quinta-feira, Julho 31, 2008

Tabu (2)

Confirma-se. Cavaco Silva estava farto de ouvir a mulher e os filhos.

Com estas linhas nos cosemos

Os mesmos deputados que, sem ai nem ui, aprovaram um Estatuto carregado de várias normas consideradas inconstitucionais pelo Tribunal Constitucional são os mesmos que, juram-nos, votaram em plena consciência e cheios do saber que falta ao povo, o Tratado de Lisboa.

Tabu

Parece que Cavaco Silva interrompe as férias para falar hoje à noite ao país pela televisão. E lá começa o tabu e não sei quantas interpretações surreais, quando a coisa é bastante simples: o que é que leva um homem a interromper as férias em família para se dedicar ao trabalho?

Não aguentar ouvir a voz da mulher e dos filhos.

I want one of these


Microsoft's Midori -- a future without Windows (Endgadget)

Mais um fracasso do "livre comércio" socialista

Q&A: The Doha Disaster (Forbes):
LONDON - Global trade talks have crumbled in Geneva following a deadlock among the United States, China, and India on agricultural tariffs. The Doha Round has been going on for seven years, and there were hopes that in the current time of economic uncertainty and high food prices, it might finally result in a pact to free up trade. Global Insight economist Jan Randolph told Forbes.com who were the biggest losers from the collapsed talks, and why that's bad news for food prices.

O livre comércio não necessita de negociações — necessita de menos planeamento central.

terça-feira, Julho 29, 2008

Serviço nacional de quê?

O Governo prepara-se para forçar os médicos a optar pelo SNS em exclusividade, o que seria meio caminho andado para, a bem dos Portugueses, acabar com o esta fantasia de SNS e repensar o sistema a pensar no cidadão e não na honra de António Arnaut. É que, como recorda o Bastonário, a coisa não é viável e promoverá uma debandada dos médicos para o privado.

Infelizmente, se a coisa for avante, é meio caminho andado para acabar com os privados na área da saúde. É que perante a debandada, a ideia genial não será tornar o SNS atractivo para os médicos, mas acabar com as veleidades dos privados. Há quem prefira um SNS a um sistema de saúde que funcione em condições.

Descolonização exemplar

Em matéria de liberdade política e de aposta democrática, prouvera que houvesse muitas angolas em África...

Quem diz é quem é

É engraçado ver tanta gente agora contra a política de bairros sociais carregados de centenas de famílias em vales escuros e escondidos, chamando de racistas a quem ainda hoje defende as suas virtudes* ou a quem teve a triste ideia de defender tais políticas (muitas vezes, a coisa é engraçada porque se chamam de racistas a si próprios).

Em tempos, quem ousasse referir o problema que estava a ser criado com os bairros sociais era apelidado de racista. Que queria separar famílias, que queria separar culturas, que tinha medo da diferença, que ousava dizer que aquela gente era perigosa se estivesse toda junta e mais uma catrefada de disparates.

É por isso com alguma consternação, mas não com surpresa, que vejo a complacência social para com estes senhores do insulto fácil, que adoram jogar ao simcity, na convicta certeza de que, quando as coisas correm mal, desligam o jogo imputando as culpas a quem nunca as teve.
* corrigido

sexta-feira, Julho 25, 2008

Momento Intimista do Dia

I asked you to come over, and within half an hour
You were at my door
I had never really known you
But I realized that the one you were before
Had changed into somebody for whom
I wouldn't mind to put the kettle on
Still I don't know what I can save you from
I don't know what I can save you from

terça-feira, Julho 22, 2008

Pergunta do Dia

Os que defendem que os construtores deveriam dar o exemplo, reservando habitações para os mais necessitados, à sua custa, deveriam começar por dar o exemplo. Comecem a reservar os quartos das vossas casas. Ou são uns porcos capitalistas insensíveis?

