Agricultura


"Portugal «não aposta» nos cereais" (PortugalDiário)
.... duras críticas do CDS-PP, que considera haver uma «grande diferença entre o que é estratégico e o que o Governo pondera apoiar» .... «estamos a perder produtividade nos cerais e na produção pecuária porque apontámos a produção para outras áreas, incentivando o tomate, vinho e produtos da floricultura» .... «estamos a ver um falhanço completo na estratégia do Governo».

Autonomismos - centrifugação

"Montilla avisa de los riesgos de no mejorar ya la financiación de Cataluña" (El Pais)
Montilla [el presidente catalán] insiste en que si no se cumple el compromiso "el riesgo es grande, porque podría acarrear el desafecto con la política española y la certeza de que un sistema injusto debe ser sustituido". Y ejemplifica cuál podría ser el riesgo: "De ahí a la reivindicación del concierto económico o a la consolidación de fenómenos como la Liga Norte italiana, sólo habría un paso". "Cataluña no puede esperar más. Y sobre todo no puede aceptar que se le diga que 'ara [ahora] no toca".

"José Montilla: "El superávit del Estado se debe en parte al déficit de Cataluña"" (El Economista)

Não há problema desde que peçam desculpa daqui a sete séculos

"El jeque jordano Ali Al-Faqir jura conquistar España y Roma" (Religion en Libertad):
El jeque Ali Al-Faqir y ex ministro jordano de dotación religiosa ha jurado conquistar España y Roma y ha declarado que América y la Unión Europea pronto colapsarán. En declaraciones al canal de TV Al-Aqsa, Al-Faquir aseguró que "debemos declarar que Palestina, desde el río Jordán hasta el mar Mediterráneo, es una tierra islámica, y que España – Al-Andalus - es también la tierra del Islam".

Governo Mundial

O projecto Earth Condominium propõe-se organizar a vizinhança regional estabelecendo
um poder político, supremo e independente, relativo à fracção territorial de cada estado, e partilhado, no que concerne as partes insusceptíveis de divisão e que por isso são inevitavelmente comuns.
Para explicar as benesses desta instituição (aqui, os "princípios"), os promotores utilizam uma analogia de "condomínio" - uma forma jurídica de organizar bens comuns. É uma imagem fácil de entender e profundamente desonesta.
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Geralmente, associa-se "condomínio" ao regime jurídico de propriedade horizontal, a "constituição" de determinada propriedade privada subdividida por diversos proprietários, contendo áreas comuns. É uma instituição que incorpora o princípio da subsidiaridade - os assuntos da propriedade são geridos por quem a detém.

No Direito Internacional, "condomínio" diz respeito à administração partilhada de um determinado território por diferentes entidades nacionais, o que obriga frequentemente à criação de entidades administrativas complementares ou dependentes dos Estados que detêm tal gestão conjunta.

Esta iniciativa pretende criar um super-condomínio que deixe a "litosfera" em paz, mas governe água e ar. Ora, não há actividade humana que não interfira com a atmosfera ou com os recursos hidrológicos. Na prática, este projecto defende que toda a água e ar sejam nacionalizados e entregues a uma administração com poderes políticos, com autoridade superior às entidades nacionais.

Não estamos a falar de uma organização de convivência e partilha pacífica e voluntária. Estamos a falar de uma organização com tutela e poder para interferir em toda e qualquer actividade social, económica e política, em qualquer parte do Mundo. Capaz de regular e planear qualquer actividade humana, em nome de um "bem comum" vagamente relacionado com questões ecologistas. Isto não é um condomínio, é um Governo Mundial.

sexta-feira, Maio 09, 2008

Estive

Numa rede, numa casa suspensa no ar. Lembro-me bem, mas como se tivesse estado num mundo sem intersecções.

60 anos (3)


Hatikvah

60 anos (2)

Muito aconteceu desde essa conversa: o governo de Israel falou com Arafat (em 1992 isso ainda não sucedera); Rabin foi eleito; Rabin foi assassinado (1995); Barak fez (em 2000) a melhor de todas as propostas até agora feitas a Arafat e ele recusou; Arafat morreu; o Hamas tomou conta de Gaza; aconteceu a Al-Qaeda e o 11 de Setembro. E Israel fez 60 anos - ontem. Está tudo diferente mas está, mais ou menos, tudo na mesma.

