quinta-feira, agosto 27, 2009

Ladrão que rouba ladrão

Federal Reserve Chairman Hit by High-Tech Pickpocket Ring

vendas agressivas

Numa caixa de comentários comentou-se:
... em política tudo é mau porque são vendas agressivas.
Este reparo tem muito que se lhe diga. Se é verdade que há práticas de "vendas agressivas" em quase todos os serviços, elas são mais frequentes naqueles em que não é uma vantagem comercial estabelecer uma relação douradora com o cliente, ou quando os clientes são tantos que é impossível atender discriminá-los, e quando os serviços concorrentes são relativamente indiferenciados - pode argumentar-se que há que recorrer à estridência.

Na política isto também acontece porque uma vez lançado o voto, o político praticamente não precisa do eleitor até à próxima eleição. Até lá, muita coisa pode acontecer que desresponsabilize o governante. Este fenómeno é agravado em eleições legislativas porque elegem-se partidos, e não deputados a quem se possa apontar o dedo. Quando os líderes dos partidos sofrem erosão, são afastados, e o partido continua. Por outro lado, os programas e as slogans eleitorais tendem a ser cada vez mais vagos, mais sensacionalistas, e mais opacos.

terça-feira, agosto 25, 2009

Notícias sobre o Fed (3)

4. Noutra frente, o Fed perde um caso importante e será obrigado a fornecer mais informação aos mercados - Federal Reserve Loses Bloomberg FOIA Lawsuit, Sensitive Disclosures Forthcoming:
Aug. 24 (Bloomberg) -- The Federal Reserve must make public reports about recipients of emergency loans from U.S. taxpayers under programs created to address the financial crisis, a federal judge ruled.
This is a large blow against the Fed and specifically against organizations using FOIA loopholes from providing critical information, specifically in cases involving trillions of taxpayer dollars bailing out huge, systematically and politically embedded financial organizations.
5. Se a coisa ficar negra, ao menos espera-se que um dia a racionalidade volte - e para isso as ideias correctas têm de ser mantidas vivas: Zimbabue propone restaurar el patrón oro:
Zimbabue sigue buscando alternativas para mitigar los efectos devastadores que sobre el país está dejando la segunda peor hiperinflación de la historia de la humanidad. Desde que la espiral hiperinflacionista comenzara a tomar tintes desastrosos, la administración ha tomado algunas medidas que no han pasado de convertirse en meros parches incapaces de contener el desastre.
Ahora, el gobernador del banco central del país, Gideon Gono, ofrece otra alternativa: volver a dar vida al dólar zimbabuense referenciándolo al oro. Es decir, restaurar el patrón oro. "Lo que propongo es la reintroducción del dólar zimbabuense, pero totalmente respaldada por los recursos tangibles y disponibles como oro, diamantes y platino, entre otras posibilidades", dijo Gideon Gono.

Notícias sobre o Fed (2)

3. Contudo há ventos de mudança. Ron Paul faz avanços no Congresso para auditar o Fed, o que não seria mais do que uma acto simbólico de higiene política - leia-se What Would Be Involved in an Audit of the Federal Reserve?:
The specific details of those existing laws not allowing audits of the Federal Reserve are in regard to the agreements the Fed makes with central banks of foreign governments or international financing organizations (swap lines), any type of transaction that has been directed by the Federal Open Market Committee, and any of the discussions which result in how a decision was reached in relationship to monetary policy.

Essentially what this is saying is, whatever really counts and matters in connection with the Federal Reserve will remain behind closed doors and secret. Otherwise, they’re transparent and go through meaningless audits which regurgitate the same worthless data over and over again.
Our money is literally at stake, and we are holding our money in banks which we have no idea as to their financial status. We must insist that we have the right to all the data available to make the decision on which bank we’ll do business with safely, and that will never happen unless the Federal Reserve is audited on a consistent basis from now on. We all need to support HR 1207 for that reason.

Notícias sobre o Fed

1. Hoje soube-se que Ben Bernanke vai ser reconduzido à frente da Federal Reserve, como aliás era esperado. Impõe-se perguntar, de novo, como é que se espera que o Fed seja independente do poder político, quando a continuidade dos seus dirigentes — e, de facto, a existência, salário e prestígio do cargos — dependem do poder político. A noção é um perfeito absurdo.

2. Absurda é a própria existência da Federal Reserve, uma instituição de planeamento central económico ao belo estilo soviético, como bem explica Tom Woods:


Tom Woods: Dynamics of the FED

Ron Paul chats with Lew Rockwel


Ron Paul chats with Lew Rockwell

O veto e a liberdade de escolha

Sai hoje, no jornal i, e a propósito do veto presidencial, a minha muito resumida opinião sobre o assunto e que é enquadrada por aquela que, desde há muito, é a minha proposta para este género de situações. O Estado deve manter o casamento e a união de facto como dois tipos contratuais distintos.

No entanto, esses contratos, no respeito dessa distinção, devem estar abertos à vontade do casal num sistema de geometria variável permitindo que um casal em união de facto possa ter o regime que pretende, que pode não ser igual ao casal em união de facto que vive na porta do lado. Isto sem prejuízo da previsão de clausulados supletivamente aplicáveis no silêncio do casal, claro está.

Este foi o texto, entretanto editado por questões de tamanho, que enviei para o i:

"Enquanto alternativa ao casamento, as uniões de facto oferecem uma alternativa de contratualização da vida em comum a quem não quer aderir aos direitos e deveres associados ao casamento. Compreende-se assim o veto do Presidente da República à alteração da Lei das Uniões de Facto.

Mas a preocupação do Presidente, e de quem agora o aplaude, com a liberdade de escolha não parece ser a suficiente para defender uma verdadeira liberdade contratual neste âmbito. Não é já tempo de perceber que 230 deputados são insuficientes para apreender todas as realidades existentes e para taxativamente definir de que forma devem as pessoas regular a sua vida em comum?

Ao contrário daquilo que alguma esquerda parece afirmar, as recentes propostas no âmbito do casamento e uniões de facto não dão maior liberdade: restringem-na gerando a confusão e impondo aos casais regras que eles não querem nem pediram. Em vez de passarem horas a discutir a vida dos outros, os deputados deveriam limitar-se a abrir a conformação dos termos destes contratos à vontade dos casais, de igual ou diferente sexo. Cada casal sabe de si."
(publicado originalmente no Rua Direita)

segunda-feira, agosto 24, 2009

Big Government Hurts Economic Growth


8 Reasons Why Big Government Hurts Economic Growth

MBA & Company (2)

No seguimento de olha um colega meu no Economist e MBA & Company, o meu ex-colega Daniel Callaghan na Business Week, a cavalgar a onda do melhor capitalismo - From Business School to Consulting Empire:
Callaghan saw opportunity in the plight of needy students and needy businesses. In March he founded MBA & Co., a freelance consulting firm, after graduating with an MBA from Spain's IESE (IESE Full-Time MBA Profile). The business plan, he says, is to take advantage of the surplus of top-tier MBA talent who haven't yet found their dream job or who have had their start dates deferred—an increasingly common problem—by using a Web site to match up the grads with the growing number of companies that need consulting but can't afford the big-name brands. "It's a very good time for the business model," says Callaghan, who believes he's found a niche in the current economic climate. He quips: "And it seems like the market is starting to think so, as well."

Indeed, just three months after MBA & Co. began serving clients, nearly 2,000 MBA graduates and MBA students on five continents have created online profiles offering their freelance consulting services to the more than 100 businesses registered on Callaghan's site. Though it has a full-time staff of just three people, it has offices in both San Francisco and London, and has plans for further expansion. Callaghan predicts that by the end of its first year, the company will have seen more than $4.2 million in transactions, raking in $420,000 for the company with its 10% commission.

Oust Nancy Pelosi


Who Is John Dennis?

Cash for Clunkers em português

Nos Estados Unidos acabou há pouco tempo a política designada Cars Allowance Rebate System ou CARS, que ficou conhecida como Cash for Clunkers ("dinheiro para calhambeques"). Resumindo, o Governo Federal pagava o abate de carros velhos se as pessoas comprassem um novo. Tudo em nome do "estímulo" à Economia.

Esta medida favoreceu quem tinha carros velhos, e fabricantes e vendedores de carros novos, à custa do contribuinte, de garagens de reparação e manutenção, de vendedores de carros em segunda mão, sucatas, etc. Em termos líquidos e instantâneos, a sociedade ficou mais pobre na exacta medida do capital que foi destruído — carros velhos, mas em muitos casos, perfeitamente funcionais. A isto acrescem custos administrativos e logísticos importantes.