Impunidades

Durante anos, os políticos de todos os partidos, sem excepção, convenceram-se que a melhor forma de organizarem a geometria social dos aglomerados urbanos era através de bairros sociais. Gastaram-se milhões na construção, depois na reabilitação, depois na animação, depois na dinamização, depois na segurança. Anos a fio nisto, impunemente.

A coisa falhou, claro. E quem se responsabiliza? Absolutamente ninguém. Estão todos demasiado ocupados a mandar bitaites sobre novas formas de organização da geometria social das cidades. E assim vamos, alegre e impunemente, de experiência em experiência.

segunda-feira, Julho 21, 2008

Adopção

Seria bom que quando se falasse de adopção de crianças por casais homossexuais se pensasse essencialmente no seu superior interesse e não nos direitos dos adoptantes, como alguns fazem, ou na protecção da familia alegadamente tradicional, como outros tantos defendem.

Eu relapso me confesso

Não, não fui ao Cohen, por estupidez minha, que deixei atrasar todos os meus prazos. E bem gostaria de ter ido, por mim, claro, e pela memória de pessoas sem as quais não teria sequer nascido e que seguramente estiveram na primeira fila, de uma forma que só elas saberão. Mas vou aos Kings of Convenience. Não é a mesma coisa, bem sei. Mas não está nada mal. Nada mesmo.

Diz-me com quem andas

Mário Soares anda aos abraços com Chávez enquanto José Sócrates se enrosca nos braços de José Eduardo dos Santos. Deve ser a isto que o PS se refere sempre que fala dos seus pergaminhos democráticos.

Casamento de conveniência

Durante anos, o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi tema proibido no PS dos grandes, deixado apenas aos devaneios do PS da JS. Mas as coisas parecem estar a mudar, quase de repente, com meio mundo a falar do tema, José Sócrates incluído. Mudanças à vista?

Claro que não. Desvio à vista, isso sim. Desvio de atenções. Desvio de olhares. Enquanto a direita se indigna e barafusta, sem razão, os socialistas lá descansam, sem razão, refastelados no cimo de um crise que muito lhes deve.

quinta-feira, Julho 17, 2008

Atestado de (in)competência

Passam a vida a dizer que o Estado é essencial na economia, porque permite uma análise global, central, capaz de antever os problemas e direccionar as motivações. Mas depois acham perfeitamente normal a cara de pau que envergam quando vêm noticiar uma crise internacional que ninguém previu, ninguém esperou, ninguém adivinhou. São, portanto, uns incompetentes e uns inconsequentes.

Alarido

Estão de (muitos) parabéns o Desesperada Esperança, o Miniscente e a Barbearia do Senhor Luís.

quarta-feira, Julho 16, 2008

Multa

Parece que ERC quer multar a RTP e a Generis Farmacêutica porque, contra a lei que proíbe o patrocínio de programas televisivos de informação política, esta empresa patrocinava o programa As Escolhas de Marcelo.

Não vejo onde está a ilegalidade. Informação política pressupõe a divulgação e análise de factos políticos e não, como acontece no programa em causa, a sua criação para efeitos de entretenimento do próprio.

Meta-se na sua vida

Esta treta de chips que nos querem colocar no carro pode não ser, como pretende, por exemplo, Vital Moreira, o último grito na devassa da vida privada. Ai e tal que não vai tocar em dados pessoais e não sei quê que não se consegue ver o condutor.

Mas não é por aí que este chip é absolutamente intolerável. Não é tanto pelos dados que ele alcança (que a qualquer momento, em face de uma calamidade qualquer, podem ser alargados, como se sabe), mas pelo princípio que lhe está subjacente: a fiscalização preventiva, que é uma outra forma de dizer, quem não tem nada a esconder nada tem a temer.

E o dia chegará, está escrito nos livros (a literatura, que tantos teimam em desvalorizar), em que por um ou outro motivo, sempre muito higiénico, sempre muito bem intencionado, alguém saberá, quase antes de mim, que estou nesta secretária, a escrever. E a vida deixará de ter qualquer piada.

Where the Hell is Matt?