Nunca mais voltei a Israel - porque não se proporcionou, mas também porque me deixou o travo de um dos lugares mais amargos da terra, pela sua confluência de ódios e proclamações de direito divino, um lugar preso de uma esquizofrenia talvez incurável, dividido entre a sua condição de refúgio dos excluídos e de nação guerreira. Este lugar fundado para que os judeus possam apanhar na escola por tudo menos por serem judeus, este lugar fundado para que os judeus pudessem enfim ter paz é um lugar feroz. Entrincheirado na determinação de nunca (mais) ser humilhado, de nunca (mais) perder, é um país kamikaze. Tão bem definido no gesto do soldado adolescente
que, na viagem de autocarro entre Jerusalém e Arad, se sentou ao meu lado e pousou a metralhadora sobre as nossas pernas, as minhas e as dele, sem um pedido de licença ou de desculpa. Um gesto que diz: estás aqui, e seja qual for a tua opinião fazes parte disto; mas também um gesto que diz: seja qual for a tua opinião, estou aqui para te defender e morrer por ti - e contigo. Um país insolente e selvagem, sim, mas magnífico. Brutal - mas com um Amos Oz. Tão bipolar que faz bipolar do nosso olhar.

Fernanda Câncio no 5 Dias

It’s like a kind of torture / To have to watch the show

I’m from the government and I’m here to help (2)

A pergunta do dia é se isto acontece em tempos de desgraça, porque não acontecerá em tempos de 'normalidade' de ajuda humanitária:

"La ONU suspende los vuelos con ayuda humanitaria a Myanmar (El País):
El Programa Mundial de Alimentos (PMA) de la ONU ha acusado hoy a la Junta Militar de Myanmar de haberse apropiado de un cargamento de ayuda humanitaria para los afectados por el ciclón Nargis y ha anunciado la suspensión temporal de los vuelos. Con anterioridad, el PMA había expresado su frustración por las dificultades y lentitud con la que las autoridades birmanas tramitan las solicitudes de visados de entrada para su personal.

Autonomismos

"Ibarretxe envía a Zapatero una propuesta para que los vascos decidan su futuro" (ABC.es):
El lehendakari, Juan José Ibarretxe, ha enviado al presidente del Gobierno, José Luis Rodríguez Zapatero, un documento en el que le propone un pacto para que "la sociedad vasca pueda ejercer el derecho a decidir libremente su propio futuro".

Blowback


Chalmers Johnson

Parabéns, pois

Estão de parabéns, também por 5 anos, os lobos de um mar salgado.

quinta-feira, Maio 08, 2008

Partido para que te quero?!

Em parte contra mim falando, mas porque debate é debate, e a direita precisa de ser debatida, este, este, este, este e este post do Filipe Anacoreta Correia sobre o CDS podem ser um bom começo de conversa. Não debato o CDS neste blogue, mas tal não significa que não possa, nem deva, destacar as reflexões sérias que sobre este se façam. Mesmo que, ou sobretudo por, discorde parcialmente, embora profundamente nessa parcial parte, do que elas trazem ou propõem. E hoje actuarei em conformidade com o que penso.

Onde anda o liberalismo?

O Tiago Barbosa Ribeiro anda a tentar convencer-nos que a ideia liberal de “escolha individual e a livre iniciativa” se encontram representadas no “campo social-democrata, na esquerda da Internacional Socialista que tanto se opõe à esquerda conservadora como à direita política”. Em Portugal, parece é que no PS que está a agenda reformista e liberal.

Devo andar muito distraído, mas eu não vejo essa agenda reformista e liberal em lado nenhum, muito menos a ideia de escolha individual e livre iniciativa, muito menos no PS. A não ser que o Tiago tenha um especial conceito de escolha individual ou de livre iniciativa.

De facto, nesse seu especial conceito, não parece entrar a liberdade de escolher a escola em que estuda nem a liberdade de cobrar o que entender pelos seus serviços profissionais ou pelos produtos que coloca à disposição do público nem a liberdade de programar a sua estação de rádio ou de televisão como quiser nem a liberdade de um proprietário gerir o seu espaço como entender. E os exemplos multiplicam-se ao ritmo dos segundos.

Não me passa pela cabeça contestar uma evolução dos socialismos europeus, no sentido de um afastamento do modelo centralista que tantos amaram nos anos 70 e 80. Mas daí a dizer que o liberalismo está nos socialistas e que estes estão onde sempre estiveram é que já me parece coisa difícil de sustentar. Mas admito que o Tiago pense assim. Já me parece é complicado que possa ser tão categórico.