Enumerando os vencedores e perdedores da medida, parece que não se pode dizer se é muito ou pouco benéfica. Contudo, é um perfeito disparate. Teria sido melhor para a "sociedade" que os carros tivessem sido desintegrados por uma qualquer força paranormal, e que o Governo tivesse enviado para os donos carros novinhos em compensação. O resultado era o mesmo, com menos custos. Mas ninguém defende que "carros a desaparecer" é "bom para a Economia".

Teria sido ainda "melhor" que os carros não tivessem desaparecido, e o Governo tivesse mandado cash. As pessoas muito provavelmente iriam utilizar esse dinheiro em bens e serviços que preferissem mais que um carro novo. Contudo, tal seria politicamente escandaloso.

Como se justifica redistribuir dinheiro do contribuinte para pessoas que têm carros velhos? Ou melhor, como favorecer o big business, motor da economia, sem grande alarde? Toca a destruir os carros velhos, dar um ar de transacção e de mercado, meter a máquina de propaganda a mostrar novos carros a serem produzidos, distribuídos e comprados por beneficiários muito contentes pelo almoço grátis.

Se o programa funcionasse, compensaria destruir carros não tão velhos. Destruir carros com apenas 1 ano. Ou ao fim de uma semana de uso. Estimularia brutalmente a economia. Fazer o mesmo com a habitação, o vestuário, livros, comida ("troque os seus iogurtes com três dias por outros novinhos, paga o Estado"). Estes exemplos são absurdamente irracionais. A sociedade não pode sobreviver sem acumulação de capital.

O que faz com que as pessoas pensem que alguma irracionalidade gerará prosperidade?

Hyperinflation Nation


Hyperinflation Nation
parte 1 | parte 2 | parte 3

domingo, agosto 23, 2009

Emancipation

Why We Couldn't Abolish Slavery Then and Can't Abolish Government Now por Robert Higgs:
The similarity of arguments against the abolition of slaver and arguments against the abolition of government (as we know it) should shake the faith of all Americans who still labor under the misconception that ours is a "government of the people, by the people, for the people." From where I stand, it looks distressingly like an institutional complex that rests on the same shaky intellectual foundations as slavery.
Arguments Against the Abolition of Slavery
and Arguments Against the Abolition of Government (as We Know It)
Slavery is natural.Government (as we know it) is natural.
Slavery has always existed.Government (as we know it) has always existed.
Every society on earth has slavery.Every society on earth has government (as we know it)
The slaves are not capable of taking care of themselves.The people are not capable of taking care of themselves
Without masters, the slaves will die off.Without government (as we know it), the people will die off.
Where the common people are free, they are even worse off than slavesWhere the common people have no government (as we know it), they are much worse off (e.g., Somalia).
Getting rid of slavery would occasion great bloodshed and other evils.Getting rid of government (as we know it) would occasion great bloodshed and other evils.
Without slavery, the former slaves would run amuck, stealing, raping, killing, and generally causing mayhem.Without government (as we know it), the people would run amuck, stealing, raping, killing, and generally causing mayhem.
Trying to get rid of slavery is foolishly utopian and impractical; only a fuzzy-headed dreamer would advance such a cockamamie proposal.Trying to get rid of government (as we know it) is foolishly utopian and impractical; only a fuzzy-headed dreamer would advance such a cockamamie proposal.
Forget abolition. A far better plan is to keep the slaves sufficiently well fed, clothed, housed, and occasionally entertained and to take their minds off their exploitation by encouraging them to focus on the better life that awaits them in the hereafter.Forget anarchy. A far better plan is to keep the ordinary people sufficiently well fed, clothed, housed, and entertained and to take their minds off their exploitation by encouraging them to focus on the better life that awaits them in the hereafter.

the Peter Schiff file


8/13/2009 Peter Schiff On FOX Business: Free-Market Health Care?

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Peter Schiff respects a woman's right to choose



How to refute Peter Schiff critics

Utopia

Wittgenstein, Elizabeth Taylor, Bertrand Russell, Thomas Merton, Yogi Berra, Allen Ginsberg, Harry Wolfson, Thoreau, Casey Stengel, The Lubavitcher Rebbe, Picasso, Moses, Einstein, Hugh Hefner, Socrates, Henry Ford, Lenny Bruce, Baba Ram Dass, Gandhi, Sir Edmund Hillary, Raymond Lubitz, Buddha, Frank Sinatra, Columbus, Freud, Norman Mailer, Ayn Rand, Baron Rothschild, Ted Williams, Thomas Edison, H.L. Mencken, Thomas Jefferson, Ralph Ellison, Bobby Fischer, Emma Goldman, Peter Kropotkin, you, and your parents. Is there really one kind of life which is best for each of these people?
The utopian society is the society of utopianism.
Visionaries and crackpots, maniacs and saints, monks and libertines, capitalists and communists and participatory democrats,
proponents of phalanxes (Fourier), palaces of labour (Flora Tristan), villages of unity and cooperation (Owen), mutualist communities (Proudhon), time stores (Josiah Warren), Bruderhof, kibbutzim, kundalini yoga ashrams, and so forth, may all have their try at building their vision and settling an alluring example.
For the ultimate purpose of utopian construction is to get communities that people will want to live in and will choose voluntarily to live in.
Robert Nozick, Anarchy, State and Utopia

why MBAs are useless

Não que eu concorde na totalidade :) mas vale a pena - via The Bastiat Society, What's Wrong With Business Education:
"Management is where art and craft and science meet. You can't do anything with craft when people have no experience, 'cause craft by definition is rooted in experience. And art tends to get treated in the classroom in a kind of voyeuristic way, we have cases about entrepreneurs and things...so the emphasis is really on the science or the analytical side and I think that distorts things. I wouldn't close down the MBA programs...I would simply recognize them for what they are: training in analytical skills for analytical jobs...just don't pretend we're creating them as managers...Don't close them down but recognize them for what they are."

"You shouldn't be a manager because you got an MBA. You should earn your managerial stripes."


everyone can get into MIT

A propósito do artigo Educação online é melhor do que aprender nas salas de aula da Exame Informática, é relevante o texto M.I.T. Calls Academia's Bluff por Gary North:
The Massachusetts Institute of Technology has begun the most revolutionary experiment in the history of education, stretching all the way back to the pharaohs. It now gives away its curriculum to anyone smart enough to learn it. It has posted its curriculum on-line for free. These days, this means a staggering 1900 courses. This number will grow.
For the first time in the history of man, the Massachusetts Institute of Technology has opened the gates to all comers. It has said, "You won't get certified by us, but you can get the classroom knowledge. If you are smart enough to teach yourself, you will have the knowledge."
MIT has now removed the most important layers of bureaucracy: the layers associated with classroom instruction.
The end of the high-priced university training system is in sight. It may take a generation. These schools are licensed agencies of the state. They will not surrender without a fight. But when the best science university in the world says "Come and get it . . . free!" .... Any college that does not have all of its professors' classroom lectures on-line on YouTube or Vimeo or Blip.tv is saying, loud and clear, "We don't want people to see how incompetent our faculty really is."

Greenpeace - preposterous exageration


Greenpeace Leader Admits Arctic Ice Exaggeration

Science is broken

Science is broken, and you don’t need to be a scientist to see that por Joanne Nova:
Other industries call their critics “whistleblowers”, but in climate science they’re known as “deniers”, or variously: conspiracy theorists, dinosaurs, oil shills, paid hacks, morons, traitors, inactivists and delayers. This is not science. Bullies need to be exposed. It has gone on far too long in the theatre that masquerades as “the scientific process”.
Climate science is the first postmodern science to be corrupted en masse. It’s the only science with paid attack-dog sites to personally vilify any scientist who asks for evidence. The attack-dogs have names like DeSmog, and groups, who pretend they are science based, seem blissfully happy to support the ad hominem attacks. DeSmog is funded by a PR company who work for David Suzuki. Exxon Secrets is funded by Greenpeace.
This shell game and intimidation has gone on far too long. Many people are suspicious of the lectures, the censorship and the people who deny there is a debate, but they haven’t got the words for the reasons why they smell a rat. I’m giving them the words. Bullying is not science. Name Calling is not reason. Climate models are not evidence.