Where the Hell is Matt?

terça-feira, Julho 15, 2008

Longe da vista...

A complacência de muita gente para com os criminosos que gostam de transformar os bairros em que vivem num inferno e num cenário de guerrilha acaba sempre, absolutamente sempre, que esses bairros se mudam, sei lá, para duas ruas acima das deles. Aí é que a coisa se torna mesmo grave e já não interessa a compreensão e o multiculturalismo e as raízes e as sociologias: é chamar a polícia, que a lei é para cumprir.

E é mesmo. A lei é mesmo para cumprir. Mesmo quando quem se queixa, afinal de contas, pouco ou nada nos diz. E esta complacência para com os criminosos e em nome da tolerância é, desculpem que vos diga, um dos mais arrogantes sinais de snobeira que conheço. Porque agarrada a essa complacência está sempre, precisamente, a ideia de que as coisas se passam lá longe, com uns pobrezinhos quaisquer.

Vox Pop

E porque não há, de facto, como se suspeitava, duas sem três, o Paulo Gorção está de volta, e bem. Desta vez no Vox Pop.

Posta Restante

Este blogue tem estado, um pouco como a nossa actividade blogosférica, em estado pré-comatoso. A coma não chegará, porque gostamos demais deste blogue para que o deixemos morrer dessa forma. Trata-se apenas de trabalho, e mais trabalho, e estudo, e mais estudo. A coisa passará e o blogue acordará, primeiro aos soluçõs, depois de vez. Até lá, não desistam de nós.

segunda-feira, Julho 14, 2008

Oh meu Deus lá se vai o serviço publico e a unidade territorial e não sei mais o quê...

EasyJet vai voar de Lisboa para Madeira a baixo custo (Agencia Financeira):
A empresa justifica a opção com estatísticas internas que apontam para o facto do arquipélago ir quadriplicar a quantidade de viagens com a entrada da easyJet nesta rota.

sexta-feira, Julho 11, 2008

Caso Bispo do Porto

Um artigo que escrevi a meias com o André Abrantes Amaral, publicado na Atlântico, sobre os católicos e o Estado Laico provocou, alguns meses após após a publicação, alguma polémica, sobretudo por entre aqueles que viram no artigo uma espécie de crítica à defesa dos valores católicos no âmbito de um Estado de Direito, quando era precisamente o contrário.

Uma das críticas que então se levantou ao artigo, que contestava a existência de uma oposição moderada católica ao regime do Estado Novo, salvo excepções importantes, mas que nunca deixaram de ser excepções, foi a de alegadamente ter ignorado um movimento no seio da Igreja Católica que pugnava por um distanciamento do regime.

Não foi esse o nosso entendimento, uma vez que, como então escrevemos no artigo, nem os desenvolvimentos do “caso Bispo do Porto”, provocaram uma reacção capaz de nortear ou enformar esse distanciamento. O caso Bispo do Porto foi, por isso, por nós encarado mais como uma prova dessa ausência de distanciamento do que propriamente do seu contrário.

Essa ideia sai aparentemente confirmada em livro ontem apresentado no Porto, que reúne textos e documentos inéditos de Ferreira Gomes: Provas - A Outra Face da Situação e dos Factos do Caso do Bispo do Porto.

Segundo leio no Público, num texto intitulado Breves notas sobre a crise da Igreja em Portugal, o bispo é muito duro com os seus colegas, liderados pelo cardeal Cerejeira, amigo pessoal de Salazar: "Nas atitudes da assembleia [do episcopado], não se tem conseguido fazer sentir que o episcopado está perante a nação portuguesa; mas, quando muito, que está para com o Governo português, considerando-se favor tudo o que se consegue".

Davis: single-issue by-election on civil liberties

"Davis cruises to victory in by-election" (Financial Times):
The Conservative politician had risked appearing quixotic and egotistical by stepping down as shadow home secretary a month ago to embark on a single-issue by-election on civil liberties.