60 anos

PSD (14)

Os apoios não se escolhem, aceitam-se. Os mandatários não se impõem, escolhem-se. É por isso que ver Fernando Ruas como mandatário de Pedro Passos Coelho não pode deixar de ser uma má notícia. A primeira, é certo. Mas suficientemente má.

quarta-feira, Maio 07, 2008

I’m from the government and I’m here to help

A pergunta do dia é em que país aconteceu algo muito parecido ao que está a acontecer na Birmânia:

"La Junta frena la llegada de los equipos de la ONU" (El País):
La desolación, el dolor y la gravedad de cientos de miles de personas que lo han perdido todo víctimas del ciclón que azotó el domingo el sur de Myanmar no han logrado romper el puño de acero con que la Junta Militar oprime a su pueblo. Los militares que gobiernan la antigua Birmania desde 1962 han aceptado la llegada de material de Naciones Unidas, pero el personal de la ONU que debe valorar sobre el terreno la situación para ordenar la ayuda adecuada y facilitar su distribución está paralizado en Bangkok a la espera de visado.

"Angola é gerida por criminosos"

Depois de Jerónimo de Sousa ter vindo assegurar que Angola estava no bom caminho para corporizar os amanhãs que cantam, Bob Geldof veio dizer que afinal de contas aquilo era, como desde há muito se sabe, e tantas vezes se omite, uma terra de ninguém no que à legalidade diz respeito.

Para além das indignações do costume, e dos silêncios do costume, vai ser engraçado assistir à futura convivência da esquerda que tem Deus no céu e o MPLA na terra com todo o movimento assistencialista de Bob Geldof.

Too bad...

Need to see a specialist fast? Too bad you're not a dog.

Our pets may not be able to talk, but they can get an appointment with a primary care vet within 24 hours and a specialist within the week. "I have a friend who had a dog with cancer and it got treatment within two weeks," says Tina Kelly, an IT buyer in Waterloo, Ont. "For something like that in a human, I bet the response would've been 10 times as long."

And how. There are just 10,800 vets in this country compared to over 62,000 human doctors. But try, as a human, to get an appointment with a specialist. Try, for that matter, getting a GP — five million Canadians, about 15 per cent of the population, don't have one, while 15 per cent of those who do still report trouble receiving routine care. And a referral from your family doctor to a specialist puts you in store for a new ordeal.

Candidatos na net

terça-feira, Maio 06, 2008

5 anos de Abrupto

Que melhor canção do que esta de Cole Porter para festejar os 5 anos do Abrupto? Bing Crosby e Ethel Merman em You're the Top.

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You're the top!
You're Mahatma Gandhi.
You're the top!
You're Napoleon Brandy.
You're the purple light
Of a summer night in Spain,
You're the National Gallery
You're Garbo's salary,
You're cellophane.
You're sublime,
You're turkey dinner,
You're the time, the time of a Derby winner
I'm a toy balloon that’s fated soon to pop
But if, baby, I'm the bottom,
You're the top!

Porque é que o petróleo é caro?

The idea that oil companies are somehow 'to blame' for record oil prices and rising fuel costs is seductive but absurd. For all their power and profits, the international oil companies are in fact in trouble. They may still be swimming in cash, but no longer in oil. Despite vast investment in exploration and production, these days they generally fail to replace the oil they produce each year with fresh discoveries, or even to maintain current levels of output. Shell's oil production has been falling for six years, BP's seems to have peaked 2005, and this week even the mighty Exxon was forced to admit its output dropped 10% in the first quarter of the year.

None of this should come as a surprise since all the evidence now suggests the world is rapidly approaching "peak oil", the point when global oil production goes into terminal decline for fundamental geological reasons. Annual discovery of oil has been falling for over forty years, and now for every barrel we find we consume three. Oil production is already shrinking in 60 of the world's 98 oil producing countries – including Britain, where output peaked in 1999 and has already plunged by more than half. When an individual country peaks it only matters for that country – Britain became a net importer of oil in 2006 – but when global supply starts to shrink the effects could be ruinous for everybody.

PSD (13)

A campanha de Manuela Ferreira Leite avança de acordo com uma realidade virtual, na qual apenas Santana Lopes ocupa espaço e Passos Coelho inexiste. Todo o discurso da credibilidade e mais não sei o quê faz sentido face a Santana ou Menezes mas esbarra na solidez programática de Passos Coelho. É por isso que ficamos todos com a ideia que a senhora não diz nada. E não diz mesmo, porque se recusa, de facto, a apontar caminhos. Bem sabemos que ela é do tempo em que o passaporte cavaquista substituia o discurso. Mas os tempos são outros. E a credibilidade não está só no passaporte.

segunda-feira, Maio 05, 2008

Intimidade (2)

Billie Holiday: I never hurt nobody but myself and that's nobody business but my own.

