Um dos vice-presidentes do PSD, Jorge Moreira da Silva disse, na entrevista que deu ao jornal Público (exlusivo assinantes ou em papel) que o “país precisa de um choque de empreendedorismo.” Não deixa de ser fantástico que os políticos ainda tenham, depois de todos os recursos que o estado e os seus governos já consumiram, o à-vontade para o discurso do dava-nos muito jeito se trabalhassem mais.Se se esforçassem mais. Se fossem geniais. Genial é, aliás, o termo. Pois só um génio, empreende no quer que seja, quando, e ainda antes de começar, é castigado com regras e impostos. Só alguém genialmente desinteressado, empreende para mais de metade daquilo que produz ir para os bolsos de quem, de ar sério, ponderado e reflectido, lhe diz que precisa de dar mais. E lhe diz ainda que a “mudança de mentalidades” se faz com “políticas públicas e fiscalidade”. Ou seja, com mais impostos e mais favorecimentos arbitrários.
As metas do défice público estão a derrapar devido à queda nas receitas. Com conversas como as do teor da entrevista que referi em cima, só merecem que desçam muito mais. Talvez assim percebam que o que o país precisa não é de mais gente disposta a trabalhar, mas menos gente disposta a ver nos outros uma árvore das patacas. Mais do que um choque de empreendedorismo, precisamos de um choque, sim, mas de fim de socialismo.
"A Arte da Fuga" ("Die Kunst der Fuge", BWV 1080) é uma obra-prima de Johann Sebastian Bach:
um único tema musical persegue-se, a si mesmo e as múltiplas variações, num diálogo musical intenso desenvolvido a diversas vozes, rico de simetrias, inversões, ritmos e tempos diferentes.
Fugas para aartedafuga@gmail.com
segunda-feira, junho 25, 2012
No que deu o choque socialista
Transcrição integral de No que deu o choque socialista de André Abrantes Amaral n'O Insurgente:
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