David Davis Fights Orwellian State

[ David Davis for Freedom : Issues ]

quarta-feira, Julho 09, 2008

Equivalências morais

Mário Soares, o amigo de Chávez e o defensor de diálogo com a Al Qaeda, entende, segundo o Público, que "Guantánamo é o caso mais nefasto de um atentado consciente aos direitos humanos em larga escala e que não tem perdão". No Mundo de Soares, África, Ásia e América do Sul não existem. São só para enfeitar. E dialogar. E saúdar.

É preciso ter lata

A Câmara Municipal de Lisboa não só é um dos maiores obstáculos à reabilitação de edifícios, tal é a carga de burocracia com que sufoca quem se dê a essas aventuras, como é igualmente a maior proprietária de prédios devolutos da cidade. E é nesta sua dupla condição que se dá ao luxo de mandar bitaites sobre os prédios dos outros.

terça-feira, Julho 08, 2008

to David Cameron: not your responsibility

Via Portugal Contemporaneo, David Cameron tells the fat and the poor: take responsibility:
He said that society had been too sensitive in failing to judge the behaviour of others as good or bad, right or wrong, and that it was time for him to speak out against “moral neutrality”.

In a conscious shift of strategy, the Tory leader said he would not shirk from discussing public morality and claimed that social problems were often the consequence of individuals’ choices. "We talk about people being ‘at risk of obesity’ instead of talking about people who eat too much and take too little exercise," he said. "We talk about people being at risk of poverty, or social exclusion: it’s as if these things — obesity, alcohol abuse, drug addiction — are purely external events like a plague or bad weather.

Diga-se que esta atitude nao tem nada de conservative. Aos políticos nao cabe passar juizos sobre moralidade "publica" ou promover cruzadas contra o "mal social" da moda. Basta que se abstenham. Se há praga, é de gente a querer gerir a vida dos outros.

segunda-feira, Julho 07, 2008

shhh....

Secret report: biofuel caused food crisis (The Guardian):
Biofuels have forced global food prices up by 75% - far more than previously estimated - according to a confidential World Bank report obtained by the Guardian.

Tempo de arejar o sofá laranja

Chega o Verão e começam a chover pedidos de couchsurfing. Trata-se, como já por várias vezes aqui referi, de uma base de dados mundial que nos oferece, por nada, um sofá ou cama ou até mesmo um chão em destinos tão diferentes como o Afeganistão, o Sudão, a Síria, o Togo, Espanha ou Finlândia. Basta mandar uma mensagem e avisar quando chegamos. Se o dono do sofá aceitar, temos alojamento, no mínimo.

Nem de propósito, uma vez que vou receber dois turcos lá em casa para a semana, o Alberto Gonçalves escreveu na Sábado precisamente sobre o couchsurfing. Claro que o faz em termos tão desconfiados que quem o lê fica mesmo a pensar que a coisa só pode dar para o torto, tipo acordamos esquartejados em nossa própria casa ou, do mal o menos, sem o nosso DVD e a nossa colecção de CD's. É natural que existam essas reservas mas, pela minha parte, vale bem a pena o risco.

3 anos e dezenas de hóspedes depois, continuo feroz adepto da coisa. Não só pelas experiências que permite, pela troca cultural que oferece, mas também pela escancarada demonstração de que uma pequena base de dados, criada sem qalquer regulação, hoje cresceu ao ponto de albergar milhares de pessoas dispostas a ajudar e a receber estrangeiros no seu próprio país.

Como já uma vez escrevi, "sem apoios estaduais, o projecto foi sendo desenvolvido com base nas doações e voluntariado dos seus membros. E há muito que fazer, para garantir que o sistema funcione, para assegurar que haja mecanismos de segurança que permitam a troca e a partilha de informação sobre os membros. O intercâmbio, a troca de experiências, a abertura de horizontes, a partilha geracional e bla bla bla seriam o prato forte de um projecto estadual deste género, cheio de salamaleques e de garantias de que tudo iria correr bem e ninguém seria morto dentro da sua própria casa. Felizmente, neste como em muitos casos, os indivíduos anteciparam-se".