Obama exposed


John Pilger: Obama is a corporate marketing creation
(parte desta interessante lecture, não propriamente libertarian)

A3 reports (2)

Na entrevista de quarta-feira, Manuela Ferreira Leite disse que o programa do PSD bem podia caber numa folha A4. Como escreveu Bruno Alves,
Judite de Sousa .... disse em tom indiginado que o programa do PSD “não pode ser só uma folha A4″. Manuela Ferreira leite disse que não seria, mas e se fosse? mais vale uma folha A4 de compromissos que as pessoas compreendam e sejam para cumprir, do que 200 páginas de propaganda que ninguém lê e não são para levar a sério.
Já dizia o meu antigo chefe que fizéssemos os nossos relatorios de duzentas páginas mais anexos de desenhos e cálculos — mas que ninguém lia para além da primeira página. Tudo o que fosse crítico tinha de estar lá escarrapachado. Para efeitos práticos, tudo o resto era palha — em linguagem económica, não acrescentava valor; na linguagem de operações, era desperdício.

É obrigação de quem preza a transparência, eficiência e accountability tornar o seu trabalho visualmente auditável. Esta é toda uma filosofia de profissionalismo, exemplo e serviço. Lamentavelmente, é de esperar que o programa do PSD venha a ter as proverbiais duzentas páginas.

A3 reports

When I interviewed David Baxter, vice president at the Toyota Technical Center, he was a bit nervous about a report he was working on. It was the proposed budget for the entire center. The whole time he talked about the report, I was envisioning a large book-like document. Suddenly it dawned of me that he was talking about an 11" x 17" (A3) sheet of paper and how he was going to put the entire budget and its justification on that one sheet of paper. Toyota is very strict about having managers and associates go to great lengths to put key information on one side of an A3-sized piece of paper. Why A3? Because this is the largest paper that can fit through a fax machine. A typical A3 report is not a memo — it is a full report documenting a process. For example, a problem-solving A3 would succintly state the problem, document the current situation, determine the root cause, suggest alternative solutions, suggest the recommended solution, and have a cost-benefit analysis. This would be on one sheet of paper, using figures and graphics as much as possible. The push in the last year in Toyota has been for everyone to move to A4 reports (8½" x 11") — the idea that less is more.
Jeffrey K. Liker, The Toyota Way: 14 management principles from the world's greatest manufacturer

Everything the Government Runs is Bankrupt!


Judge Napolitano on Glenn Beck:
Everything the Government Runs is Bankrupt! 8/18/09

sobre o amor pela burocracia

Causa perplexidade que ainda haja quem defenda que o Estado é capaz de gerir melhor que os privados alguns sectores da economia.

À falta de qualquer prova teórica ou prática, esta concepção só pode basear-se na boa-fé que seguramente merecem políticos e burocratas, quando afiançam terem todas as boas intenções, assim como afinada intuição para os mercados e formação de gestão de empresas acima da média.

O método de gestão estatal, baseado na burocracia — um sistema que mudou pouco desde as críticas de Max Weber, Karl Marx ou Ludwig Von Mises — comando top-down, centralizado, centros de custo desligados de receitas obtidas coercivamente, etc — é provavelmente o mais ineficiente alguma vez inventado pelo Homem.

Se o método funcionasse, bastaria a qualquer empreendedor começar a gerir as suas empresas da mesma maneira. Maltratando os clientes com operações sub-medíocres, em nome do incrível e indispensável serviço prestado. Se o método estatal funcionasse, qualquer empresa que o adoptasse conquistaria o mercado. Depressa os concorrentes estariam a operar da mesma forma.

Nenhum empreendedor o faz, e todos os que tentaram ou foram à falência ou estão a trabalhar para o Estado.

Top 10 Reasons to Oppose the Stimulus

De regresso de férias, uma leitura fácil:
Top 10 Reasons to Oppose the Stimulus no FreedomWorks:
As with medicine, the first rule of law making should be first, do no harm. The “stimulus” bill fails this test spectacularly. Among so many other reasons to tell your U.S. Representative and Senators in Washington to oppose the stimulus, the Top 10 are:
  • The Stimulus Will Not Work
  • The Stimulus follows the same plan that ruined Japan’s economy
  • The Stimulus is full of Wasteful Projects
  • The Government Can’t Afford the Stimulus
  • We Can’t afford the Stimulus
  • The Stimulus is Bigger Than the Economic Output of Most Countries
  • Central Planning like the Stimulus Doesn’t Work, Ask the USSR
  • Remember the $750 Billion Bailout from this Fall?
  • This Money Doesn’t Grow on Trees
  • Economists do NOT Agree this is a Good Idea

sábado, agosto 15, 2009

Entre empregos - review de livros lidos (5)


Yes! - 50 secrets from the science of persuation, Goldstein, Martin e Cialdini

Grande parte do material deste bestseller segue o framework que tornou Cialdini famoso; quem já o conhece não se surpreenderá muito com este livro. Não obstante, é uma leitura fácil e divertida. Os mecanismos da "ciência da persuasão" são explicados em cinquenta capítulos, repletos de episódios vívidos, assim como breves referências a investigação. Yes! não é uma obra de referência, antes procura alterar a forma de ver a realidade do leitor — e faz um bom trabalho.

Family Business - The Essentials, Peter Leach

Este livro reúne com muita competência os fundamentos da disciplina do estudo de empresas familiares, e recomenda-se como introdução ao tema. A leitura é interessante e fácil, se bem que a estrutura (de capítulos que podem ser lidos independentemente) dá-se a algumas repetições dispensáveis. O livro tem muito que oferecer a quem nunca se debruçou de forma estruturada sobre as dinâmicas da empresa familiar. Os demais reconhecerão que o texto esconde uma densidade tal de conceitos — emprestados de disciplinas como psicologia, liderança de pessoas, comportamento organizacional, etc — que recomendam calma, uma mente aberta, e quem sabe releitura. A parte conceptual é apresentada de forma muito adequada ao público-alvo (leigo) a que se destina o livro, mas a transposição do framework para exemplos da vida real cabe ao leitor, pode exigir algum trabalho, e sobretudo exige conhecimentos da família, e do negócio familiar para além do superficial. Ou seja, não é trabalho consultores de um minuto, mas sim para gente madura, conscienciosa e dedicada.

ChiWalking, Danny Dreyer e Katherine Dreyer

Este pode bem passar por um companion book para o ChiRunning. A filosofia é a mesma, a organização do livro também. Nota-se que o target é uma população mais velha. Alguns exemplos, form factors e exercícios foram melhorados, foi reduzido o exoterismo (que já era pouco e muito suportável, e isto vindo de mim já é um grande elogio). O livro poderia conter um pouco mais de informação sobre trekking, e fazer a sua própria versão de troubleshooting, tal como no ChiRunning - ou seja, fazer uma lista "o que dói - o que pode estar errado na sua forma". Numa nota negativa, a encadernação da minha edição era péssima, agora tenho uma capa colorida e fascículos.

sexta-feira, agosto 14, 2009

Terminologia

Terminology (Division of Labour):
1. .... if I choose not to purchase a good or service (say, an Xbox or the right to play a round of golf) people don't say I lack access to that good or service. It's true that some medical services (though not the one that was the focus of the paper I reviewed) are expensive and may be difficult for some people to afford. In this circumstance, people may be saying access instead of affordability, but it still strikes me as sloppy usage to talk about "access" to medical care.

2. Since most folks who prattle on about "social justice" advocate the coercive redistribution of property a better term would be "anti-social injustice."
Terminology, Part 2 (Division of Labour):
We hear lots of chatter about reforming the health care system, but I think using the word system plays into the hands of statists and planners (men of the system in the words of the great one) by giving the impression that the provision of health care services is something that can be directed via central planning. We don't speak of the grocery system or the clothing system, so why refer to health care as a system?

quinta-feira, agosto 13, 2009

Randal O’Toole Assaults Myths of Suburbia


Serviços Nacionais de Saúde: comparação internacional

Government Health Care Expenditure: International Comparisons (Thoughts on Freedom):
So, I went to the World Health Organisation Database and looked at the per capita breakdown of healthcare expenditure by governments in different developed countries. And the results suprised me. Quite a bit. Because it seems the U.S government spends more per person on healthcare than the government of any major developed country.