Intimidade

"Any activity – currently illegal – in which we, as adults, choose to participate that does not physically harm the person or property of a nonconsenting other". Esta é a definição de consensual crime que nos é dada por Peter McWilliams no seu mais recente livro Ain't Nobody's Business If You Do: The Absurdity of Consensual Crimes in Our Free Society.

Um livro que merece atenta leitura sobretudo por todos quantos costumam argumentar com o interesse público de vidas saudáveis e que inclusivamente chegam a apontar a sociedade como sendo a vítima de comportamentos que apenas têm que ver com a nossa individualidade.

Maio de 68

Já tive oportunidade de destacar aqui a nova edição da Revista Obscena, que se encontra à venda em livrarias um pouco por todo o país. Retorno a ela porque contém um interessante e amplo dossier sobre o Maio de 68. Desde a entrevista ao sociólogo François Cusset passando pelos testemunhos de João Fiadeiro, Raquel Freire e José Maria Vieira Mendes.

Desse dossier consta, como então referi, um excerto de um debate organizado pela revista em que eu próprio e o José Soeiro, deputado do Bloco de Esquerda, reflectimos sobre a efeméride que agora se evoca. São excertos desse debate que agora cito. O resto pode ser lido integralmente na edição impressa. A lista de locais de venda pode ser consultado aqui.

Recusando ambos a ideia de geração, José Soeiro porque “a própria ideia de geração é complicada porque nem todos viveram a mesma experiência histórica”, Adolfo Mesquita Nunes porque “não vemos projectos próprios, nem uma geração que os tenha criado”, refere.

No caso do Maio de 68, diz Mesquita Nunes: o “choque efectivo - mas não político - entre duas gerações” dá-se porque “de um lado estão os traumatizados de guerra que conhecem as limitações económicas,[são uma população] muito moralizada, habituada à autoridade, [que acredita] num Estado centralista, e do outro uma nova geração que tem acesso à cultura, tem uma outra forma de vida e aspira mais. [Reconhece-se] o tédio de uma geração que não quer viver com os espartilhos da geração anterior”.

Aquilo que este dirigente do CDS-PP não encontra no Maio de 68 é “a negação de um regime capitalista do qual aliás a França nunca se libertou” e foi isso, acredita, que faz com que a manifestação “seja um momento de rua que só pode acontecer num país que estava a enriquecer”.

“É aliás essa rua que meses mais tarde vai dar a vitória ao partido do governo, do General De Gaulle [de direita]. Aliás, momentos como o Maio de 68, se acaso se eternizam, derivam sempre em ditadura, porque um estado não consegue cristalizar permanentemente essas reivindicações, e [estas] quando se colam a um regime, morrem, confundindo-se com ele e perdendo a sua razão de ser”.

PSD (12)

Vale bastante a pena ler a entrevista de Pedro Passos Coelho ao Correio da Manhã. Se nem sempre concordo com as suas propostas, é quase inédito ver alguém em Portugal questionar, e de forma frontal, os pressupostos em que assenta este nosso Estado Social.

Num partido tão cheio de social democratas, é pena que este discurso possa perder-se por entre tantos apelos à credibilidade. Como é igualmente pena que o CDS perca tempo e mais tempo a mover-se numa geometria partidária caduca, sem perceber onde está o futuro da direita portuguesa.

Alguns exemplos:

"Ou querem permanecer numa ideia de que o Estado deve resolver tudo e, portanto, devemos defender uma maior eficiência para o Estado, mas não reformar o Estado, ou então querem um compromisso diferente entre a sociedade e o Estado em que as pessoas tenham mais liberdade mas também mais responsabilidade pela sua vida. E o Estado não se confunda tanto com os privados e não seja jogador e árbitro ao mesmo tempo. Isto é o que eu defendo".

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"Eu já afirmei que o Estado se devia retirar das empresas e que portanto nada justifica que o Estado detenha bancos, estações de televisão ou que detenha outras empresas. O Estado tem, por exemplo na comunicação social, um serviço público que deve prestar, mas pode contratualizá-lo com privados".


"Não é possível que uma ministra ou um ministro da Educação, seja qual for o Governo, consiga administrar e gerir milhares de escolas como hoje existem. Essa gestão deve ser mais descentralizada".


"Nós temos uma regulamentação demasiado rígida ao nível laboral. De um modo geral eu defendo uma maior flexibilidade e uma maior flexibilização e descentralização da negociação laboral, dos conflitos e da arbitragem de conflitos a nível laboral. À rigidez tradicional que nós temos eu oporia uma maior flexibilidade e uma maior descentralização das soluções".