Nacionalizar os prejuízos e privatizar os lucros é escolher o pior do capitalismo e o pior do comunismo.Dito de uma forma clara:
- "nacionalizar os prejuízos" é o "pior do comunismo", e
- "privatizar os lucros" é o "pior do capitalismo".
O comunismo produz o inferno da Terra porque ao proibir ("abolir") a propriedade privada, esmaga a liberdade individual. Tudo passa a ser controlado pelo poder político, incluindo a actividade económica — nem se pode falar de lucros ou prejuízos. Quero pensar que ninguém civilizado acha que há algum aspecto "melhor" no comunismo. O único silver lining é que <sarcasmo> mais cedo ou mais tarde eles matam-se uns aos outros. Muito menos faz sentido falar de "pior" do comunismo, sobretudo com o afastamento de uma análise económica, precisamente porque estes regimes têm a sua génese em pilhagem, vivem de repressão, e descambam para a matança.
É deixada passar airosamente a ideia que "privatizar os lucros" é o "pior do capitalismo". Em rigor HG diz .. lucros e prejuízos pertencem aos accionistas ou proprietários. Só assim o capitalismo funciona bem. — o que compõe a noção, infelizmente com aceitação popular, que os lucros são um mal necessário.
O melhor do capitalismo — que não é a nacionalização dos prejuízos e a privatização dos lucros — não é a constante e efectiva ameaça de falência. Não é que os investidores financeiros possam perder dinheiro. Esta é uma visão destrutiva e odiosa. O melhor do capitalismo é permitir que as pessoas usem a sua propriedade para levar a cabo os seus objectivos, recolhendo as recompensas da sua acção, e assumindo as perdas da mesma. O "pior" é esta liberdade ser um bem muito escasso - mercê dos estatistas que invejam, cobiçam e abominam os ditos "lucros".
Num sistema capitalista os "lucros" não provêm de pilhagem obtida por vida política - obtêm-se por relações consensuais, mutuamente benéficas — obtêm-se quando pessoas abdicam livremente de capital que é seu em troca de bens e serviços que melhoram a sua vida. São recompensas integralmente merecidas que pertencem ao empreendedor — mas também atestados de valor social, e incentivos mais para servir o próximo.
É a ânsia estatista de nacionalizar essa riqueza moral e material que destrói as condições da sua criação. E que potencia que um dia primeiro os prejuízos sejam nacionalizados, e depois os infames lucros, e em consequência a liberdade das pessoas, e a prosperidade de toda uma sociedade. O jornalismo de serviço reportará imparcialmente, como diligente "consciência social" e agente de mudança que não se esquiva ser.
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