O Mito da Independência Energética

Excelentes texto de Tomás Belchior no Rua Direita:

Operación Pandemia


Operación Pandemia

Trotskismo

A Small Positive Effect of Trotskyism (Volokh Conspiracy):
On balance, however, I still don't understand the fondness for Trotsky shared by many Western leftists (and even a few formerly leftist conservatives I have met). The truth about Trotsky is that he was a brutal mass murderer. Trotsky was responsible for the deaths of hundreds of thousands of innocent people during the era of War Communism (1918-21). Together with Lenin, he (not Stalin) established the Gulag system, the secret police, and other major institutions of Soviet repression. Trotsky also played a leading role in engineering the first, abortive collectivization of Soviet agriculture - which led to a deliberately engineered famine that killed several million people in 1920-21.
Western admirers of Trotsky often praise him for his criticism of Stalin's purges of the 1930s. However .... Trotsky had no objection to political repression as such. He was very much in favor of ruthless persecution of non-communists, including even non-communist socialists. Trotsky merely objected to the repression of his own followers. Praising Trotsky for opposing Stalin's purges is a bit like praising the Ku Klux Klan as champions of free speech because they oppose laws banning racist hate speech. Obviously, The Klan would have no objection to censorship if they could be the censors themselves. The same point applies to Trotsky - except that he murdered, repressed, and censored far more people than the KKK ever did.

sabe-se lá onde isto acaba (2)

Ai e tal a bandeira monárquica na Câmara de Lisboa é um assunto muito sério.


fotograma do filme War Games (1983)
[ retirado daqui, minuto 3'02" ]

O namoro dos media pelo estatismo activo

So what does he mean by “Failure on Health Care”? He means President Obama not getting the sweeping new government programs that he seeks.

But to many of us .... that would actually be “Success on Health Care.” It would mean that American health care would not get worse under the burden of government regulations and restrictions.

The media tendency to refer to the defeat of a big-government scheme as “failure” reflects a possibly unconscious bias toward government action. As I’ve written before:
Does one ever hear “Congress failed today to reduce taxes”? “No Progress on Deregulation”? I don’t think so. Journalists unconsciously assume that Congress should Do the Right Thing. When it doesn’t, that’s “failure” or “no progress.” Journalists and headline writers should try to find neutral language to describe Congress’s actions.

sabe-se lá onde isto acaba

Do ennui "ai é uma criançada essa história da bandeira" até à resignação "isto começa assim e sabe-se lá onde acaba", em Portugal até o humor contra o status quo tem de ser feito por um status quo e com muito respeitinho pela forma de bem fazer humor. Talvez seja por isso que o património humorístico português tenha envelhecido tão mal.

Whole Health

John Mackey — dono da Whole Foods, e consistente defensor dos mercados livres — apresenta oito medidas para melhorar o sistema de saúde dos Estados Unidos. O conjunto também serve para explicar porque é que a Saúde dos EUA está longe de ser um sistema laissez-faire.

The Whole Foods Alternative to ObamaCare — Eight things we can do to improve health care without adding to the deficit. por John Mackey:

While we clearly need health-care reform, the last thing our country needs is a massive new health-care entitlement that will create hundreds of billions of dollars of new unfunded deficits and move us much closer to a government takeover of our health-care system. Instead, we should be trying to achieve reforms by moving in the opposite direction—toward less government control and more individual empowerment. Here are eight reforms that would greatly lower the cost of health care for everyone:
  • Remove the legal obstacles that slow the creation of high-deductible health insurance plans and health savings accounts (HSAs).
  • Equalize the tax laws so that employer-provided health insurance and individually owned health insurance have the same tax benefits.
  • Repeal all state laws which prevent insurance companies from competing across state lines.
  • Repeal government mandates regarding what insurance companies must cover.
  • Enact tort reform to end the ruinous lawsuits that force doctors to pay insurance costs of hundreds of thousands of dollars per year.
  • Make costs transparent so that consumers understand what health-care treatments cost.
  • Enact Medicare reform.
  • Finally, revise tax forms to make it easier for individuals to make a voluntary, tax-deductible donation to help the millions of people who have no insurance and aren't covered by Medicare, Medicaid or the State Children's Health Insurance Program.

quarta-feira, agosto 12, 2009

contra a lei e pela grei


Ainda estamos a tempo de saudar o 31 da Armada por fazer troça do poder — algo que seria bem mais frequente se Portugal fosse um sítio civilizado.

Estéticas

A política como escola Estética por Elisabete Joaquim:
Não se pode, sem incoerência, defender um Estado que não se intrometa nas vidas privadas para depois defender a conservação de privilégios sociais; Não se pode, sem incoerência, criticar o socialismo para depois defender a necessidade de um gestor Forte das vidas públicas; Não se pode, sem incoerência, ser contra a intromissão do Estado na economia para de seguida defender que impostos sociais devam ser cobrados; Não se pode, sem incoerência, defender a liberdade individual para depois advogar a inocuidade do uso de força ilegítimo por parte do Estado. A lista poderia continuar e tocar todos os quadrantes políticos com expressão em Portugal.

sábado, agosto 08, 2009

Rand Paul for Senate


Rand Paul Makes Major Announcement on Neil Cavuto

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Rand Paul in NYC



Ron Paul and Rand Paul on CNN 8-6-09

global giggling

Does Climate Catastrophe Pass the Giggle Test? por David Friedman:
I find unconvincing the claim that climate change on the scale suggested by the results of the IPCC models would have catastrophic consequences for humans.
Human beings, after all, currently live, work, grow food in a much wider range of climates than that. If people can currently live, work, grow crops over a temperature range of much more than two degrees, it is hard to imagine any reason why most of them couldn't continue to do so, about as easily, if average temperature shifted up by that amount—especially if they had a century to adjust to the change.
In the course of a century, most existing houses will be replaced. If temperatures are rising, they will be replaced with houses designed for a (slightly) warmer climate. If sea levels are rising, they will be replaced, in low lying coastal areas, with houses a little farther inland. Over a century, farmers will change at least the varieties they are growing, very possibly the kind of crop, multiple times, in response to the development of new crop varieties, shifting demand, and similar changes. If temperatures are rising, they will gradually shift to crops adapted to a (slightly) warmer climate.
.... the claim that we now have good reason to expect climate change on a scale that will produce .... catastrophe for many is one that no reasonable person should take seriously.

Peter Schiff on ReasonTV / The voice of reason


Peter Schiff on ReasonTV


Bónus:

Voice of Reason - Peter Schiff for Senate 2010

The Optimum Size of Government (3)

Laffer assumes that what all of us want is to maximize tax revenue for the government. If — a big if— we are really at the upper half of the Laffer curver, we should then all want to set tax rates at that "optimum" point. But why? Why should it be the objective of every on of us to maximize government revenue? To push to the maximum, in short, the share of private product that gets siphoned off to the activities of government? I thing we would be more interested in minimizing government revenue by pushing tax rates far, far below whatever Laffer Optimum might happen to be.
Murray Rothbard, Making economic sense

The Optimum Size of Government (4)

Mais, é um absurdo resumir "o tamanho" do Estado a um agregado como uma percentagem do PIB. Para começar, porque uma medida bem mais adequada seria a despesa do Estado. Mas sobretudo porque dois Estados podem ser muito diferentes com as mesmas receitas fiscais — um Estado centralizado e burocrático será sempre mais ineficiente do que um Estado descentralizado e responsivo às necessidades locais.

E mesmo que se conseguisse determinar o tamanho óptimo do Estado, estes modelos consideram no futuro a mesma estrutura da Economia que existe hoje em dia.

Estes modelos assumem que há funções do Estado que os privados não podem desempenhar melhor. Esses serão os serviços mínimos dos sectores controlados pelo Estado. Abaixo desse nível, é suposto que a economia colapse, a sociedade se desagregue e o país entre em guerra civil.

Contudo, se a redução do Estado fosse feita gradualmente, teríamos uma sociedade mais robusta, e um sistema económico mais dinâmico. Neste arranjo, o tamanho do Estado continuaria a ser um grande problema, porque os privados terão provado que conseguem desempenhar melhor que o Estado algumas funçoes ditas inalienáveis do Estado.

The Optimum Size of Government (2)

Todos os estudos do "tamanho óptimo do Estado" indicam que o Estado cresceu mais do que devia, e portanto devia ser reduzido a um tamanho mais eficiente. Como cenoura aos fazedores de política pública, os estudos apontam que o peso do Estado é tal que reduzindo impostos, ou aumento da actividade económica mais do que compensaria a redução das taxas, e as receitas fiscais subiriam (a famosa curva de Laffer).

