quinta-feira, outubro 20, 2011

Parasitismo acéfalo

Sei que por esta altura a malta já não tem pachorra para a política, vencida pelo cansaço depois de tanto tempo de austeridade. Mas o cansaço - ou o desespero - não justificam algum surrealismo que por aí anda.

Por exemplo toda a questão de quem ganha mais - público ou privado - e portanto quem deve ser mais "roubado". Como se houvesse uma ética do roubo. A verdadeira escolha é entre roubar _ainda mais_ ao privado, ou redistribuir internamente ao Estado - menos dinheiro para os funcionários públicos, mais para a máquina -- mantendo o produto do roubo (sim porque não se esperam reduções na despesa/taxação).

Ora, todo o dinheiro que vai para o sector "público" é previamente subtraído ao privado. Os funcionários públicos que defendem que os privados deviam "contribuir" mais estão matar, a prazo, quem lhes produz os salários.

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