Zangam-se as Comadres...

As recentes intervenções escritas de Isabel Pires de Lima dão bem conta da rede de compadrios que vai pelo sector da cultura e que, em parte, o mancha e desonra. É verdade que a senhora não tem qualquer legitimidade para andar a dizer o que agora diz, que três anos à frente do Ministério não dão para tudo mas dão para o essencial, mas essa falta de legitimidade não afasta a eventual verdade.

Na edição do Público de hoje, Isabel Pires de Lima afirma, para quem a quiser ler, que a companhia teatral de Luis Miguel Contra anda há anos a encher-se de dinheiros públicos; que o mundo da cultura está cheio de lóbis; que há uma verdadeira cultura de subsidiodepêndencia em Portugal que obsta a uma política cultural vocacionada para o consumidor e não para os egos dos criadores etc e tal. Nada que se não soubesse já. Acontece que, pela primeira vez, a coisa é dita por uma ex-governante, que vem da esquerda, e não por uma qualquer tia adepta do restauro que vota CDS.

E zangando-se as comadres (com acusações ao estilo de "eu sou mais culto que tu"), descobrem-se as verdadeiras teias com que vai sendo urdida a distribuição de dinheiros públicos no sector da cultura. O que não supreende. Seria por isso tempo de os cidadãos serem informados, com rigor, não só dos estudos do TGV e do Aeroporto, mas sim dos programas de financiamento cultural em Portugal: quem recebe, quanto recebe, para que recebe, com que retorno, quem dá, quem deu, quem avalia, quem avaliou…

Vale muito a pena, já agora, ler a entrevista de Pedro Marques (tradutor, encenador, dramaturgo, actor e iluminador) ao Expresso, onde acusa o Estado de interferir em demasia na cultura e de, com isso, afastar de vez o público das salas de teatro.

domingo, Julho 06, 2008

A cozinha é uma ciencia

Um site interessante for the rest of us: Cooking for Engineers.

Un poco harto del colectivismo de nuestros hermanos

Que a selecção de Espanha ganhe - e bem - o Euro; que Nadal ganhe Wimbledon - e até agora, que chove, joga bem. Mas começa a não haver pachorra para o espírito "podemos". E estou em Bilbao, aqui não é Espanha. Que esta gente sinta afinidade directa com aqueles resultados começa a ser patético. Quer dizer, eu gosto muito quando portugueses ganham alguma coisa. Mas nunca fiz de conta que me representam.

AADF Sempre Libera


Angela Gheorghiu - Sempre Libera - La Traviata - Verdi

sexta-feira, Julho 04, 2008

Efeito marginal

Percebe-se que Sócrates percebe pouco de fiscalidade. E que os entrevistadores da RTP também pouco pescam ou, numa pior imagem, fazem por não pescar. O arrazoado de coisas sem sentido que Sócrates disse na entrevista foi confrangedor.

E foi o suficiente para se perceber, como aliás hoje noticia Público, que afinal de contas, as medidas fiscais anunciadas pelo governo vão ter efeitos marginais. Se assim não fosse, José Sócrates teria estado bem mais confortável na entrevista, explicando o que para ele seria evidente. Perdendo-se como se perdeu, era claro que nem ele percebia bem os efeitos das medidas que estava a anunciar.

De chorar (a rir)

É uma delícia ler as reacções do PCP ao resgate de Ingrid Bettencourt. Não tanto pelo que diz, que já de si é de chorar a rir, mas pelo que não diz, que é verdadeiramente de chorar, desta vez sem riso. O PCP não consegue gastar uma única palavra a condenar os seus amiguinhos das FARC, que anualmente nos visitam na Festa do Avante.

Temos pois, em plena democracia portuguesa, um partido amigo de organizações terroristas. Um partido que não condena determinados terrorismos. Um partido que, inclusivamente, apoia determinados terrorismos. Partido esse que se senta à mesa do parlamento, se dá ao luxo de mandar bitaites sobre a (i)legalização de outros partidos, é governo em vários municípios e é tolerado como tal.