As conclusões destes estudos têm valor táctico para o campo liberal — mas os princípios são errados.

Aos indivíduos interessa legitimamente pagar menos impostos, e que aumente o valor de serviços públicos. Maximizar esta função já é uma tarefa impossível. Mas a optimalidade nunca está na maximização das receitas fiscais. Nenhuma instituição funciona tanto melhor quanto mais dinheiro tem — e o Estado não é excepção.

É praticamente uma lei que a aplicação dos dinheiros "públicos" marginais é feita em trabalhos para mostrar obra feita, burocracia, corrupção, favorecimento de interesses especiais, etc. — onde mais prejudica os cidadãos.

sexta-feira, agosto 07, 2009

The Optimum Size of Government

Um estudo do Institute for Market Economics (IME) da Bulgaria — com cujas conclusões não concordo particularmente:


The Optimum Size of Government

Ordem e Guerra Civil (2)

El Estado, pura mafia monopolística, um bom texto de Manuel Llamas:
A lo largo de los últimos siglos, el Estado se ha ido conformando progresivamente como el agente social más eficaz para limitar e incluso eliminar por completo los derechos inalienables del individuo. En realidad, no existen grandes diferencias entre la violencia que ejerce el poder estatal y la proveniente de un grupo criminal a la hora de cometer tales atropellos.
.... en la práctica, guarda sorprendentes similitudes con la violencia que ejerce cualquier mafia o grupo de vándalos bien organizado. Así, bajo el argumento de ofrecer "protección" frente a supuestas amenazas externas e internas, el poder gubernamental se erige como la única fuerza capaz de limitar hasta el extremo la libertad de los individuos, ya sea imponiendo tributos, estableciendo penas y leyes o bien sacrificando la vida de sus ciudadanos en guerras de todo tipo y condición.
La teoría política argumenta que tal poder deriva de un "contrato social" por el que los ciudadanos ceden parte de su libertad natural al Estado para evitar el caos, el "desorden" social y, así, garantizar la convivencia de los individuos o "bien común". Sin embargo, la Escuela Austríaca muestra cómo el orden surge de forma espontánea y natural. Y este proceso no sólo se circunscribe al ámbito del mercado, en sentido económico, sino a la formación y desarrollo de todo tipo de instituciones, desde la familia y el matrimonio hasta el concepto de ley. Además, ¿ha firmado alguien el tan citado "contrato social"?

George Carlin – Earth is NOT endangered – WE ARE


Ordem e Guerra Civil

Si je me préoccupais du sens communément attaché à certains mots, une erreur vulgaire ayant fait d'anarchie le synonyme de guerre civile, j'aurais horreur du titre que j'ai placé en tête de cette publication, car j'ai horreur de la guerre civile.
En effet :

Qui dit anarchie, dit négation du gouvernement;
Qui dit négation du gouvernement, dit affirmation du peuple;
Qui dit affirmation du peuple, dit liberté individuelle;
Qui dit liberté individuelle, dit souveraineté de chacun;
Qui dit souveraineté de chacun, dit égalité;
Qui dit égalité, dit solidarité ou fraternité;
Qui dit fraternité, dit ordre social;
Donc qui dit anarchie, dit ordre social.

Au contraire:

Qui dit gouvernement, dit négation du peuple;
Qui dit négation du peuple, dit affirmation de l'autorité politique;
Qui dit affirmation de l'autorité politique, dit dépendance individuelle;
Oui dit dépendance individuelle, dit suprématie de caste;
Qui dit suprématie de caste, dit inégalité;
Qui dit inégalité, dit antagonisme;
Qui dit antagonisme, dit guerre civile;
Donc qui dit gouvernement, dit guerre civile.
Oui, l'anarchie c'est l'ordre; car, le gouvernement c'est la guerre civile.
Anselme Bellegarrigue, Manifeste de l’Anarchie

United States Earmarks Map

Transparency: Read the Bill? See the Earmarks! por Jim Harper no Cato@Liberty:
The thirst for transparency is not speculative. WashingtonWatch.com (a site I run) recently asked the public to gather data about congressional earmarks, which have long been shrouded in secrecy. In under two weeks, ordinary Americans have put more than 8,000 earmarks into the database to create a ”United States Earmarks Map.” (It loads a little slowly because of all that data.)

The health-care wedge

Via Donald Luskin,

"How to Fix the Health-Care ‘Wedge’ - There is an alternative to ObamaCare de Arthur Laffer:
The proposals currently on offer fail to address the fundamental driver of health-care costs: the health-care wedge.

The health-care wedge is an economic term that reflects the difference between what health-care costs the specific provider and what the patient actually pays. When health care is subsidized, no one should be surprised that people demand more of it and that the costs to produce it increase. Mr. Obama’s health-care plan does nothing to address the gap between the price paid and the price received.

Instead, it’s like a negative tax: Costs rise and people demand more than they need...The bottom line is that when the government spends money on health care, the patient does not. The patient is then separated from the transaction in the sense that costs are no longer his concern. And when the patient doesn’t care about costs, only those who want higher costs—like doctors and drug companies—care.

Thus, health-care reform should be based on policies that diminish the health-care wedge rather than increase it. Mr. Obama’s reform principles—a public health-insurance option, mandated minimum coverage, mandated coverage of pre-existing conditions, and required purchase of health insurance— only increase the size of the wedge and thus health-care costs.

quinta-feira, agosto 06, 2009

Cash for Clunkers

No seguimento de A política do incentivozinho por Pedro Félix,

Obama Hates Poor People por Sheldon Richman:
That’s the only conclusion to draw from the Cash for Clunkers program, under which the government gives people credits toward new cars if they turn in their less-fuel-efficient used cars for demolition. Of course, that will raise the price of used cars and hurt low-income people, who depend on the use-car market than higher-income people. The program spent $1 billion — that the government doesn’t have– rapidly, so the administrations wants Congress to appropriate $2 billion more that it doesn’t have.


Uma Verdadeira lição de Economia por Ron Paul:


Ron Paul: Cash for Clunkers

E, no seguimento perfeito, Peter Schiff:


Part 5: 08/05/2009 Freedom Watch 26
w/ Ron Paul, Rand Paul, Daniel Hannan, Peter Schiff, more

Doença mental

The Insanity of "Universal" Medical Care por William Anderson na Campaign For Liberty:
Albert Einstein supposedly defined insanity as "doing the same thing over and over again and expecting different results." Indeed, if Einstein was correct, then the U.S. Government is about to embark on a course of insane medical care in the name of "social justice," "morality," and "fairness."
As one who has studied other "universal" medical policies in other countries, I have a different set of descriptive terms for the program that Krugman outlines: command, control, coercion and contraction. In fact, what I have listed is the hallmark of "universal care" elsewhere, and the idea that the American political classes can create a similar "plan" and avoid the pitfalls that plague those systems simply is insane, if we use Einstein’s definition.

Please help me! My ISP is ZON (2)

A todos os power-users que estejam a pensar subscrever o serviço Zon Multimédia Fibra não-sei-mais-o-quê, recomendo a leitura deste post - A Zon 50 megas e a porta 6667 - no 100nada. Aparentemente o fabuloso 'modem' (é um WAP, mas a publicidade está dumbed-down) NETGEAR CBVG834G tem problemas sérios no seu firewall:
Portanto se quer jogar jogos online, pense duas vezes em usar esse serviço. E se já tem e tem problemas, é chatear a Zon até à medula. Ou mudar de serviço, mas quem é que me garante que os outros não são a mesma coisa?

obrigação de estar sempre visível



Operadores vão guardar dados de acesso à Net (Exame Online Informática):
Os operadores vão ter guardar dados relativos a remetentes e destinatários, datas, subscritores de serviços e, em alguns casos, a localização de dispositivos de todas as comunicações electrónicas que processem na Net.
A medida faz tanto sentido como se o Estado registasse toda e qualquer deslocação física dos indivíduos, toda e qualquer correspondência, toda e qualquer chamada de telefone. Sob o pretexto de 'combater o crime' esmaga-se toda e qualquer pretensão de privacidade dos cidadãos. O direito de ser deixado em paz está a morrer, e a ser substituído pela obrigação de estar sempre visível aos olhos dos nossos burocratas e governantes.

dar sem pensar

Cedemo-vos as Berlengas por Elisabete Joaquim no Novo Rumo
.... aproveito esta óptima oportunidade para sublinhar a diferença essencial entre o raciocínio socialista e o raciocínio liberal:

- o socialista dá. Dá o que não é dele é certo, mas o que interessa?, a nobreza do gesto suplanta esses pequenos pormenores do Direito tal como o ”nós” suplanta sempre os difusos “eles” que o raciocínio socialista nunca consegue ver como um concreto “tu/teu”.

