O Governo Nazi, o zé povinho e as tácticas do Salame de Ricardo Lima (excertos):
Dividir para conquistar, a velha táctica romana que presopunha lançar os inimigos uns contra os outros e enfrentá-los separadamete. Pouco a pouco dominá-los sem que estes se apercebessem e sem que tentassem unir esforços que poderiam contornar um trágico destino. Salami Tactics, a velha estratégia soviética de destruír, lentamente, adversários e liberdades, de uma maneira tão subtil que quando estes “acordam para a vida” – como diz o zé povinho – já é tarde de mais.
.. Salami tactics. Uma proíbiçãozinha aqui, um aumento de impostos aculá. “Com moderação, sempre com grande moderação”. É claro que se eu furar a minha parede com moderação e não interromper o acto, acabarei por chegar à casa do vizinho. Mas para grande parte da classe política e para a população bem pensante, isto não aparenta ser tão óbvio. Outro exemplo das salami tactics, que utiliza descaradamente a hipocrisia popular, é o facto de virar constantemente fumadores contra não fumadores, pais contra pais e contra filhos, produtores contra consumidores, donos de mercearias contra donos de clubes nocturnos, etc etc ..
.. está patente o double standard se exigir o voto aos 16 mas tirar o bolicao, o panique, o cheeseburguer, o Rebull ou até o finito. Mas se as acções de umas juventudes e bancadas são condenáveis, a inacção de outras, perante este tipo de “brincadeiras”, não lhe fica atrás.
Estas medias – e outras pérolas que constituem atentados à liberdade económica ou de expressão – travestidas de boas intenções carregam, a passos lentos, a estrutura de um Estado Totalitário .. Não, caro leitor. Não estou alcoolizado. Nem estou a afirmar que amanhã vamos estar dentro de um Big Brother. Mas ninguém terá coragem – ou argumento – para negar que estamos bem mais próxims que há alguns anos atrás e que daqui a uma década para lá continuaremos a caminhar. Tijolo a tijolo, pedra a pedra. E alguns só repararão quando o carpinteiro estiver na parte dos acabamentos. Foi o triste destino das vítimos do Nazismo, das vítimas do Comunismo na Europa do Leste. Foram consentido, por um motivo ou outro, a perda das suas liberdades e foram apoiando, vincadamente, a perda das liberdades dos outros. Não falaram por eles, falaram contra eles. Mas quando foram eles a vítima, já não restavam quem por eles falasse.
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