Temos pois que isto está tudo doido.

terça-feira, Julho 01, 2008

Manuela Ferreira Leite na TVI (4)

Com Manuela Ferreira Leite o SNS estadual e universal veio para ficar. Mas como reconhece que o mesmo está de rastos, defende que as classes médias altas e altas devem ajudar a pagar aquilo que o Estado não sabe nem nunca soube gerir. Tudo isto sem defender baixa de impostos. É a velha receita de carregar nas classe médias para salvar o desgoverno estadual. Com os velhos resultados de sempre.

Manuela Ferreira Leite na TVI (3)

O TGV era possível em 2004 porque a União Europeia dava dinheiro e a situação do país fazia prever um melhor futuro económico. Isto foi o que Manuela Ferreira Leite veio dizer para se justificar. Com isto, assumiu que andou a prever mal o futuro em 2004 e que se preparava para, ainda assim, defender o investimento que agora critica. E são estas as pessoas que, precisamente, dizem defender o papel do Estado na economia. E que têm a receita para ajudar os novos pobres.

Manuela Ferreira Leite na TVI (2)

No plano social, Manuela Ferreira Leite fala em novos pobres, recuperando um conceito de Adriano Moreira nos idos tempos de 91. É bem sintomático que, agora como então, o conceito procura evidenciar uma pobreza que se sente mas que é ignorada pela maioria governamental.

Não consegue, no entanto, explicar o que pode fazer para os ajudar. Diz confiar na sociedade civil e ser contra subsídios, mas levada a ter mesmo que apresentar medidas concretas, não só fala em não cortar com nenhum subsídio actual (fala mesmo em criar um ou outro que possa ser necessário) como fala em apoiar financeiramente as organizações da sociedade civil. Tudo gira, afinal de contas, à volta de dinheiro a sair do Estado. Ideias diferentes? Nah.

Manuela Ferreira Leite na TVI (1)

Incapaz de se descolar do seu próprio passado, Manuela Ferreira Leite entra em várias contradições sempre que critica o investimento público nas obras públicas, sobretudo porque o governo de que fez parte o defendeu e, mais do que isso, o fomentou. Este era um dos aspectos que, sibilinamente, Passos Coelho foi insinuando na sua campanha. Com ele, estas críticas, válidas e certeiras, eram legítimas.

Liberdade e o abismo do Socialismo

Esklabu erremintaria

Sartaldeko oihanetan gatibaturik
erromara ekarri zinduten, esklabua,
erremintari ofizioa eman zizuten
eta kateak egiten dituzu.
Labetik ateratzen duzun burdin goria
nahieran molda zenezake,
ezpatak egin ditzakezu
zure herritarrek kateak hauts deitzaten,
baina zuk, esklabu horrek,
kateak egiten dituzu, kate gehiago.

Joseba Sarrionandia
Denuncia-se muito a cartilha liberal (quando se quer achincalhar mesmo, a coisa é antecedida pelo neo). O João Galamba, por exemplo, fá-lo a propósito da presença de José Manuel Moreira no Prós e Contras.

Quem lê tais denúncias quase que acredita que aquilo que supostamente faz parte dessa cartilha está espalhado por toda a parte: pela academia, pela economia, pela política ou pela cultura. Quem lê tais denúncias quase que imagina um país cheio de liberais, a pulular por todos os fóruns de decisão, a minar todas as políticas, a influenciar gerações e gerações de quadros.

Mas a coisa, como se sabe, não é bem assim. Antes fosse, mas não é. E não sendo, esta desproporcionalidade fica sem razão de ser. Como podem tanto incomodar aqueles que se limitam a defender um caminho diferente, perante uma cartilha socialista que, essa sim, reconheça-se, domina todos os espectos da vida (variando de grau)? Por que razão os liberais adoptam uma cartilha e todos os State Lovers se limitam a revelar a Verdade?

Why I decided to support Barack Obama...