- o liberal pensa. Pensa sobre a legitimidade do acto de dar e contextualiza-o no concreto da situação: as Berlengas pertencem ao Concelho de Peniche, o que confere outra realidade ao acto de dar um território que em rigor não pode sequer ser legitimamente dado pelo sujeito que a tal se arroga.

terça-feira, agosto 04, 2009

Encontro de ’bloggers’ com Francisco Louçã (3)

[ infelizmente vou ter de interromper aqui a transmissão ]
20:02 - o debate interno do BE quando sai dá sempre bronca - incómodo? pergunta comprida
20:02 - João Gomes de Almeida pelo Risco Contínuo

20:00 - Louçã gagueja, BE excluiu 7000 militantes das listas
20:00 - cadê Joana Amaral Dias nas listas? porque foi excluída?
19:59 - PS tem toda a liberdade de o convidar
19:59 - BE traído pelo Miguel Vale de Almeida?
19:58 - Louçã: só se encontram gestores honestos na CGD
19:57 - e outdoors a defender nacionalizações?
19:55 - Louçã continua a dizer o que lhe apetece contra o BES
19:55 - RMD: porque não defende a nacionalização do sistema bancário?
[recebi um telefonema, perdi aqui alguma conversa, fala-se de intervencionismo e proteccionismo]
19:52 - que empresários respeita?
19:48 - não há pessoalização; tragédia das elites; fala contra os bonus; eleições são sobre economia
19:48 - nível de pessoalização no discurso do Bloco? há gente rica que admire?
19:47 - 31 da Armada está em todas as convenções; Louçã arma-se em democrata
19:45 - Henrique Burnay interpela Louçã, fala do momento com Portas "você nunca gerou uma vida"
19:45 - 31 da Armada

Encontro de ’bloggers’ com Francisco Louçã (2)

19:43 - Loução continua a demagogia, irrita-se quando lho apontam - defende economias "com regras" - captura do Estado não é "mercado livre" [Einstein!]
19:41 - Tiago Ramalho barafusta e mete Louçã no sítio - concorrência quando a CGD é pública? Política do BE obrigaria outros bancos a tomar políticas arriscadas!
19:40 - BCE monetaristas, nada mais neoliberal [!] - e a economia é planeada pelo BCE :D
19:40 - como é que um Ministério decide as políticas de juros? não é especulativo?
19:38 - Louçã ri-se, que não podem provocar crises [qed cegueira], e volta-se contra os bancos
19:38 - e taxa de juro baixas?
19:37 - nenhuma
19:37 - Não há concorrência entre bancos?
19:36 - Louçã baralha especulação com usura
19:35 - Tiago Ramalho - não é mau para a Economia manter juros baixos? o que é para si um juro normal, e um juro especulativo, como avalia? (pergunta mais inteligente até ao momento)
19:34 - Louçã: sustentar a procura e reabilitação económica
19:34 - ideia geradora de emprego?
19:32 - Louçã fala contra Belmiro - investidores portuguese não podem fugir - os investidores estrangeiros não fogem por causa do ambiente económico [!] - na China não há liberdade
19:31 - num governo BE o sector privado não sairia de Portugal?
19:28 - Louçã: Galp e Amorim manipulam o mercado - renda devia pagar ao défice, decisão contas públicas; banca - recessão culpa da regulação [...] spreads ditados pela CGD - seria um mecanismo de mercado [!]
19:27 - intuitos utópico do BE - gestores do Bloco formados pela HBS?
19:26 - nacionalização da energia (Galp, EDP, ), sistema financeiro (CGD), começa a propaganda
19:25 - impeto nacionalizador do Bloco - lista de empresas a nacionalizar?
19:25 - João Villalobos pelo Corta-Fitas

19:24 - Louçã fala da Economia com autoridade
19:23 - Galamba pergunta sobre promoção de eficiência energética
19:22 - Galamba desculpa José Sócrates; Louçã sorri "João, fez mal"
19:21 - Louçã - programa do Bloco mais adequado que o do PS a uma crise durante mais três anos
19:21 - Galamba parte de pressupostos
19:18 - propostas do BE têm efeito imediato - Galamba interrompe, ao estilo inglês pede resposta directa - Louçã discorre, debatem, defende o imposto anual sobre as grandes fortunas, e continua sobre as "apostas" do BE
19:17 - desvalorização da sustentabilidade das medidas redistributivas no programa do BE?
19:14 - oportunidade para Louçã falar à vontade
19:13 - Galamba interrompe - pede para Louçã não fugir à pergunta - Galamba interrompe - Louçã "quando for deputado saberá a consequência" - interrupção de JG - Louçã tem muitos princípios
19:12 - Louçã diz que JPP correr contra Galamba; começa com banalidades
19:11 - João Galamba pergunta se o BE vai viver em angústia até ser maioria absoluta, onde cede?
19:10 - Louçã repete-se, tem muitos princípios
19:09 - Palmira insiste. isso é PS com maioria absoluta. BE viabiliza?
19:05 - Louçã brilha, fala contra o neoliberalismo, que faça cair o Governo; diz que é contra o codigo do trabalho e privatizações, diz que é questão de eficiência económica [!]
19:03 - governabilidade - sondagem PS e BE com maioria absoluta - a ultima resposta não esclareceu
19:03 - Maria João Pires do Jugular

19:00 - BE não faz coligações com o PS, BE faz decisões de esquerda
18:59 - perguntas dos leitores - BE com 10% - Bloco no Governo?
18:57 - banalidades, incluindo "respondo às minhas cartas"
18:57 - soft-ball para Louçã: como é que a Administração Pública pode usar essas ferramentas?
18:54 - Louçã: "o nosso objectivo é ganhar as eleições na internet" - videos, redes sociais...
18:54 - utilização do BE de novas tecnologias?
18:53 - Activismo de Sofá - João Vasconcelos

Encontro de ’bloggers’ com Francisco Louçã

18:49 - Louçã diz que aceita lições de democracia; e ataca o PS por derivas totalitárias
18:49 - PS - o único partido de esquerda democrática, vs. esquerda não-democrática?
18:45 - "o sistema não está em falência, mas não eternamente" [!?] Louçã perdigota-se a falar do PSD; agora fala do PS; Louçã discursa para o país
18:44 - existe uma alternativa viável para a Segurança Social?
18:41 - a resposta de Louçã assume que o Estado tem de ser pago; e os ricos estão lá para isso
18:40 - pergunta sobre a taxação dos ricos
18:38 - Louçã enquadra o problema e responde concentrando-se na questão da discriminação
18:37 - Joana Mortágua pergunta sobre a polémica do sangue homossexual
18:37 - Les Canards Libertaires

18:36 - mais umas banalidade
18:34 - Seabra dá graxa aos eurodeputados do BE; não se percebe o que quer
18:33 - Louçã fala contra patentes
18:31 - mais uma pergunta chata com termos 'anglicaneses'
18:28 - "sssim" diz Louçã, e acrescenta umas banalidades, mais não se exigia
18:27 - pergunta confusa sobre o software livre
18:27 - vai o Rui Seabra Software Livre no Sapo

18:25 - Louçã: princípios vagos não valem. É preciso derrotar Maria de Lourdes Rodrigues.
18:24 - Guinote: "o concreto?"
18:22 - Louçã quer outro modelo, é preciso ser ambicioso, a Escola precisa de uma outra resposta
18:20 - Louçã fala de Sócrates, enrola e não responde
18:18 - "que tipo de modelo alternativo para o Ensino?" pergunta Guinote
18:16 - Louçã com um discurso moderado (logo, vindo dele, demagógico) sobre "a Escola"
18:13 - primeiro momento orwelliano do dia - "eduquês" é uma invenção do neoliberalismo
18:13 - começa o A Educação do Meu Umbigo de Paulo Guinote

18:12 - finalmente imagens; apresentação e Louçã a sorrir; começa o encontro
18:11 - acabou o musak, ouve-se sons da sala, nada de imagens
18:08 - idem
18:00 - nenhum sinal no Esquerda.net

the right to be left alone

Via Infowars, um excelente discurso de Andrew Napolitano:
....the Constitution was written to keep the government from interfering with our natural rights.

And so, your right to think as you wish, to say what you think, to publish what you say, to travel where you want, to worship as you see fit, to keep and bear arms to defend yourself against a tyranny. And, after the right to life, the greatest and most uniquely American of rights – and I say this in front of the seat of the government – is the right to be left alone.

We wrote a Constitution to ensure that the government would never interfere with these rights. Think about it – if rights come from the government, then the government, by ordinary legislation, or presidential decree can take them away. But if the rights come from our humanity, then unless we violate someone else’s natural rights, the government cannot take our rights away.

Judge Andrew Napolitano- Columbus Ohio Tea Party, August 1, 2009
parte 1 | parte 2

MBA & Company

Mais um artigo sobre a empresa do meu colega Daniel Callaghan — MBA & Company: Service Firm rents out MBAs:
His firm is basically an internet platform allowing companies to find MBAs for short-term consulting work. It was created in order to help companies gain access to top talent in a flexible and efficient manner. At the same time the founders – a team of MBA graduates from some of the world's leading business schools – wanted to help fellow MBAs to get access to real world experience and to find means of income in a difficult economic environment.

segunda-feira, agosto 03, 2009

Entre empregos - review de livros lidos (4)

Revolucionários, Compromisso Portugal

Agora que supostamente algumas figuras graúdas do Compromisso Portugal estarão a regressar à ribalta política, nada como reler as conclusões dos trabalhos de 2007. O livro é um documento válido. Contém propostas de difícil debate no nosso Portugal tão socialista. Não se julgue, contudo, que seja um manual "neoliberal". O CP não advoga um Estado Mínimo, mas um Estado Óptimo. Propõe um sistema de escolha nas escolas, mas profundamente regulado pelo Estado. Propõe um sistema de capitalização para a Segurança Social, sempre na perspectiva de manutenção do Estado Social. A Saúde é tida como um direito fundamental. Os redatores do livro querem mais flexibilidade no emprego, e menos funcionários públicos. Mas também um Estado mais forte, um Sistema Social robusto, políticas económicas estatistas esclarecidas. A meio caminho entre o Free to Choose e a declaração de princípios da Internacional Socialista.

Human Accomplishment, Charles Murray

Charles Murray faz uma lista pessoas que mais contribuiram positivamente para a Humanidade — aquelas cujos feitos constariam do "CV" do Homem. Para o efeito, Murray empreendeu um titânico esforço de inventariação das personalidades que são mais referidas (e mais longamente referidas) nas publicações de referência. Não contente, faz uma extensa análise comparativa dentro de cada domínio da ciência ou arte, e ainda analisa os vários factores qualitativos e quantitativos que levaram as diversas civilizações a sobressair (e a decair) em termos de excelência humana. É um livro de leitura fácil, sobretudo para quem quiser passar por cima da metodologia. Para os maluquinhos do processamento de dados, é um verdadeiro achado. E fica muito bem na prateleira. Altamente recomendado.

The One-Minute Manager, Ken Blanchard

Este não é propriamente um MBA de bolso. Através de uma história simples, explica o princípio do "um minuto" — no fundo, que interessa e compensa no mundo dos negócios, assim como na vida interna das empresas, ser-se sucinto, objectivo, e franco. É um livro no-nonsense de self-management e gestão de pessoas. Recomendado para os líricos da gestão, porque aprenderão a não perder o tempo dos outros. Ou para quem queira uma leitura de uma hora por um preço risível.

O direito à privacidade financeira

Via Cato@Liberty, Leave Swiss Banks Alone:
…for us here in Switzerland, our financial privacy laws are a foundation for individual dignity and basic property rights. Unfortunately, the confidentiality that is the hallmark of Swiss banking is coming under increasing pressure.

We think government exists to serve us, not the other way around. We understand that we have to pay taxes — and we do, with numerous studies showing that the Swiss are extraordinarily honest about paying what we owe — but we do not think it is the government’s role to intrude on our privacy and wrench them from us.

Today, Swiss citizens continue to vote on any tax increases in referendums (and sometimes even accept them). These healthy curbs on government contrast with the Orwellian concept of the “transparent citizen” whose every act is known to government. We see our system as a social pact between citizens and the state. Swiss privacy laws help preserve basic property rights. Bank secrecy was introduced in 1934, most notably to protect the identities and assets of Jews in Nazi Germany.

a government big enough to take from you everything you have


How having the government run the economy is a 'recipe for disaster'

Parasitismo fiscal

Tax Fact of the Day de Johan Norberg:
In 2007, before Barack Obama had started to "spread the wealth around",
the top 1% of tax filers in the US paid more in individual income taxes than the bottom 95%.

Please help me! My ISP is ZON.

Há uns catorze anos atrás, a Telepac revolucionou o mercado de acesso à internet em Portugal. A empresa era notória por ter um péssimo serviço de atendimento a clientes. Foi uma moda os power-users escreverem nas suas assinaturas digitais o dito "Please help me! My ISP is Telepac". O sucessor nos corações e mentes dos portuguese foi a TV Cabo. De novo, infame por um serviço que não pode ser descrito em termos civilizados.

Ora, ando a ver se reformulo a instalação de net, telefone e televisão cá em casa. Estava a pensar na Zon. Interessa-me não mudar muita coisa, o que implica que quero o novo router wireless onde está o antigo. E para isso tenho de saber qual o comprimento de um cabo que vem com a instalação. Ou tenho de comprar outro, mais um custo, mais uma chatice. Mando um mail ao serviço de atendimento a clientes da Zon, explicando a situação e colocando a minha dúvida ("quero ser cliente, digam-me isto por favor")

Resposta pronta: envie número de cliente, número de BI e NIF. Retorco eu "não sou cliente, as outras informações são irrelevantes ao esclarecimento da minha dúvida". Nova resposta "ah mas tem de ser". Reclamação ao supervisor do sistema. Cambada de incompetentes. Estou avisado.

basta de eufemismos

"Direitos positivos" e liberdades negativas

Rationing a Shortage of Positivist Civil Rights por Anthony Gregory no Independent Institute:
Those on the left who believe in positive rights but not negative liberties have always confounded me when they claim universalism. Now, I believe in universal human rights, locally (and, ideally, civilly) enforced. But if you believe everyone has a right to health care or education, then your conception of rights is limited to the amount of wealth, the practical possibility of distributing benefits equally, etc., which is why socialist states treat people so unequally—or, at best, everyone is equally miserable.
As a libertarian, I find it most interesting to see the lefties struggle among themselves when they realize that, given their conception of Civil Rights, there really is only so much justice, as they define it, to go around, and so some minorities and official victims have to be viewed as more equal than others. Only property rights can be universally recognized, and not be contigent on central provision and rationing. Only negative rights guarantee true legal equality. Only libertarianism treats people as people, rather than deepening class problems by entrenching them with state power.

Arrepiante: o racionamento da dignidade humana


Congresswoman Bachmann - No Health care for the disabled July 27, 2009

Modelos sem poder predictivo

Via O Insurgente, Global cooling hits Al Gore's home:
His predictions have proved so wildly wrong – along with those of the Met Office's £33 million computer model which forecast that we should now be enjoying a "barbecue summer" and that 2009 would be one of "the five warmest years ever" – that the propaganda machine has had to work overtime to maintain what is threatening to become the most expensive fiction in history.
De há dez anos para cá, o "Aquecimento Global" passou a "Alterações Climáticas" a "Turbulência Climática, e apesar do "consenso" e de legislação passada a murro, o debate está ao rubro.
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A popularização da "ciência" do man-made global warming baseou-se em "provas" espúrias que comprovavam os modelos - colunas de fumo a sair de chaminés industriais, furacões, massas de gelo a cair no mar, ursos solitários, etc. Acontece que nos últimos anos o tempo parece estar a esfriar, o que não tinha sido previsto nem estava nos planos. Os promotores da conjectura do MMGW de repente redescobriram os preceitos da lógica e vêm dizer que este acontecimentos não provam que o MMGW não existe.

E têm razão, não se pode provar uma negação. O raciocínio funciona ao contrário. Não é qualquer prova existir uma teoria maluca, dados cherry-picked, modelos engenheirados para sairem bem na fotografia, mais medições nesse sentido, uma multidão de cientistas desinteressados nas fortunas que existem para comprovar "algo irrefutável", e um grande escarcéu politico-mediático.

Nenhum dos modelos matemáticos usados conseguem explicar as variações do passado - mesmo escolhendo os factores "causais" mais convenientes. É absurdo que sejam usados para guiar a formação de políticas públicas para cem anos no futuro. O que é certo é que basta um conjunto pequeno mas significativo de previsões que falhem para descreditar um modelo e lançar dúvidas sobre teorias que ainda estão a ser testadas.

É natural que se venha dizer "agora é que é", e patético que não se aprenda com os erros literalmente de ontem. A "ciência" nunca está fechada. Qualquer teoria pode cair e ser substituída por outra mais adequada. Um minuto antes desse acontecimento, acontece frequentemente que "todos" os cientistas e "todas" as medições sejas unânimes: não há mais que investigar.

Numa disciplina tão complexa como o Clima, é pura desonestidade intelectual a presunção que se pode prever o futuro quando não se consegue antecipar o que passará daqui a seis mesmes, nem explicar o passado, nem sequer compreender o presente.

domingo, agosto 02, 2009

The door on the left

072609
Day by Day

Na continuação da polémica do sangue gay (3)

Tentemos perceber o comportamento dos dadores. Porque é que as pessoas vão dar sangue?

Comecemos pelo lado mais mórbido. Haverá quem esteja contaminado com alguma doença transmissível por sangue e queira contaminar outros. Para alguns tem a vantagem de também fazerem uma bateria de testes, one-shop-stop, para despistarem possibilidades por remotas que sejam. Dos restantes, a maior parte fá-lo por altruismo ou sentido de dever. Uns estarão absolutamente "limpos".

Os extremos interessam pouco para esta análise do processo. Os contaminantes não são filtrados pelos questionários. Responderão de forma a que não sejam impedidas de fazer a sua doação. Vá lá que o sangue destas pessoas é filtrado pelos testes (têm uma eficiência muito alta). Os "limpos" passarão qualquer questionário.

No grupo intermédio, algumas pessoas não estão informadas, pelo que tem grande valor o questionário sobre os hábitos do dador. Para as demais, as perguntas são meras formalidades que não acrescentam valor à sua experiência. O seu fim, pelo qual se deram ao trabalho de ir dar sangue, é chegar ao acto da doação.

Isto, mesmo que não tenham absoluta certeza sobre o seu estado ("o meu namorado foi-me sempre fiel?"). À partida não se apresentariam se não estivessem minimamente confiantes que estão bem, e sabem que o teste é bom. Contudo se comunicarem ao médico ou enfermeiro qualquer dúvida, é certo que o processo será terminado. Há pois um sério incentivo para que não respondam honestamente às perguntas.

Nestas condições, a informação recolhida não é credível. Para mais, quando se rejeita um dador pelas respostas que deu, nunca se saberá se aquela pessoa estava infectada, e porquê.

(continua)

Argumentum Ad Governmentum

Argumentum Ad Governmentum por Evan Banks no OpenMarket.org:
One of the most popular logical fallacies I’ve encountered has been a heavy reliance on what I’ve come to call argumentum ad governmentum.
.... At its worst, argumentum ad governmentum is a way of getting others to act and think the way we would like them to by using a collective force of will to persuade local and central governments to exercise force against others on our behalf.
.... utilizing government and legislative force as a value-laden battering ram will never win over hearts and minds to a cause, no matter how noble or praiseworthy we may think it is .... When you merely force them to unwillingly bend to a system that claims their best interest in your name, you have made a slave.

45 milhões e demagogia

Via No Pasarán!, "Obama rarely misses a chance to stress that 46 million people in the U.S. lack health coverage, but experts say that the actual number is far less":


Uninsured In America


A propósito do vídeo acima, este cartoon:

Caridade sem Verdade

Neither Truth Nor Charity: The Destructive Influence of a Papal Encyclical por Mario Rizzo:
Recently Pope Benedict XVI issued a papal letter (“encyclical”) called “Caritas in Veritate” [CV] or “Charity in Truth” which is largely about economic issues relating to globalization.
.... all sorts of “scientific” statements are being made .... First, they are not consistent with the overwhelming thrust of economic liberalism. Second, they reveal an ignorance of economic thought that often is at a very elementary level. Hence the policies that they support would be destructive to many of the ends the Church values.

In fact, the pope commits the “sin” against which he warns us: advocating charity without truth. This he says is simply sentimentality.

All this is because the Church, in an effort to have a social-political-economic doctrine, has entered areas beyond its own admitted competence.

O fracasso trágico da teoria keynesiana

The tragic failure of Keynesian economics por Steven Kates no IEA Blog:
Here is the fundamental error of Keynesian economics .... From the theoretical point of view, it makes no difference whether money is spent by consumers on final goods and services, by governments on politically driven wasteful expenditures, or by businesses on value adding forms of investment. All provide demand and therefore all are equivalent so far as macro theory and policy are concerned.

John Stossel Take on Health Care Reform


ABC's 20/20 & John Stossel Take on Health Care Reform

Na continuação da polémica do sangue gay (2)

Diz o João Miranda que há sempre quem invoque a excepçãozinha para provar que os homossexuais deviam poder dar sangue. Obviamente isso não cola. Quanto muito a excepção é evidência que as populações são caracterizadas por uma distribuição de comportamentos, e não podem ser reduzidas a uma taxa de incidência.

Actualmente o custo de descriminação é nulo, mas é alto o custo de fazer passar um lote com sangue infectado. O custo de diminuir marginalmente o número de lotes maus poderia compensar implementar outros processos de rastreio de dadores.

Os dados que temos sobre a infecção de HIV e outras DST vêm sobretudo de infectados. E os dados permitem tentar reconstruir matematicamente parte dessas distribuições. É um processo dado a erros porque não há grande confiança na aquisição e validação dos dado, e porque os modelos são complicados e dependem muito de algumas opções humanas.

Se os modelos pudessem ser elaborados com informação fidedigna, e se os dadores fossem verdadeiros nas suas respostas, então poderia ser possível fazer depender a decisão de factos ou factores comportamentais mais relevantes, e eliminar a inconveniência de perguntar a orientação sexual às pessoas. Mas, resumindo, para isso seria necessário mais informação, e mais certeza da veracidade da mesma.

(continua)

sábado, agosto 01, 2009

ainda o cartaz

Também a propósito do artigo A Bela e o Gay de José de Pina no jornal i online:
Mas o grave disto tudo é que o cartaz em que Sócrates aparece rodeado só de mulheres a olhar embevecidas para ele passou a ser publicidade enganosa. Mas como J. Amaral Dias não quis ser o Pacheco Pereira do PS, resta agora aproveitar o ex-Bloco Miguel Vale de Almeida, que, no entanto, apesar de ser gay assumido, não me parece que aceite usar cabeleira loura.

...a minha irmã meteu-me na cabeça que a senhora à esquerda no cartaz — a parente do Incrível Hulk, ao lado do fantasma do Governo-quase-Passado — é parecida à Katie Holmes.

Na continuação da polémica do sangue gay (1)

Interessa ao Estado recolher uma determinada quantidade de sangue em cada campanha. A maneira como essa quantidade é calculada é pouco relevante - será uma média do que é necessário no sistema de saúde em cada estação, acrescida de um qualquer stock de segurança.

Hoje em dia o volume de sangue doado excede as necessidades, pelo que o Estado pode gerir como faz as recolhas (e é por isso que os postos nunca estão à mão). Como os testes não são perfeitos, e certamente não distinguem a proveniência do sangue, a quantidade de lotes contaminados depende da taxa de infecção média de quem dá sangue. É esta que interessa minimizar. Dar sangue não é um direito, e joga-se a vida de pessoas em situações críticas. Esta é a base da argumentação que o Estado deve descriminar entre pessoas.

Diz a lógica que o Estado deve "começar" por aceitar sangue das pessoas mais insuspeitas, depois passar ao grupo seguinte — no fundo seriar grupos por incidência de risco, completar as necessidades da campanha, rejeitar liminarmente os restantes grupos que estiverem à porta.

É certo que Estado não deve descriminar pessoas, mas alguns casos, tem que ser. Seria ridículo chamar idosos para o serviço militar. Contudo cai mal que haja uma regra que diga "se és bicha não dás sangue". Afinal, também ao exército convém ter soldados machões, e não pode rejeitar gays. Na questão do sangue, recusar doações de homossexuais é um motivo de força maior, ou uma expediência? Interessa pensar sobre o assunto. Atalhar e proclamar "ponto final" é revelador de alguma preguiça intelectual.

(continua)